quarta-feira, 11 de maio de 2022

A Real Associação de Lisboa celebra o 33º aniversário no Sobral de Monte Agraço com SAR a Senhora Duquesa de Bragança e SAR o Senhor Príncipe da Beira

 


No próximo dia 21 de Maio, a Real Associação de Lisboa irá celebrar o seu 33º Aniversário com o tradicional passeio convívio, que incluirá uma visita à Igreja de Santo Quintino e culminará com o almoço no Sobral de Monte Agraço. Tomarão parte neste almoço SS AA RR a Duquesa de Bragança e o Príncipe da Beira que, previamente, a convite da edilidade, assinarão o livro de honra na Câmara Municipal.  
 
PROGRAMA:
 
10:00 - Partida de Lisboa, em autocarro, da Avenida Almirante Gago Coutinho (ao Areeiro), junto ao Parque de Estacionamento;
10:45 - Chegada e visita guiada à Igreja de Santo Quintino.
12:30 – Chegada à Câmara Municipal do Sobral de Monte Agraço para recepção a S.A.R. o Príncipe da Beira
12: 45 – Visita ao Centro de Interpretação das Linhas de Torres (ao lado da Câmara Municipal)
13:30 - Almoço no Sobral de Monte Agraço, presidido por SS.AA.RR. a Duquesa de Bragança e o Príncipe da Beira;
16:00 - Regresso de autocarro a Lisboa (Praça do Areeiro).
 
Preço por pessoa (transporte, visita guiada e almoço) – 25,00 €

As inscrições, limitadas a cinquenta pessoas, estarão abertas até dia 13 de Maio, podendo ser efectuadas directamente na nossa sede de segunda-feira a sexta-feira, das 11:00 às 14:00, pelo endereço electrónico secretariado@reallisboa.pt ou pelo telefone: 213428115 no horário de atendimento. 


Fonte: RAL

terça-feira, 10 de maio de 2022

Justiça às avessas

 


De facto, o mundo moderno conservou todas as partes do trabalho policial que são realmente opressivas e ignominiosas: a perseguição dos pobres, a espionagem dos infortunados. E abandonou a sua obra mais digna: o castigo de poderosos traidores contra o Estado e de poderosos heresiarcas contra a Igreja. Os modernos dizem que não podemos punir os heréticos. A minha única dúvida é se teremos o direito de punir mais alguém.

G. K. Chesterton in «O homem que era Quinta-Feira», 1908


Fonte: Veritatis


domingo, 8 de maio de 2022

Mais 10 padres perseguidos na China; e o Acordo com o Vaticano?

 



A Igreja Católica na China (igreja subterrânea) continua sendo perseguida pelo PCC apesar do Acordo Vaticano-Pequim. Esse chamado Acordo Provisório foi renovado em Setembro de 2020, tendo sido objecto de severas críticas por parte do Cardeal Zen. O Cardeal Zen tem mostrado que o governo comunista de Pequim se serve do Acordo para fazer propaganda e forçar padres e fieis a aderirem à igreja patriótica comunista.


10 padres da igreja clandestina de Baoding desaparecem nas mãos da polícia

Artigo de Asianewsvpor Wang Zhicheng:

“Pequim – Pelo menos 10 padres, todos pertencentes à comunidade clandestina (não oficial) de Baoding (Hebei), desapareceram nas mãos da polícia durante um período que vai de Janeiro de 2022 até hoje. Quatro deles desapareceram em 29 e 30 de Abril, apenas alguns dias atrás.

“Os sacerdotes e fiéis da comunidade de Baoding pedem orações por eles e notícias sobre seu paradeiro. Muitos familiares dos padres desaparecidos recorreram aos policiais de suas aldeias para obter informações ou encontrar uma maneira de abrir um canal de comunicação, mas em vão.

Vários padres, que ainda estão livres, temem que possam ser presos em breve.

“A detenção a que os padres são submetidos chama-se “guanzhi”: não é uma prisão física, mas uma restrição de movimentos e actividades, e participação forçada em sessões políticas com o objectivo de coagi-los a ingressar na Igreja oficial (comunista). Mas aderir à Igreja oficial implica aderir e submeter-se ao Partido Comunista Chinês.

A lei chinesa permite “guanzhi” por até três anos, sem que nenhuma acusação seja apresentada. No entanto, os fiéis temem que algo possa acontecer aos sacerdotes. No passado, padres e bispos que foram sequestrados foram encontrados mais tarde morrendo ou mortos.

Lista dos sacerdotes presos

Confira os nomes dos presos até agora:

Pe. Chen Hechao, levado por representantes do governo em Janeiro passado;

Pe. Ji Fu Hou;

Pe. Maligang;

Pe. Yang Guanglin;

Pe. Shang Mancang foi levado em Abril;

Pe. Yang Jianwei e Pe. Zhang Chunguang, ambos desapareceram em 29 de abril, por volta das 16h, ambos na vila de Xushui (Baoding). Até agora, nada foi aprendido, nem há qualquer sinal deles;

Pe. Zhang Zhenquan também desapareceu em 29 de Abril, da vila de Xushui, por volta das 15h;

Pe. Yin Shuangxi, que desapareceu no mesmo dia em Xushui;

Pe. Zhang Shouxin, que desapareceu em 30 de Abril em Baoding.


D. James Su Zhimin, de Baoding

O IPCO já publicou uma notícia sobre Mons. Su Zhimin: “Beijing, China, 8 de Maio de 2019, (CNA) reproduz as declarações de Su Tianyou, sobrinho do bispo D. James Su Zhimin, de Baoding, na província chinesa de Hebei, a sudoeste de Pequim: “O paradeiro dele é desconhecido e nem sei se ele está vivo ou não. Eu estou em lágrimas toda vez que penso neste homem de 87 anos. Por favor, orem por ele”.


 “Em 1996, o bispo (James Su Zhimin) foi preso durante uma procissão e acusado de realizar actividades religiosas “não registradas”: Su recusou-se a ingressar na Associação Patriótica Católica Chinesa”, que é a igreja do Partido Comunista Chinês.

Preso por ser fiel à Roma 

“Antes de ser preso em 1996, o Bispo Su Zhimin foi detido e mantido por 26 anos em prisões ou campos de trabalho forçado. O governo chinês o considerou “contra-revolucionário” porque, desde a década de 1950, ele se recusou a ingressar na Associação Patriótica”, diz a Comissão de Direitos Humanos. https://ipco.org.br/bispo-chines-preso-por-23-anos-ainda-nao-foi-libertado-de-que-valeu-o-acordo-provisorio/

Continua AsiaNews:

“A comunidade clandestina de Baoding é uma das mais antigas e numerosas da Igreja na China. Seu bispo, Mons. James Su Zhimin, está nas mãos da polícia há pelo menos 25 anos, tendo já passado mais de 40 anos em trabalhos forçados sob Mao Zedong. Os fiéis de Baoding também pedem orações por Mons. Su Zhimin e outro padre, Liu Honggeng, que também está preso há 7 anos. A comunidade não oficial de Baoding se separou depois que o vigário de Monsenhor Su, Francis An Shuxin, decidiu se mudar para a Igreja oficial (alguns dizem que ele o fez por sugestão do Vaticano): ele havia passado décadas na prisão. Desde então, a comunidade e os sacerdotes estão divididos.”

O Acordo Vaticano-China (PCC)

“O acordo sino-vaticano desferiu outro golpe na comunidade clandestina. Tal como está, o acordo trata apenas das ordenações de novos bispos, mas está sendo usado pelo governo chinês e pela Frente Unida como “prova” de que o Vaticano defenderia a linha do Partido de controle total sobre a Igreja. Desde a assinatura do acordo, a Frente Unida vem obrigando todos os padres a professar sua adesão ao Partido e a filiação à Igreja oficial. Aqueles que não o fazem são afastados da paróquia ou comunidade e sofrem essas detenções sem acusação, o guangzhi.”

Recordamos que o Acordo Vaticano-China foi renovado em Setembro de 2020 apesar de ter se revelado ineficaz para conter a perseguição que o PCC faz aos católicos chineses. As declarações do Cardeal Joseph Zen, bispo emérito de Hong Kong são muito claras. Também, em 2020, a diplomacia americana tentou convencer o Vaticano a não renovar o Acordo dado as constantes violações de direitos humanos e perseguição religiosa na China.

Como católicos, lamentamos que esse Acordo Provisório, repetidamente violado pelos comunistas, não tenha sido objecto de denúncias e protestos — ao que se sabe — por parte do Vaticano.

Nossa Senhora, imperatriz da China abrevie o calvário dos católicos e liberte aquele País das garras comunistas.



Fonte: IPCO

sábado, 7 de maio de 2022

DESCENTRALIZAÇÃO II - TAREFEIRO QUE É TAREFEIRO, COME E CALA

 

Os últimos desenvolvimentos, na implementação da iníqua Lei da transferência de competências, tem sido reveladores sobre os seus verdadeiros objectivos: - a destruição e esvaziamento dos municípios e preparar o caminho para a regionalização; a tão ansiada reforma que dará acesso a mais tachos para os rapazes dos partidos do poder.
Com o orçamento deste ano, os municípios estão a descobrir que, o trespasse de imóveis e pessoas é um logro.
Se o presidente da Câmara do Porto chamou a esta lei a "lei do come e cala" ao bater com a porta, o de Lisboa é igualmente claro: - o governo pretende transformar os municípios em seus obedientes tarefeiros.
E se ambos estão cobertos de razão, o governo também mostra a sua cara.
O Sr. Costa responde laconicamente que a lei foi votada e é para cumprir, já o seu partido opta pela vertente negacionista, ao acusar os autarcas de "não serem modernos"...
Ao refugiarem-se na alegada democraticidade da lei para a obrigatoriedade do seu cumprimento e no relativismo do progresso como alavanca de intimidação, ocorrem dois pensamentos simples:
- Se a Lei é má, acabe-se com a lei
- As instituições não são boas por serem antigas, elas são antigas porque são boas, (Chesterton)
De resto e sem qualquer surpresa, a tirania continua a ocupar o poder.

Por Deus, Pátria, Foros e Rei

sexta-feira, 6 de maio de 2022

A DATA DO 1º DE MAIO DEVE DEIXAR DE SER FERIADO NACIONAL!

 “Não discutimos a glória do trabalho e o seu dever”.

Oliveira Salazar, Discursos.


Já que estamos em maré de feriados e deixando o “Covid 19” de parte.

Tão pouco estamos contra que se comemore o dia; cada um que o festeje à sua vontade.

Aliás, todos os dias são dias de comemorar qualquer coisa. Já nem chegam os dias para tanta evocação, vamos ter de passar a utilizar também as noites…

A única comemoração (creio) para a qual ainda se não se dedicou um dia (quem será que “decreta” estes dias?) é o Homem. Sobretudo se for branco, cristão e hétero…

Ora o que entendemos é que não se deve comemorar a data como feriado nacional.

Impõe-se uma pequena incursão histórica.

Em 1864 é criada a primeira Associação Internacional dos trabalhadores, em Londres, a que se chamou, mais tarde, a “Primeira Internacional Socialista”. As divisões ideológicas determinaram a sua extinção ao fim de sete anos. Uma das suas principais reivindicações era a de a jornada diária de trabalho passar a ser de 10 horas.

As reivindicações desta “primeira internacional” repercutiram-se no IV Congresso da “American Federation of Labour”, em 1884. Mas todas as negociações havidas com as entidades patronais lançaram a revolta nos principais núcleos industriais do país.

Tal estado de espírito levou a que a 1 de Maio de 1886, fosse convocada uma greve geral, que teve a adesão de entre 350.000 a um milhão de pessoas (os autores dividem-se).

Porquê a um de Maio? Pois porque era a data em que a maioria das empresas iniciava o seu “ano financeiro” e se dava início ou término aos contratos de trabalho.

A repressão a esta greve foi violenta e especialmente dura na cidade de Chicago. Nesta cidade, ao quarto dia de manifestações, explodiu uma bomba e a refregas subsequentes que causaram a morte de vários manifestantes e polícias. Deste incidente resultou a prisão de oito líderes do movimento grevista. Quatro deles foram enforcados e os restantes quatro condenados a prisão perpétua (um deles suicidou-se).

A luta não parou e pressões várias levaram à constituição de um novo júri, em 1888, que determinou a anulação do anterior julgamento, ordenando a absolvição dos réus e a libertação dos três que estavam presos. Reconheceu ainda que a bomba tinha sido colocada pela própria polícia!

Em 1890 o Congresso Americano votou a lei que estabeleceu que a jornada diária de trabalho passaria a ter oito horas.

Todos estes eventos tiveram repercussão na Europa, com a “Segunda Internacional Socialista, criada em Paris, em 14 de Julho de 1889, por insistência de Frederic Engels, a proclamar o 1º de Maio, o Dia do Trabalhador, em memória dos que morreram em Chicago.

Só a 23 de Abril de 1919, o Senado Francês ratificou a jornada de oito horas e proclamou o 1º de Maio, feriado naquele ano.

Em 1920, a então União Soviética, adoptou a data como feriado nacional sendo seguida por alguns países.

Os EUA nunca reconheceram o 1º de Maio como dia do trabalhador e comemoram o “Dia do Trabalho” (Labour Day) a 3 de Setembro, data relacionada com o período das colheitas e o fim do Verão (e, já agora, para evitar associar a festa do trabalho a qualquer movimento socialista). O mesmo é válido para o Canadá, tomando aí a designação do “Dia das Oito Horas”.

Com isto dito vejamos porque não nos parece fazer sentido ter uma data destas como feriado nacional, em Portugal. E a primeira é já esta: é que a data de nacional não tem nada e não tem qualquer ligação ao nosso país. É, aliás, uma data e um evento de cariz internacionalista. Um internacionalismo de cariz ideológico, socialista, anarquista e comunista.

Em Portugal a decisão da comuna de Paris em tornar o 1º de Maio feriado teve alguma repercussão, fomentando a luta operária por melhores condições de vida. Estão contabilizadas 559 greves entre 1852 e 1910 (entre 9 a 10 greves por ano, em média), sem que houvesse propriamente o que hoje se apelida de sindicatos. O cúmulo destas reivindicações pode considerar-se a manifestação que juntou em Lisboa cerca de 40.000 pessoas, no dia 1 de Maio de 1900. Sem embargo o número de aderentes às “novas ideias” sempre foi diminuto, até porque a industrialização era incipiente (Portugal falhou grandemente as duas primeiras “revoluções industriais…).

A I República nunca deixou comemorar o 1º de Maio (e até reprimiu violentamente as greves) o que se prolongou pela Ditadura Militar até que, em 1933, se deu uma espécie de nacionalização dos Grémios, Casas do Povo e dos Pescadores e Sindicatos, dentro da organização Corporativa instituída, e tanto a greve como o “lockout” foram proibidos, sendo os problemas laborais resolvidos através de concertação.

A implantação do feriado do 1º de Maio só ocorreu após o Decreto – Lei 175/74 de 27 de Abril, da Junta de Salvação Nacional, apenas dois dias após o golpe de estado então ocorrido. O que não deixa de ser revelador.

Como revelador é – a vários títulos – que em 1975, através do Dec. Lei nº 210-A/75, de 18 de Abril, se tenha renomeado o feriado de 25/4 como “Dia de Portugal”; ora o Dia de Portugal era assinalado a 10 de Junho, e só voltou a sê-lo três anos depois, em 1977, entretanto rebaptizado de “Dia de Camões e Dia das Comunidades. Só em 1978, o 25/4, foi renomeado “Dia da Liberdade” e o 10/6 passou a “Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas”. E as Forças Armadas Portuguesas só passaram a participar nestas comemorações, novamente, no primeiro mandato de Cavaco Silva como PR, em 2006…

A actual Constituição da República (CR), que inicialmente nos impunha um caminho para a utopia do Socialismo (na prática a arte de retirar a quem trabalha para dar a quem não quer fazer nada…) - e que agora apenas é referido no seu “preâmbulo” – tem consignado um enquadramento legal dos “direitos dos trabalhadores” (que agora passaram a designar-se, socialmente, por “colaboradores”…) completamente desajustado relativamente a outras entidades e aos deveres correlativos. Para já não falar na deficiente separação entre a liberdade intrínseca dos sindicatos relativamente à Política e às correias de transmissão dos Partidos e a facilidade como podem usar a greve para luta política e paralisação de sectores do país e prejudicar as populações. Para além de incentivar a greve e proibir o “lockout”.

Podemos assim verificar que à semelhança de muitos outras realidades da evolução da Humanidade, as relações de trabalho foram fazendo o seu caminho, com recuos e avanços, lágrimas e alegrias. Não é por isso, por exemplo, que o fim da escravatura, ou a invenção da máquina a vapor, têm um feriado.

A comemoração do dia do trabalhador nasceu no seio de uma sociedade capitalista algo selvagem, mas que rapidamente se tornou numa comemoração de carácter marxista, anarquista e comunista. Não representa a totalidade da população trabalhadora. É ideológica. Além disso é veículo e faz apelo à “guerra de classes” divisora da sociedade e originadora de ódios e conflitos permanentes.

O trabalho contribui (e tem de contribuir) para a economia, as finanças e a vida social como um todo. Ora não se pode ter empresas a funcionar sem o trabalho e o capital. Temos que gerar harmonia, não dissensão. O que diz respeito a todos e não apenas a alguns.

O próprio termo “trabalhadores” é enganador, pois não seremos todos nós trabalhadores? Há uns que trabalham e outros não? Um banqueiro não trabalha?

Os únicos que em boa verdade não podem ser englobados no termo são os militares, pois prestam “serviço”. À Pátria. Um modo superlativo de “trabalho” e por isso tratado de modo diferente. Realidade que tem sido subvertida e destruída, mas isso é outra história (ou talvez não…).

Há patrões que tentam explorar os trabalhadores? Há, e não são poucos; em vez de “empresários comportam-se como “donos”? Também; e muitas outras atitudes negativas existem. O mesmo acontecendo do lado dos colaboradores, perdão, trabalhadores: quantos são calaceiros, metem baixas fraudulentas, exorbitam, são enganadores? Pois é, mas tudo isso tem a ver com a natureza humana e com o Bem e o Mal. É outro campeonato.

Fazer do 1º de Maio feriado apresenta também duas aparentes contradições: se somos todos trabalhadores não faz muito sentido que nos estejamos a evocar e a comemorar a nós próprios; além disso não é muito curial que estejamos a exaltar quem devia estar a trabalhar, não fazendo nada. Para isso a Divina Providência já tinha decretado os domingos…

Aquilo que devia preocupar os promotores do 1º de Maio (enfim de todos) seria então a promoção de boas práticas de gestão e liderança; de como melhorar os meios de produção; promover as boas práticas profissionais; assegurar o cumprimento de normas deontológicas; organização e disciplina na Segurança e Higiene nas condições em que o trabalho é realizado; procurar que os impostos incidam no consumo e não no trabalho; estudar formas harmoniosas de participação na gestão e dividendos das empresas; impôr regras apertadas no funcionamento dos bancos e bolsas e proibir os paraísos fiscais, etc..

Mas isto não parece estar na preocupação de ninguém: apenas sobram a luta por ideologias estéreis e viciosas e a ganância …

Mas a verdadeira essência da coisa tem a ver com um equívoco de base, que é considerar o Trabalho como um direito (o que também está plasmado na nossa CR); ora o trabalho é sobretudo um dever, como tão bem o caracterizou o Professor Salazar, que era um profundo conhecedor e “filósofo”, das coisas dos homens e da vida.

Pela simples razão que o trabalho é tão fulcral à vida que sem ele esta não poderia existir.

Por isso faz algum sentido comemorar o “dia do Trabalho”, mas nunca o dia do trabalhador.

Neste âmbito bom seria olhar para a Doutrina Social da Igreja, cuja notável encíclica “Rerum Novarum”, de 1 de Maio de 1891, do Papa Leão XIII, constitui a pedra basilar. E no dia 1º de Maio lembrar S. José, operário, santo padroeiro dos trabalhadores.

Mas como fazê-lo devidamente se as Igrejas estão fechadas e nem sequer montaram um altar perto da Fonte Luminosa?

Sim as Igrejas continuam fechadas (embora as autoridades tenham mostrado muita preocupação relativamente ao Ramadão).

Parabéns ao “vírus”, conseguiu aquilo que os virulentos Lenine, o Mao, o Pol Pot, o Hitler (que não deixava de ser socialista), etc., e todos os mais acrisolados extremistas de outras religiões, jamais tinham conseguido. Fechar as Igrejas e com a complacência da própria hierarquia

João José Brandão Ferreira, Oficial Piloto Aviador


Fonte: O Adamastor

quinta-feira, 5 de maio de 2022

As “novas” hepatites

 



Os casos de hepatites em crianças, apesar do avanço da Medicina, aparecem nas notícias amplificadas pelos média mainstream de forma obscurantista, com más soluções ou até sem elas, via CDC (Center for Diseases Control, dos EUA) e congéneres, como se tivesse caído do céu um vírus diferente ou uma nova entidade clínica de causa desconhecida.

Poderão as “novas” hepatites (com os meios de que se dispõe para diagnóstico clínico de qualquer causa de doença) ser afinal doenças velhas em ambiente novo e com alteração das condições do hospedeiro, ou um novo síndrome de imunodeficiência adquirida num grupo da população parado e confinado numa bolha – as crianças e os jovens –, provocadas pelas medidas draconianas generalizadas contra a Covid-19?

Para os que argumentam porque não sucederam casos de hepatites nos mais velhos, responde-se de forma simples: as causas ambientais, medicamentosas e outras, serão os motivos, mesmo que por vírus velhos e já conhecidos.

Ora, o CDC e congéneres no Ocidente, ou seja, no mundo supostamente livre, as grandes massas obedecem em nome do embuste e dos interesses dos governos possíveis das democracias liberais, como um grande ensaio digno de Orwell, à semelhança do parceiro RPC, parceiro dessas mesmas democracias liberais.

Na verdade, conseguiram impor às populações jovens e saudáveis, em nome da “ciência” e do terror, típico do parceiro que apoiam com “horror”, como fizeram também, aos mais velhos, presos e confinados ainda hoje em lares, medidas de restrição da liberdade que nunca deveriam ter sido decretadas.

As consequências ao fim destes dois anos: quadros clínicos causados por essas medidas supostamente ditadas pela “ciência médica”, não escrutinadas e muito menos discutidas por quem de facto sabia de medicina, sob pena de excomunhão, expulsão ou exclusão, pelos mesmos órgãos reguladores da profissão médica ou dos organismos reguladores da “doença ou controlo destas”, vulgo CDC, NIAID, NIH, EMA, etc.

Aguarda-se assim os desenvolvimentos, mas apenas os da medicina baseada na observação e na clínica – como deveria ser e como sempre foi – não em critérios mais ou menos obscuros que tem sido a norma dos governos e dos organismos reguladores acima indicados, aprisionados na sua “ciência” publicada e investigada, apenas se a Big Pharma autorizar ou encomendar, ultrapassando a ciência das universidades (já capturadas) ou substituindo-as, e que apenas servem para manter e continuar o status quo que já muito mal fez e continuará a fazer às populações sob este manto de “democracia liberal”.

J. Lopes

Fonte: Inconveniente

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Covid: como os números (mesmo precisos) são manipulados para assustar

 


Tradução Deus-Pátria-Rei


A comprovada estratégia de comunicação empregada pelas autoridades através da comunicação social inspirada por ela é desconcertante.

Tudo visa destacar os benefícios, até mesmo a necessidade, da vacinação, ao mesmo tempo em que ostraciza todos aqueles que não absorvem passivamente as notícias oficiais.

Os "incrédulos" são tratados com sarcasmo, desprezo e ódio: são apresentados como envenenadores, pessoas indignas que desperdiçam a vida dos outros, egoístas imprudentes, idiotas incuráveis, até mesmo como responsáveis ​​pelo atraso no crescimento do PIB!

Às vezes tentamos bajular, às vezes há chantagem, como no caso dos médicos que enfrentam suspensões e queixas, e às vezes impossibilitamos realmente a vida social e profissional deles com o Green Pass. Tudo isso está criando um ódio social crescente, alimentado pelas próprias autoridades, que têm o cuidado de não assumir a responsabilidade de tornar a vacina anti-covid obrigatória para todos, de uma vez por todas.

Pelo contrário, as tensões estão sendo acirradas entre os trabalhadores que não querem ter seus colegas potencialmente infectados do seu lado, com os sindicatos seriamente envergonhados na tentativa de proteger a todos.

Um jogo bem ensaiado por parte do governo, que agora deixa a responsabilidade aos sindicatos, com os trabalhadores excluídos da cantina mas que podem tomar o pequeno-almoço no bar sem passe verde, desde que não se sentem na mesa: um triunfo da estupidez, da desorganização, da maldade gratuita, um insulto à ciência, mas muito ruim: eles conseguiram convencer a maioria das pessoas usando o medo do contágio.

E vamos ao que interessa das últimas semanas: é certo que temos uma média de 6200 novos positivos todos os dias (nota: sem novos doentes ou novas infecções, como as notícias maliciosamente insinuam para manter a tensão), que a taxa de positividade é em média de 3,1% e que há em média 45 novas internações, incluindo 12 em terapia intensiva.

Mas o que diriam as mesmas notícias, usando os mesmos números, mas dizendo que 97% dos swabs foram negativos e 0,7% dos positivos (ou seja, 0,02% de todos os swabs e, por extrapolação, de toda a população) tiveram que ser tratados no hospital, enquanto 0,19% dos positivos, ou 0,005% da população (ou uma em 17.241 pessoas) infelizmente acabou em terapia intensiva?

Isso pareceria infinitamente menos alarmante e, no entanto, são exactamente os mesmos números!

É por isso que a comunicação é incorrecta, tendenciosa mesmo que não seja falsa, cobarde em alimentar o medo e o ódio entre pessoas exasperadas por meses e meses de privações e tensões constantes.

E então eles falam sobre fake news assim que alguém se atreve a raciocinar: é tudo um latido de fakes, conspiradores, negacionistas e assim por diante.

E volto sempre à pergunta habitual que ninguém responde (porque ninguém pergunta!): mas porque não é obrigatória a vacina como as do sarampo, da difteria, do tétano, etc ?

Isso é necessário (obrigatoriedade da vacina)? 

Veja os números acima, tirados das notícias, e não de sites perigosos que negam o Holocausto, etc.

É segura (a vacina)?

Já mencionei numa intervenção anterior num relatório muito oficial e público da AIFA [agência italiana do medicamento] no qual, embora de forma nebulosa, evasiva e tortuosa (o relatório apressa-se a lembrar que a associação definitiva de causa e efeito com a vacinação permanece para ser claramente demonstrado), nada menos que 700 mortes nos primeiros três dias após a administração, outras 700 pessoas em "perigo de morte" (textual!), são enterradas sob uma enxurrada de números. E 400 pessoas com “incapacidade permanente” só no período de Fevereiro a Junho de 2021!

Não é à toa que, a partir de Abril de 2021, os profissionais de saúde que administram fisicamente a vacina se beneficiam de um escudo penal adequado (mas não o pediatra que inocula crianças de alguns meses com hexavalente, seis vacinas de uma só vez [Vacina hexavalente: Difteria-tétano -coqueluche acelular, Pólio, Hib, Hepatite B, sd]) e o chamado consentimento informado que todos assinam (e ninguém lê) estipula que os efeitos a longo prazo da vacina "não são conhecidos até o momento" e que toda a responsabilidade portanto, cabe àqueles que vacinam ao assinar alegremente um consentimento tão sem sentido.

Também não conhecemos os riscos a longo prazo para crianças de 12 a 17 anos: o que quer que a Sociedade Italiana de Pediatria diga, a mortalidade infantil por Covid em indivíduos saudáveis ​​é praticamente nula, e um aumento na positividade nessa faixa etária significa que o vírus, com suas inevitáveis ​​variantes, tende a se tornar endémica, ou seja, afecta mais pessoas de forma menos severa, como todos os vírus do mundo.

Recordo mais uma vez que em Maio de 2021, quando a população totalmente vacinada representava apenas míseros 22% (principalmente pessoas com mais de 75 anos, trancadas em suas casas por meses e, portanto, pouco activas na propagação da epidemia), a a taxa de positividade caiu misteriosamente para 2%, certamente não graças à campanha de vacinação ainda embrionária, e assim permaneceu, mas eles querem que acreditemos que tudo aconteceu graças à vacina.

É eficaz?

Hoje, estamos finalmente começando a sussurrar que a vacina não protege contra o contágio, mas que pode evitar complicações graves relacionadas ao vírus.

De facto, mesmo as pessoas vacinadas podem testar positivo, tornar-se sintomaticamente infectadas e infectar outras pessoas, sejam vacinadas ou não: e então, o pobre colega de escritório não vacinado ainda tem que ser insultado e demitido?

E por que todos os passageiros do voo Malta-Pescara há um mês, incluindo os vacinados, foram enviados para quarentena porque havia nove pessoas positivas e assintomáticas a bordo? Eles não estavam protegidos pela vacinação?

O facto óbvio é que agora há uma fase 3 de experimentação de um dispositivo médico em escala global (como vários virologistas superstars da TV até mencionaram), é por isso que os efeitos a longo prazo "neste momento não são conhecidos", conforme declarado no consentimento a assinar na vacinação, e isso não é uma conspiração, é apenas um facto: é a fase 3 usual, mas é feita no terreno, não há conspiração para revelar ou apoiar.

É mais prático ter um bode expiatório para apedrejar do que raciocinar por um momento.

Recordemos que a própria Pfizer sempre declarou que a cobertura com duas doses não é satisfatória e que considera necessária uma terceira dose, que hoje começamos a falar em voz baixa [hoje já nem se cochicha! ], e até mesmo um lembrete anual vitalício!

Em suma, se um medicamento ou vacina é necessário, seguro e eficaz, deve-se tornar automaticamente obrigatório para todos, sem discussão, como as vacinas usuais contra tétano, sarampo, difteria e assim por diante já são há décadas: esses sim, são essenciais e o governo está comprometido, não há blindagem criminal, não há consentimento informado, não há fraude de comunicação, não há discurso de ódio cobarde por não assumir responsabilidades.

É muito fácil se safar com perguntas frequentes ridículas [FAQ], culpando as poucas pessoas que ainda pensam.


Aldo Maria Valli


Fonte: Benoit & Moi

terça-feira, 3 de maio de 2022

Maio, mês de Maria

 


Começa mais um mês de Maio que, na tradição católica, é chamado o “mês de Maria”, por ser consagrado a Nossa Senhora. Esta devoção é cheia de beleza e de sentido, e acontece no contexto litúrgico muito apropriado do Tempo Pascal e durante a estação da Primavera onde a própria natureza grita o louvor cósmico a Deus.

O mês de Maria é no fundo o desenvolvimento da belíssima antífona mariana do Tempo Pascal, “Regina Caeli”: “Rainha do céu, alegrai-vos! Aleluia! Porque aquele que merecestes trazer em vosso seio. Aleluia! Ressuscitou como disse! Aleluia! Rogai a Deus por nós! Aleluia!”. Para além de tudo isto, a própria Virgem Maria apareceu em Fátima aos Três Pastorinhos precisamente neste mês. 

O mês de Maria é uma excelente oportunidade para começar a rezar o terço todos os dias, como nos pediu Nossa Senhora em Fátima, para quem não o faz já. Refiro-me à oração que cada um pode fazer individualmente, mas também à oração do terço em família que é um verdadeiro caminho familiar de conversão e de santidade... e é tão simples! 

É muito oportuno que se dê um especial destaque à imagem de Nossa Senhora, com flores e velas. É importante que os pais promovam que os filhos participem activamente nestas liturgias familiares. Este mês é também uma excelente oportunidade para ir comprar imediatamente o importantíssimo “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”, de S. Luís Maria Grignion de Montfort, para ir lendo cada dia, e terminar o Mês fazendo a consagração a Jesus por meio de Maria. 

Bom mês de Maria! 

Padre Fernando António


segunda-feira, 2 de maio de 2022

DESCENTRALIZAÇÃO - A LEI DO COME E CALA

Há pouco tempo o presidente da câmara do Porto, bateu com a porta da descentralização, afastando-se do processo, alegando que o município que dirige, não pode ser conivente com a “lei do come e cala”.

Pesa ainda sobre a ANMP, Associação Nacional dos Municípios Portugueses, a suspeita de um acordo com o governo através do qual esta associação pretende sobrepôr-se aos Municípios, assumindo compromissos financeiros em nome destes, relegando-os para um papel de simples assistentes de todo o processo.

A frontalidade do Sr Dr. Rui Moreira é sobejamente conhecida e somos obrigados a reconhecer o seu mérito em concorrer ao Município do Porto com listas próprias, fora do âmbito partidário, vencendo a oposição do regime e até de uma escandalosa tentativa de calar esta forma de intervenção mais directa das populações nos municípios, orquestrada pelos Srs. Costa e Rio num zelo partidocrata a roçar o escandaloso.

Na verdade, esta lei de descentralização e apesar de toda a decoração democrática, com os seus acordos e exaustiva universalidade, é a “lei do come e cala”.

Ela não é mais que um trespasse de bens móveis, imóveis e humanos nas áreas da Saúde, educação e alguns serviços públicos, onde o adquirente é transformado num pacífico espectador, reforçando a função dos municípios como meros capatazes ao serviço do governo patrão.

Para as freguesias, ficam as festas, as queimadas, o cuidar dos jardins e mais alguns serviços acordados com o município e só desde que não seja aumentada a despesa ou seja, fazer mais com menos.

Esta, pior do que uma má lei, é uma lei má.

Ela cumpre todos os requisitos da partidocracia: - passa a “competência” da manutenção de edifícios e pessoas para os municípios; através da possibilidade de um conjunto de acordos a celebrar a montante e a jusante do Município, garante uma promissora confusão funcional, ao possibilitar que vários órgãos tenham “competências” sobre a mesma coisa, abrindo caminho à habitual criação de um rol de comissões de enquadramento, de fiscalização, de observação e o mais importante, o preservar do poder ilimitado da partidocracia.

A seu tempo e inevitavelmente, todas estas extensões do poder terão um tratamento paritário ao nosso: - castigos sobre castigos, como se de mais um grupo de meninos mal comportados se tratasse, a necessitar de “alguém” que tome conta deles e entrará em acção a “Regionalização”; uma ‘entidade absorvente’ dos municípios que esvaziará o papel destes órgãos na sociedade, resumindo-os a meros zeladores do cumprimento das ordens emanadas pela oligarquia governante.

É também uma lei que representa o relativismo imposto pelas revoluções e pelo liberalismo e basta ter presente como ela é conhecida, (lei da descentralização) em oposição à sua designação real, (lei quadro das transferências de competências para as autarquias locais e para as entidades intermunicipais), para se concluir sobre o seu simples objectivo: desligar o homem e a sociedade de qualquer pensamento sobre o absoluto, acentuando a sua submissão e o controlo total das oligarquias que povoam o poder.

Não é por acaso que este “Estado de direito democrático” é laico e não o move, por isso, qualquer apetite bondoso de igualdade para com outras seitas e religiões. O seu anticatolicismo tem mais a ver com a necessidade de impedir qualquer pensamento sobre o Absoluto, o que poria em causa a sua estratégia de alienação mental da sociedade, onde tudo é princípio e fim de si mesmo; desde o indivíduo, à liberdade, passando pela democracia, numa espiral centrífuga, desligada, inconsequente e autodestrutiva, desprovida de lógica e de um sentimento comum, só adquirível na presença do Absoluto.

Contudo, toda a nossa história nasce, firma-se e sustenta-se nesse elevado pensamento em Deus; toda a construção social baseada no Municipalismo e cujos traços, mais do que visíveis, estão profundamente marcados na nossa Pátria, são o fruto desse pensamento Absoluto e só o retomar desse Bem Comum permitirá o retomar da construção de uma sociedade, como deve ser feita qualquer construção: de baixo para cima; das famílias, para as comunidades intermédias, para as freguesias e municípios, em radical oposição da actual construção de cima para baixo, afogada na apatia do relativismo, paradigma da insana barbárie revolucionária.

Por Deus, Pátria, Foros e Rei

Valentim Rodrigues

domingo, 1 de maio de 2022

PRÉMIO MARQUÊS DE RIO MAIOR PARA A AGRICULTURA

 


Em boa hora a Real Associação do Ribatejo, representante da Causa Real no Ribatejo, instituiu um prémio a ser concedido, anualmente à pessoa, ou entidade de nacionalidade Portuguesa que na sequência do ano anterior, tenha sido protagonista de uma intervenção relevante e com impacte no sector agrícola em Portugal e particularmente no Ribatejo.

O Prémio tem o nome do Eng. Agrónomo João Saldanha Oliveira e Sousa, Marquês de Rio Maior, em homenagem ao ilustre técnico agrícola e agricultor no Ribatejo que desempenhou brilhantemente funções como professor, director da Estação Nacional de Fruticultura, autarca e na direcção da Causa Real desde a sua fundação.
O Júri do prémio, presidido pelo Eng. João Coimbra, tem também como vogais, Gonçalo Martins da Silva (Real Associação do Ribatejo), Eng. Fernando Mouzinho (Ordem dos Engenheiros), Prof. Nuno Geraldes Barba (Docente da E. Sup. Agrária de Santarém), Prof. Francisco Gomes da Silva (AGROGES), José Cortez de Lobão (Causa Real), Eng. Eduardo Oliveira e Sousa (CAP) e o Eng. António Saldanha (família do homenageado).

O homenageado deste primeiro ano foi o Eng. Joaquim Pedro Torres, ilustre produtor de milho, Director-geral da VALINVESTE, e até ao ano passado responsável pela AgroGlobal.

Com efeito, o primeiro homenageado com este prémio, além da sua actividade como agricultor, foi “Pai Criador da AGROGLOBAL” que teve 9 edições ao longo dos últimos 12 anos, tornando-se no maior evento do sector agrícola da actualidade em Portugal.

A Agroglobal contribuiu para a dignificação e reconhecimento do sector agrícola, constituiu um espaço de partilha de informação e conhecimento entre empresas, aproximou o poder político, empresas, investidores e novas ideias, com resultados evidentes. Debateu igualmente temas importantes para o sector identificando dificuldades e propondo soluções.

Depois destes 12 anos de magnífico trabalho, Joaquim Pedro Torres, deixa um enorme legado à agricultura nacional, passando a organização deste evento para o CNEMA que passa a ser a entidade organizadora.
O Eng. Joaquim Pedro Torres tem sido igualmente um dos grandes defensores do Projecto Tejo em que se pretende irrigar mais cerca de 300 mil ha no Ribatejo, Oeste e Beira Baixa.
O homenageado foi já também agraciado pelo Presidente da República com a Ordem de Mérito Agrícola, Grau de Comendador, e pela Câmara Municipal do Cartaxo com a medalha de mérito Municipal.

O prémio, é portanto, absolutamente justificado e o momento é certamente o momento mais oportuno.

Fonte: Causa Real