sábado, 26 de outubro de 2019

O Patriotismo advém do Amor ao Próximo


Se Jesus amou a Sua pátria temporal, se exultou com as suas glórias e deplorou os seus infortúnios, é porque o amor da Pátria tem o seu lugar legítimo no coração do homem, na hierarquia das virtudes cristãs, entre o amor mais extenso da humanidade, na ordenação essencial e harmoniosa da caridade divina.

Pe. Yves de La Brière in «Nationalisme et objection de conscience», 1937.


Fonte: Veritatis

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Roteiros Pelo Alto Minho - Circuito Medieval da Ribeira Lima


Circuito Medieval da Ribeira Lima

Viagem pelos concelhos de Ponte da Barca e Arcos de Valdevez.
Acompanhados pelo Padre Jesuíta António de Magalhães Sant'Ana, que contextualizará a arquitectura medieval no campo social e religioso da época.

Visitas:
- Paço de Giela
- Mosteiro de Vila Nova de Muía
- Castelo e Espigueiros do Lindoso
- Aldeia e Espigueiros do Soajo
- Mosteiro de S. Bentinho de Ermelo.

Fonte: Real Associação de Viana do Castelo

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Duques de Bragança em Alcobaça com a Ordem de São Miguel da Ala


A Real Ordem de São Miguel da Ala, a Ordem de Cavalaria mais antiga de origem Portuguesa, regressou ao Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça em Festa de São Miguel, liderada pelo Grão Mestre Nato, Dom Duarte, Duque de Bragança.
A Ordem Dinástica, uma de três da Casa Real Portuguesa, foi fundada em 1147 por D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal e aprovada pelo Papa Alexandre III, através de Bula datada de 1171. Desde então e até à sua reforma já no reinado de D. Miguel I, a Ordem esteve sediada no Real Mosteiro Cisterciense de Santa Maria, em Alcobaça, onde tinha Capela e Altar com imagem do Arcanjo.
Com a partida do Rei D. Miguel para o exílio, em 1834, a Ordem passou a ser uma condecoração da Casa Real até ser reformulada, na década de 1980, pelo actual Duque de Bragança. Em 2000, a Ordem Dinástica, á semelhança de muitas outras, foi complementada com a criação de uma Real Irmandade Católica para seus membros e através da qual a Casa Real realiza obras de Beneficência e apoio cultural, tanto em Portugal como em países lusófonos.
Estiveram presentes como convidados da Ordem e dos Duques de Bragança, D. Duarte e D. Isabel, o Lord Lyon da Escócia, o Príncipe Leka da Albânia, o Principe D. Luiz Filipe do Brasil, actualmente Deputado Federal, para alem de vários outros Príncipes e membros de Governos e do Clero estrangeiros, Patronos e Membros da Ordem.
Foram investidos na Ordem durante este Capítulo Geral, por reconhecido Mérito, a Fadista Katia Guerreiro, os Mestres Guitarristas Joel Pina e João Mário Veiga, o Cantor Lírico Armando Calado e o sobrinho neto do Papa Pio XII Conde Giovanni Rizzardi Pacelli.
O XII Capitulo das Reais Irmandades da Ordem de São Miguel da Ala, composta por 7 Bispos Diocesanos e 2500 membros com Delegados de 12 países, teve como tema o Papa Pio XII, Padrinho de baptismo do Senhor Duque de Bragança e incluiu uma Conferência em Fátima e Peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição em Vila Viçosa.
Tanto o Duque de Bragança como a Ordem e suas Reais Irmandades de São Miguel da Ala afastaram-se de actos religiosos em Alcobaça e de usar os símbolos históricos durante vários anos em obediência a uma previdência cautelar do Tribunal após um grupo liderado por um conhecido Fadista ter registado os mesmos símbolos como marca patente em nome de uma associação de São Miguel da Ala e de essa ter processado os históricos utilizadores dos símbolos; a Casa Real Portuguesa e a Igreja.
O Fadista que difamou o Duque de Bragança foi obrigado a aceitar um acordo com indemnização. Seguidamente viu o Tribunal decretar a caducidade do seu registo dos símbolos de São Miguel da Ala por não ter feito uso dos mesmos para fins comerciais. Após várias contestações por parte do mesmo, as marcas foram confirmadas definitivamente ao Duque de Bragança e às instituições da Igreja que são as únicas legitimas sucessoras da Ordem que foi em tempos Monástica e Militar.
D. Manuel António Mendes dos Santos, Capelão Geral da Ordem e Presidente da Federação dos Arcebispos e Bispos das Reais Irmandades Diocesanas, foi o Prelado que presidiu à Missa e Investiduras em Alcobaça.

Fonte: Infocul

terça-feira, 22 de outubro de 2019

SS. AA. RR., Os Duques de Bragança presentes no Casamento Imperial nos Invalides em Paris


Photo de l’arrivée de la comtesse Olympia d’Arco-Zinneberg aux Invalides où a lieu la cérémonie de mariage avec le prince Jean-Christophe Napoléon.


Wedding Of Prince Jean-Christophe Napoleon And Olympia Von Arco-Zinneberg At Les Invalides : Photo d'actualité

Wedding Of Prince Jean-Christophe Napoleon And Olympia Von Arco-Zinneberg At Les Invalides : Photo d'actualité

Duchess Dona Isabel de Bragance and Duke Dom Duarte de Bragance attend the Wedding of Prince Jean-Christophe Napoleon and Olympia Von Arco-Zinneberg at Les Invalides on October 19, 2019 in Paris, France.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Disparates do Mundo


E este é o facto mais notório e mais dominante na moderna discussão das questões sociais: o facto de a controvérsia não dizer respeito apenas às dificuldades, mas também aos objectivos. Estamos todos de acordo acerca do mal; é relativamente à definição do bem que estamos dispostos a arrancar os olhos uns aos outros. Todos reconhecemos que uma aristocracia indolente é um mal; mas estamos longe de afirmar unanimemente que uma aristocracia activa seria um bem. Todos nos sentimos irritados com os sacerdotes ímpios; mas alguns de nós sentiriam profunda aversão se nos deparássemos com um sacerdote verdadeiramente pio. Toda a gente se indigna com a circunstância de termos um exército fraco, incluindo as pessoas que se indignariam ainda mais se o nosso exército fosse forte.

A questão da sociedade é exactamente o oposto da questão da saúde. Diversamente dos médicos, nós não estamos em desacordo acerca da natureza da doença, concordando embora acerca da natureza da saúde; pelo contrário, todos nós concordamos que a Inglaterra está doente, mas aquilo a que metade de nós chamaria um estado de saúde pujante, repugnaria à outra metade. Os insultos públicos são de tal maneira proeminentes e pestilentos, que arrastam as almas generosas numa unanimidade fictícia; esquecemos que, embora estejamos de acordo quanto aos insultos, discordamos profundamente em matéria de elogios. O Sr. Cadbury e eu, não temos dificuldade em concordar sobre o que é um pub inaceitável; mas teríamos uma lamentável altercação se nos encontrássemos diante de um pub aceitável.

Defendo, pois, que o método sociológico habitual – começar por dissecar a pobreza abjecta ou por catalogar a prostituição – é perfeitamente inútil. Ninguém aprecia a pobreza abjecta; o problema surge quando começamos a discutir a pobreza digna e independente. Ninguém aprecia a prostituição; mas nem todos gostamos da pureza. A única maneira de discutirmos os males sociais é passarmos imediatamente ao ideal social. Todos conseguimos identificar a loucura nacional; mas o que é a sanidade nacional? Dei a este livro o título de Disparates do Mundo, e não é difícil identificar o conteúdo do mesmo. Pois o grande despropósito do mundo consiste em não perguntarmos qual é o propósito.

G. K. Chesterton in «Disparates do Mundo», 1910


Fonte: Veritatis

domingo, 20 de outubro de 2019

Estudantes negros no Portugal de 1770

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Paul Erdman Isert (1756-1789), médico cirurgião, botânico e ornitólogo alemão viveu durante a década de 1780 na chamada Costa do Ouro (hoje república do Gana), situada no Golfo da Guiné, ali servindo a Companhia Dinamarquesa das Índias Ocidentais e Guiné. Dessa experiência deixou um famoso Voyages en Guinée et dans les îles Caraïbes en Amérique (1788) que na Europa foi objecto de grande curiosidade.

Isert foi testemunha do grande impacto cultural que os portugueses haviam tido na região, cedo apercebendo-se que os naturais conservavam com orgulho traços da língua, mas igualmente a prática do catolicismo, instituições, técnicas de edificação e até práticas alimentares. Assim, não deixou de notar que à aproximação de europeus, os naturais saudavam amigavelmente com um "a hora" (em boa hora, tal como então se cumprimentava em português) e as despedidas eram feitas com um "adio". O reinete local tinha como principais auxiliares brancos portugueses, responsáveis por todas as operações comerciais com as regiões costeiras demandadas por ingleses, franceses, holandeses e dinamarqueses.

Com efeito, Isert tomou consciência que os portugueses, embora já tivessem perdido o controlo das feitorias e fortins que haviam possuído na região, continuavam a manter contactos esporádicos. A atestá-lo, o facto de em Gragi, um dos chefes locais falar ainda um bom português e dele ter recebido a informação que um dos seus filhos partira há pouco para Portugal para ali estudar, ou seja, para aprender a ler, escrever e contar. Posto que o trato negreiro se dirigia do Golfo da Guiné para o Novo Mundo, foi informado que era do Brasil e não da Europa que os exércitos locais se abasteciam de armas de fogo, mas não só. A prática do consumo de tabaco fora introduzida por portugueses do Brasil, assim como árvores de frutos muito cobiçados pelas propriedades terapêuticas, tais como limoeiros e laranjeiras.

Dessa impregnação resultou um grande surto de adesão ao cristianismo e hoje, seiscentos anos após a chegada dos portugueses, 15% da população pratica a religião católica.

MCB

sábado, 19 de outubro de 2019

SS. AA. RR., Os Duques de Bragança presentes no lançamento do livro "A Liberdade Portuguesa"

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Numa das “casas” de Henrique Barrilaro Ruas, o Centro Nacional de Cultura que ajudou a fundar e de que foi presidente, cerca de uma centena de amigos e admiradores do escritor, filósofo, professor, político e sobretudo do homem, cristão, português e monárquico, assistiram ao evento que celebrou o lançamento do livro “A Liberdade Portuguesa”, um excelente título do novo livro da chancela Razões Reais da Real Associação de Lisboa (RAL), que reúne textos dispersos de Henrique Barrilaro Ruas. 

Na presença de Suas Altezas Reais o Senhor Dom Duarte e Senhora Dona Isabel de Bragança, a sessão iniciou-se com palavras de boas vindas de Maria Calado, presidente do CNC, referindo a ligação de Henrique Ruas àquele Centro, a introdução e apresentações de João Távora, presidente da RAL, e a alocução de Vasco Rosa, que tão criteriosa e cuidadosamente escolheu e organizou os textos do livro. As intervenções prosseguiram com o prefaciador, o jornalista Nuno Miguel Guedes, relatando a sua experiência pessoal com o homenageado e Augusto Ferreira do Amaral, que resumiu todo o pensamento, postura e carácter de Henrique Barrilaro Ruas, nos vários aspectos da sua vida que tanto granjeou admiração e respeito de todos quantos o conheceram. Guilherme d’Oliveira Martins, vogal do CNC, chegou a tempo de tomar a palavra e reforçar o discurso precedente realçando a faceta humanista de Henrique Ruas. No final desta concorrida sessão, coube a João Távora reiterar os devidos agradecimentos e de apelar aos presentes à participação na vida desta associação monárquica.

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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Realeza reunida em Portugal

Realeza reunida em Portugal


No final de Setembro último, o príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança foi condecorado pelo rei de Portugal, Dom Duarte Bragança, com a medalha da Grã Cruz Honorário da Real Ordem de São Miguel de Ala. Na noite do último dia 28, ele foi homenageado com jantar oferecido por Dom Duarte e pela rainha dona Izabel Heredia Bragança, no Estoril. No dia seguinte, no Mosteiro de Santa Maria, em Alcobaça, após cerimônia religiosa, houve a entrega da referida comenda. Presentes, além dos familiares do ducado de Bragança e do Brasil, vários membros da realeza europeia. Foi uma bela festa. Do Brasil estiveram seus pais, Ana Maria Moraes e Baldomero Barbará, sua irmã Ana Luiz de Orleans e Bragança e o seu sogro Luiz Carlos Miguita, na foto, com Luiz Phillipe, que é deputado federal por São Paulo, a rainha Izabel e o rei de Portugal Dom Duarte.


quinta-feira, 17 de outubro de 2019

SAR, Dom Duarte Pio de Bragança colocou uma flor no túmulo de Amália Rodrigues


No programa "Praça da Alegria" ouviram-se testemunhos genuínos de pesoas amigas da D. Amália Rodrigues que aceitaram partilhar memórias.

No Panteão Nacional S.A.R. Dom Duarte Pio de Bragança colocou uma flor no túmulo da D. Amália e falou da grandeza da Voz de Portugal e dos primeiros tempos de convívio com a Senhora Marquesa Olga Cadaval e sua Tia D. Filipa.