segunda-feira, 9 de dezembro de 2024
A Tradição do Presépio Português
domingo, 8 de dezembro de 2024
Fado Senhora da Conceição (oração) de João Ferreira Rosa - Feliz dia da Mãe
Letra e música de João Ferreira Rosa (Repertório do autor)
Senhora da Conceição
Sempre querida padroeira
Hoje e sempre à vossa mão
Eu entrego a vida inteira
Sois ainda a companhia
Da minha alma companheira
Tanta noite, tanto dia
Rezando à minha maneira
Meu amor e minha mãe
Que me lembra a lua cheia
A passear no azul do céu
Junto à minha cabeceira
Fonte: Fados do Fado
A Imaculada Conceição, Rainha e Padroeira de Portugal, e a História de Portugal
sábado, 7 de dezembro de 2024
sexta-feira, 6 de dezembro de 2024
♚ | 𝟎𝟔-𝟏𝟐-𝟏𝟏𝟖𝟓 – 𝕸𝖔𝖗𝖗𝖊 𝕰𝖑-𝕽𝖊𝖎 𝕯. 𝓐𝖋𝖔𝖓𝖘𝖔 𝖑 𝓗𝖊𝖓𝖗𝖎𝖖𝖚𝖊𝖘, 𝕺 𝕮𝖔𝖓𝖖𝖚𝖎𝖘𝖙𝖆𝖉𝖔𝖗
Afonso, O Primeiro de seu nome, Rei dos Primeiros Portugueses, nasceu (provavelmente) em 25 de Julho de 1109, e era filho do Conde D. Henrique e, portanto, neto de Henrique de Borgonha, trineto de Roberto I de França, sobrinho-bisneto do Abade S. Hugo de Cluny, e que, como tal, tinha por avoengos os Reis Capetos de França e os Imperadores romanos da Dinastia Comnenus e Paleólogo, e da Infanta D. Teresa de Leão, e como tal neto do Imperador da Hispânia, o Rei D. Afonso VI, o 1° Rei de Leão, Castela e Galiza, e de todos os Reis e Senhores de Leão e Castela.
Alphonsus Burgundiensis Primus Portugaliae Dux et Rex foi o Unificador dos 5 Povos (Suevos, Visigodos, Lusitanos, Bracos e Alanos), o algoz do Sarraceno e o Tomador de Praças. Afonso I, mais conhecido pelo seu nome de príncipe, Dom Afonso Henriques (de Henrique, em tradução literal do patronímico Henriques), também chamado de Ibn-Arrik (“Filho de Henrique”) e El-Bortukali (“O Português”), apelidado de “o Conquistador”, foi o primeiro Rei de Portugal desde 1139 até à sua morte, a 6 de Dezembro de 1185.
Em 1125, com apenas 14 anos de idade, num acto de importante relevância política, o efebo Príncipe Dom Afonso Henriques, conforme o uso e costume dos reis, arma-se a si próprio “Cavaleiro” na Catedral de Zamora, cidade onde se refugiara. O Infante Portucalense torna-se assim guerreiro e cavaleiro independente considerando legitima a pretensão de tomar o governo do Condado Portucalense, pois quando o Conde D. Henrique faleceu, em 1112, o governo do condado foi assumido por Dona Teresa, uma vez que, Afonso Henriques, o filho de ambos tinha apenas três anos de idade.
Dona Teresa, em 1121, autointitulara-se Rainha (D. Teresa, que entendia que Portucale era seu e não do marido o Conde D. Henrique, a partir de 1117 assina como “Ego Regina Taresia de Portucale regis Ildefonssis filia”), mas os conflitos com o Clero e a sua relação com o fidalgo galego Fernão Peres, a quem entregara o governo dos distritos do Porto e Coimbra, originou a insurreição dos Portucalenses e do próprio filho o Infante D. Afonso Henriques, invariavelmente afastados, por forasteiros, da gestão dos negócios públicos.
Assim, Dom Afonso Henriques considerando-se usurpado dos seus legítimos direitos prepara a senda aventureira que o haveria de levar a conquistar o governo do Condado Portucalense e depois à Fundação da Nação Portuguesa e a recortar o território deste tão grande País, Portugal. O primeiro Acto da Sua Gesta pode-se, pois, considerar o episódio em que se armou a Si próprio Cavaleiro. O relato de Frei António Brandão in ‘Crónica de D. Afonso Henriques’ é expressivo:
‘Célebre e glorioso se pode reputar, entre nossa gente o ano do Senhor de 1125, pois nele tomou a Ordem de Cavalaria o infante D. Afonso, filho da rainha D. Teresa, com cujas armas se ilustrou o nome português.
E porque o facto foi mui notável e o são também as palavras com que se lhe refere a História dos Godos, será bem trasladá-la neste lugar, para satisfação dos curiosos leitores, e são as que se seguem:
«Na era de 1163 (1125, pois só a partir de 1422 é que os documentos portugueses passam a usar a era de Cristo, logo têm que se diminuir 38 anos) o ínclito infante D. Afonso, filho do Conde D. Henrique, tendo 14 anos de idade, se armou cavaleiro na igreja da catedral da cidade de Samora. Ele mesmo, com suas próprias mãos, tomou as insígnias militares do altar do Salvador, a uso dos reis, e se vestiu a loriga, e como gigante (que era grande de corpo) se mostrou semelhante em suas façanhas ao leão, e ao filho do leão, quando anda feroz na montaria. Foi de gentil presença, amável por sua formosura, de engenho claro, de corpo bem composto e agradável, de ânimo intrépido. Com razão podemos chamar a este rei D. Afonso, o Viriato cristão, ou o primeiro Hércules Lusitano, respeitando os imensos trabalhos que passou na dilatação da Fé, e as obras de valor estranho que executou.»’
Devem-se-Lhe os Actos que levaram ao Nascimento de Portugal: no dia 24 de Junho de 1128, à dianteira dos barões e fidalgos portucalenses, Dom Afonso Henriques defrontou no campo de São Mamede, perto de Guimarães as forças galegas comandadas por Dona Teresa e por Fernão Peres de Trava, derrotando-os naquela que ficou conhecida pela Batalha de São Mamede e que marcou a Fundação da Nacionalidade Portuguesa, uma vez que o Infante Dom Afonso Henriques avoca a si o governo do Condado Portucalense, com pretensões de independência. Não é ainda após esta Batalha que se autointitula Rei, Rex Portucalensis, pois com duas frentes de Batalha – uma contra Leão , outra contra os sarracenos –, tal só se viria a acontecer após a Batalha de Ourique, em 1139, quando arrasou os mouros – que temiam sobremaneira o gigante de 1,91 metros (imagine-se aquela figura real, agigantado para a época, a surgir no horizonte a bradar a sua grande e larga espada, quase um espadão, que outros só conseguiriam manejar com ambas as mãos, e montado num portentoso Cavalo Ibérico) e Lhe chamavam o terrível Ibn Erik (Filho de Henrique) – e consegue uma importante vitória que o engrandece sobremaneira e assim declara a Independência face a Leão, após um Alevantamento seguido de Aclamação como Rei pelos Barões Portucalenses. Dom Afonso Henriques, é totalmente apoiado nas suas pretensões pelas poderosas Parcialidades Portucalenses: os de Ribadouro ou Gascões, onde pontua Dom Egas Moniz, “O Aio”; os Sousão; os da Maia; os de Baião; e os Braganções. As armas e escudo armorial de Portugal mantêm desde a Batalha de Ourique, em 1139, e até hoje, cinco escudetes posicionados em forma de cruz, representando cada um dos cinco reinos mouros derrotados na batalha. Sobre esses cinco escudetes, estão inscritos besantes em número variável (inicialmente onze em cada escudete), que significavam, que por Direito e Graça divinos D. Afonso Henriques era Rei, e que por isso tinha direito a cunhar a sua própria moeda.
Ulteriormente, foi determinado o número de cinco besantes (em vez de onze) sobre cada um dos escudetes, passando a contar-se segundo a tradição duas vezes os besantes do escudete central.
Nascia, assim, em 1139, o Reino de Portugal e a sua 1.ª Dinastia, com El-Rei Dom Afonso I Henriques de Borgonha.
Em 1143, quando assina a Paz em Zamora com o primo Rei de Castela e Leão, onde é reconhecido como Rei, Dom Afonso Henriques usava já o título havia três anos, desde o torneio de Arcos de Valdevez, em 1140, após o episódio de Ourique. Mas desaparece, assim, e só aí, em 1143, a designação histórica de Condado Portucalense e nasce o Reino de Portugal.
O chamado Torneio de Arcos de Valdevez, também conhecido por Recontro de Valdevez ou Bafordo de Valdevez, foi um episódio determinante da História de Portugal conexo à Fundação da Nacionalidade.
O evento teve lugar na Primavera de 1141, e não 1140 como erradamente foi enunciado durante muito tempo, no Vale do Vez – tributário do rio Lima-, em Arcos de Valdevez, quando o recém Aclamado Rei Dom Afonso Henriques, depois da vitória decisiva na batalha de Ourique, em 1139, rompeu a Paz de TUI, que em 1137, havia assinado com seu primo co-irmão o Imperador da Hispânia Don Afonso VII Rei de Leão e Castela, e o temerário Rei Portucalense fez uma incursão à Galiza, subjugando alguns castelos sob protecção do monarca leonês. Perante este cenário o Imperador envia um exército cuja força numérica era muito superior, e que penetrou em terras portucalenses, descendo as montanhas do Soajo em direcção a Valdevez, derribando tudo, castelos e povoações, à sua passagem.
Seguiram-se horas de refregas e desafios, mas a fim de prevenir uma batalha campal sangrenta que disperderia homens e recursos necessários para o combate contra o avanço sarraceno. Assim, foram escolhidos os mais bravos cavaleiros de ambos os contingentes para entre si decidirem o conflito num torneio de justa, de acordo com o uso medieval.
Na autenticidade da Justa saíram vitoriosos os cavaleiros de Afonso Henriques, ficando os cavaleiros leoneses retidos, conforme o Código de Cavalaria da Idade Média.
Mas, e só, em 1143, desaparece a designação histórica de Condado Portucalense e nasce o Reino de Portugal.
No dia 5 de Outubro de 1143, há 879 anos, foi realizada a Conferência de Zamora, na cidade leonesa homónima. Tratou-se de uma Conferência de Paz organizada pelo Arcebispo de Braga Dom João Peculiar e que teve como intervenientes Sua Mercê El-Rei Dom Afonso Henriques e o seu primo o Rei D. Alfonso VII de Leão e Castela, autointitulado Imperator Totius Hispaniae, sob os auspícios do enviado papal, o Cardeal Guido de Vico. Desta Reunião resultou a independência de Portugal.
Neste Acordo de Zamora, vulgarmente chamado de Tratado de Zamora, que revogou o anterior Tratado de Tui datado de 1137, ficou assente que Alfonso VII de Leão e Castela concordava com a transformação do Condado Portucalense em Reino de Portugal com Dom Afonso Henriques com o título de ‘Rex Portucalensis’- Rei de Portugal, embora continuasse, apesar do reconhecimento da Independência, como vassalo do Rei de Leão, que se intitulava Imperador da Hispânia. Alexandre Herculano escreveu que “o imperador reconheceu o título de rei que seu primo tomara, e que este recebeu dele o senhorio de Astorga, considerando-se por essa tenência seu vassalo. Não é menos provável que, ainda como rei de Portugal ficasse numa espécie de dependência política de Afonso VII, o imperador das Espanhas ou de toda a Espanha, como ele se intitulava nos seus diplomas”. Porém, caso único entre todos os Reis da Ibéria, Dom Afonso Henriques nunca prestou essa vassalagem.
Dom Afonso Henriques, herdeiro da Grande Casa dos Condes de Tuy e Portucale, recebe esta herança e liberta-a da vassalagem a seu Primo, o Rei de Leão e Castela, e, depois, vai expandi-la para lá dos seus antigos limites, a linha do Tejo.
A partir desta data, Dom Afonso Henriques passou a enviar ao Papa remissórias declarando-se vassalo lígio e comprometendo-se a enviar anualmente uma determinada quantia em ouro, pelo que, em 1179, o Papa Alexandre III, através da Bula Manifestis Probatum, reconheceu Dom Afonso Henriques como ‘Rex’.
Na Bula acima referida, o Papa ao aceitar que Dom Afonso Henriques lhe preste vassalagem directa, reconhece não só, definitivamente, a independência do Reino de Portugal, como o Rei de Portugal fica livre de prestar vassalagem ao Rei de Leão e Castela, imperador de toda a Espanha, porque nenhum tributário podia ter dois senhores directos.
Assim sendo, apesar de Portugal ter ganho a sua Independência e soberania enquanto Estado com o Acordo de Zamora, só naquele 17 de Julho de 1179, Portugal se torna Reino, pois só nessa altura Dom Afonso Henriques é reconhecido juridicamente como Rei pela comunidade política internacional: ‘Rex Portucalensis’- Rei de Portugal. El-Rei Dom Afonso Henriques, então com 70 anos de idade e 51 de governação (de 1143), é reconhecido juridicamente como Rei pela comunidade política internacional.
Em 15 de Agosto de 1170, logo após o acidente de D. Afonso Henriques em Badajoz, onde ficou gravemente ferido em resultado de uma ferida numa perna, o filho D. Sancho foi armado cavaleiro pelo seu Augusto pai. O Cerco de Badajoz ocorreu em Maio de 1169. Tendo o rei D. Afonso I Henriques ido socorrer o salteador Geraldo Geraldes «o sem pavor», que cercava Badajoz, foram os portugueses surpreendidos pela chegada de reforços leoneses, vendo-se obrigados a fugir. Na fuga, porém, D. Afonso Henriques sofreu um acidente: batendo de encontro ao ferrolho de uma das portas da cidade, partiu o fémur da perna direita e foi feito prisioneiro. Embora, bem tratado pelos captores, a libertação do rei ocorreu depois do pagamento de um resgate em dinheiro e da entrega de certas terras conquistadas, que havia entregue aos Templários. A carreira militar de D. Afonso Henriques terminava aqui. É nesta altura instaurado um conselho de regência para governar em nome do rei incapacitado. A regência ficou a cargo dos filhos do rei que ainda se encontravam, àquela data, no reino: D. Sancho e a sua irmã D. Teresa.
A partir de 1174, D. Afonso I afasta-se definitivamente dos assuntos do reino, destacando-se os corregentes Teresa e Sancho que partilhavam o governo do Reino; D. Teresa desempenhava funções administrativas e D. Sancho encarregava-se de guerrear.
É nesta data, que D. Sancho casou com D. Dulce de Aragão, filha de Raimundo Béranger IV.
Assim, Dom Afonso Henriques, guerreiro completo, governante exemplar e virtuoso cristão, nasceu em 1109 e Reinou entre 1128 e 1185, como Dom Afonso I Henriques, 1.º Rei de Portugal, isto é, 57 anos, um dos Reinados mais longos da História – o recorde pertence ao Rei-Sol Luís XIV de França.
Dom Afonso Henriques morreu, em Coimbra, a 6 de Dezembro de 1185, onde jaz sepultado em túmulo manuelino no Mosteiro de Santa Cruz, na capela-mor do lado do Evangelho. Na inscrição original do túmulo podia-se ler:
‘Aqui jaz um outro Alexandre, ou outro Júlio César,
guerreiro invencível, honra brilhante do orbe.
Douto na arte de governar, alcançou tempos seguros,
alternando a sucessão da paz e das armas.
Quanto a religião de Cristo deve a este homem
provam-no os reinos conquistados para o culto da fé.
Alimentado pela doçura da mesma fé, cumulou,
além das honras do reino, riquezas para os pobres infelizes.
Que foi defensor da Cruz e protegido pela Cruz
assinala-o a Cruz, formada de escudos, no seu próprio escudo.
Ó Fama imortal, ainda que reserves para ti tempos longos,
ninguém pode proclamar palavras dignas dos seus méritos.’
Miguel Villas-Boas
quinta-feira, 5 de dezembro de 2024
O DISCURSO DE ÓDIO CONTRA … PORTUGAL
“Há-de haver um dia em que não vai haver Portugal (portugueses) ”.
Paulo Rangel (actual MNE).
(Nas comemorações dos 127 anos do Jornal de Notícias. Casa da Música, Porto, 2 de Junho de 2015, sendo eurodeputado).
É absolutamente estarrecedor ouvir as balelas (argumentos) e os “encantos de sereia” que a maioria da classe política (só há um Partido que tem sobre o assunto um discurso minimamente correcto) e dos comentadores de serviço – onde se destaca o inefável Dr. Marques Mendes, putativo candidato a PR e aparente “clone” do Pai do “Dr. Rebelo de Sousa, meu filho” – sobre o que se passa em Portugal (que é o que nos deve interessar fundamentalmente) sobre a imigração/migração/refugiados, etc.
Os últimos números divulgados apontam para 1.40.606 imigrantes contabilizados pela AIMA (referente a Outubro de 1973) – a quem acabam de ser atribuídas mais 120.000 residências – e 1.164.000 cidadãos estrangeiros com autorização de residência, o que representa 11% da população.
Isto configura a maior catástrofe que aconteceu ao nosso país em quase 900 anos de História.
A maior catástrofe. Já lá iremos.
Os números devem ficar (e ficam certamente) muito aquém dos reais.
Em primeiro lugar porque a AIMA (como era o SEF) é uma organização completamente desacreditada, logo não confiável; em segundo lugar porque ninguém sabe ao certo quantas pessoas entram em Portugal (ou saem), pois as fronteiras são uma espécie de “passevit”, além de haver directivas superiores para se deixar entrar todo o bicho careta e sem fazer perguntas (começou no consulado português em Goa…); de seguida existe uma quantidade de “ONG” muito filantrópicas que se dedicam ao tráfico destes infelizes, o que passou a ser um negócio chorudo para muitos, logo tornando mais difícil o controlo dos imigrantes; é assumido que há cerca de 400.000 estrangeiros por legalizar; a diferença dos números apontados entre imigrantes (1.040.606) para residentes (1.164.000) é de apenas 23.394, o que isto significa? Que os residentes que não são imigrantes são apenas 23.394? Ora, ora, só no Algarve os residentes estrangeiros já devem ultrapassar os nacionais (e só estou a falar de ingleses, franceses, holandeses e outros de países ditos ocidentais…). Finalmente temos a questão dos nacionalizados que são às pazadas (média dos últimos 10 anos, cerca 70.000/ano o que desvirtua tudo, pois esta gente de português não tem nada!), isto para já não falar no problema dos ciganos que se arrasta desde o século XV, que não se integram e são “párias”; da idiota lei dos sefarditas, mais os “vistos gold”, etc., etc.
Ora, pelas minhas contas o número de alienígenas que por cá se encafuaram já deve ultrapassar os dois milhões de almas (descontando já os que chegaram e zarparam para outros locais tidos por mais aprazíveis…). Convenhamos que ainda estamos longe do número de cinco milhões que se julga terem sido estabelecidos nas “alfurjas” de Bruxelas que cabiam ao nosso (ainda) país receber. Emendem-me s.f.f. se estiver enganado.
E que dizem então, a maioria dos nossos políticos mais proeminentes e os opinantes encartados?
Pois que é tudo uma maravilha; que se não fossem os imigrantes o país parava; são a salvação da segurança social (!); que aumentam a população (a nossa decresce e envelhece a olhos vistos há cerca de 45 anos, por demografia negativa, emigração, “cultura da morte”, incentivo à homossexualidade e outras razões que nunca são as apontadas) e ninguém faz nada para inverter a situação!
Que são ainda, fundamentais para manter o turismo e a agricultura a funcionar, e pasmese, permitir o investimento futuro!
Perante o descalabro e a cada vez maior reacção popular a este desastre colectivo, apareceram uns senhores, não por serem mais comedidos, mas por pensarem nos votos que lhes fazem falta, a dizer que a imigração é bem-vinda, mas tem de ser regulada, que não pode haver “portas escancaradas”. Continuam errados, mas menos errados, só que o mal está feito e continua a piorar. De resto já nem há “portas”…
Ora tudo isto não tem ponta por onde se pegue, além de destruir o país. Não o salva!
O território português pertence aos portugueses não a outros, muito menos aos que vêm para cá viver, ou passam por cá. Quem cá está, é hóspede e tem de se sujeitar às nossas regras. Jamais, inclusive, deviam ser autorizados a comprar terra , mas apenas a alugá-la (lembro que a bandeira dos EUA existente no destacamento militar americano nas Lages, nem sequer estava autorizada a tocar o solo nacional, está colocada em cima de um paralelepípedo de pedra…).
Raramente o que é verdadeiramente importante passa ou é dito nos canais televisivos (órgão mais impactante dos OCS), que existem às dezenas (só cá) – para quê, tantos? – e que têm tido um papel fundamental na desinformação e imbecilização da sociedade!
Ora o que dizem os políticos e comentadores relativamente à imigração ser uma coisa boa é, em termos geométricos, uma esfera: não tem ponta por onde se pegue, a não ser na premeditação de causar o caos na sociedade e o desaparecimento da Nação Portuguesa.
E se há falta de portugueses (?) não se pode resolver esse facto com estrangeiros. O que está a haver é uma invasão cujo objectivo final é a de substituir a população existente.
Não há portugueses? Lembro que no século XVI éramos apenas pouco mais de um milhão e descobrimos o mundo inteiro!
Não há demografia? Incentive-se, não se defenda como um ex-primeiro ministro (que se assumiu numa visita a Nova Deli mais como descendente de indianos do que de portugueses!) que se deve povoar as aldeias do interior com refugiados sírios!
Isto representa apenas um crime de lesa-Pátria , coisa pouca e de somenos, pelos vistos!
A Segurança Social está salva? Devem estar com os olhos em bico.
Então dão subsídios a esmo a quem chega (à pala de quê?) e apoios sociais vários e dá lucro? E quando tiverem de passar a pagar as reformas? (Nessa altura quem cá estiver que apague as luzes e feche as portas?). E que dizer do verdadeiro turismo de saúde para as grávidas de todo o mundo virem cá parir à nossa custa? Onde é que já se viu isto?
E alguém, ou algum partido político pôs no seu programa, houve algum referendo, para se saber se a população concordava com esta verdadeira eutanásia colectiva? Foi sequer discutido no Parlamento? Que democratas que são todos…
E que dizer da atribuição da nacionalidade (parece que está em almoeda), cuja moda começou há décadas com a vinda de jogadores de futebol estrangeiros para os clubes portugueses e depois para a selecção nacional e agora está extensiva a todas as modalidades onde se destaca o atletismo (uma verdadeira vigarice)? Passou a ser bandeira das chamadas esquerdas, que fomentavam a coisa a fim de depois colherem o voto nas urnas destes novos nacionais! Como aconteceu sobremaneira em França com os resultados desgraçados que estão à vista de todos! Será que não se aprende nada?
Ora a nacionalidade deve ser tida como um bem precioso, uma honra e uma distinção que só deve ser atribuída excepcionalmente e com regras estritas. Ponto final.
E que dizer dos direitos dos imigrantes? Devem ser bem tratados (naturalmente), mas não devem passar de hóspedes ; não se lhes devem ser consignados direitos políticos, tão pouco de mando (já agora deve-se acabar com a permissão de haver cidadãos com dupla nacionalidade que ocupam lugares de proeminência política, já que tal pode gerar conflitos de lealdade).
E agora importamos comunidades inteiras com opções políticas diferentes e vêm para a rua manifestar-se e causar distúrbios por causa de conflitos internacionais ou dos que se passam nos seus próprios países? Isto tem que ser proibido, vão manifestar-se para os países deles!
O multiculturalismo também é bom mas quando visitamos países de cultura que não é a nossa; a música nos Santos Populares é o fado e as respectivas marchas, não são melodias brasileiras…
E até já se começou a “mandar barro à parede” para se passar a recrutar elementos desta mole imensa para as Forças Armadas. Isto está pior do que a situação que levou à queda da antiga Roma…
Nós não podemos (nem devemos, embora se deva dissuadir) proibir os nacionais de emigrarem, mas podemos (e devemos) impedir os estrangeiros de cá entrarem, naturalmente, os que não nos interessarem. Em minha casa só entra quem eu quero…
E Portugal é a casa dos portugueses, não de outros. Ou será que isto é difícil de entender?
Faltam trabalhadores (agora são “colaboradores”)? Paciência, faz-se o que se puder, ou trabalha-se mais. Já agora experimentem pôr os jovens nas férias a trabalhar na agricultura ou a fazer biscates para ganharem a vida e aprenderem, em vez de andarem a beber “shots”, na passa e na desbunda, ou agarrados aos telemóveis à sombra dos papás e logo arranjam mão – de - obra, ou encaminhem os jovens que não têm apetência ou capacidade, para irem para profissões que agora só os imigrantes fazem, em vez de entupirem as universidades (que viraram um negócio e campo de luta ideológica) com milhares de mancebos que não andam lá a fazer nada e a entupir o mercado com cursos que pouco acrescentam à economia e coesão nacional. Pois, expliquem me, o que fazer em Portugal, com milhares de licenciados, anualmente, (isto é, analfabetos encartados) em Direito (há uns anos atrás chegou a haver 27 faculdades de Direito Rectângulo e adjacentes), Psicologia, Sociologia, Relações Internacionais, Cinema, Jornalismo e outros? Onde é que há “mercado” para tantos cursos de “papel e lápis”? Onde está a função reguladora do Estado?
Não há mão – de - obra para servir os turistas?
Óptimo, já há turismo a mais e está desregulado! E não devemos apostar na “monocultura” do turismo, como os Açores tinham apostado na monocultura da vaca!
Não há ninguém para trabalhar nas obras, nos mesteres, na indústria?
Pois desenterrem as antigas escolas comerciais e industriais (de saudosa memória), acaba-se com a mama dos subsídios que por aí abundam e fomentem a ideia de que não há más nem boas profissões, mas sim bons e maus profissionais, que logo aparecerá gente para trabalhar.
Ponha-se ordem nas leis laborais e na da greve, bem como no regime de baixas e logo verão que a produtividade aumenta. Isto tem paralisado e infernizado a vida da Nação!
Tem de haver autoridade, sob pena de nada funcionar!
Devo continuar?
E quando derem conta, já não haverá empregos para os portugueses, pois estão todos tomados pelos tais hóspedes, que deixaram de ser hóspedes, além de que parte do empresariado português quer continuar a pagar salários de miséria e nada melhor do que ter novos escravos alienígenas!
A situação vai piorar pois com o desenvolvimento da inteligência artificial e a robótica, cada vez mais funções serão ocupadas por máquinas e menos por humanos.
Mas parece que nada disto (e o que ficou por dizer é muito) parece preocupar os políticos e comentadores nacionais que apenas se babam pelo politicamente correcto e se vergam cobardemente a interesses alheios.
Esta avalanche de imigrados (e outros “ados”) – ainda por cima acontecendo num curto espaço de tempo - daí as estruturas sociais estarem todas em perda e sem capacidade de resposta – vai acabar com a Nação Portuguesa em meia geração , pela simples razão de que irá destruir a nossa matriz cultural, pois é impossível gerir este caos; vai esboroar o tecido social nacional, até porque as entradas são maioritariamente de pessoas que estão nos antípodas da nossa cultura, religião, costumes, não se querem integrar, etc; a criminalidade já disparou (as autoridades mentem com todos os dentes sobre isto e não há “polígrafo” que lhes valha) e a guerra civil já começou como os recentes desacatos em “bairros problemáticos” ilustram à saciedade e cujo rastilho foi a morte de um “delinquente” condenado e professo.
Convém não andar distraído ou armado em parvo.
Por tudo isto o comportamento de qualquer cidadão, nomeadamente aqueles que têm maiores responsabilidades, deve ser considerado como traição à Pátria (até porque se está a alienar o território nacional para estranhos).
Por isso todo o discurso em favor da imigração tem de ser encarado como um discurso de ódio contra Portugal.
Percebe-se as palavras da citação do agora MNE (e como parece ser um ser sem capacidade de se reproduzir, é um cidadão sem presente nem futuro, o que explica muita coisa).
A solução é clara: é necessário fazer tudo ao contrário do que se tem feito até aqui.
É a nossa existência que está em jogo.
NOTA : “Portugal está bem num mundo
Que não está bem, numa Europa com complicações,
Numa América Latina com complicações”.
MRS (pai do tal filho doutor e, por acaso, Presidente Da actual República ainda com o nome de “portuguesa”.
Quito, 16, de Novembro.
Pergunta-se, dá para acreditar?
João José Brandão Ferreira Oficial, Piloto Aviador (Ref.)
Fonte: O Adamastor
quarta-feira, 4 de dezembro de 2024
♔ | A Guerra da Restauração
À revolução nacional e patriótica do 1° de Dezembro de 1640 empreendida pelo heroico grupo designado de ‘Os Quarenta Conjurados’, membros da mais distinta nobreza portuguesa, com o apoio do Clero e do Povo, que pôs fim à União Ibérica e à monarquia dual da Dinastia Filipina (iniciada em 1580) e que resultou na Restauração da Independência, mais precisamente na Restauração de Portugal como País Soberano, seguiu-se uma longa guerra.
Inaugurada a 4ª Dinastia Portuguesa, a da Casa de Bragança, com a Aclamação de D. João IV, a restauração alastrou por todo o Reino com a revolta dos portugueses à governação da dinastia dos Habsburgos de Espanha, que durante 60 anos, senhoreou Portugal.
Mas a questão, longe de ficar resolvida imediatamente, deu origem à Guerra da Restauração, um conjunto de confrontações bélicas travadas entre o Reino de Portugal e Espanha, e que se estendeu por um período de 28 anos, entre 1640 e 1668, quando pelo Tratado de Lisboa de 1668, assinado em nome do Rei Dom Afonso VI de Portugal e Don Carlos II de Espanha, ficou definitivamente reconhecida a independência do Reino de Portugal.
Prova dessa bravura temerária dos portugueses, foi a missiva, que, em 1663, um dos ministros do Rei Don Filipe IV enviou ao monarca castelhano:
‘Dizem a Vossa Majestade que Portugal não tem dinheiro, não tem navios, não tem pessoas: traidores são os que dizem isso. Bem, com o que eles nos destruíram? Sem pessoas, eles nos derrotaram tantas vezes; Bom Deus, vá com as pessoas! Sem dinheiro, choramos nossas ruínas, o que choraríamos se tivessem dinheiro? Senhor: Portugal nos derrotou em ‘Montijo’, destruiu-nos em ‘Elvas’, Luis Méndez de Haro fugiu deixando cavalos, artilharia, infantaria e bagagem. Portugal em Évora destruiu a Flor da Espanha, o melhor de Flandres, o lúcido de Milão, o escolhido de Nápoles e a romã da Extremadura. Vergonhosamente, SA o príncipe D. João José da Áustria se retirou, deixando oito milhões que custaram à empreitada, oito mil mortos, seis mil prisioneiros, quatro mil cavalos, vinte e quatro peças de artilharia e a coisa mais lamentável foi que, de cento e vinte estandartes e afins, apenas cinco escaparam (…). Todos os dias Sua Majestade espera estar ganhando, e todos os dias Sua Majestade sabe que está perdendo e que a perda de todos os dias é grande.’
Pouco tempo depois dessas palavras o exército português infligiria mais uma derrota aos castelhanos em ‘Castelo Rodrigo’ em 1664, e alcançaria a vitória esmagadora de ‘Montes Claros’, em 1665, já reinando em Portugal D. Afonso VI. No sítio de Montes Claros, D. António Luís de Menezes, Marquês de Marialva, Capitão General do Alentejo, comandou as forças portuguesas, e entre as 9 horas da manhã até às 6 da tarde, matou, rompeu, desbaratou e venceu o exército castelhano, que o Marquês de Canacena, Capitão General da Estremadura, liderava, e que, batendo em retirada, deixou na campanha um grande número de prisioneiros, toda a artilharia e carnagem.
A 4ª Dinastia Portuguesa, com a Coroa cingida pela Casa de Bragança, elevará de novo Portugal aos píncaros da História e a Monarquia duraria por mais 2 séculos e meio.
Miguel Villas-Boas
terça-feira, 3 de dezembro de 2024
segunda-feira, 2 de dezembro de 2024
Mensagem de 1 de Dezembro de 2024 de SAR o Senhor D. Duarte, Duque de Bragança
Portugueses,
O ano de 2024 tem sido para Portugal um ano marcado por uma carência grave de estabilidade governativa, sem a qual qualquer governação se vê incapacitada de fazer face aos problemas do país. Foram várias as situações que vivemos, com particular destaque para as coligações negativas entre partidos da oposição que forçaram decisões que vão contra o programa do Governo eleito, gerando uma incerteza grande face ao futuro.
Esta situação, decorrente da recomposição do panorama partidário português pode exigir uma reflexão sobre o nosso sistema eleitoral e sobre a necessidade da sua reforma. O sistema de representação proporcional torna o parlamento excessivamente fragmentado, dificultando a obtenção de maiorias para governar. Esta situação obriga a coligações que não conseguem terminar o seu mandato ou têm muita dificuldade em cooperar.
Precisamos de um sistema eleitoral que aproxime os cidadãos dos eleitos, que favoreça o aparecimento de maiorias, a governabilidade, a estabilidade, e que, simultaneamente, potencie ao máximo a proporcionalidade, através do círculo nacional. Um sistema misto parece impor-se, que conjugue sistema maioritário e proporcional, com um duplo voto para a eleição do parlamento.
O fim da estabilidade é favorecer o crescimento económico, sem o qual não se pode enfrentar de forma eficaz e duradoura a redução dos problemas da pobreza.
Durante os últimos anos, Portugal enfrenta novos desafios, um pouco à semelhança do resto da Europa. Destes desafios, talvez o maior seja a natalidade e imigração. O país precisa urgentemente de uma política de imigração e de uma política de natalidade. Actualmente, temos uma política frágil nesta área sem qualquer estratégia clara. Há mesmo quem pareça querer diminuir o número de portugueses e substitui-lo por não portugueses. A situação é complexa, mas a experiência mostra que os países que não controlaram a imigração estão a sofrer gravíssimas consequências.
A imigração controlada permite que esses homens e mulheres sejam devidamente apoiados a fim de não correrem o risco de serem explorados e lançados à mendicidade ou recorrerem a práticas ilegais. A política de atribuição de vistos tem que ser urgentemente adaptada à realidade atual para impedir o agravamento das consequências do descontrolo imigratório. Aos que acreditam que estes imigrantes contribuem para a sustentabilidade da segurança social, há que lembrar que uma grande parte desses imigrantes não encontram ou não estão interessados em trabalhar em Portugal, usando o nosso País como plataforma para a Europa.
Por outro lado, são necessários verdadeiros incentivos à natalidade, para que as famílias portuguesas possam ter os filhos que querem. O país precisa também de uma política de dignificação da família.
Nestes últimos anos, o país tem conhecido um clima de insegurança nas periferias urbanas, que obriga a reflectir sobre a necessidade de respeitar as forças de segurança e cuidar da inclusão social das periferias. É preciso reconhecer o compromisso diário das nossas forças policiais em proteger as nossas comunidades, muitas vezes em condições difíceis e com recursos limitados.
A sociedade portuguesa confia na sua dedicação e profissionalismo que são fundamentais para preservar a paz e a ordem pública.
No seguimento destas preocupações, é também urgente reforçar a unidade nacional prestando atenção à desertificação do Interior. Os portugueses do interior são portugueses de pleno direito. Não faz sentido retirar serviços (tribunais, finanças, escolas, hospitais…) e continuar a dizer que se pretende fixar populações no interior. Os incêndios são em parte consequências deste abandono.
Este abandono sente se não tanto nas vilas sedes de concelho, mas mais nas aldeias de onde uma parte da população vem viver para as vilas e outra parte para as cidades ou para o estrangeiro.
Quanto a esta situação, recomendo vivamente a leitura do livro “porque sou monárquico” que resume a obra de uma vida, do amigo, Arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles. Ele foi o responsável para que a ecologia passasse a ser uma preocupação política do Estado, promovendo grande parte das leis actuais sobre o ordenamento do território e a promoção de uma ecologia preocupada com a natureza, mas tendo em vista o bem-estar da população. Em suma, uma ecologia verdadeiramente humanista.
A técnica que ele defendeu para impedir o alastramento dos incêndios florestais não têm sido postas em prática e a consequência está à vista com a continuação dos grandes incêndios florestais.
Infelizmente, muitas das suas reformas não têm sido respeitadas pelas autoridades regionais e nacionais em parte por ignorância e também por interesses políticos e económicos imediatos.
É urgente também que o Estado cumpra as suas tarefas de soberania: para além das Forças Armadas (cumprindo a o compromisso de destinar 2% do PIB à Defesa), também a justiça precisa de ser reforçada, para a tornar mais rápida e eficiente. O sistema prisional precisa de repensar a segurança e de cuidar da reintegração dos reclusos.
Perante a deterioração da paz a nível mundial – guerras da Ucrânia, no Medio Oriente e o terrorismo em Moçambique – é urgente dignificar e reforçar as Forças Armadas Portuguesas, para que possa responder aos seus compromissos internacionais, mormente no âmbito da NATO. A procura da paz, obriga a estarmos preparados para enfrentar os riscos de guerra.
Assim, mais uma vez manifesto a minha gratidão às nossas Forças Armadas por defenderem os valores e interesses nacionais dentro e fora de Portugal. Num período em que a segurança europeia enfrenta grandes desafios, a capacidade e o sacrifício destes homens e mulheres reforçam a confiança dos portugueses na sua missão de garantir a soberania e a estabilidade.
Noutro sector distinto, gostaria também de agradecer aos profissionais de saúde por continuarem a darem o melhor de si, mesmo perante adversidades que temos conhecido ao longo dos últimos anos. O seu esforço incansável, especialmente nos momentos mais críticos, é indispensável para assegurar um sistema de saúde digno e acessível a todos os portugueses.
Com o esforço e a dedicação de cada um, certamente Portugal continuará um País seguro, forte e saudável.
No que diz respeito ao ambiente, uma das minha principais preocupações, gostaria de destacar a importância da sustentabilidade ambiental e propor ações concretas, tais como: a Preservação dos Recursos Naturais (tais como o Incentivar de práticas de conservação de água, reflorestamento e proteção da biodiversidade); o uso de uma Energia Limpa (com o apoio ao uso de energias renováveis, como solar e eólica, promovendo a independência energética); uma Economia Circular (encorajando políticas que reduzam o desperdício e priorizem a reciclagem e reutilização) e uma reforçada Educação Ambiental (reforçando a sensibilização pública sobre mudanças climáticas e responsabilidade ambiental).
Essas minhas sugestões têm o objectivo de alinhar tradição e inovação em favor do ambiente.
Hoje, em tempos de desafios e oportunidades, reforço meu compromisso com Portugal e seu futuro. A nossa nação, rica em história e cultura, enfrenta grandes obstáculos, tais como a recuperação económica, o bem-estar social e o fortalecimento de nossas instituições democráticas.
Como chefe da Casa Real, enalteço o valor da unidade nacional. Apelo à colaboração entre setores públicos e privados para fomentar inovação, inclusão e sustentabilidade. Juntos, construiremos um Portugal mais próspero, com respeito ao passado e determinação pelo futuro.
Como sempre, a minha família eu próprio estamos à disposição dos portugueses para servir no que for entendido como necessário.
Desejamos a todos um feliz Natal e um ano de 2025 abençoado por Deus!
Viva Portugal!
domingo, 1 de dezembro de 2024
1° de Dezembro – Dia da Restauração da Independência
Não fora o facto da ânsia de liberdade ir fazer eclodir, por fim, a revolta na capital, aquele dia 1 de Dezembro do ano de 1640, em tudo se assemelhava a um normal dia de Outono, pois a cidade de Lisboa acordara para o rame-rame habitual: os coches a rolarem com as senhoras da nobreza que se dirigiam para a missa, os operários das diversas guildas a desempenharem os seus mesteres, as tabernas com os habitués. Mas sentia-se o odor a mistério e a conspiração no ar! E os avisados, de quando em vez, desligavam-se da rotina dos seus afazeres e olhavam em volta procurando desenvolvimentos.
Assomaram então no Paço da Ribeira, como que surgidos de uma bruma que nem havia, o grupo patriótico dos 40 e tal Conjurados, entre eles, D. Antão de Almada – Conde de Avranches -, D. Miguel de Almeida – o de maior idade -, Francisco de Mello e seu irmão Jorge de Mello. Também, além de outros, António Saldanha, Pedro de Mendoça Furtado, Fernão Telles de Menezes, D. Manrique da Silva, Bernardim de Távora e o Dr. João Pinto Ribeiro.
Às 9h15m certas, invadiram o palácio da Duquesa e dominaram-lhe, facilmente a Guarda Alemã; o Povo, que entretanto se juntara por passa a palavra e que desemborcara serpenteando de todos os lados, seguindo o Crucifixo do Padre Nicolau, ficou a aguardar no Terreiro do Paço o sinal de que a revolução tinha sido bem-sucedida, o que ocorreria com a defenestração de Miguel de Vasconcellos.
Miguel de Vasconcellos e Brito, Senhor do Morgado da Fonte Boa, era um oportunista político, tornando-se odiado pela nobreza e pelo povo por, sendo português, trair a sua Pátria e colaborar com a representante real servindo assim por interposta pessoa um Príncipe estrangeiro, Miguel de Vasconcellos seria a primeira e justa vítima da Restauração.
Aproximando-se o Natal do ano 1640, como a maioria dos castelhanos partira para Espanha, na capital portuguesa, ficaram a Duquesa de Mântua, a espanhola que, desde 1634, ocupava o cargo de Vice-rainha de Portugal, e o seu Secretário de Estado, o português Miguel de Vasconcellos e Brito. Margarida de Sabóia, Duquesa consorte de Mântua, era filha de Carlos Emanuel I, Duque de Sabóia e da Infanta Catarina Micaela de Espanha o que fazia dela neta materna de Felipe II – Felipe III de Espanha, o Rei-planeta – e prima direita de Felipe III – IV de Espanha. Esse parentesco fazia da Duquesa de Mântua um importante membro da família imperial dos Áustria ou Habsburgos, e por meio de uma aliança matrimonial casou com o futuro duque Francisco IV de Mântua e de Montferrat. Para esta nomeação na qual exerceu as funções de vice-rei de Portugal, em dependência do rei de Espanha, valeram-lhe as relações de parentesco real, mas, pela sua importância, devem ser reconhecidos os esforços de Diogo Soares, do Conselho de Portugal na capital espanhola, valido do Conde-Duque de Olivares e parente de Miguel de Vasconcellos que, em 1635, foi nomeado Secretário de Estado de Portugal, encarregando-se do governo do Reino.
Após, penetrarem no palácio, os patrióticos conspiradores procuraram pelo insidioso traidor, mas do secretário de estado nem sinal. E por mais voltas que dessem, não encontravam Miguel de Vasconcellos. Já tinham percorrido os salões, os gabinetes de trabalho, os aposentos do ministro, e nenhum sinal da criatura.
Ora acontece que Miguel de Vasconcellos, espantadiço, quando se apercebeu que não podia fugir, encolhera-se num armário fechado por dentro, com uma arma em riste. Mas o tamanho do armário era diminuto e o fugitivo, ao tentar posição mais confortável, remexeu-se lá dentro, restolhando a papelada lá guardada, denunciando-se.
Foi quanto bastou para os Conjurados patriotas rebentarem a porta e o crivarem de balas. Era hora de dar o sinal ao Povo atirando o traidor pela janela fora!
Ainda antes, os Conjurados proclamaram “Rei” Dom João II de Bragança, aos gritos de:
“Liberdade! Liberdade! Viva El-Rei Dom João IV!”
Depois de D. Miguel de Almeida gritar à janela do Paço Real, “o Duque de Bragança é o nosso legítimo Rei!”, ocorreu, então, a célebre defenestração sendo o corpo de Miguel de Vasconcellos arremessado pela janela, caindo, ressupino, no meio de uma multidão enfurecida que acicatou sobre o cadáver todo o ódio acumulado por 60 anos de ocupação, cometendo verdadeiras atrocidades. Depois de ofendido pela turba justiceira, o destroço – que outrora constituiu um corpo – foi deixado in loco na marca da queda para ser desgastado e corroído pelos cães – sinal da mais genuína profanação e destino merecido por todos os traidores da Pátria.
A Duquesa de Mântua, abandonada pela guarnição castelhana, tentou, em vão, aplacar os ânimos do povo amotinado na Praça. Terá sido neste transe que, diante dos Conjurados, tentando assomar à janela do Paço para pedir a lealdade do povo, D. Carlos de Noronha, um dos líderes da sublevação, lhe terá remetido a frase:
“Se Vossa Alteza não quiser sair por aquela porta, terá que sair pela janela…”.
Temendo o mesmo destino, o de ser defenestrada como Miguel de Vasconcellos e Brito, isolada e sem apoios locais, a Duquesa, foi aprisionada nos seus aposentos.
Eram 9h30m do 1.º de Dezembro de 1640 e a Revolução, que pôs fim ao domínio castelhano de seis décadas, durou um curtíssimo quarto de hora e foi imediatamente apoiada por muitas comunidades urbanas e concelhos rurais em todo o país.
A 6 de Dezembro, D. João II, Duque de Bragança, desembarcaria na Casa da Índia e, como um César vitorioso, entraria triunfante, em Lisboa, para o seu desfile perante a ovação e os “Vivas!” de todos.
Viv’á Restauração! Viv’ó 1.° de Dezembro! Viva Portugal Independente!
Miguel Villas-Boas