quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Animalismo vs humanismo. As touradas como fundo

Confunde-se animalismo com ecologia. Mas um é o oposto do outro. Não se pode ao mesmo tempo salvar o leopardo por razões ecologistas e preocupar-se com o sofrimento das gazelas por razões animalistas.

Sinto que a filosofia é a mãe de todas as ciências, mas não me sinto de maneira nenhuma um filósofo. No entanto, gostaria de abordar esta disputa que parece eterna, “toiros sim, toiros não” como o filósofo francês Francis Wolff, que prefere calar gritos para escutar razões porque a sua vocação de filósofo não está no intercâmbio de paixões, mas sim na procura de conceitos. Deveria ser assim entre duas partes tolerantes e civilizadas, mas, infelizmente, não é isso que se passa quando vejo de um lado um animalismo militante e intolerante ter-se convertido já numa arma de uso político. De uso em votos e de uso violento, uma vez que, amparado pela suposta sensibilidade ao animal, o homem animalista pode ser violento com outro ser humano. Pois é, parece mentira, mas é a realidade.

Convém aqui recordar para os menos atentos as definições de animalismo e humanismo. O animalismo é uma corrente de opinião que nega o antropocentrismo para igualar o ser humano com todas as espécies de seres vivos. Igualar significa colocá-los em igualdade de direitos (não de deveres) e conseguir a sua inserção social para todos os efeitos.

O humanismo é a corrente filosófica suportada pela ciência e até pelas religiões, que situam o ser humano como centro de todas as vidas, estimulando o desenvolvimento da sua inteligência, sensibilidade e criatividade.

O sentimento da compaixão é uma das características da humanidade e uma das fontes da moralidade. Mas os adversários das corridas de toiros têm que saber que os aficionados às corridas de toiros partilham esse sentimento. Os anti-taurinos não têm o monopólio da sensibilidade e dos bons sentimentos. Nenhum aficionado tem o menor prazer em ver sofrer qualquer animal.

Actualmente, existe uma narrativa daquilo que é a corrida de toiros escrita pelos animalistas, absolutamente negativa e de mensagem; este relato é o único que há e entra na sociedade, a sociedade acredita no que se lhe está contando. Querem-lhe impor que o animal, qualquer que seja, tenha uns direitos que proíba ao homem utilizá-lo como sempre fez, isto chama-se biocentrismo – i.e. todas as espécies são iguais; ora, isto é exactamente o contrário do que estipularam todas as religiões e todas as moralidades desde os princípios da humanidade, que consideram todos, todas e todos, que o homem está no centro do mundo ou da criação, para os que acreditam nas religiões ou, para os que não acreditam, que o homem tem uma posição central e a responsabilidade de ordenar o mundo ao seu redor – antropocentrismo.

Na actualidade prolifera uma certa moda oportunista, vagamente naturalista, vagamente compassiva, vagamente “verde”, vagamente “vitimista” e, sobretudo, completamente ignorante quer da natureza animal, quer da realidade das corridas de toiros. Esta conjuntura suscita simpatia com qualquer causa animal de uma maneira tão espontânea como irreflectida e, portanto, desperta a antipatia imediata contra a festa dos toiros.

O animalismo anti taurino, urbano e “moralista“, nega-se ao debate sério, basta-lhe com dar rédea solta aos seus “bons sentimentos”. O animal de companhia é o seu vínculo com a animalidade, a cura do peso da consciência de ser consumidor urbanita e destruidor humano da fauna. Ama-o e não quer que ninguém ponha um par de bandarilhas no seu cãozinho. Obviamente, ninguém quer. Na verdade, com efeito, compreende o toiro de lide como compreende o seu animal de estimação que o acompanha e consola. E não admite outras disquisições, nem pergunta mais nada.

Mas uma coisa é extrair as consequências pessoais da sensibilidade de cada um e outra, muito diferente, é fazer dessa sensibilidade um standard absoluto e considerar as suas próprias convicções como o critério da verdade. Essa é a definição de intolerância e em tons fascistas.

O animalismo e o imperialismo cultural que nos querem impor estão indissociavelmente ligados. O imperialismo cultural mais poderoso, o imperialismo cultural anglo-saxónico e seus princípios animalistas, têm fontes históricas, ideológicas e inclusive religiosas próprias que estão nos antípodas das tradições culturais, ideológicas e religiosas dos povos mediterrânicos.

Como explicar que uma tradição tão particular e aparentemente tão limitada histórica e geograficamente, tenha inspirado as obras de artistas pertencentes a modos de expressão, nacionalidades, horizontes e estilos tão diversos, senão fosse porque a festa dos toiros encerra em si mesmo tantos tesouros de expressão artística e tantos valores humanistas?

Numa época em que se defende a diversidade cultural, em que se pretende resistir à globalização da cultura, em que se luta contra a uniformização dos valores e dos costumes, em que se denuncia a omnipotência da dominante e avassaladora civilização anglo-saxónica, não devemos defender as identidades culturais locais, regionais, minoritárias? A cultura é um elemento vital nas democracias e no desenvolvimento do humanismo. Se eliminássemos todos os artistas que contactaram ou se interiorizaram com o mundo das corridas de toiros, teríamos que eliminar uma grande parte da cultura nacional, ibérica e mesmo universal. Será tão difícil esta sociedade entender isto?!

O que se passa actualmente é uma involução violenta em direcção ao nada, igualando tudo o que é diferente numa “lobotomia de sensações e raciocínio intelectual aplanado”, uma tragédia!

Assistimos, sem que ninguém levante a voz, à decadência do humanismo, essa ideia de superioridade intelectual, moral, ética e estética posta nos corações dos seres humanos. Pandilha de ignorantes!

Confunde-se “animalismo” com ecologia. E, no entanto, um é o oposto do outro. Acontece que numerosos ecologistas “esquecem” os seus próprios valores para abraçar valores animalistas, que são contrários.

Não se pode ao mesmo tempo salvar a espécie “leopardo” por razões ecologistas e preocupar-se com o sofrimento das gazelas por razões animalistas. Da mesma forma que não se pode salvar o lobo por razões ecologistas e ter pena das ovelhas por instintos animalistas. Não se pode alimentar os pombos (por sentimento animalista) e preocupar-se com as suas pragas (por razões ecologistas). Há que escolher: ecologia ou animalismo. A espécie é sempre mais importante que o indivíduo. O ser vivo só se pode manter biologicamente vivo pela morte de outros seres vivos; o respeito indiscriminado de toda a vida equivalia simplesmente ao fim dessa mesma vida. A festa dos toiros está radicalmente no lado da ecologia.

Resulta chocante a agressividade animalista para com um ecossistema exemplar como a tauromaquia, já que o toiro bravo foi a única raça bovina no mundo ao qual se garantiu desde o século XVIII um habitat privilegiado, uma vez que se valorizou mais a sua bravura do que a sua carne. Desde então, vive em grandes extensões – 2,5 ha por animal – a sua dieta é natural e complementa-se com alimentos naturais; o macho tem uma esperança de vida quatro vezes superior à dos bovinos de carne; o facto de habitar os montados protege os habitantes desse ecossistema, tais como as águias, milhafres, grous, bufo real. abutres, grifos e abetardas (espécie protegida).

A sua peculiar alimentação e maneira de comer como herbívoro protege as raízes dos pastos e preserva as sementes das árvores, limpa os campos de mato e prepara-o para a seca. Por isso nas ganadarias bravas, como escrevi noutra ocasião, não há incêndios também porque a perigosidade do toiro evita o acesso a furtivos e pirómanos.

Os animalistas defendem que, como “todos somos animais”, devemos ter o mesmo tratamento para com os animais que temos para com os homens. Enganam-se! É justamente porque o homem não é um animal como os demais que tem deveres para com eles e não ao contrário. Mas estes deveres não podem, em nenhum caso, confundir-se com os deveres universais de assistência, reciprocidade e justiça que temos para com os outros homens enquanto pessoas. Isto significa que não podemos confundir os princípios do humanismo com os do animalismo. O animalismo não é uma extensão dos valores humanistas. É a sua negação. Um animal copula, não faz amor. Ou desamor. Um animal não saberá nunca quão grandioso pode ser um ser humano, o animal mais perfeito deste mundo.

O animalismo militante tem um efeito devastador na ecologia, O animalismo extremo que vivemos estes dias é, sem demagogias, o princípio do fim da biodiversidade. Da ecologia e do equilíbrio natural deste planeta. Os animalistas não querem que os toiros invistam, que os cavalos corram e que os cães cacem. São gentes boas e angélicas. Pena que o mundo dos bons esteja cheio de contradições não assumidas.

O biocentrismo que os animalistas querem impor é uma concepção da vida que vai muito mais além de proibir as touradas, porque se as pessoas pensam que se vão conformar com proibir a corrida de toiros estão enganados, o que querem proibir é que se mate o animal, que se coma carne, que se coma peixe, que se utilize o cão e, no limite, os mais radicais quererão um dia mesmo acabar com o animal de companhia. Não se vão conformar com proibir a tourada.

As pessoas têm que ter consciência do que há, é uma seita a nível mundial muito perigosa. Tocou-nos ao mundo taurino estar na linha da frente, simplesmente porque é um mundo fascinante, simbólico e pensam que se acabam com ele será um grande passo até à vitória final.

O delírio com os animais é um novo obscurantismo, delirante e perigoso. A nova bondade com os animais não é mais do que “ódio ao homem”, consagração estética do rancor. Escapa a qualquer conceito intelectual ou a alguma razão.

Vivemos demasiado bem até agora. O século XXI será recordado como o fim da liberdade e da cultura, as “bombas” foram tecnológicas (algumas provavelmente sanitárias) e assim adormecem o pensamento, convertendo as pessoas em “borregos usuários de écrans”, dispostos a comprar informações e mensagens em todas as esquinas. E os governantes de Portugal são verdadeiros especialistas nesta matéria!

Joaquim Grave
Ganadeiro, proprietário da Ganadaria Murteira Grave


Fonte: Observador

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

A Vida, a Fé e Cristo no Coração da Convenção Republicana

 La Convention Républicaine, un hymne à la vie


Pendant la Convention démocrate, le candidat Joe Biden, qui, tout en aimant faire de sa posture une bannière de fiabilité et de foi, a gardé le silence sur les questions liées à la défense de la loi naturelle et de la liberté religieuse (en en parlant toutefois par les choix de son entourage), l’impudent Donald J. Trump a fait de la Convention républicaine un hymne à la vie.

Il suffit de dire que des personnalités comme Abby Jonson, l’une des militantes pro-vie les plus connues aux États-Unis, ou Sœur Dede Byrne, de la communauté des Petites Ouvrières du Sacré-Cœur de Jésus et de Marie, ont été invitées à prendre la parole au GOP (Great Old Party, nom donné au parti Républicain, ndt).

Cette dernière, diplômée en médecine de l’université de Georgetown, a servi dans l’armée pendant 29 ans comme chirurgien en Afghanistan et en Égypte avant de devenir religieuse parmi les malades en Haïti et en Afrique mais aussi à Wahsington DC. « Je peux parler de mon expérience de travail pour ceux qui fuient des pays déchirés par la guerre », a-t-elle expliqué, en précisant que « le plus grand groupe de personnes marginalisées au monde se trouve ici, aux États-Unis : ce sont les enfants à naître ».
Elle a ensuite appelé les chrétiens à la cohérence de la foi, car « en tant que disciples du Christ, nous sommes appelés à défendre la vie contre le politiquement correct… nous avons rencontré Jésus pour la première fois sous la forme d’un embryon bougeant dans un ventre ». Et donc, ce que « j’ai à dire », a-t-elle poursuivi, « peut être difficile à entendre pour certains, mais je le dis parce que je ne suis pas seulement en faveur de la vie, je suis en faveur de la vie éternelle. Je veux que tout le monde aille au ciel un jour. C’est la raison pour laquelle je suis ici aujourd’hui. Donald Trump est le président le plus pro-vie que cette nation ait jamais eu » et « sa foi dans le caractère sacré de la vie transcende la politique », aussi « s’opposera-t-il à Biden-Harris (Kamala Harris, le candidat à la vice-présidence, ndlr), qui est la candidata à la présidence la plus pro-avortement de tous les temps, qui a même soutenu les horreurs de l’avortement et de l’infanticide en fin de grossesse. En revanche, « grâce à son courage et à sa conviction, le président Trump a gagné le soutien de la communauté pro-vie américaine ».
Émue mais posée, la religieuse a serré chapelet en disant que « nous serons ici avec notre arme favorite, le chapelet. Merci, Monsieur le Président, nous prions tous pour vous ».

Abby Jonson, ex-directrice d’une clinique d’avortement de Planned Parenthood, qui se bat aujourd’hui pour faire comprendre ce qu’elle a découvert seulement après avoir vu à l’intérieur d’un échographe ce qui arrive réellement au bébé pendant l’avortement, a clairement indiqué que les programmes de ces cliniques suivent les idées de Margaret Sanger « une raciste », ce n’est pas une coïncidence si « 80 % des cliniques sont placées stratégiquement dans des quartiers où vivent des minorités ethniques ».
Parlant du business de la mort, elle se souvient avoir vu « l’enfant se battre désespérément pour échapper à l’aspirateur (une procédure d’avortement, ndlr) ». Et puisque pour elle « l’avortement est réel… je connais aussi son odeur, je soutiens maintenant le président Trump, car il a fait plus pour les enfants à naître que tout autre président « .

Puis, le discours de la jeune porte-parole de la Maison Blanche, Kayeigh McEnany, qui a voulu parler de la maladie génétique qui lui a valu une mastectomie en 2018, a été profondément émouvant : « J’avais peur, mais le lendemain, avec ma mère, mon père, mon mari et Jésus Christ à mes côtés, » a-t-elle dit, « j’ai affronté l’opération ».
Une des premières personnes à l’appeler fut Trump, « que je n’avais vu que quelques fois à l’époque » et qui m’a également « appelé ce matin pour me dire qu’il était fier de moi pour avoir décidé de partager mon histoire ».
Travaillant désormais avec lui, Kayeigh McEnany a rappelé l’engagement quotidien du président à écrire aux familles des soldats qui ont perdu la vie ou à ceux qui ont perdu leurs fils dans les combats de rue, « en s’intéressant chaque jour à des histoires comme la mienne ». La femme a ensuite admis qu’elle avait accepté le rôle de porte-parole pour protéger sa petite fille, pour un avenir où « la vie est considérée comme sacrée, où Dieu est célébré et non retiré de nos écoles… de notre histoire ».

Des références à la lutte pour la liberté religieuse sont apparues dans les discours de la petite-fille du chef religieux Billy Graham, de l’activiste chinois Chen Guangcheng et de Trump lui-même.

Cissie Graham a rappelé ce que l’administration Obama a fait contre « la liberté religieuse et la liberté de culte exercée même dans l’espace public »: Les démocrates ont essayé de « forcer les organismes religieuses à payer pour l’avortement, de forcer les agences d’adoption à violer leurs croyances profondes (sur la famille composée d’un homme et d’une femme, ndlr)… en permettant aux hommes de faire des compétions [mixtes] avec les femmes et en utilisant leurs vestiaires ».
Si Trump a pris des mesures pour « protéger la liberté religieuse… il est également le premier président à parler de l’importance de la liberté religieuse à l’ONU. Selon elle, une nouvelle présidence démocrate serait préjudiciable à ceux qui croient : « Pendant la pandémie… nous avons vu nos dirigeants (démocrates) essayer d’interdire les services religieux alors que les cliniques d’avortement étaient considérées comme des activités essentielles… ils nous forceront à choisir entre obéir à Dieu ou à César… dans la vision de Biden pour l’Amérique, il n’y a pas de place pour la liberté religieuse ».

Guangcheng, persécuté par le Parti communiste chinois pour ses dénonciations et pour s’être opposé à des politiques comme celle de l’enfant unique, a expliqué en revanche que les pays doivent se rendre compte que le Parti communiste est « l’ennemi du monde » et qu’il « terrorise ses propres citoyens ». Pour l’activiste, Trump est le premier à prendre des mesures sérieuses contre la Chine : « Nous avons besoin que d’autres nations se joignent à lui dans cette lutte », a-t-il conclu.

Enfin, Trump a voulu envoyer un message de la Maison Blanche aux manifestants en révolte, en invitant Jon Ponder, un ancien détenu noir qui s’est converti en prison grâce à l’agent qui l’a arrêté pour un braquage de banque, à prendre la parole. Trump a certainement donné un message en faveur de la police américaine, en faisant comprendre que la majorité d’entre eux sont des gens honnêtes et de valeur, mais il a aussi parlé à toutes les minorités frustrées de la possibilité d’abandonner la colère et la violence et d’avoir une « seconde chance… « La vie de Jon est un merveilleux témoignage du pouvoir de la rédemption… il a grandi sans père… il a fini dans la rue… il a été arrêté », mais l’agent qui l’a emmené en prison a voulu d’abord s’arrêter dans un bar pour lui payer un verre et un repas. Ce geste l’a profondément frappé, à tel point que Jon « a commencé à lire la Bible en prison » et qu’à sa sortie de prison, il a cherché l’officier qui lui a expliqué qu’il avait prié pour lui, l’aidant ainsi à recommencer sa vie. Aujourd’hui, Jon « consacre totalement sa vie au Christ », a souligné le président, citant comme modèle le programme de réinsertion sociale des prisonniers mené par Ponder.

Délibérément ou non, ni Biden ni les autres démocrates n’ont mentionné le programme radicalement progressiste de leur parti, qui vise à abolir l’amendement Hyde sur l’interdiction du financement fédéral de l’avortement à des programmes tels que Medicaid, qui soutient les lois visant à étendre l’avortement dans les États au neuvième mois de la grossesse et celles qui, au nom des droits des LGBT, tendent à restreindre la liberté de pensée et de religion. Mais des personnalités telles que le père James Martin, le jésuite qui sponsorise les visions arc-en-ciel au sein de l’Église catholique ou Sœur Simone Campbell, soumise à une enquête par le Vatican avec les religieuses pro-avortement et hérétiques, de la LCWR, parlent en leur nom.

On comprend pourquoi, dans les discours du candidat démocrate qui, tout en épousant l’avortement, a parlé de ponts, d’amour, de fraternité et de haine fomentée par le président républicain, il n’y a aucune trace d’élogge à la vérité, au caractère sacré de la vie et à la seigneurie de Dieu et du Christ, que Trump a au contraire le courage non seulement de nommer mais même de présenter comme le principal remède au conflit social qui se déroule aux États-Unis.



Fonte: Benoit & Moi

terça-feira, 8 de setembro de 2020

GOVERNO IMPÕE DITADURA DO PENSAMENTO ÚNICO

 

Já temos um governo socialista com maioria comunista. Também já temos uma legislação claramente hostil à Fé Católica, aos nossos Valores e Tradições. Agora só falta termos uma bandeira parecida com a das «repúblicas democráticas» ou «repúblicas populares» de cujos regimes totalitários estamos cada vez mais próximos…

Ministério da Educação chumba alunos de excelência por 2 anos. Pai defende a liberdade educativa em Tribunal.

Artur Mesquita Guimarães, colocou dois processos em Tribunal contra o Ministério de Educação porque os seus filhos, alunos de média de 5 e do Quadro de Honra, foram retidos dois anos devido a um Despacho assinado pelo Secretário de Estado da Educação, João Costa. O despacho, considerado pelos advogados como “ilegal e inconstitucional”, obriga os filhos de Artur a voltarem dois anos lectivos atrás, do 9º para o 7º ano, e do 7º para o 5º ano, argumentado-se no facto de os alunos não terem participado na nova disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, da qual os pais, por objecção de Consciência, não autorizaram os filhos a participar. Artur já venceu um dos processos.

Leia mais aqui.

Fonte: Arautos d'El-Rei

domingo, 6 de setembro de 2020

A Monarquia Vale Por Virtude Própria!

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‘A Monarquia vale por virtude própria, independentemente da figura que a encarna.’, grafou o Doutor João Pinto Ribeiro (1590-1649), um dos mais eminentes Conjurados de 1640, figura-chave na Restauração da Independência de 1640, o Cérebro da Revolução, pois foi o diligente intermediário entre os Conjuradores da Nobreza portuguesa que se reuniam no Palácio dos Almadas e D. João (IV), Duque de Bragança, a quem administrava os negócios da Casa, e que convenceu o hesitante Duque a aceitar a Coroa Portuguesa dos seus maiores, sob pena do escol da Nobreza instaurar uma república aristocrática como em Veneza.


De facto, uma Monarquia é sempre mais vantajosa para um país, uma vez que na chefia de Estado republicana existe uma fulanização do cargo, enquanto um Rei é institucional, pois a Coroa vale independentemente da figura que a incarna, e como tal a chefatura não fica dependente da popularidade, do valor de um determinado presidente, dos seus gostos, dos seus humores e, dessa forma, sujeita ao poder pessoal.


Assim a Coroa vale por virtude própria, porque o Rei não é apenas um homem, mas uma instituição que representa toda a Nação, e toda a sequência de Reis, por isso o Rei usa o plural majestático, a 1ª pessoa do plural ‘Nós’, pois quando alguém se dirige ao Rei não o faz à pessoa Real, mas à Coroa, a potestade real, porque o Rei representa toda a Nação, todas as instituições nacionais e toda a sua História.


Como tal, é essencial a defesa de uma verdadeira Monarquia, que é diferente do Realismo, que é apenas o conjunto de partidários de um monarca, de uma casa real, ou de um pretendente específico. Por isso, para que a Nação nunca fique em situação de dependência de uma figura, sempre me assumi Monárquico e não Realista e muito menos republicano, nem com eles pactuo.


Enquanto no Realismo, os realistas são correligionários de um monarca ou de um pretendente em particular, os Monárquicos defendem o sistema monárquico de governo, ou melhor um Estado Monárquico, mas não necessariamente um monarca ou um candidato a Rei em particular, e colocam a Monarquia acima do domínio do pessoal: a Coroa, em primeiro, – não o objecto que cinge a cabeça do Monarca, mas a instituição - com tudo o que ela representa é o mais importante. Nada obsta a que se defenda um pretendente legítimo a um Trono, mas não basta fazer essa apologia, é necessário, defender, também, as instituições monárquicas, sendo assim não apenas Realista, mas Monárquico.


Os monárquicos querem uma Coroa e instituições monárquicas, portanto não é suficiente substituir um Presidente por um Rei, sem mais, pois isso é clara e manifestamente muito pouco. A Monarquia requer toda uma estrutura para bem servir a Nação.


República Coroada, Não! Os verdadeiros Monárquicos não enfiam esse barrete, o ignóbil carapuço frígio - ainda que com um coronel a cingi-lo!


Miguel Villas-Boas


Fonte: Plataforma de Cidadania Monárquica

sábado, 5 de setembro de 2020

Morreu o carrasco dos luso-cambojanos

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Morreu Kang Kek Iew, aliás Duch, que foi director do Centro Especial de Tortura e Confissão S-21, homem metódico, professor de matemática, criatura afável que durante o julgamento desenvolveu a sua defesa com o estulto argumento do medo que as ordens da cúpula lhe infundiam.


Visitei aquele campo de extermínio há meia dúzia de anos. Foi difícil adormecer após a visita à Escola S-21, em Phnom Penh. Em Abril de 1975 - nefastíssimo para nós, portugueses, terrível queda no abismo para os cambojanos - os Khmeres Vermelhos entravam na capital após cinco anos de luta. Uma vergonha para o Ocidente: abandonar aliados à imolação, trair a palavra dada, inventar desculpas para não ajudar aqueles que em nós haviam confiado.


Ainda a cidade não havia caído e já a França e a Suécia reconheciam o governo do Kampuchea Democrático. Um padre francês, François Ponchaud, testemunha presencial da tragédia, lavrou então extenso relatório que ninguém quis aceitar como fonte credível e imparcial. A obra, que guardo entre outras dezenas que fui comprando e anotando ao longo dos anos, tinha por título Camboja: ano zero e foi editada em finais de 1976, entre o desprezo dos liberais, a fúria dos intelectuais e o silêncio cúmplice da Igreja. Ora, relendo a obra, está lá tudo o que acontecera, o que podia acontecer e o que de facto veio a acontecer sob o regime genocida de Pol Pot. Noam Chomsky afirmou então que o testemunho do Padre Ponchaud não passava de cabala contra o socialismo.


No S-21 foram humilhadas, seviciadas, afogadas, electrocutadas, enforcadas ou simplesmente eliminadas com uma barra de ferro milhares de pessoas. Ali, os comunistas puderam, finalmente, sem freio e sem medo de qualquer repercussão revelar sem fingimento a extensão do seu ódio ao humano. Tudo foi fotografado, ordenado, anotado. Primeiro mataram os monges, os antigos ministros, os generais, os aristocratas, os juízes, os deputados e presidentes dos municípios. Depois, chegaram os professores, os médicos e os farmacêuticos, os engenheiros, os artistas e jornalistas, mais actores e homens de negócios, os grandes e os pequenos, respectivas famílias, seus empregados domésticos, assim como pessoas - quaisquer pessoas - que tivessem algum dia trabalhado com "parasitas e exploradores", "estrangeiros imperialistas" ou outros "agentes de intoxicação ocidental".


Quando se esgotou o sortimento, chegaram os sargentos, os ex-soldados condecorados, os polícias, os amanuenses, pequenos comerciantes, os cauteleiros, vendedores de jornais, taxistas e demais já tocados pelo vírus do lucro e da propriedade. Com estes vieram também os chineses, os cham muçulmanos, os vietnamitas, os indianos, os paquistaneses, os thais, os católicos luso-descendentes, os Kuy, os Mon, os mestiços e tudo quanto ofendesse a pureza da cepa original khmer. Por último, qualquer pessoa que se atravessasse no caminho do Angkar (Partido Comunista).


As pessoas chegavam famintas e febris, aterrorizadas e perdidas e eram atiradas para celas. Interrogadas, arrancavam-lhes confissões sobre delirantes conjuras, sabotagens e conluio com o inimigo. Passavam os dias esvaindo-se em sangue, unhas arrancadas com alicates, o corpo perfurado por fios condutores, ossos das mãos partidos, olhos vazados no ímpeto dos interrogatórios. O movimento das celas às salas era feito à coronhada, pontapés, puxões de cabelo, murros nos genitais. As paredes das escadas ainda exibem marcas do pintalgado do sangue desses desgraçados. Uma imensa galeria de retratos de inimigos da revolução, alguns com etiquetas pendendo de alfinetes enterrados no peito, no pescoço ou nos trapézios, evoca os três anos de ininterrupta actividade deste centro. Das mais de quinze mil que ali sofreram calvário, só catorze sobreviveram.


Ali, não houve piedade para ninguém. Olho para os rostos macerados, o olhar apagado e distante que exibiram na última fase das suas vidas. Dolorosamente, o universo desta gente tinha-se tragado sob os seus pés e mal compreendiam o que lhes estava a acontecer. O comunismo foi assim, da Rússia dos Sovietes à Etiópia, Moçambique e China. No S-21 escreveu-se um dos últimos capítulos dessa sangrenta ideologia e das mentiras em que se especializou.


MCB


sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Lançamento do livro "Quando o Povo quiser"

 

É já no próximo dia 17 de Setembro pelas 18:00 que se realizará o lançamento do livro "Quando o Povo quiser", uma antologia de textos monárquicos comemorativa dos 10 anos do Correio Real, que será apresentado pelo poeta e ensaísta Pedro Mexia no auditório do Centro Cultural de Santa Joana Princesa, na R. Moura Girão, 1700-120 Lisboa (perpendicular à Avenida E.U.A. perto da Av. Alm. Gago Coutinho). 


Suas Altezas Reais os Duques de Bragança dignam-se assistir ao lançamento.


Organizado por João Távora e editado por Vasco Rosa, "Quando o Povo quiser" inclui um prefácio de Nuno Pombo, um posfácio de S.A.R. o Senhor Dom Duarte de Bragança, e textos de António de Souza-Cardoso, Augusto Ferreira do Amaral, Carlos Bobone, Diogo Tomás, Francisco Teles da Gama, João Mattos e Silva, João Távora, João Vacas, Joaquim Costa e Nora, Jorge Leão, José Adelino Maltez, José Manuel Quintas, Leonor Martins de Carvalho, Luís Barata, Manuel Braga da Cruz, Miguel Castelo-Branco, Nuno Miguel Guedes, Nuno Castelo-Branco, Nuno Pombo, Nuno Resende, Paulo Cunha Porto, Paulo Teixeira Pinto, Pe. Pedro Quintela, Samuel de Paiva Pires, Teresa Côrte-Real, Teresa Maria Martins de Carvalho, Vasco Rosa e Dom Vasco Teles da Gama. 
O livro estará à venda no local pelo preço de 20,00€.


O Centro Cultural de Santa Joana Princesa tem lotação para 300 pessoas sentadas: o distanciamento físico será garantido e serão observadas todas as normas sanitárias em vigor.


Para mais esclarecimentos contacte-nos através do endereço secretariado@reallisboa.pt, pelo telefone 21 342 81 15 de segunda a sexta entre as 11:00hs e as 14:00hs.


Fonte: Real Associação de Lisboa

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

O Prestígio Internacional D’El-Rei D. Pedro V de Portugal

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Fotografia: 10 de Junho de 1854, Dom Pedro V e Dom Luís acompanharam, à direita no lugar de honra, a Rainha Britânica na sumptuosa reabertura do Palácio de Cristal, reinstalado em Sydenham Hill

Rabiscam muitos escribas republicanos de almanaque, que os Reis Portugueses no século XIX já não gozavam de qualquer prestígio internacional: nada mais falso!


Era Dom Pedro V ainda um Rei em vias de ser, pois Sua Augusta Mãe morrera ainda na menoridade do Príncipe Real, e empreendeu uma viagem, em 1854, pelas Cortes europeias, para aprender a prática de reinar e dar-se a conhecer. Juntamente, com seu irmão e herdeiro presuntivo, o Infante Dom Luís de Bragança, Duque do Porto, puderam privar, com a mais importante das cabeças coroadas da época, Sua Majestade Britânica a Rainha Vitória.


A Família Real Britânica recebeu-Os como membros da Sua própria Família (porque o pai dos Príncipes portugueses o Rei-consorte Dom Fernando II, marido da Rainha Dona Maria II, era primo do Príncipe Albert, pois nascera Prinz Ferdinand August von Sachsen-Coburg-Gotha-Koháry), e entre a Rainha Vitória, o Príncipe consorte Albert de Saxe-Coburgo-Gotha e Dom Pedro V estabelece-se uma enorme amizade que perdurará até à trágica e imprevisível morte do monarca português.


Numa estadia que duraria exactamente um mês e que começou no dia 3 de Junho de 1854, os monarcas portugueses nunca foram tratados como visitas de Estado e com as habituais e frias cortesias protocolares, mas com genuínas manifestações de amizade e familiaridade.


Durante a visita, Dom Pedro V e Dom Luís acompanharam sempre a Monarca inglesa e o seu real consorte nos mais importantes eventos a que sempre concediam o privilégio da Sua Presença. Assim foi no Baile dos Marqueses de Breadalbane - a quem a Rainha dedicava amizade -, onde perante mil convivas a realeza portuguesa mereceu lugar de destaque como se pode constatar pela entrada dos convidados de honra. Depois de anunciar a entrada da Rainha Vitória pelo braço do anfitrião, o Mordomo anunciou: ‘Sua Majestade o Rei de Portugal e Sua Excelência a Marquesa de Breadalbane’. Depois o Príncipe Albert e a Duquesa de Cambridge e, de seguida, ‘Suas Altezas Reais o Príncipe Dom Luís de Portugal e a Princesa Mary’.


Também, em 10 de Junho de 1854, Dom Pedro V e Dom Luís acompanharam, à direita no lugar de honra, a Rainha Britânica na sumptuosa reabertura do Palácio de Cristal, reinstalado em Sydenham Hill.


Foram pois, o Rei e Príncipe portugueses recebidos na intimidade da Família Real Britânica e essa amizade haveria de perdurar, mesmo para além da estadia nas Terras de Sua Majestade, pois continuariam a corresponder-se com assiduidade tornando-se a Rainha Vitória e o Príncipe Albert (primo do Rei-Regente Dom Fernando II de Saxe-Coburgo-Gotha, pai de Dom Pedro V e viúvo da Rainha Dona Maria II), conselheiros e mesmo confidentes do jovem monarca português.


Quando Dom Pedro V faleceu precocemente, com apenas 24 anos, vitimado pela febre tifóide que contraíra em Portalegre, depois de beber água contaminada de um charco após uma caçada, a Rainha Vitória escreveu: ‘Que infortúnio horrível! (…) Como a mão da morte teima em perseguir aquela querida Família! (…) Parece inacreditável, que terrível calamidade para Portugal, e que grande perda para a Europa! O querido Pedro era tão bom, tão inteligente, tão fantástico!’


Miguel Villas-Boas


Fonte: Plataforma de Cidadania Monárquica

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Os 223 anos da Brigada Real da Marinha, mãe dos Fuzileiros de Portugal e do Brasil

 

(Na imagem, o Corpo de Fuzileiros português com a farda da Brigada Real da Marinha)


No dia 28 de Agosto de 1797, por Alvará com força de lei, era criada pela Rainha D. Maria I a Brigada Real da Marinha (BRM), resultante da fusão numa só unidade dos anteriores 1º e 2º regimentos de infantaria da Armada e Regimento de Artilharia da Marinha.


A Brigada Real da Marinha seria composta pelas divisões de Artilheiros Marinheiros, de Fuzileiros Marinheiros e de Artífices e Lastradores, totalizando aquando da sua criação um total de 5222 praças, sob o comando do Marquês de Niza, D. Domingos Xavier de Lima.


A BRM participaria, em 1798, na Campanha do Mediterrâneo, auxiliando a Marinha Britânica no seu esforço contra as forças francesas, tendo estado particularmente envolvida nos bloqueios da ilha de Malta, durante os quais as suas forças de desembarque, constituídas por centenas de fuzileiros e artilheiros, auxiliaram em terra as forças populares maltesas no combate contra os ocupantes franceses.


Aquando da Primeira Invasão Francesa, em 1807, uma grande parte da Brigada Real da Marinha embarcaria na esquadra que transferiria a Corte Portuguesa para o Brasil. A partir de lá, os fuzileiros marinheiros da BRM participariam na Invasão da Guiana Francesa em 1809, território que seria ocupado por Portugal até 1817.


Em 1816, forças da BRM participariam também na Guerra contra Artigas, a invasão portuguesa do Uruguai.


No ano de 1822, no contexto da independência do Brasil, o contingente da Brigada Real da Marinha que ali se encontrava foi transformado no Batalhão de Artilharia Naval da então constituída Marinha do Brasil, antecessor do actual Corpo de Fuzileiros Navais.


A BRM manter-se-ia ao serviço da Marinha Portuguesa até 31 de Outubro de 1832, data em que seria extinta, dando lugar ao Regimento da Armada, que em 1837 seria transformado no Batalhão Naval.


Miguel Louro


Fonte: Nova Portugalidade