domingo, 20 de fevereiro de 2022

Vitaminas e minerais passaram a poder ser considerados vacinas?

 


O organismo americano CDC (Centers for Desease Control and Prevention), reescreveu as definições de vacinação e vacinas e apagou as anteriores definições a fim de as adaptar às novas vacinas contra a Covid-19. As novas definições são acompanhadas das de “imunidade” e “imunização”, distinguindo-as entre si:

Imunidade: Proteção contra doenças infecciosas. Se você for imune a uma doença, pode ser exposto a ela sem se infectar.

Vacina: Preparação usada para estimular a resposta imunológica do corpo contra doenças. As vacinas são geralmente administradas por meio de injecções de agulha, mas algumas podem ser administradas por via oral ou pulverizadas no nariz.

Vacinação: O acto de introduzir uma vacina no corpo para produzir protecção contra uma doença específica.

Imunização: Processo pelo qual uma pessoa fica protegida contra uma doença por meio da vacinação. Este termo é frequentemente usado como sinónimo de vacinação ou inoculação.

Mais um facto relacionado com a pandemia que nos faz lembrar a distopia de George Orwell, o “1984”, onde os protagonistas são membros do Partido Externo, e trabalham para o Ministério da Verdade, que é responsável pela propaganda e pelo revisionismo histórico. O trabalho deles é reescrever toda a informação, de modo a que o registo histórico apoie sempre a ideologia do Partido. Também destroem activamente todos os documentos anteriores; desta forma, não existe nenhuma prova de que o partido esteja a mentir.

Antes da mudança, a definição de “vacinação” era “o acto de introduzir uma vacina no corpo para produzir imunidade a uma doença específica”, segundo as más línguas subversivas. Agora, a palavra “imunidade” foi alterada para “protecção”. O termo “vacina” também sofreu reformulação. A definição do CDC mudou de “um produto que estimula o sistema imunológico de uma pessoa a produzir imunidade a uma doença específica” para “preparação usada para estimular a resposta imunológica do corpo contra doenças”.

Assim sendo, importa questionar se, de acordo com a nova definição de vacina do CDC americano, qualquer substância que estimule a resposta imunitária contra doenças, tais como vitaminas e minerais, também passa a ser considerada vacina.


Fonte: Inconveniente

sábado, 19 de fevereiro de 2022

Hungria e Polónia contra o super-Estado

 


O Tribunal de Justiça da União Europeia rejeitou o recurso da Hungria e da Polónia. Os dois Países da Europa Central pretendiam a anulação do regulamento que permite à UE suspender os pagamentos provenientes do orçamento europeu aos Estados-membros onde «o Estado de direito está ameaçado». De acordo com o Parlamento e o Conselho da UE, o Estado de direito é ameaçado tanto pelo governo de Varsóvia como pelo de Budapeste. Mas as reformas internas que desencadearam este alarme dizem respeito a assuntos que até agora foram considerados de pertinência exclusivamente nacional. Será que a decisão do Tribunal de Justiça da UE significa, portanto, que estamos no limiar de um super-Estado europeu?  

A Polónia definiu o veredicto «um ataque à nossa soberania». A Ministra da Justiça húngara, Judit Varga, classificou-o como um «abuso de poder» de Bruxelas. O governo conservador de Varsóvia tem estado na mira, nos últimos anos, pela sua reforma da magistratura. A Hungria, 
por outro lado, pela sua lei antipedofilia, que as associações LGBT consideram «discriminatória» porque regulamenta a educação sexual, especialmente em questões de género. Por estas razões, os dois Países temem (com razão) que lhes seja bloqueado o acesso ao Fundo de Recuperação, necessário para a reconstrução pós-COVID. E não só o Fundo de Recuperação, mas todos os fundos europeus, a partir de agora, ficarão sujeitos a esta cláusula.      

Os recursos da Hungria e da Polónia baseavam-se essencialmente na ausência de uma base jurídica do novo regulamento nos Tratados, na ultrapassagem dos limites das competências da 
União e no facto de, desta forma, o próprio princípio da segurança jurídica ser minado. Trata-se de decisões arbitrárias tomadas por uma maioria contra uma minoria de Países dissidentes, que seriam discriminados desta forma. Relativamente à reforma da magistratura polaca, que consiste na instituição de uma Câmara disciplinar para examinar a competência dos juízes e, possivelmente, puni-los, Varsóvia está convencida de que esta é uma regra que respeita o princípio da divisão de poderes e a independência do sistema judicial.          

Uma sentença do Supremo Tribunal polaco reafirmou então o princípio de que a Constituição polaca é a lei suprema do Estado. As normativas europeias só podem ter prioridade nos campos que a nação polaca delegou à UE, mas não sobre a própria Constituição. Varsóvia é clara sobre este ponto: «O pluralismo constitucional – declarou o Primeiro-Ministro Morawicki, em Outubro passado, ao Parlamento Europeu – significa que deve continuar a existir um espaço para o diálogo entre nós, entre os nossos Países e os nossos sistemas jurídicos. Este diálogo também tem lugar através de decisões dos tribunais». Na sentença do Supremo Tribunal polaco, a interpretação dos Tratados por parte do Tribunal de Justiça não é aceite como norma. «Nos Tratados da UE delegámos muitas competências, mas não todas, à União Europeia. Não há dúvida de que o direito da UE tem supremacia sobre o direito nacional naquelas áreas (de competência, n.d.r.) que foram delegadas pelos Estados-membros à UE». Mas «se uma instituição da UE vai além dos seus poderes, um Estado-membro deve ter os instrumentos necessários para reagir», tinha reiterado Morawiecki em Outubro passado.           

No que diz respeito à Hungria, o Parlamento e o Conselho da UE contestam a nova 
norma antipedofilia, enfatizando apenas a parte da lei (ou melhor, uma emenda introduzida mais tarde) na qual se regula também a educação sexual nas escolas. Como explicámos nestas colunas, o material escolar, do jardim-de-infância aos liceus, não deve conter nada que vise alterar o género ou promover a homossexualidade. Para além dos professores da escola, apenas pessoas ou organizações incluídas num registo oficial, continuamente actualizado, podem dar aulas de educação sexual. Gostando ou não, este nunca foi um assunto sobre o qual a UE possa impor um juízo sobre a legislação nacional. E na Carta dos Direitos Fundamentais encontramos, no artigo 14.º, «o direito dos pais de assegurarem a educação e o ensino dos filhos de acordo com as suas convicções religiosas, filosóficas e pedagógicas». Por conseguinte, os pais só podem educar os seus filhos de acordo com as directrizes ditadas por Bruxelas e não com as de Budapeste?       

É evidente, à vista disso, que estamos realmente no limiar de um super-Estado europeu, se as instituições comunitárias se reservarem o direito de contestar a legislação adoptada pelos Estados-membros, mesmo em matéria pedagógica e religiosa. E mais ainda, utilizando uma mera chantagem económica (ou se adere, ou não há fundos) como arma para se imporem. A sentença que confirma este mecanismo é mais uma prova de que estamos neste caminho perigoso. Hoje, só os polacos e os húngaros estão cientes disso.           

Stefano Magni

Fonte: Dies Irae

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

São Teotónio

 


São Teotónio, Português, natural do lugar de Gafei, junto a Valença do Minho. Criou-se em casa de Crescónio, seu tio, Varão Santo e Bispo de Coimbra por aqueles tempos. Soube aprender primeiro e depois ensinar a perfeição Evangélica com tanto primor, que se fez um claro espelho da virtude, um oráculo da santidade. Foi dos primeiros Fundadores da Religiosíssima Congregação dos Cónegos Regulares de Santa Cruz de Coimbra e o primeiro Prior daquele Real Convento. A sua fama, muito apesar da sua humildade, o fazia conhecido e buscado dos Reis, dos Príncipes, dos Grandes, dos pequenos, e nele, e nas suas orações, achavam todos para as batalhas socorro, remédio para as enfermidades, alívio para as aflições, e para as dúvidas conselho e direcção. Passou neste dia [18 de Fevereiro], ano de 1162, do desterro à Pátria, e mereceu, e conseguiu na vida, na morte, e depois da morte, cultos e venerações de Santo, aplausos e aclamações de milagroso.

No mesmo dia [18 de Fevereiro], ano de 1163, foi canonizado solenemente em Coimbra o glorioso São Teotónio, a uso daqueles tempos, pelo Arcebispo Primaz Dom João Peculiar, com aprovação e assistência dos Bispos, de Coimbra Dom Miguel, de Viseu Dom Odório, do Porto Dom Pedro, de Lamego Dom Mendo, à petição dos povos de Portugal e à instância do grande Rei Dom Afonso Henriques: Cantou-se-lhe a Missa dos Santos Confessores, e depois foi esta canonização aprovada e confirmada por Alexandre III [Papa].

Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744


Fonte: Veritatis

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

SAR, O Senhor D.Duarte, Duque de Bragança, na primeira cerimónia do novo Arcebispo de Braga, Dom José Cordeiro

 


S.A.R. o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, marcou presença na primeira cerimónia do novo Arcebispo de Braga, Dom José Cordeiro, estando ao seu lado o Exm.º Senhor Presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio.


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

"Donos disto tudo"

 


«O regime ou sistema democrático não é uma espécie de religião laica, com a transferência directa da infalibilidade do Deus do Ancien Règime – que pela Sua graça tornava sagradas as dinastias – para o conjunto dos cidadãos eleitores. É uma forma de governo que procura um modelo consensual, pacífico e ordeiro de institucionalizar a escolha dos representantes de uma comunidade nacional, de um povo.
A sua legitimidade não vem, assim, de uma qualquer superioridade ético-política, mágica ou misteriosa, de conteúdo revolucionário ou conservador; vem do facto de se socorrer de um processo histórico que, alicerçado na aceitação de determinadas regras de jogo e com base em princípios de liberdade de opinião e de respeito pela opinião dos outros, procura tornar governável o Estado. Como as opiniões são diferentes – excepto quanto à aceitação da prevalência da opinião maioritária – não pode haver descriminação de opiniões.
Os valores políticos, as normas de orientação colectiva, as regras sobre o público e o privado, o respeito pela vida, os usos e costumes permitidos ou punidos – são a expressão dos programas ou projectos políticos que os partidos admitidos a concurso, dentro da Constituição, propõem ou põem em discussão e levam a votos. Querer pôr este princípio em questão, é pôr em questão o regime democrático, é viciar o jogo, desencorajar a participação e corromper o sistema.

Vem isto a propósito da indignação, real ou simulada, em painéis de debate e discussão televisivos, contra um partido-pária que ousou apresentar como lema “Deus, Pátria, Família e Trabalho” – coisas, aparentemente, malditas, escandalosas e proscritas, por terem sido já o apanágio do “fascismo” doméstico do Estado Novo de Salazar.

Sobre a inutilidade da História das Ideias Políticas

A discussão sobre o “fascismo” do Estado Novo é uma discussão que não vale muito a pena ter, num caldo político, intelectual e social em que, por resignação, ignorância ou táctica, se aceita a palavra como sinónimo do antigo regime ou se esgrime como insulto indiferenciado.

De qualquer forma, o Manuel Lucena, que dava importância a coisas como a História das Ideias Políticas, tinha um argumento interessante e importante sobre o assunto, que talvez valha a pena aqui repetir: o Estado Novo tinha aspectos do fascismo-regime mas pouco ou nada tinha que ver com o fascismo-ideologia nem com o fascismo-movimento, até porque nascera da Ditadura Militar, e não de um movimento político revolucionário que disputara o poder nas ruas com comunistas e socialistas, fazendo depois da Marcha Sobre Roma um pacto com as forças conservadoras da sociedade italiana.

O Estado Novo resultara, primeiro, do fracasso dos seus antecessores, que tinham imposto um jugo oligárquico de 16 anos num quadro teoricamente liberal e “democrático”, mas que a violência tornara monopolista; depois, de uma vaga europeia autoritária, condicionada pela ameaça comunista; finalmente, de um contrato entre os militares, sem projecto político próprio, com Salazar, que tinha um projecto político. Há pontos comuns entre o projecto salazarista e o fascismo – o nacionalismo, o anti-parlamentarismo, o autoritarismo –, mas o fascismo (apesar da Concordata de Latrão) tinha um espírito nietzschiano, pagão, e era estatocrático, sendo o Partido, o PNF, um elemento essencial no poder e do poder. Bem ao contrário, o salazarismo era nacional-conservador e social-católico. Não pretendia, pela política, mudar a sociedade, mas antes mantê-la como estava. Pertencia à direita conservadora, enquanto o fascismo pertencia à direita revolucionária. Os fascistas – e Mussolini em particular – queriam, pelo menos ideológica e idealmente, “viver perigosamente”; Salazar queria que os portugueses vivessem habitualmente.

Assim também a União Nacional, ainda que fosse a única organização de cariz político permitida no Estado Novo, funcionava como uma mera plataforma para a selecção e apresentação de candidatos à Assembleia Nacional; era uma organização que, como tal, não riscava quase nada nas decisões políticas e à qual os ministros não tinham de pertencer. Ver o Estado Novo como um regime totalitário de partido único – como o hitlerismo, o fascismo italiano ou o comunismo soviético – é não ver ou falsear a realidade.

Deus, Pátria, Família, Liberdade, Igualdade, Fraternidade

“Deus, Pátria, Liberdade e Família” é uma divisa de Afonso Augusto Moreira Pena, o 6º Presidente do Brasil, entre 1906 e 1909. Pena era natural de Minas Gerais e distinguiu-se no movimento abolicionista. Foi várias vezes ministro durante o Império e um dos introdutores na República de um certo espírito tecnocrático e industrialista. Não terá sido propriamente um fascista, ou sequer um proto-fascista.
“Deus, Pátria, Liberdade e Família”, na versão de Pena, “Deus, Pátria e Família”, na versão salazarista, ou “Deus, Pátria, Família e Trabalho” na versão de André Ventura, são enunciados de valores políticos, nacionais e conservadores que, com esta enumeração ou outra, estão presentes na maioria dos ideários conservadores europeus e euroamericanos. Estes e outros valores proclamados – tais como Liberdade, Igualdade e Fraternidade ou Laicismo, Humanidade, Progresso, Socialismo (que têm uma bem mais longa e sangrenta história totalitária e de manipulação) – tanto podem ser defendidos autoritariamente, em ditadura, como podem ser defendidos democraticamente, em democracia.

Quando já não é proibido proibir

Achar que Deus, Pátria e Família é “fascista”, mesmo na pouco esclarecida qualificação do regime português, só pode resultar de ignorância ou táctica. Achar que, a partir de um centro enviesado à esquerda que se autoproclama democraticamente imaculado, podem traçar-se diabólicas linhas vermelhas para um lado e angélicos arco-íris inclusivos para o outro, é mau sinal. Achar que, independentemente da votação obtida, há um partido e um conjunto de eleitores que devem ser, à partida, excluídos da possibilidade consagrada pela praxe constitucional de ver eleito um candidato, “seja ele quem for”, a vice-presidente do Parlamento é, pela lógica do regime, indefensável. Achar natural que esse mesmo partido fique a um canto da Assembleia com orelhas de burro enquanto os “partidos de bem” avançam, cantando e rindo, para as “conversas em família” com o primeiro-ministro que quer falar com todos, é uma prática de discriminação aleatória que tem tudo para correr mal.

É esta narrativa e esta prática ideologicamente enviesada para aguentar no poder e defender os interesses dos que se assumem como “mais iguais que os outros” que começa a levantar cada vez mais dúvidas a cada vez mais pessoas. Afinal, o que distingue a democracia liberal dos outros regimes é a aceitação e integração, nas suas regras de jogo, de todas e quaisquer forças políticas que, independentemente dos valores que defendam, actuem pelas vias pacíficas e de acordo com as leis constitucionais e civis. Mesmo as iliberais.

Não creio, por isso, que o presente policiamento ideológico e as “linhas vermelhas” com que se procura segregar um partido e os seus eleitores vão sequer beneficiar quem está no poder e muito menos o regime. Limitam-se a expor sob uma luz cada vez mais crua a exemplar democraticidade dos que se acham “donos disto tudo”.»

Jaime Nogueira Pinto

Fonte: Observador

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

O irrealismo que impede o bom senso

 


O nosso mal mais profundo está no irrealismo de pensamento e de conduta. Esse irrealismo provém do relaxamento ou da ruptura dos laços vitais. O homem que vive em contacto com o real, que trabalha no real, tem necessariamente o senso do real: ele sabe instintivamente o que é possível, o que é fecundo. Aquilo que se chama bom senso, não é mais do que esse equilíbrio criado no pensamento e nos actos, pela comunhão com o real. O homem de bom senso é sempre um homem arreigado. O isolado, o desenraizado, pelo contrário – por mais inteligente que seja – não tem bom senso, e o absurdo irrompe nas suas palavras e nos seus gestos.

Gustave Thibon in «Retour au réel: Nouveaux diagnostics», 1943


Fonte: Veritatis

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

MISSA EM MEMÓRIA DE SUA ALTEZA O SENHOR DOM HENRIQUE DE BRAGANÇA

 

A Real Associação do Porto manda celebrar no dia 14 de Fevereiro, pelas 19h00 horas, uma Missa, na Igreja de S. João da Foz, em memória de Sua Alteza o Senhor Dom Henrique de Bragança, Infante de Portugal e Duque de Coimbra. A Missa será presidida pelo Padre Doutor João Pedro Bizarro.


Honra-nos com a sua presença neste ato, Sua Alteza o Duque de Viseu Dom Miguel de Bragança.


Contamos com uma grande presença dos nossos Associados.


Fonte: Real Associação do Porto

sábado, 12 de fevereiro de 2022

A Família foi destruída pelo Capitalismo

 


Nunca é demais repetir que, quem destruiu a Família, no mundo moderno, foi o capitalismo. Sem dúvida, poderia ter sido o comunismo, se o comunismo tivesse alguma vez tido essa hipótese, fora daquele deserto semi-mongol onde ele realmente floresceu. 

Mas, no que nos diz respeito, o que separou as famílias,  encorajou os divórcios, e tratou as velhas virtudes domésticas com cada vez maior desprezo, foi a época e o poder do capitalismo. 

Foi o capitalismo que forçou uma rivalidade moral e uma competição comercial entre os sexos; que destruiu a influência dos pais em favor da influência do empregador; que expulsou os homens e, por fim, as mulheres, dos seus lares à procura de emprego; que os forçou a viver para a fábrica ou para a empresa, em vez de viver para a sua família; e, acima de tudo, que tem incentivado, por razões comerciais, um desfile contínuo de publicidade e novidades espalhafatosas  que é, por natureza, a morte de tudo o quanto era considerado,  pelas nossas mães e pelos nossos pais, um mínimo de dignidade e modéstia. 

G.K. Chesterton


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

SAR, O Senhor D. Duarte de Bragança em entrevista no canal CNN Portugal

 


SAR, O Senhor D. Duarte Pio de Bragança falou sobre o jubileu da rainha Isabel II e lembra um jantar particular que teve com a monarca, considerando-a "simpática, calorosa e divertida".

"Divertia-se muito com as piadas inapropriadas do Duque de Edimburgo"

Ver vídeo AQUI


Fonte: CNN Portugal

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Nova Presidente do Parlamento Europeu: uma falsa católica aprovada por Soros

 


Os Bispos da Europa saudaram favoravelmente a eleição de Roberta Metsola, católica maltesa pró-aborto e pró-LGBTQI+, para a Presidência do Parlamento Europeu.  

A mulher mais jovem alguma vez eleita para dirigir o Parlamento da UE é descrita, num relatório do Open Society European Policy Institute, do filantropo de esquerda George Soros, como tendo «pontos de vista muito progressistas».          

Na terça-feira, 18 de Janeiro, Metsola obteve 458 dos 690 votos expressos, obtendo o apoio dos socialistas e democratas, e batendo os candidatos apoiados pelos Verdes, pela esquerda radical e pelos nacionalistas conservadores. Embora diversos meios de comunicação social a tenham rotulado confusamente como «antiaborto», alguns católicos malteses consideram-na uma «falsa católica ao estilo de Joe Biden». É bem conhecido que Metsola votou várias vezes contra o aborto no Parlamento Europeu.  O que é menos conhecido é que a nova Presidente apresentou uma resolução contra a Polónia pelas suas leis antiaborto.           

De acordo com um membro da Sociedade Maltesa para a Civilização Cristã – Pro Malta Christiana: «Em Malta dizia ser contra o aborto, enquanto em Bruxelas, durante o seu mandato de eurodeputada, declarou frequentemente que era a favor dos chamados direitos reprodutivos das mulheres». De facto, os jornalistas perguntaram à recém-eleita Metsola se queria esclarecer a confusão em torno da sua posição sobre o aborto, uma vez que alguns membros franceses do Parlamento Europeu tinham manifestado reservas quanto à sua posição sobre o assunto. A responsável, de 43 anos, declarou categoricamente: «É a do Parlamento Europeu, que, quando falou da saúde reprodutiva e dos direitos reprodutivos, nunca foi ambíguo. Sempre disse que queria que estes direitos fossem mais bem protegidos».    

Metsola também afirmou que tinha recentemente apresentado uma resolução que condena a lei polaca contra o aborto: «Promovi-a e apresentei-a. (...) Isto é exactamente o que farei com todas as posições que foram tomadas sobre esta questão em todos os estados-membros».

O que é certo é que o relatório financiado pela Open Society Foundation, de George Soros, intitulado “Aliados confiáveis no Parlamento Europeu (2014-2019)”, elencou Metsola como uma aliada «muito apaixonado por questões migratórias», bem como «asilo, igualdade de género, direitos LGBTI e os direitos de todas as minorias». Os propagandistas de Soros consideram-na uma aliada em termos de agenda globalista e anticristã, embora Metsola tenha negado qualquer ligação com o agitador de extrema-esquerda.

As suas posições pró-imigração são também bem conhecidas e Metsola atacou várias vezes a Polónia e a Hungria, dois países que rejeitam as ondas migratórias islâmicas para defender o próprio património cultural cristão. Dadas as suas posições para a centralização do poder à custa das soberanias dos estados-membros, a sua eleição parece mais um passo em frente no plano euro-federalista de reduzir os restantes vestígios das soberanias nacionais.

Por seu lado, o Cardeal Jean-Claude Hollerich, Arcebispo do Luxemburgo e Presidente da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE) – ignorando o facto de que as persistentes posições pró-LGBT de Metsola no passado estavam em clara violação do ensinamento católico –, congratulou-se com a recém-eleita, em nome da COMECE, dizendo que esperava trabalhar com Metsola «para o bem comum». «Já tivemos a oportunidade de trabalhar com ela e reconhecemos as suas qualidades: é uma pessoa brilhante que será, certamente, capaz de desempenhar este importante papel institucional de uma forma excelente», afirmou Hollerich num comunicado de imprensa.

O Bispo Joseph Galea-Curmi, Bispo Auxiliar de Malta e Delegado da Conferência Episcopal de Malta para a COMECE, aplaudiu Metsola na Rádio Vaticana, dizendo que poderia «inspirar um grande consenso dada a divisão política da Europa».  

É de notar que o sacerdote conservador maltês Davide Muscat tinha explicado, num vídeo do YouTube, em Outubro de 2020, como Metsola «desencadeou um feroz ataque contra a Polónia e os católicos polacos». Embora o seu partido em Malta (Partido Nacionalista) «já não seja nacionalista ou católico», ela «enganou os católicos malteses no passado e tem sido constantemente eleita, por vários milhares de eleitores católicos, para o Parlamento Europeu», advertiu Muscat.      

A este respeito, o sítio católico americano Church Militant contactou a COMECE perguntando porque é que os Bispos estavam tão entusiasmados por apoiar uma presidente católica que, tão clara e publicamente, repudia o ensinamento católico, mas não recebeu qualquer resposta.      

Philip Beattie

Fonte: Dies Irae