terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Concerto de Natal da Confraria da Rainha Santa Isabel - 20 de Dezembro, pelas 21 horas, na Igreja da Rainha Santa Isabel


No próximo Sábado, dia 20 de Dezembro, pelas 21 horas, a Confraria da Rainha Santa Isabel vai oferecer a todos os membros da Irmandade e à cidade de Coimbra e sua região, um Concerto de Natal, que terá lugar na Igreja da Rainha Santa Isabel, do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra. 

Este Concerto estará a cargo do Grupo Coral Honoris Deo, dirigido pelo Dr. João Arcanjo, que muito bondosamente acedeu ao convite da Confraria da Rainha Santa Isabel para ajudar a celebrar o Natal do Senhor neste ano de 2025.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

França: 120 anos da Lei de Separação entre Igreja e Estado condenada por São Pio X

A 9 de Dezembro de 1905, o parlamento da França maçónica aprovou a lei de separação entre o Estado e a Igreja Católica, de autoria do deputado socialista e maçom Aristide Briand. 

Um mês depois que a lei entrou em vigor, o Papa São Pio X escreveu a Encíclica ''Vehementer Nos'', condenando o princípio da separação entre a Igreja e o Estado, o laicismo, e, especificamente, repudiando contundentemente o verdadeiro crime perpetrado contra a França, com a separação.

Pio X proscreve a tese da separação entre o Estado e a Igreja com uma convicção tão férrea, uma repulsa tão violenta, e apresentando as mais graves razões, que deixam claro por que um católico não deve, de maneira nenhuma, defender este princípio apóstata e diabólico, que arruína os Estados e nações, faz perder as almas e ofende gravemente a Deus:

«Por último, há um outro ponto sobre o qual não podemos ficar em silêncio. Além dos interesses da Igreja que ela fere, a nova lei será também das mais funestas para o vosso país. Efectivamente, não há nenhuma dúvida de que ela arruíne lamentavelmente a união e a concórdia das almas. E, no entanto, sem essa união e sem essa concórdia nenhuma nação pode viver ou prosperar. 

Eis aí porque, sobretudo na presente situação da Europa, essa harmonia perfeita forma o voto mais ardente de todos aqueles que, na França, amando verdadeiramente o seu país, ainda têm a peito a salvação da sua pátria. Quanto a Nós, a exemplo do Nosso Predecessor, e herdeiro da sua predileção toda particular pela vossa nação, sem dúvida nos havemos esforçado por manter a religião de vossos avós na posse integral de todos os seus direitos entre vós; porém, ao mesmo tempo e sempre tendo diante dos olhos essa paz fraternal cujo vínculo mais estreito é certamente a religião, temos trabalhado para vos consolidar a todos na união. 

Por isto, não podemos, sem a mais viva angústia, ver que o Governo francês acaba de praticar um ato que, atiçando no terreno religioso paixões já excitadas de maneira sobejamente funesta, parece de molde a transtornar completamente o vosso país. É por isto que, lembrando-nos do Nosso múnus apostólico, e cônscio do imperioso dever que Nos incumbe de defender contra todo o ataque e de manter na sua integridade absoluta os direitos invioláveis e sagrados da Igreja, em virtude da autoridade suprema que Deus Nos conferiu, pelos motivos acima expostos Nós reprovamos e condenamos a lei votada na França sobre a separação entre a Igreja e o Estado, como uma lei profundamente injuriosa para com Deus, a quem renega oficialmente, erigindo em princípio não reconhecer a República nenhum culto

Reprovamo-la e condenamo-la como violando o direito natural, o direito das gentes e a fidelidade pública devida aos tratados; como contrária à constituição divina da Igreja, aos seus direitos essenciais e à sua liberdade; como postergando a justiça e calcando aos pés os direitos de propriedade que a Igreja adquiriu a títulos múltiplos e, ademais, em virtude da Concordata. Reprovamo-la e condenamo-la como gravemente ofensiva para a dignidade desta Sé Apostólica, para a Nossa Pessoa, para o Episcopado, para o clero e para todos os católicos franceses.''

Papa São Pio X in Encíclica 'Vehementer Nos' (11/II/1906)


sábado, 13 de dezembro de 2025

Reis absolutos: todos os nossos

Rei absoluto quer dizer: um Rei como sempre foram os nossos, que fundaram, restauraram e ampliaram a monarquia... Foi Rei absoluto o Senhor D. Afonso Henriques... Foi Rei absoluto o Senhor D. João I, foi Rei absoluto o Senhor D. Manuel, e foi Rei absoluto o Senhor D. João III. Rei absoluto é um Rei que governa o seu Reino sem conhecer por seu superior senão o mesmo Deus... O poder dos Reis é absoluto, porque não é responsável a nenhuma jurisdição humana, do que fizer ou determinar, porque se houvesse jurisdição de inquirir do seu procedimento, seguia-se que este se devia chamar propriamente Soberano, e o Soberano seria ao mesmo tempo inferior e dependente, o que repugna segundo a hipótese!

D. Frei Fortunato de São Boaventura in «O Mastigóforo: Prospecto de um Dicionário das Palavras e Frases Maçónicas», Nº 1, 1824


Fonte: Veritatis

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Família Real Portuguesa na procissão em honra de Nossa Senhora da Conceição em Vila Viçosa


SS.AA.RR. os Duques de Bragança, o Príncipe da Beira e os Duques de Coimbra estiveram presentes nas Cerimónias de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, que se realizaram a 8 de Dezembro. Os Duques de Bragança participaram na procissão acompanhados com uma comitiva de cavaleiros da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e de damas da Ordem de Santa Isabel, duas das ordens dinásticas da Casa Real Portuguesa.
Em 1646, o rei D. João IV consagrou Portugal a Nossa Senhora da Conceição, declarando-a Padroeira e Rainha de Portugal. Como sinal dessa dedicação, os reis da dinastia de Bragança deixaram de usar a coroa na cabeça, simbolicamente a coroa passou a pertencer apenas a Nossa Senhora.
A devoção mariana tornou-se assim uma marca da Casa de Bragança, perpetuada pelos seus descendentes, os duques de Bragança, até hoje.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

O Ministério preferido da Maçonaria

O senador Alexandre Rossi, interpelando o Presidente de Ministros acerca da Maçonaria, declarou e acusou-a de que o seu Ministério predilecto é o da Instrução Pública. A Maçonaria prefere este Ministério a todos os demais para fazer dele o mais forte baluarte na guerra contra Deus e contra o Género Humano, começando pela revolução das ideias [*]. Nenhum maçon ousou negá-lo.

«Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 2º Ano, Nº 19, Julho de 1896.

[*] A este respeito, lembremos as palavras do Papa Leão XIII na encíclica Humanum Genus.

 

Fonte: Veritatis

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

A miraculosa trasladação da Casa da Sagrada Família de Nazaré até Loreto

Em Loreto, Itália, venera-se a Santa Casa: quer dizer o edifício onde Nossa Senhora nasceu, viveu e recebeu o anjo São Gabriel na Anunciação, momento em que o 'Sim' da Virgem permitiu a Encarnação do Verbo e o início da Redenção do género humano.

Em Nazaré, Terra Santa, sob a cúpula da igreja da Anunciação também se venera o local onde aconteceu este sublime mistério. Como se explica essa aparente duplicidade de endereços?

Esta contradição comporta maravilhosos acontecimentos que envolvem a translação da Santa Casa de Nazaré até Loreto por obra de Anjos.

Mas, o que diz a ciência a respeito? Não é tarefa da ciência declarar se um facto foi miraculoso ou não, se foram os anjos ou não. Mas, analisar a realidade segundo os seus métodos, instrumentos e objetivos próprios. E a ciência, trabalhando sobre o mistério da Santa Casa de Nossa Senhora, vêm trazendo a lume revelações materiais que explicam o acontecido e reforçam a fé. Eis um apanhado de algumas descobertas feitas nas últimas décadas.

O Altar dos Apóstolos na Santa Casa

O arquitecto Nanni Monelli e o Pe. Giuseppe Santarelli, director-geral da Congregação da Santa Casa de Loreto, constataram que as pedras que se encontram na Gruta da Anunciação, em Nazaré, Terra Santa, têm a mesma origem da pedra do altar dos Santos Apóstolos que está na Santa Casa de Loreto, em Itália. O Altar dos Apóstolos é constituído por uma pedra – hoje coberta por uma grade de metal – trabalhada em estilo nabateano, típico da Palestina. E leva esse nome porque nele os Apóstolos teriam celebrado a Missa quando iam a Nazaré visitar a casa de Nossa Senhora.

O Professor Giorgio Nicolini, especialista na matéria e autor do livro 'La veridicità storica della miracolosa Traslazione della Santa Casa di Nazareth a Loreto' (A veracidade da milagrosa trasladação da Santa Casa de Nazaré a Loreto), explicou à agência Zenit que “sobre a autenticidade da Santa Casa de Loreto enquanto verdadeira Casa de Nazaré de Maria jamais houve dúvida alguma, a não ser da parte daqueles que não conhecem os estudos científicos a respeito. Isso é tão verdadeiro que todos os Sumos Pontífices, durante sete séculos, confirmaram a autenticidade com solenes actas canónicas de aprovação”.

Nicolini acrescentou que este estudo sobre o Altar dos Apóstolos “é importante porque, além de proporcionar uma ulterior prova da autenticidade da Santa Casa de Loreto como a Casa de Maria em Nazaré, proporciona também uma prova ainda mais espetacular da milagrosa trasladação da Santa Casa de Nazaré”.

Percurso da Santa Casa desde a Palestina até Loreto

A tradição sempre afirmou que entre 1291 e 1296 três paredes da Santa Casa de Nazaré foram miraculosamente transportadas por anjos a “vários lugares”.

Isto está registrado em documentos antigos nos quais se fala da presença desse Altar unido às três paredes. Por exemplo, em Tersatto, Dalmácia (hoje Trsat, Croácia), onde a Santa Casa esteve entre 10 de Maio de 1291 e 10 de Dezembro de 1294.

Por isso pode-se afirmar que houve um duplo milagre: o transporte milagroso das três santas paredes na sua integridade e, em segundo lugar, junto com elas, mas como um objecto distinto da casa, o Altar dos Apóstolos.

No seu livro Nicolini demonstra que, do ponto de vista histórico e arqueológico, pelo menos cinco translações milagrosas ficaram constatadas de modo indiscutível entre 1291 e 1296.

A primeira levou a Santa Casa até Tersatto (Croácia); a segunda até Posatora (província de Ancona, Itália); a terceira até a floresta da senhora Loreta, na planície que está sob a actual cidade de Loreto (cujo nome deriva precisamente do nome dessa senhora); a quarta até a roça de dois irmãos sobre o morro lauretano (conhecido também como Monte Prodo); e a quinta até uma estrada pública, onde ainda se encontra sob a cúpula da magnífica basílica posteriormente construída em volta.

Todas estas mudanças foram registradas nos diversos lugares por testemunhas oculares contemporâneas. As mudanças foram rigorosamente controladas pelos Bispos diocesanos da época, que emitiram pronunciamentos canónicos sobre a veracidade dos factos e dos testemunhos. Tal é confirmado pelas igrejas construídas nos diversos locais na época das mudanças e consagradas pelos Bispos de Fiume, Ancona, Recanati, Macerata e Nápoles, entre outros.

Nicolini esclareceu que em Loreto se encontram apenas as três paredes que constituíam o quarto de Nossa Senhora, geralmente chamado de Santa Casa, local onde aconteceu a Anunciação. A quarta parede do quarto é a gruta, a qual pode ser visitada na igreja da Anunciação em Nazaré, Terra Santa. Ali ficaram apenas a gruta e os alicerces da Casa. Enquanto em Loreto se venera a Casa desprovida dos seus alicerces, em Nazaré ficaram a gruta e os alicerces sem a casa.

Análise de pedras, tijolos e argamassa

Ao mesmo tempo em que a análise química da massa que une as pedras apresenta características típicas da zona de Nazaré, a sua homogeneidade exclui qualquer possibilidade de uma hipotética desmontagem e remontagem das pedras. A massa foi feita com sulfato de cálcio hidratado (gesso) engrossado com pó de carvão de madeira, segundo uma técnica utilizada na Palestina há 2000 anos, mas jamais empregada na Itália.

Portanto, a Santa Casa chegou a Loreto com as pedras e os tijolos unidos pela mesma massa usada para uni-los há 2000 anos em Nazaré, assim se encontrando até hoje.

Ensinamento dos Papas sobre a Santa Casa de Loreto

O Bem-aventurado Papa Pio IX escreveu na 'Bula Inter Omnia', de 26 de Agosto de 1852:

Entre todos os santuários consagrados à Mãe de Deus, a Imaculada Virgem Maria, um encontra-se no primeiro lugar e brilha com incomparável fulgor: a venerável e augustíssima casa de Loreto. consagrada pelos mistérios divinos, ilustrada por inumeráveis milagres, honrada pelo concurso e afluência dos povos, a glória do seu nome atinge toda a Igreja universal, e constitui muito justamente objecto de culto para todas as nações e para todas as raças humanas. Em Loreto venera-se aquela casa de Nazaré, tão querida ao coração de Deus, e que, fabricada na Galileia, foi mais tarde separada das suas bases e, pela força divina, trasladada além do mar, primeiro à Dalmácia e logo à Itália.

E o santo pontífice acrescentou: 

Naquela casa, a Santíssima Virgem, que por eterna e divina disposição ficou perfeitamente isenta da culpa original, foi concebida, nasceu e cresceu, e o celestial mensageiro a saudou ‘cheia de graça’ e ‘bendita tu és entre todas as mulheres’. Naquela casa, Nossa Senhora, repleta de Deus e sob a acção fecunda do Espírito Santo, sem perder nada da sua inviolável virgindade, tornou-se a mãe do filho unigénito de Deus.

Também o Sumo Pontífice Leão XIII escreveu, na sua 'Encíclica Felix Lauretana Cives', de 23 de Janeiro de 1894: 

Compreendam todos, e em primeiro lugar os italianos, quão especial dom lhes foi concedido por Deus que, com suma providência, subtraiu prodigiosamente a Casa a um poder indigno [N.: refere-se aos muçulmanos ] e com um expressivo acto de amor a ofereceu a eles. Naquela beatíssima moradia foi sancionado o início da salvação humana, com o grande e prodigioso mistério de Deus que Se fez homem, e que reconcilia a humanidade perdida com o Pai eterno e renova todas as coisas.” 

E ainda: 

Deus quis de tal maneira exaltar o Nome de Maria para tornar realidade neste lugar (Loreto), aquela famosa profecia: ‘Todas as gerações chamar-me-ão bem-aventurada.’”

Numerosos Papas aprovaram ininterruptamente desde o início a veracidade histórica do milagroso traslado da Santa Casa, desde Nicolau IV em 1292 até João Paulo II em 2005 e o Papa Bento XVI em 2007.

in cienciaconfirmaigreja.blogspot.com


terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Investidura dos novos cavaleiros e damas da Ordem Constantiniana de São Jorge


S.A.R. o Príncipe da Beira, S.A. a Infanta D. Maria Francisca, Duquesa de Coimbra, e S.E. o Duque de Coimbra, estiveram presentes na Investidura dos novos cavaleiros e damas da Ordem Constantiniana de São Jorge, que se realizou na quinta-feira, dia 27 de Novembro, na Igreja de São Pedro, em Alcântara. A investidura foi presidida por S.E.R. o Senhor D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa e Capelão-Chefe da Delegação Portuguesa da Ordem.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

A Rainha de Portugal

Neste dia 8 de Dezembro, celebra-se a Solenidade da Imaculada Conceição, a Festa da Rainha de Portugal, pois por provisão régia D’El-Rei Dom João IV referendada nas Cortes Gerais de 1646, estando reunidos todos os poderes da Nação, Nossa Senhora da Conceição foi Proclamada e Coroada Senhora, Rainha e Padroeira de Portugal:

‘Estando ora junto em Cortes os três Estados do reino, proclamou-se solenemente tomar por padroeira de nossos Reinos e Senhorios a Santíssima Virgem Nossa Senhora da Conceição’.


‘A verdadeira e única Rainha de Portugal’
, exclamou D. João IV ao ofereceu a Coroa de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, depondo-a aos pés de uma imagem da Imaculada.

Por esse motivo os Reis de Portugal desde essa data não usam Coroa.


Durante a Cerimónia de Aclamação do Rei pelas Cortes, a Coroa Real é acomodada numa almofada ao lado do novo Rei, como símbolo real, e não na cabeça do monarca uma vez que El-Rei Dom João IV ofereceu a Coroa Real portuguesa à Padroeira Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa pela protecção concedida na Restauração, em 1640.

Também, por essa razão, durante a Sua viagem oficial ao Reino Unido, em Novembro de 1904, a convite do Monarca inglês, El-Rei Dom Carlos I de Portugal durante uma cerimónia de gala no Palácio de Buckingham, em que os Reis presentes deviam apresentar-se com as cabeças coroadas, D. Carlos fez-se acompanhar de um pajem transportando a Coroa de Portugal colocada numa almofada.

Viv’á Eternamente Rainha de Portugal e que para sempre dê à nossa Nação a Sua Divina protecção!

Miguel Villas-Boas

Fonte: Plataforma de Cidadania Monárquica

Viva a Imaculada Conceição, Rainha de Portugal! Feliz dia da Mãe!