sábado, 18 de julho de 2020

A abstenção como eleição política activa, positiva

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, telefone e bebida, texto que diz "NÃO VOTO"

Fazer parte da percentagem de abstenção do censo eleitoral, quanto mais elevado melhor, pode ser motivo de orgulho. Os que pensam que se não votas não estás a ser útil; que dizem que se não votas não tens direito a queixar-te depois estão muito equivocados. Quantos mais "votos abstenção" houver, mais evidente será que isso de que as decisões políticas são fruto da vontade geral maioritária é uma ficção, pois o poder político abrangente é eleito apenas por uma parte dos votantes e estes, por sua vez, são só uma parte de todo o censo eleitoral.


Isto é uma ficção e duplamente, uma vez que não é apenas uma percentagem de uma percentagem, ou seja, uma minoria que constitui uma maioria, mas a voto num partido político que tomará as suas decisões que poderão não corresponder às expectativas dos votantes.


Uma democracia que permita aos cidadãos votar directamente cada decisão (a Suíça é o país da actualidade mais próximo disto) eliminaria pelo menos a segunda vertente de falsidade na legitimação por vontade maioritária. Portanto, mesmo que a abstenção fosse nula, a vontade da maioria poderia nunca realizar-se enquanto estiver proíbido o mandato imperativo (que sujeitaria as votações dos parlamentares às instruções dos seus eleitores) e, muito menos, enquanto subsistirem as listas fechadas que submetem as votações dos parlamentares às instruções do partido.


Retirado de Firmus et Rusticus.


Fonte: Causa Tradicionalista

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