segunda-feira, 12 de maio de 2025

Santa Joana Princesa de Portugal

Santa Joana Princesa, nascida em 1452, foi uma figura notável de Portugal. Filha do rei D. Afonso V, destacou-se pela sua profunda devoção religiosa e escolha pela vida conventual, rejeitando o casamento e a vida na corte. Entrou no Convento de Jesus, em Aveiro, onde viveu com humildade, dedicando-se à oração e à caridade. Faleceu, no dia 12 de Maio de 1490, aos 38 anos, agarrada a um crucifixo, e rodeada pelas irmãs da sua comunidade. Conhecida pela sua santidade, foi beatificada em 1693 pelo Papa Inocêncio XII. Santa Joana é um símbolo de fé e desapego, sendo venerada como padroeira de Aveiro. A sua vida inspira até hoje pela entrega espiritual e simplicidade.

Oração A Santa Joana Princesa

Ó Santa Joana Princesa, virgem de coração puro e alma dedicada a Deus, tu que renunciaste às glórias mundanas para seguir o caminho da humildade e da caridade, intercede por nós.

Guia-nos com tua fé inabalável e ajuda-nos a viver com simplicidade e amor. Por tua intercessão, que possamos encontrar força para cumprir a vontade divina.

Amém.

domingo, 11 de maio de 2025

A DATA DO 1º DE MAIO DEVE DEIXAR DE SER FERIADO NACIONAL!

Comecemos por dizer que não estamos contra que se comemore o dia; cada um que o festeje à sua vontade.

Aliás, todos os dias são dias de comemorar qualquer coisa. Já nem chegam os dias para tanta evocação, vamos ter de passar a utilizar também as noites…

A única comemoração (creio) para a qual ainda se não se dedicou um dia (quem será que “decreta” estes dias?) é o Homem. Sobretudo se for branco, cristão e hétero…

O que entendemos é que não se deve comemorar a data como feriado nacional.

Impõe-se uma pequena incursão histórica.

Em 1864 é criada a primeira Associação Internacional dos trabalhadores, em Londres, a que se chamou, mais tarde, a “Primeira Internacional Socialista”. As divisões ideológicas determinaram a sua extinção ao fim de sete anos. Uma das suas principais reivindicações era a de a jornada diária de trabalho passar a ser de 10 horas.

As reivindicações desta “primeira internacional” repercutiram-se no IV Congresso da “American Federation of Labour”, em 1884. Mas todas as negociações havidas com as entidades patronais lançaram a revolta nos principais núcleos industriais do país.

Tal estado de espírito levou a que a 1 de Maio de 1886, fosse convocada uma greve geral, que teve a adesão de entre 350.000 a um milhão de pessoas (os autores dividem-se).

Porquê a um de Maio? Pois porque era a data em que a maioria das empresas iniciava o seu “ano financeiro” e se dava início ou término aos contratos de trabalho.

A repressão a esta greve foi violenta e especialmente dura na cidade de Chicago. Nesta cidade, ao quarto dia de manifestações, explodiu uma bomba e as refregas subsequentes causaram a morte de vários manifestantes e polícias. Deste incidente resultou a prisão de oito líderes do movimento grevista. Quatro deles foram enforcados e os restantes quatro condenados a prisão perpétua (um deles suicidou-se).

A luta não parou e pressões oriundas de vários sectores levaram à constituição de um novo júri, em 1888, que determinou a anulação do anterior julgamento, ordenando a absolvição dos réus e a libertação dos três que estavam presos. Reconheceu-se ainda, que a bomba tinha sido colocada pela própria polícia!

Em 1890 o Congresso Americano votou a lei que estabeleceu que a jornada diária de trabalho passaria a ter oito horas.

Todos estes eventos tiveram repercussão na Europa, com a “Segunda Internacional Socialista, criada em Paris, em 14 de Julho de 1889, por insistência de Frederic Engels, a proclamar o 1º de Maio, o Dia do Trabalhador, em memória dos que morreram em Chicago.

Só a 23 de Abril de 1919, o Senado Francês ratificou a jornada de oito horas e proclamou o 1º de Maio, feriado naquele ano.

Em 1920, a então União Soviética, adoptou a data como feriado nacional sendo seguida por alguns países.

Os EUA nunca reconheceram o 1º de Maio como dia do trabalhador e comemoram o “Dia do Trabalho” (Labour Day) a 3 de Setembro, data relacionada com o período das colheitas e o fim do Verão (e, já agora, para evitar associar a festa do trabalho a qualquer movimento socialista). O mesmo é válido para o Canadá, tomando aí a designação do “Dia das Oito Horas”.

Com isto dito vejamos porque não nos parece fazer sentido ter uma data destas como feriado nacional, em Portugal. E a primeira é já esta: é que a data de nacional não tem nada e não tem qualquer ligação ao nosso país. É, aliás, uma data e um evento de cariz internacionalista. Um internacionalismo de cariz ideológico, socialista, anarquista e comunista.

Em Portugal a decisão da Comuna de Paris em tornar o 1º de Maio feriado teve alguma repercussão, fomentando a luta operária por melhores condições de vida. Estão contabilizadas 559 greves entre 1852 e 1910 (entre 9 a 10 greves por ano, em média), sem que houvesse propriamente o que hoje se apelida de sindicatos. O cúmulo destas reivindicações pode considerar-se a manifestação que juntou em Lisboa cerca de 40.000 pessoas, no dia 1 de Maio de 1900. Sem embargo o número de aderentes às “novas ideias” sempre foi diminuto, até porque a industrialização era incipiente (Portugal falhou grandemente as duas primeiras “revoluções industriais, pois andou “entretido” em guerras civis…).

A I República nunca deixou comemorar o 1º de Maio (e até reprimiu violentamente as greves) o que se prolongou pela Ditadura Militar até que, em 1933, se deu uma espécie de nacionalização dos Grémios, Casas do Povo e dos Pescadores e Sindicatos, dentro da organização Corporativa instituída e, tanto a greve como o “lockout”, foram proibidos, sendo os problemas laborais resolvidos através de concertação (aliás, como deve ser, sendo a greve passível de ser usada apenas em casos extremos).

Ou seja a Comemoração do “Dia do trabalhador” não tem qualquer tradição em Portugal nem faz parte da matriz cultural dos Portugueses.

A implantação do feriado do 1º de Maio só ocorreu após o Decreto – Lei 175/74 de 27 de Abril, da Junta de Salvação Nacional, apenas dois dias após o golpe de estado então ocorrido. O que não deixa de ser revelador.

Como revelador é – a vários títulos – que em 1975, através do Dec. Lei nº 210-A/75, de 18 de Abril, se tenha renomeado o feriado de 25/4 como “Dia de Portugal”; ora o Dia de Portugal era assinalado a 10 de Junho, e só voltou a sê-lo três anos depois, em 1977, entretanto rebaptizado de “Dia de Camões e Dia das Comunidades. Só em 1978, o 25/4, foi renomeado “Dia da Liberdade” e o 10/6 passou a “Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas”. E as Forças Armadas Portuguesas só passaram a participar nestas comemorações, novamente, no primeiro mandato de Cavaco Silva como PR, em 2006…

Convém não esquecer estas coisas e os seus responsáveis.

A actual Constituição da República (CR), que inicialmente nos impunha um caminho para a “utopia” do Socialismo (na prática a arte de retirar a quem trabalha para dar a quem não quer fazer nada…) - e que agora apenas é referido no seu “preâmbulo” – tem consignado um enquadramento legal dos “direitos dos trabalhadores” (que agora passaram a designar-se, socialmente, por “colaboradores”…) completamente desajustado relativamente a outras entidades e aos deveres correlativos. Para já não falar na deficiente separação entre a liberdade intrínseca dos sindicatos relativamente à Política e às correias de transmissão dos Partidos e a facilidade como podem usar a greve para luta política e paralisação de sectores do país e prejudicar as populações. Para além de incentivar a greve e proibir o “lockout”.

Podemos assim verificar que à semelhança de muitos outras realidades da evolução da Humanidade, as relações de trabalho foram fazendo o seu caminho, com recuos e avanços, lágrimas e alegrias. Não é por isso, por exemplo, que o fim da escravatura, ou a invenção da máquina a vapor, têm um feriado.

A comemoração do dia do trabalhador nasceu no seio de uma sociedade capitalista algo selvagem, mas que rapidamente se tornou numa comemoração de carácter marxista, anarquista e comunista. Não representa a totalidade da população trabalhadora. É ideológica. Além disso é veículo e faz apelo, à “guerra de classes” divisora da sociedade e originadora de ódios e conflitos permanentes.

O Trabalho contribui (e tem de contribuir) para a Economia, as Finanças e a vida social como um todo. Ora não se pode ter empresas a funcionar sem o trabalho e o capital. Temos que gerar harmonia, não dissensão. O que diz respeito a todos e não apenas a alguns.

O próprio termo “trabalhadores” é enganador, pois não seremos todos nós trabalhadores? Há uns que trabalham e outros não? Um banqueiro não trabalha?

Os únicos que em boa verdade não podem ser englobados no termo são os militares e os religiosos, pois prestam “serviço”. À Pátria, uns, a Deus, os outros. Um modo superlativo de “trabalho” e por isso tratado de modo diferente. Realidade que tem sido subvertida e destruída, mas isso é outra história (ou talvez não…).

Há patrões que tentam explorar os trabalhadores? Há, e não são poucos; em vez de “empresários” comportam-se como “donos”? Também; e muitas outras atitudes negativas existem. O mesmo acontecendo do lado dos colaboradores, perdão, trabalhadores: quantos são calaceiros, metem baixas fraudulentas, exorbitam, são enganadores? Pois é, mas tudo isso tem a ver com a natureza humana e com o Bem e o Mal. É outro campeonato.

Fazer do 1º de Maio feriado apresenta também duas aparentes contradições: se somos todos trabalhadores não faz muito sentido que nos estejamos a evocar e a comemorar a nós próprios; além disso não é muito curial que estejamos a exaltar quem devia estar a trabalhar, não fazendo nada. Para isso a Divina Providência já tinha decretado os domingos…

Aquilo que devia preocupar os promotores do 1º de Maio (enfim de todos) seria então a promoção de boas práticas de gestão e liderança; de como melhorar os meios de produção; promover as boas práticas profissionais; assegurar o cumprimento de normas deontológicas; organização e disciplina na Segurança e Higiene nas condições em que o trabalho é realizado; procurar que os impostos incidam no consumo e não no trabalho; estudar formas harmoniosas de participação na gestão e dividendos das empresas; impôr regras apertadas no funcionamento dos bancos e bolsas e proibir os paraísos fiscais, etc.

Mas isto não parece estar na preocupação de ninguém: apenas sobram a luta por ideologias estéreis e viciosas e a ganância …

A verdadeira essência da coisa tem a ver com um equívoco de base, que é considerar o Trabalho como um Direito (o que também está plasmado na nossa CR); ora o trabalho é sobretudo um Dever, como tão bem o caracterizou o Professor Salazar, que era um profundo conhecedor e “filósofo”, das coisas dos homens e da vida.

Pela simples razão que o trabalho é tão fulcral à vida que sem ele esta não poderia existir.

Por isso faz algum sentido comemorar o “dia do Trabalho”, mas nunca o dia do trabalhador.

Neste âmbito bom seria olhar para a Doutrina Social da Igreja, cuja notável encíclica “Rerum Novarum”, de 1 de Maio de 1891, do Papa Leão XIII, constitui a pedra basilar. E no dia 1º de Maio lembrar S. José, operário, santo padroeiro dos trabalhadores.

Mas como fazê-lo devidamente se nunca ninguém até hoje, se lembrou de montar um altar, junto á Fonte Luminosa?

João José Brandão Ferreira, Oficial Piloto Aviador

Fonte: O Adamastor

sábado, 10 de maio de 2025

Habemus Papam!

Este é o documento que demonstra a aceitação do novo Papa e a escolha do nome: Leão XIV!

In nomine Domini. Amen.

Ego Didacus Ioannes Ravelli, Archiepiscopus tit. Recinetensis,
Celebrationum Liturgicarum Pontificalium Magister,
munere notarii fungens, attestor et notum facio
Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum
Dominum Robertum Franciscum titulo Ecc. Sub. Albanensis
Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinalem Prevost
acceptasse electionem canonice de Se factam in Summum Pontificem Sibique nomen imposuisse

Leonem XIV

ut de hoc publica quæcumque instrumenta confici possint.
Acta sunt hæc in Conclavi in Palatio Apostolico Vaticano post obitum felicis recordationis
Papæ Francisci, hac die VIII mensis Maii Anno Sancto MMXXV
testibus adhibitis atque rogatis Excellentissimo Domino Ilson de Jesus Montanari,
Archiepiscopo tit. Capitis Cillensis et Cardinalium Collegii Secretario,
atque Reverendissimis Dominis Marco Agostini et Maximiliano Matthæo Boiardi,
viris a Cæremoniis Pontificalibus.


quinta-feira, 8 de maio de 2025

Esta carta circula entre os Cardeais tendo em vista a eleição do próximo Papa

Esta carta passou pelas mãos dos Cardeais sem se saber quem a tinha escrito, em 2022. O seu autor, que assina com o nome de Demos, "povo" em grego, é desconhecido. O texto foi publicado por Sandro Magister no Settimo Cielo . Algum tempo mais tarde, já depois da morte do Cardeal George Pell, o vaticanista veio dizer que tinha sido esse Cardeal o autor da carta.

O VATICANO HOJE

Comentaristas de todas as escolas, embora por razões diferentes, com a possível excepção do padre Spadaro, SJ, concordam que este pontificado é um desastre sob muitos aspectos, uma catástrofe.

1. O sucessor de São Pedro é a rocha sobre a qual está edificada a Igreja, grande fonte e causa da unidade mundial. Historicamente, a partir de Santo Irineu, o Papa e a Igreja de Roma desempenharam um papel único na preservação da tradição apostólica, a regra da fé, em assegurar que as Igrejas continuassem a ensinar o que Cristo e os apóstolos tinham ensinado. Anteriormente o lema era: “Roma locuta. Causa finita est.” [Roma falou, a discussão acabou]. Hoje é: “Roma loquitur. Confusio augetur.” [Roma falou, a confusão aumentou].

(A) O sínodo alemão fala de homossexualidade, de mulheres sacerdotes, de comunhão para os divorciados e recasados. Mas o papado está em silêncio.

(B) O Cardeal Hollerich rejeita o ensino cristão sobre a sexualidade. E o papado está em silêncio. Isso é duplamente significativo, porque o Cardeal é explicitamente herético; não usa palavras em código ou alusões. Se o Cardeal continuar sem uma correção romana, isso representará outra profunda ruptura na disciplina, com pouco (ou nenhum?) precedente na História. A Congregação para a Doutrina da Fé deve agir e falar.

(C) O silêncio é ainda mais evidente, quando colide com a perseguição activa contra os mosteiros tradicionalistas e contemplativos

2. A centralidade de Cristo nos ensinamentos está enfraquecida; Cristo foi deslocado do centro. Às vezes, Roma parece até confusa sobre a importância de um monoteísmo rigoroso, aludindo a um certo conceito mais amplo de divindade; não precisamente panteísmo, mas como uma variante do panteísmo hindu.

(A) Pachamama é idolatria, embora talvez não tenha sido inicialmente entendida como tal.

(B) As freiras contemplativas são perseguidas e são feitas tentativas para mudar os ensinamentos dos carismas (das fundações religiosas).

(C) A herança cristocêntrica de São João Paulo II em matéria de fé e moral é objecto de ataques sistemáticos. Muitos professores do Instituto Romano para a Família foram demitidos; a maioria dos alunos foi embora. A 'Accademia per la Vita' está em séria desordem; por exemplo, alguns dos seus membros apoiaram recentemente o suicídio assistido. As Academias Pontifícias  têm membros e oradores convidados que apoiam o aborto.

3. A falta de respeito pela lei no Vaticano corre o risco de se tornar um escândalo internacional. Esses problemas tornaram-se claros no julgamento a decorrer, no Vaticano, de 10 réus acusados ​​de negligência financeira, mas o problema é mais antigo e mais amplo.

(A) O Papa mudou a lei 4 vezes durante o julgamento, para ajudar a acusação.

(B) O Cardeal Becciu não foi tratado com justiça porque foi destituído do cargo e destituído da sua dignidade de Cardeal sem qualquer prova. Ele não teve um julgamento justo. Todos têm direito a um julgamento justo.

(C) Como chefe do Estado do Vaticano e fonte de toda autoridade legal, o Papa usou esse poder para interferir nos processos judiciais.

(D) Às vezes, se não frequentemente, o Papa governa com decretos pontifícios, motu proprio, que eliminam o direito de recurso por parte dos visados.

(E) Muitos funcionários, muitas vezes sacerdotes, foram demitidos às pressas da cúria vaticana, muitas vezes sem uma boa razão.

(F) As escutas telefónicas acontecem rotineiramente. Não sei quantas vezes isso terá sido autorizado.

(G) No julgamento em Inglaterra contra Torzi, o juiz criticou fortemente os promotores do Vaticano. Que são incompetentes e/ou condicionados, impedindo-os de fornecer o quadro completo.

(H) A invasão da gendarmaria do Vaticano sob o comando do Dr. Giani em 2017, no escritório do auditor Libero Milone em território italiano, foi provavelmente ilegal e, em qualquer caso, intimidadora e violenta. As provas contra Milone podem ter sido fabricadas.

4. (A) A situação financeira do Vaticano é terrível. Pelo menos nos últimos dez anos quase sempre houve déficits financeiros. Antes do COVID, estes défices rondavam os 20 milhões de euros por ano. Nos últimos três anos foram cerca de 30-35 milhões de euros por ano. Os problemas remontam a antes do Papa Francisco e do Papa Bento XVI.

(B) O Vaticano está com um grande déficit no seu fundo de pensões. Por volta de 2014, os especialistas da COSEA estimaram que até 2030 o déficit poderia chegar a 800 milhões de euros. Isso foi antes do COVID.

(C) Calcula-se que o Vaticano tenha perdido 217 milhões de euros no prédio da Sloane Avenue, em Londres. Na década de 1980, o Vaticano foi forçado a desembolsar 230 milhões de dólares após o escândalo do Banco Ambrosiano. Devido à ineficiência e corrupção, o Vaticano perdeu pelo menos mais 100 milhões de euros nos últimos 25-30 anos, e provavelmente vários mais, talvez 150-200 milhões.

(D) Apesar da recente decisão do Santo Padre, os processos de investimento não foram centralizados (como recomendado pelo COSEA em 2014 e tentado pelo Ministério da Economia em 2015-16) e continuam sem aconselhamento especializado. Durante décadas, o Vaticano teve que lidar com financeiros de má reputação, evitados por todos os banqueiros respeitados em Itália.

(E) O desempenho das 5261 propriedades do Vaticano permanece incrivelmente baixo. Em 2019, o retorno médio (antes do COVID) foi de quase 4500 dólares por casa por ano. Em 2020 foram 2900 euros por casa.

(F) A papel instável do Papa Francisco nas reformas financeiras (progressos incompletos mas substanciais na redução da criminalidade mas muito menos bem sucedidos, exceto no IOR, em termos de rentabilidade) é um mistério e um enigma.

Inicialmente, o Santo Padre apoiou fortemente as reformas. Depois impediu a centralização dos investimentos, opôs-se às reformas e à maioria das tentativas de expor a corrupção e apoiou (nessa altura) o arcebispo Becciu, no centro do estabelecimento financeiro do Vaticano. Então, em 2020, o Papa voltou-se contra Becciu e, por fim, 10 pessoas foram julgadas e acusadas. Ao longo dos anos, poucos processos criminais foram instaurados com base em relatórios de violações da FIA.

Os auditores Price Waterhouse and Cooper foram demitidos e o auditor geral Libero Milone foi forçado a renunciar em 2017 segundo acusações inventadas. Eles estavam chegando muito perto da corrupção na Secretaria de Estado.

5. A influência política do Papa Francisco e do Vaticano é insignificante. Intelectualmente, os escritos papais mostram um declínio dos níveis de São João Paulo II e do Papa Bento. As decisões e políticas são muitas vezes “politicamente correctas”, mas houve falhas graves na defesa dos direitos humanos na Venezuela, Hong Kong, China continental e agora na invasão russa.

Não houve apoio público aos fiéis católicos da China, que são perseguidos implacavelmente pela sua lealdade ao papado há mais de 70 anos. Não há apoio público do Vaticano à comunidade católica ucraniana, especialmente os católicos gregos.

Estas questões devem ser revistas pelo próximo Papa. O prestígio político do Vaticano está, neste momento, num nível baixo.

6. A um nível diferente, menor, a situação dos tradicionalistas tridentinos (católicos) deve ser regularizada.

A um nível ainda menor, as Missas “privadas” e com pequenos grupos devem ser novamente permitidas pela manhã na Basílica de São Pedro. Neste momento, esta grande Basílica de manhã parece um deserto.

A crise do COVID encobriu o declínio acentuado no número de peregrinos que frequentam as audiências e as Missas papais.

O Santo Padre tem pouco apoio entre os seminaristas e os jovens sacerdotes e há uma ampla desfiliação na cúria vaticana.

O próximo Conclave

1. O Colégio dos Cardeais foi enfraquecido por nomeações excêntricas e não se reuniu novamente desde a rejeição das posições do Cardeal Kasper no consistório de 2014. Muitos Cardeais são estranhos uns aos outros, acrescentando uma nova dimensão de imprevisibilidade ao próximo conclave.

2. Depois do Vaticano II, as autoridades católicas subestimaram muitas vezes o poder hostil da secularização, do mundo, da carne e do diabo, especialmente no mundo ocidental, e superestimaram a influência e a força da Igreja Católica.

Estamos mais fracos do que há 50 anos e há muitos factores que fogem ao nosso controle, pelo menos a curto prazo, por exemplo, a diminuição do número de fiéis, a frequência da Missa, o desaparecimento ou extinção de muitas Ordens Religiosas.

3. O Papa não precisa ser o melhor evangelizador do mundo, nem uma força política. O sucessor de Pedro, como chefe do colégio dos bispos, que são também os sucessores dos apóstolos, tem um papel fundamental na unidade e na doutrina. O novo Papa deve compreender que o segredo da vitalidade cristã e católica vem da fidelidade aos ensinamentos de Cristo e às práticas católicas. Não vem da adaptação ao mundo ou ao dinheiro.

4. As primeiras tarefas do novo Papa serão o restabelecimento da normalidade, o restabelecimento da clareza doutrinal na fé e na moral, o restabelecimento do devido respeito pela Lei e pela uma garantia de que o primeiro critério para a nomeação de Bispos é a aceitação da tradição apostólica. A competência e a cultura teológica são uma vantagem, não um obstáculo, para todos os Bispos e especialmente para os Arcebispos.

Estes são os fundamentos necessários para viver e pregar o Evangelho.

5. Se as reuniões sinodais continuarem, em todo o Mundo, consumirão muito tempo e dinheiro, provavelmente desviando energias da evangelização e do serviço em vez de se focar nessas actividades essenciais.

Se a autoridade doutrinal for dada a sínodos nacionais ou continentais, teremos um novo perigo para a unidade da Igreja mundial, pois, por exemplo, a Igreja alemã já tem posições doutrinais que não são compartilhadas por outras Igrejas e não são compatíveis com o tradição apostólica.

Se não houver a correcção romana a tais heresias, a Igreja ficará reduzida a uma frouxa federação de Igrejas locais, com visões diferentes, provavelmente mais próximas de um modelo anglicano ou protestante do que ortodoxo.

Uma das primeiras prioridades do próximo Papa deve ser eliminar e prevenir esse desenvolvimento tão perigoso, exigindo unidade no essencial e não permitindo diferenças doutrinais inaceitáveis. A moralidade da actividade homossexual será um desses pontos críticos.

6. Embora os jovens clérigos e seminaristas sejam quase todos ortodoxos, às vezes bastante conservadores, o novo Papa terá que estar ciente das mudanças substanciais que ocorreram na liderança da Igreja desde 2013, talvez especialmente na América do Sul e Centro. Há um novo salto no avanço dos protestantes "liberais" na Igreja Católica.

É improvável que um cisma venha da esquerda, onde muitas vezes não há drama sobre questões doutrinárias. É mais provável que um cisma venha da direita e é sempre possível que isso aconteça quando as tensões litúrgicas aumentam e não são desarmadas.

Unidade nas coisas essenciais. Diversidade nas não essenciais. Em tudo Caridade.

7. Apesar do seu perigoso declínio no Ocidente e da sua inerente fragilidade e instabilidade em muitos lugares, a viabilidade de uma visita apostólica à Ordem dos Jesuítas deve ser seriamente considerada. O seu declínio numérico é catastrófico, tendo passado de 36 mil membros durante o Concílio para menos de 16 mil em 2017 (com provavelmente 20-25% deles com mais de 75 anos). Em alguns lugares, há também um declínio moral catastrófico.

A Ordem é altamente centralizada, passível de ser reformada ou arruinada de cima para baixo. O carisma e a contribuição dos jesuítas foram, e são, tão importantes para a Igreja que não podem simplesmente desaparecer da História ou simplesmente serem reduzidos a uma comunidade afro-asiática.

8. O declínio desastroso do número de católicos e a expansão dos protestantes na América do Sul devem ser abordados. Isto foi muito pouco mencionado no Sínodo da Amazónia.

9. Obviamente, muito trabalho precisa ser feito nas reformas financeiras do Vaticano, mas este não deve ser o critério mais importante na escolha do próximo Papa.

O Vaticano não tem grandes dívidas, mas os déficits anuais contínuos acabarão por levá-lo à falência. É óbvio que serão tomadas medidas para remediar isso, para separar do Vaticano os cúmplices criminosos e equilibrar receitas e despesas. O Vaticano terá que demonstrar competência e integridade para atrair doações consistentes de modo a ajudar a resolver este problema.

Apesar de procedimentos aprimorados e maior transparência, as dificuldades financeiras contínuas são um grande desafio, mas são muito menos importantes do que os perigos espirituais e doutrinários que a Igreja deve enfrentar, especialmente no Primeiro Mundo.

Demos

quarta-feira, 7 de maio de 2025

Descubra a selecção da Amazon em marcas e produtos de Portugal!

Mergulhe na riqueza da cultura portuguesa com a nossa seleção especial de produtos autênticos disponíveis na Amazon! Cada produto reflete a tradição e a qualidade que tornam Portugal único. Explore agora e adicione um toque português à sua vida!

Compre já na Amazon e desfrute da excelência portuguesa com apenas um clique!

SAR, O Senhor D. Duarte, Duque de Bragança participou no evento Mogadouro Templário

SAR, O Senhor D. Duarte, Duque de Bragança, participou no evento Mogadouro Templário, uma organização da Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro.

O Senhor D. Duarte foi recebido no Salão Nobre da Câmara Municipal do Mogadouro, na GNR e nos Bombeiros. O Duque de Bragança esteve ainda presente no mercado medieval, uma palestra sobre os templários e uma alocução muito interessante de SAR sobre a história e situação geral do nosso país na Casa da Cultura.

terça-feira, 6 de maio de 2025

Espiritualidade e existência da alma

 

17 de Maio, às 21h30, recital de canto gregoriano no Coro Alto do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra

No seu programa de celebração dos 400 anos da canonização de Santa Isabel de Portugal e inserido na comemoração do Dia Internacional dos Museus programada pela "Coimbra / Rede de Museus", a Confraria da Rainha Santa Isabel vai acolher no próximo dia 17 de Maio, às 21h30, os coros "Capela Gregoriana Psalterium" e "Vox Aetherea", num concerto de canto gregoriano sob o título "BENEDICTUS DEUS IN SANCTIS SUIS".

Este concerto realiza-se no Coro Alto da Igreja da Rainha Santa Isabel, Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra, sendo os coros "Capela Gregoriana Psalterium" e "Vox Aetherea" dirigidos pelo maestro Doutor Alberto Medina de Seiça. 


A entrada é livre.

A Confraria da Rainha Santa Isabel conta com a participação atenta de todos!