quarta-feira, 15 de junho de 2016

SAR, O Senhor D. Duarte Pio de Bragança visita Monção



O Duque de Bragança, D. Duarte Pio, esteve em Monção naquela que foi a sua terceira visita oficial a este concelho Alto-Minhoto.

Pela primeira vez no Museu do Alvarinho, D. Duarte foi recebido com honras militares e mostrou-se bastante agradado com o que presenciou.

terça-feira, 14 de junho de 2016

SAR, O Senhor D. Duarte de Bragança presente no Encontro Nacional de Homenagem aos Combatentes



Decorreu uma vez mais junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Belém, a habitual homenagem a todos os homens e mulheres que tombaram em defesa dos valores e da perenidade da Nação Portuguesa no Ultramar. Um acontecimento pleno de dignidade que conta sempre com a presença do Chefe da casa Real Portuguesa, marcado por uma grande comoção patriótica e adesão popular. 

A Real Associação de Lisboa, como já é tradição, esteve representada pelo seu presidente.






domingo, 12 de junho de 2016

“Uma grande vitória da vida!”

Hoje, defender que a criança já concebida mas ainda não nascida é parte do corpo da mãe é, do ponto de vista científico, tão anacrónico como seria absurdo defender, em pleno século XXI, o geocentrismo

“Uma grande vitória da vida!” – foi com esta expressão triunfal que o presidente da comissão de ética do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), dr. Gonçalo Cordeiro Ferreira, saudou o nascimento, no passado dia 7 de Junho, de uma criança do sexo masculino, quatro meses depois da morte cerebral da sua mãe.
Apesar de, a 20 de Fevereiro passado, ter sido declarada a morte cerebral da mãe, o filho, então inviável, nasceu, já com 32 semanas, na passada terça-feira, no Hospital de São José. Segundo o presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal, Dr. Luís Graça, um tal caso é raríssimo, não só em Portugal como em todo o mundo. Afirmação aliás confirmada pelo neuropediatra Dr. Miguel Leão, presidente do Conselho Nacional de Ética da Ordem dos Médicos, que também acompanhou este processo.
Segundo os especialistas, não é fácil manter, em simultâneo, a vida de uma mãe grávida, cuja morte cerebral já foi clinicamente atestada, e a vida intrauterina do filho. Obviamente, se a vida da mãe, depois da sua morte cerebral, não fosse susceptível de ser mantida por via artificial e o filho nela gerado não fosse viável, o que geralmente só ocorre depois das 24 semanas de gestação, haveria a lamentar a perda irreparável das duas vidas. Do ponto de vista ético, nada obriga ao prolongamento artificial de uma vida depois de verificada a morte cerebral. Mas, quando se trata de uma grávida e o filho ainda não é viável, é moralmente exigível que se mantenha, por meios artificiais, a vida da mãe, pelo menos até quando já se possa provocar o nascimento da criança. Foi o que agora aconteceu, graças a Deus e também à medicina portuguesa, que está, por isso, de parabéns.
Se as ecografias já tinham demonstrado que o feto tem uma vida própria, diferente da vida materna, estes casos ainda mais confirmam que a vida da mãe nunca se confunde com a do seu filho, mesmo quando este ainda não nasceu. Hoje, defender que a criança já concebida mas ainda não nascida é parte do corpo da mãe é, do ponto de vista científico, tão anacrónico como seria absurdo defender, em pleno século XXI, o geocentrismo. Não deixa de ser paradoxal que os partidos supostamente mais modernos e progressistas, em termos políticos, sejam, em geral, os mais obscurantistas e retrógrados do ponto de vista científico e social.
Quando alguns pretendem desonrar a nobilíssima profissão médica, bem como os demais profissionais da saúde, atribuindo-lhes funções contrárias à vida que contradizem o juramente hipocrático, é particularmente oportuno saudar este triunfo, não apenas da ciência clínica, mas também da ética humanista. Para além do êxito técnico, importa assinalar esta componente humana, que tão expressivamente se verificou neste caso.
Como o Observador oportunamente noticiou, “os médicos choraram quando o bebé nasceu”. Por sua vez, a Dra. Ana Escoval, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central, declarou que, quando se produziu o tão desejado nascimento da criança, “houve uma carga emocional fortíssima”, mesmo por parte dos profissionais mais habituados a este tipo de situações. Também o director clínico do Hospital de São José, Dr. António Sousa Guerreiro, testemunhou um sentimento que é decerto comum a todos os profissionais de saúde: “Temos uma profunda tristeza com a morte de alguém e um momento de alegria sempre que nasce uma criança”.
São muito de saudar os incríveis desenvolvimentos da técnica médica, em todos os seus âmbitos, mas não é menos importante que esses progressos se realizem sempre de acordo com os princípios éticos. Com efeito, nem tudo o que cientificamente se pode fazer deve ser feito, ou seja, é moralmente lícito.
As experiências médicas realizadas nos campos de concentração nazis são um triste exemplo do que acontece quando a técnica se divorcia da ética: converte-se, a breve trecho, numa prática monstruosa. Quando a ciência não está ao serviço da vida e do bem comum, transforma-se facilmente num instrumento de opressão e de morte. Os próprios profissionais da saúde se podem tornar autênticos carrascos se, como no regime nazi, trocarem o juramento de Hipócrates por uma servil obediência às exigências imorais do poder, seja ele político ou económico.
Não basta que os médicos, enfermeiros e auxiliares sejam bons técnicos. É preciso, sobretudo, que sejam pessoas de princípios morais. Se o forem, em caso algum permitirão que os seus conhecimentos sejam usados para outro fim que não seja a defesa da vida, quer na sua fase inicial, como neste caso, quer na sua fase terminal, não menos dignas e decerto mais carentes desse apoio técnico e moral.

Fonte: Observador

sábado, 11 de junho de 2016

522 Anos do Tratado de Tordesilhas

Tratado de Tordesilhas


Há 522 Anos assinou-se o Tratado de Tordesilhas!
Em 7 de Junho de 1494 foi celebrado entre o Reino de Portugal e o recente Reino de Espanha o Tratado de Tordesilhas, para dividir as terras ‘descobertas e por descobrir’ por ambas as Coroas fora do Continente Europeu. O Tratado ocorreu no seguimento da contestação portuguesa às aspirações da Coroa espanhola que reclamara oficialmente o Continente Americano para a Rainha Espanhola Isabel, a Católica, resultantes da viagem empreendida por Colombo, que um ano e meio antes chegara ao Novo Mundo.
O Tratado de Tordesilhas, assim chamado embora fosse assinado na povoação castelhana de Arévalo, foi assinado por El-Rei Dom João II de Portugal e pelo Rei-consorte Espanhol D. Fernando II de Aragão, marido de Dona Isabel I de Castela, a Católica e que juntos ficaram para a História como os Reis Católicos.
O tratado definia como linha de demarcação o meridiano  370 léguas   a oeste da ilha de Santo Antão no arquipélago de Cabo Verde. Esta linha estava situada a meio caminho entre estas ilhas – já portuguesas – e as ilhas das Caraíbas descobertas por Cristóvão Colombo, no tratado referidas como Cipango e Antilha. Os territórios a leste deste meridiano pertenceriam a Portugal e os territórios a oeste, à Espanha. O tratado foi ratificado pela Espanha a 2 de Julho e por Portugal a 5 de Setembro de 1494.
Mas mais importante que a História do Tratado de Tordesilhas é a lenda, pois este tratado encerra muitos mistérios.
El-Rei Dom João II de Portugal ganhou o cognome de O Príncipe Perfeito, pois em tudo o que fazia ou deliberava punha um cunho de perfeição, e para o sucesso das suas decisões em termos de política externa e geoestratégia contava sem dúvida as decisões que tomava em função da informação privilegiada que os seusserviços secretos recolhiam e que o tornavam no mais esclarecido dos monarcas europeus da época. Prova disso, e expoente máximo da sua política, é o Tratado de Tordesilhas. É muitas vezes apontada a tese de que a Descoberta do Brasil, apesar de ter ocorrido oficialmente em 1500, por Pedro Álvares Cabral ao serviço d’El-Rei Dom Manuel I de Portugal, já havia sido achado nas misteriosas viagens do capitão Duarte Pacheco Pereira para oeste de Cabo Verde e que um lançado – Lançados eram agentes desembarcados na costa oriental de África e depois seguiam para o interior recolhendo informação que facilitasse a expansão portuguesa no continente que se começava a explorar, e sobretudo sobre o então lendário Reino de Preste João. Eram homens de uma enorme coragem lançados no desconhecido e que por isso lhes deram o nome indígena de Tangomaos, sendo que tangomao significa:‘aquele que morre ausente ou desterrado da pátria’ – de nome João Fernandes ‘Lavrador’ terá mesmo feito uma pequeníssima exploração do território. Então, sabendo disso, Dom João II nas negociações do Tratado de Tordesilhas tudo fez para que o acordo fosse gizado daquela forma, incluindo a ainda por descobrir Terra de Vera Cruz.
Miguel Villas-Boas

sexta-feira, 10 de junho de 2016

XXIII Encontro Nacional de Homenagem aos Combatentes

Os Portugueses vão honrar os que serviram Portugal


A Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos Combatentes 2016 promove no próximo dia 10 de Junho, junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Belém, o seu XXIII Encontro Nacional. As cerimónias que ali terão lugar têm por objectivo comemorar o Dia de Portugal e prestar homenagem a todos aqueles que tombaram em defesa dos valores e da perenidade da Nação Portuguesa.

Por esta razão, ali se reúnem sempre um tão grande número de Portugueses, não só os que foram Combatentes no Ultramar e os que mais recentemente serviram em missões de paz no estrangeiro, mas também todos aqueles que, amantes da nossa História e envolvidos na construção de um futuro mais próspero para a sociedade portuguesa, querem ser participantes activos nesta homenagem.

O Presidente da Comissão Executiva desta Homenagem, Vice- Almirante Victor Lopo Cajarabille, convida os Portugueses a acorrer a Belém porque honrar os que serviram Portugal é um dever cívico de permanente reconhecimento por parte das gerações vindouras e celebrar esta memória facilita o encontro com o norte que nos vai orientar nos combates do futuro.
 
Este ano será lembrada no discurso a acção da Marinha Mercante no inesquecível apoio logístico ao Combatente Português em África.


Programa

10h30 – Missa por intenção de Portugal e de sufrágio pelos que tombaram pela Pátria, na Igreja de Santa Maria no Mosteiro dos Jerónimos;
12h15 – Abertura da cerimónia junto ao Monumento;
12h17 – Palavras de abertura do Presidente da Comissão Executiva;
12h21 – Leitura da mensagem de Sua Excelência o Presidente da República;
12h25 – Cerimónia inter-religiosa (Católica e Muçulmana);
12h33 – Discurso alusivo pelo orador, Tenente-Coronel Brandão Ferreira;
12h43 – Homenagem aos Mortos e deposição de flores;
13h09 – Hino Nacional pela Banda da GNR. Salva protocolar por navio da Marinha;
13h13 – Passagem final pelas lápides, Capela e Memorial ao Combatente;
13h33 – Salto de Pára-quedistas do Exército;
13h40 – Almoço-convívio nos terrenos frente ao Monumento.


Fonte: O Adamastor

S. Anjo da Guarda de Portugal

quinta-feira, 9 de junho de 2016

SAR, O Senhor D. Duarte de Bragança de visita a Santarém

Evento organizado pela Agrobio decorre esta quinta-feira, 9 de Junho.

A Agrobio (Associação de Agricultura Biológica) vai realizar esta quinta-feira, 9 de Junho, o seminário “Agricultura Biológica e a PAC 2014-2020”. O evento vai decorrer no CNEMA – Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas – a partir das 10h00. A abertura do seminário está a cargo do presidente da Agrobio, Jaime Ferreira.

Jaime Ferreira vai abrir o primeiro painel, onde abordará o tema “Agricultura Biológica: Mercados e Tendências”. Segue-se, pelas 10h50, o exemplo de “Uma exploração em agricultura biológica no Ribatejo”, conduzida por Virgílio Pestana, da Casa da Caldeira. O painel seguinte é sobre “O impacto da PAC sobre o ambiente e consumo” (11h20). Gabriela Freitas, gestora do PDR2020, vai falar sobre “Apoios à agricultura biológica no PDR 2020” (11h50).
Fernando Amaral, da Direcção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, vai falar sobre a “Certificação em Agricultura Biológica” (12h20). “Agricultura Europeia: o papel da agricultura biológica” será debatido por Elena Panichi, da Unidade B4 (12h40). O encerramento do seminário vai estar a cargo de S.A.R. D. Duarte de Bragança.
Fonte: O Mirante

quarta-feira, 8 de junho de 2016

10 de Junho de 2016…o exército é trocado pelo futebol

“As Comemorações oficiais do 10 de Junho serão em Paris“…é com esta frase que qualquer português se começa a questionar se França também faz parte de Portugal.
A interrogação , mesmo que justificada com a presença das comunidades portuguesas, é perfeitamente justificável porque o 10 de Junho remonta aos primórdios da nacionalidade, primeiro com o culto ao Arcanjo S. Miguel (teria aparecido a D. Afonso Henriques na Batalha de Ourique, dando origem a um culto que seria oficialmente instituído a 1504 pelo Papa Júlio II a pedido do Rei D. Manuel I) e posteriormente com a República a data passaria a ser comemorada como feriado municipal de Lisboa atribuindo o seu contexto a Camões... posteriormente passaria a data comemorativa nacional com o Estado Novo , natureza mantida pela III República de 1974. Mesmo considerando o peso da diáspora e o maior sentido de comemorar no Canadá ou no Reino Unido onde as comunidades portuguesas já comemoram o dia , não é de todo irrelevante que a única data nacional onde o Presidente da República se digna a comparecer com honras militares  seja substítuido por uma versão estatal do “portugal em festa” da SIC onde o Presidente abandona o exército português e a memória dos combatentes caídos em troca de uma jantarada com a Selecção Nacional de Futebol.
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Conscientes do erro, a casa Civil já elaborou um programa para medalhar os sobreviventes e intervenientes do massacre do Bataclan , como justificação para evitar as críticas justificáveis dos muitos portugueses que deram a vida para defender o País e de outros tantos que vêm a Chefia do Estado transformar-se num programa de entretenimento desprovida de valor Histórico.
O Dia 10 de Junho a caminho de se tornar tão irrelevante para Belém quanto o dia 1 de Dezembro. A Identidade Nacional diluí-se no ego dos políticos.
"A PROBLEMÁTICA MONÁRQUICA E AS CRISES NACIONAIS", por Jorge Borges de macedo
D. Duarte de Bragança afirmou um dia que iria comparecer sempre no dia 1 de Dezembro (o dia em que 40 portugueses correram com o jugo dos reis espanhois, 1640, data que não é comemorada pelo Chefe de Estado) até ao dia em que o Presidente da República se dignasse a falar nesse dia tão relevante para a Identidade Nacional. Parece que SAR D. Duarte ganhou mais uma data comemorativa para se dirigir aos portugueses porque o Presidente da República trocou o País e o Exército (do qual é chefe máximo) por uma festarola em Paris.
É grave quando um Presidente esquece que as datas servem para lembrar o essencial. As Nações não são construídas com festas propaganda e futebol mas sim por suor e sangue de gerações que mereceriam pelo menos um dia (em 365) em memória dos que lutaram por um futuro melhor.
Ricardo Gomes da Silva

terça-feira, 7 de junho de 2016

D. Manuel II – O Rei Que O Povo Amou

Rei em Viagem


A exemplo de Seu Augusto Pai e Avô, Sua Majestade El-Rei Dom Manuel II calcorreava o País de lés a lés, e onde quer que fosse o Povo aclamava-O entusiasticamente e exortava de alegria à Sua passagem, sugestionado não apenas pela expressão superlativa dapersona Real, mas porque o Rei percorria as ruas sondando e interagindo com o Seu Povo, visitando os doentes nos hospitais, levando-lhes o tão importante aconchego espiritual, mostrando-se Português em tudo e não se fazendo esquisito em estender a mão a qualquer súbdito e a dirigir a Sua palavra cordial a qualquer um. Às visitas do Rei, em qualquer localidade deste Portugal, como no Porto, Espinho, Santo Tirso, Barcelos, Braga, Guimarães, Viana do Castelo, etc., acudia o Povo, a Nobreza urbana e rural e a burguesia com ruidosas manifestações de sentimento e dedicação traduzidos nos incontáveis e expressivos ‘Viv’ó Rei!’, pelo que, também, com Ele o trono do Rei de Portugal era alçado não num estrado, mas erguido nas bases sólidas do direito público nacional e escorado na dedicação recíproca entre Monarca e Povo.
O Rei e as instituições da Monarquia nunca foram os bloqueadores do funcionamento das instituições políticas, mas os que mais contribuíam para o seu funcionamento, porém a política era terreno podre, e como tal campo fácil para ser minado pelos revolucionários republicanos que pretendiam apropriar-se dos meios de poder e coacção.
‘Praticam actos que impedem a vida regular dos governos o Júlio Vilhena, a minoria, o Presidente da Câmara, a maioria?! O culpado sou eu, e eu só é que devo conseguir tudo, senão… não poderei contar com a fervorosa dedicação dos que eu agora abandono!… Mas quem é que eu abandono?! Tenho trabalhado com a máxima sinceridade e dedicação ao meu País e tenho feito, como bem sabe, tudo o possível para harmonizar! Sou eu, que tenho provocado os conflitos na Câmara? Sou eu que tenho acirrado a vivacidade das paixões políticas? De mim tudo se exige! Não poderei eu pedir aos políticos que por amor do País atenuem um pouco isto tudo?!’, escreveria um atilado Rei Dom Manuel II a José Luciano de Castro, fazendo ver o quanto os políticos com as suas questiúnculas estavam a prejudicar o País e a Coroa, a quem depois imputavam culpas, não merecidas, pela inaptidão própria destes homens que se meneavam em jogos dos interesses partidários.
A Monarquia não caiu, deixaram que a assaltassem!
Miguel Villas-Boas