quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

A CRISE POLÍTICA, DOS PARTIDOS E DOS POLITIQUEIROS

“A Política é uma coisa demasiado grave para ser confiada apenas aos Partidos Políticos”.

Parafraseando (com mais propriedade) Clemenceau.

(Para quem não teve ainda a oportunidade de saber, Georges Clemenceau (1841-1929) afirmou, “A guerra é uma coisa demasiado grave para ser confiada aos militares”, “Soixante Annés d’Histoire Francaise”, 1932, de George Suarez.)


A actual crise política é “apenas” mais um episódio daquilo que se pode considerar “sistémico”. Ou seja, uma crise estrutural do sistema”, melhor dizendo do Regime.

O Regime é instável e medíocre, pois favorece a mediocridade, o erro, a má intenção, o nivelar por baixo. Está firmado em bases falsas ou erradas e só não sucumbiu (como os anteriores) porque o dinheiro virtual e a usura internacional, atingiram “perigeus” nunca vistos ou imagináveis.

“Ninguém”, pelos vistos, quer discutir isto.

O primeiro factor de instabilidade (e de despesa) é sermos uma República e não uma Monarquia. Não que a Monarquia não possa trazer instabilidade, mas esta é muito menor e mais previsível. E o fim da Monarquia ditou também a retirada do “sagrado” no exercício do Poder. Hoje, aliás, não se respeita nada nem ninguém.

Lamentavelmente a “culpa” de tal ter ocorrido pertence muito mais aos supostos monárquicos do que aqueles onde a ideia republicana (que como ideia ou ideal, temos de considerar respeitável), mas sobretudo de uma organização algo subterrânea que inquinou ambos os lados e não quis esperar que os votos (ou seja a luta partidária) determinasse a sua escolha: usou a bomba e a revolução como argumento. E ganhou.

Nunca é demais recordar o célebre telegrama do correspondente da “Gazeta de Notícias”, do Rio de Janeiro, em Lisboa, no dia 6 de Outubro de1910, dando conta do ocorrido no dia anterior: “Ao cabo de longos e porfiados esforços os monárquicos acabaram de implementar a República em Portugal”…

Mas o que corrói e destrói verdadeiramente todo o regime político, e por dentro, é a existência de Partidos Políticos.

Convém recordar que estes deram os primeiros passos entre nós, após a Revolução Liberal de 1820, que por sua vez decorre dos ideais da Revolução Francesa, implantados pelas ideias que ficaram, após as invasões napoleónicas, devidamente articuladas e instigadas pelas lojas das diferentes “obediências” da Maçonaria a qual, desde então, passou a ter uma influência desmesurada na organização política e social em Portugal. E, desde cedo, manipulou a seu belo prazer as ideias ditas democráticas reinventadas pelos “filósofos” racionalistas e iluministas, do século XVIII.

Em abono da verdade, deve dizer-se, que tais ideias encontraram chão para medrar por causa de exageros de actuação da Igreja e da “Santa Inquisição” e, sobretudo, por a Dinastia de Bragança não ter tido a prudência de resistir às ideias absolutistas vindas de Além – Pirenéus, e que apenas tiveram maior exposição entre nós, no reinado de D. José I, por influência do Marquês de Pombal (paradoxalmente um “herói” para liberais e republicanos), tendo-se acabado com as Cortes Gerais do Reino, em 1698, no reinado de D. Pedro II.

Ora isto representou – quanto a nós – uma opção errada, pois o Monarca deixou de Reinar e ser o fiel da balança da justiça e das forças representativas da sociedade – e até, o defensor dos povos, como muita vez foi – para se tornar ele próprio, aquele que tudo decidia e nada obrigava. Além disso e de suprema importância, interrompeu-se um modo de convivência e de organização política e social, que vinha do início da nacionalidade, afeiçoada à nossa maneira de ser e estar e que reputo de muito mais “democrática” do que temos hoje em dia. Refiro-me ao Municipalismo, às Cortes Gerais, que tiveram um ponto alto, nas Cortes de Leiria de 1254, ao tempo do Rei Senhor D. Afonso III; a emergência das Corporações (que o final da Guerra Civil, em 1834, extinguiu; a influência das Ordens Militares Religiosas e o Culto do Espírito Santo, que enquadravam em termos de Ética, Moral e Religiosamente, na preparação de “quadros”, etc.

Ora desde que o fulcro da luta e enquadramento político e social ficou centrado nos Partidos Políticos (sendo o Liberalismo apenas uma fase de transição para a chamada “Democracia Directa” que, no nosso caso, durou 90 penosos anos), em detrimento de todas as outras instituições nacionais, o desastre foi e continua a ser extenso.

Mas como se aprende pouco em Portugal, apesar de já termos vasta experiência de guerras civis; perdas dolorosas no património; pobreza; caos político e social; crises financeiras e bancarrotas e quebra do exercício de autoridade (que é onde tudo começa), estamos pela quinta vez, desde o 25 de Novembro de 1975, a tentar implementar um regime/sistema, que pura e simplesmente é medíocre e não funciona.

Convém fixar os outros quatro períodos:

*1820 a 1834 (o mais catastrófico de todos);

*1834 a 1851 (que pouco lhe ficou atrás);

*1851 – 1910 (vividos em estertor nos últimos vinte anos);

*1910 – 1926 (um período, simplesmente, pavoroso);

*1975 -? (que só não se esgotou ainda, apesar de já ir em três bancarrotas e perdas dolorosas no Património e Soberania, porque tem vivido da “pesada herança”; de empréstimos internacionais e dos “fundos estruturais” da União Europeia. Ou seja, nunca viveu do que produz, economiza e investe; vive do que não é seu e muito do que vem, some-se em puro roubo e miserável corrupção.

O único período que escapa a este marasmo de desacertos, foi o da chamada Ditadura Militar (1926-1933) e Estado Novo (1933-1974), que além de retirar a Nação da lama e o Estado da sarjeta, representou um ressurgimento nacional português, apenas comparável à Restauração e ao que se lhe seguiu, não só no campo material, mas sobretudo espiritual e representou o único período nos últimos 220 anos em que Portugal foi um País independente e soberano.

Muito significativamente, é aquele que, invariavelmente, é alvo de anátemas pela esmagadora da douta classe política, intelectual, artística e mediática, enquanto se desculpam, toleram ou enaltecem, os restantes períodos referidos.

Resta pois, tentar explanar porque é que um sistema baseado em Partidos, está condenado ao insucesso (nos outros países também é assim, mas focamo-nos em Portugal) e a Democracia baseada na quantidade em detrimento da qualidade, também está votada ao fracasso...

Um partido político começa por ter um nome assaz infeliz já que “partido” representa uma fracção, algo que não é inteiro. Construir e manter um país com “coisas” destas, é impossível.

A formação de um Partido e o modo como todo o sistema se articula, contém em si, e à partida, todos os germes do seu mau funcionamento e auto destruição.

Um partido político começa por ser “inventado” num almoço de amigos ou por um grupo de sequazes de uma determinada ideologia política. Fazem uns estatutos e legalizam-se. Os que têm, isto é, tiveram (porque tudo se esvai), maior consistência, geraram-se na clandestinidade.

Depois abrem as portas a todos os que querem entrar, sem qualquer discernimento, provas ou selecção. Ficam obrigados simplesmente ao pagamento de uma quota.

Já imaginaram o que seria do Exército, da Marinha ou da Força Aérea se quem quisesse entrar fosse bater à porta de uma Academia Militar e dissesse que queria ser oficial e lhes respondessem, “faça favor de entrar, a quota é tanto”...

O objectivo de um Partido Político é conseguir uma votação (de âmbito universal) que lhe permita ocupar os órgãos que exercem o Poder Político, isto é (no actual sistema) o Governo, o Parlamento e as Autarquias. E tentar eleger para Presidente da República uma figura que lhes seja grada.

Ora, captar cidadãos da sociedade, indiscriminadamente, para exercerem os mais altos cargos de governação, sem se lhes exigir um período de formação, provas (psicotécnicas, culturais, etc.), é uma coisa no mínimo, inquietantemente estúpida.

Dizem que a maioria das pessoas é suficientemente sensata para no seu conjunto, votar o melhor possível. Isto é outro disparate, facilmente comprovável, até porque a maioria das pessoas não vota, e muitos dos que votam, não o podem sequer fazer em consciência, pois não têm conhecimentos para tal.

Por outro lado, apostar em ideologias é outro logro, pois até hoje não houve qualquer uma que tenha sido inventada, que possa ser considerada um bom conjunto de ideias (muito menos para todos), nem resolvido qualquer problema grave.

Antes pelo contrário, foram origem e causa dos maiores conflitos e guerras, tanto civis, como entre países ou coligações.

Num partido o sistema de Autoridade - onde tudo tem origem - é fraco e está mal organizado/hierarquizado. As modalidades para se subir num Partido Político passam invariavelmente pela intriga e pela bajulação.

Com o evoluir do tempo tudo piora. É da natureza das coisas. Os filiados começam a olhar para o Partido como uma oportunidade de ter um “tacho” e daqui ao nepotismo é apenas um passo. Os desentendimentos são constantes, dando origem a eternas lutas internas; aparecimento de “tendências”, “facções”; “alas”, etc. , que não raro, acabam em abandono de militantes, ou formação de novos partidos.

Um partido é, no seu âmago, uma agência de emprego e uma oportunidade de negócio.

Ora quando se chega a um estádio moral deste quilate são raros os chamados “homens bons dos concelhos” que se abalançam a inscrever num Partido!

Um sistema baseado em Partidos Políticos representa a “guerra civil” permanente. Ninguém consegue governar.

Enquanto houver Partidos Políticos não existe País.

Com o tempo os partidos que sobrevivem, “agarram-se” ao “sistema”, bloqueiam-no e blindam-no.

Não o querem discutir (sequer o seu melhoramento), o que representa a antítese de um sistema democrático e baseiam o seu modo de actuação na demagogia infrene, fazendo promessas (que por norma não cumprem), tentando convencer os votantes dos seus bons propósitos e intuindo o que os mesmos gostam de ouvir. Ou seja, nunca fazem o que devem, mas sim o que pensam que, na ocasião, lhes possa garantir mais votos.

Ora, governar é, por definição, tomar decisões difíceis, impopulares, exigentes e de preferência justas. É ir pela vereda estreita dos Deveres, em vez de cavalgar a praia dos Direitos.

Por isso a única coisa que sabem fazer é aumentar impostos (que escamoteiam por todos os meios) e pedir dinheiro emprestado, pois a “necessidade” de dinheiro, não tem limites. A seguir quando alternam no poder (e alternam pouco), deitam as culpas para cima dos outros (partidos), da conjuntura internacional e desde que a CEE existe, para cima de Bruxelas.

A equação “ser patriota, competente e honesto”, é uma equação que não faz parte do programa nem da matemática, de nenhum partido.

Daí que seja impossível a qualquer um que tenha qualidades de estadista, poder revelar-se e singrar.

Em termos meramente teóricos, a existência de Partidos Políticos, tem coisas defensáveis, tais como permitir que as diferentes sensibilidades políticas, ideológicas e sociais, se pudessem organizar, para em termos políticos puderem convencer a maioria dos seus concidadãos a votarem neles, garantindo uma governação por essa maioria, sem que haja, naturalmente, alteração da ordem pública.

Só que as coisas que podem parecer que funcionam em teoria, a prática revela o seu desajuste. E muitas boas intenções ou ideias tidas como libertadoras, vêm a revelar-se dolorosas mistificações. É que na base de tudo está a “natureza humana”, que tem coisas boas e outras coisas más. O que leva a que tudo na vida e na sociedade deva ser organizado, primariamente, tendo tal facto em vista. Ora a existência de Partidos Políticos e sua natureza é como mel na sopa para quem se “porta mal” e um calvário para quem tenta trilhar o caminho do “Bem”.

E a única vantagem que têm é quando se entendem. Isto é, quando se anulam…

A excepção ao funcionamento “normal” de um partido político, são os partidos comunistas. Porquê? Pois porque não seguem a “lógica” de organização e actuação dos restantes.

Um Partido Comunista é (Deus me perdoe) um misto de Exército e de Igreja Católica, em termos de organização e actuação.

Tem um sistema de autoridade rígida, hierarquizada, onde se sobe depois de provas dadas. Tem estrutura e uma ideologia que funciona como doutrina religiosa. Os desaguisados entre eles são resolvidos internamente e existe uniformização constante de procedimentos e respectiva “vigilância”. Possuem um “estado-maior” permanente e profissionalizado. Basta ver as greves que organizam, têm sempre o cunho de uma operação militar.

Isto explica-se, estou em crer, porque o Marxismo e o Comunismo de que resultaram os ditos partidos (e a revolução bolchevique e outras), foram inventados por judeus "ashkaenazi", habituados a sobreviver a séculos de perseguições e guetos (que eles próprios também criaram) e que também constituíram (no final do século XIX), um movimento político separado, o Movimento Sionista.

Ora para mal dos nossos pecados, as ideias, princípios, doutrina e objectivos dos partidos comunistas, são subversivos da sociedade, atentatórios da natureza humana, incompetentes em termos financeiros, económicos e sociais e relevaram-se totalitários, internacionalistas e brutais no exercício do Poder, sendo responsáveis por inúmeras guerras, depredações, violações dos mais elementares direitos da pessoa humana, de que já resultaram mais de 100 milhões de mortos e incontáveis sofrimentos. A sua componente actual, “gramsquiana” (de Gramsci) virada para a cultura e para outros temas da actualidade social (que criam), não esqueceu os seus objectivos, apenas os camuflou.

O sistema político em que vivemos não presta, e é a muitos títulos, nefasto. E está, mais uma vez, a conduzir Portugal para o desastre.

Convinha no mínimo pensar nisto. E substituí-lo.


João José Brandão Ferreira, Oficial Piloto Aviador (Ref.)


Fonte: O Adamastor

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Programa de Natal da Confraria da Rainha Santa Isabel


Para celebrar o festivo tempo de Natal que se aproxima, a Confraria da Rainha Santa Isabel vem apresentar o seu programa, em que também se associa ao esforço da cidade na Candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura:

  1. No dia 18 de Dezembro (dia da evocação de Nossa Senhora da Expectação), a partir das 21h15, realizar-se-á na Igreja da Rainha Santa Isabel um Concerto de Natal pelo Coro de Santo Agostinho, da vizinha Paróquia de Santa Cruz de Coimbra, sob a direcção de Bruno Costa;


  1. No dia 24 de Dezembro, às 22h30, celebrar-se-á na Igreja da Rainha Santa Isabel a tradicional Missa da meia noite do Natal do Senhor;


  1. No dia 25 de Dezembro, às 11h00, celebrar-se-á na Igreja da Rainha Santa Isabel a Missa do dia do Natal do Senhor;


  1. No dia 1 de Janeiro de 2022, às 11h00, celebrar-se-á na Igreja da Rainha Santa Isabel a Missa de Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus;


  1. No dia 9 de Janeiro de 2022 (Festa do Baptismo do Senhor – final do tempo de Natal), a partir das 15h00, realizar-se-á um concerto musical pelo grupo de metais da Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense, sob a direcção do Maestro Doutor Francisco Relva Pereira;


Ainda dentro de espírito natalício e de promoção da Candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura, às 15h00 dos dias de Quarta-feira e Domingo até ao final do tempo de Natal, ou seja nos dias 15, 19, 22, 26 e 29 de Dezembro e 2 e 5 de Janeiro, a Confraria da Rainha Santa Isabel oferece à cidade de que é Padroeira e a todos os visitantes uma visita guiada gratuita ao Mosteiro de Santa Clara-a-Nova.


Como as prudenciais regras de saúde impõem que cada visita guiada só deve ter uma participação de 12 visitantes, na eventualidade de haver mais do que 12 visitantes às 15h00 de algum dos referidos dias, no final da 1.ª visita haverá uma 2.ª visita guiada, igualmente gratuita, para os 12 visitantes seguintes pela ordem de chegada.

 

Se o número de visitantes que se apresentem às 15h00 de algum dos dias indicados for superior a 24 e porque não é possível fazer nestes moldes uma 3.ª visita guiada no mesmo dia, os visitantes que não puderem participar nas visitas guiadas desse dia receberão um convite para poderem participar gratuitamente numa nova visita guiada a realizar extraordinariamente no seguinte dia útil.


Quer para os eventos culturais do programa, quer para as visitas guiadas, a entrada é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia, ou presencialmente na Igreja da Rainha Santa Isabel, ou através dos telefones 239441674 e 918048310 da Confraria da Rainha Santa Isabel, ou ainda para o e-mail <secretario@rainhasantaisabel.org>, inscrição prévia que deve ser realizada com a maior brevidade pois haverá encerramento de inscrições logo que se alcance o número máximo de presenças previsto.

 

Todo o Programa de Natal da Confraria da Rainha Santa Isabel decorrerá no estrito cumprimento das regras e orientações das autoridades de saúde, nomeadamente sendo obrigatório o uso de máscara.


Este programa não altera nenhuma das celebrações religiosas habituais na Igreja da Rainha Santa Isabel, que se mantêm.


Com os melhores cumprimentos,

Joaquim Leandro Costa e Nora

(Presidente da Mesa Administrativa da Confraria da Rainha Santa Isabel)

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

SAR, O Senhor D. Duarte de Bragança: "Oferecemos a moeda de ouro do reinado de D.Maria I a um futuro Museu de Nossa Sra da Conceição"

 



SAR, O Senhor D. Duarte Pio de Bragança esteve recentemente em Vila Viçosa por ocasião das celebrações do Dia de Nossa Senhora da Conceição.

A Real Confraria de Nossa Senhora, no final da celebração da eucaristia das 17h, procedeu à oferta de uma medalha de ouro à Imaculada Conceição.

A Rádio Campanário esteve presente e falou com SAR, D. Duarte de Bragança que começou por nos referir "é um dia especial para pedirmos protecção mas também para agradecermos toda a protecção que temos tido e que realmente Portugal não merece como país" justificando " porque permitimos leis criminosas, leis que são de genocídio dando como exemplo que devem ter sido assassinados pela lei do aborto livre 8000 crianças."

Para SAR, D. Duarte de Bragança "como é que podemos esperar a protecção de Deus se permitimos o genocídio de tantos milhares de crianças" sublinhando "esta é uma das coisas que temos que pensar com atenção: não podemos esperar a protecção de Deus e ao mesmo tempo ficar impávidos e serenos perante isto."

Na sua opinião, "considero pior a questão do aborto do que da eutanásia pois estamos a tirar uma vida que pode ser uma vida extraordinária" não deixando de referir "curiosamente muitos que são contra a eutanásia de pessoas são a favor da eutanásia de animais."

Sobre a moeda oferecida a Nossa Senhora, pela Real Confraria, SAR, D. Duarte de Bragança destacou "trata-se de uma moeda de ouro que foi produzida no reinado de D. Maria I, uma das melhores chefes de estado que Portugal teve e cujo exemplo de chefe de estado devia ser seguido."

Para SAR, D. Duarte "no dia que fizermos aqui um museu é uma peça interessante para ser lá mostrada."

Garante ainda que a Real Confraria de Nossa Senhora "vai apadrinhar o museu" sublinhando ainda "gostaríamos muito de apoiar a construção deste museu nesta zona do castelo onde creio que haverá casas que precisam de ser restauradas e que isto será um benefício para o turismo de Vila Viçosa, para que se possa estender todo o ano e não fique limitado a certas datas."

O Duque de Bragança conclui que "a criação deste museu é uma vontade, não só sua, mas também da própria paróquia e de Vila Viçosa no geral."


Fonte: Rádio Campanário

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

São 500 anos de D. Manuel I

 


Há efemérides que não podem deixar de ser assinaladas pela sua importância e 500 anos sobre a morte de um dos mais famosos e importantes monarcas portugueses, D. Manuel I, é, de facto, uma data excepcional.


Durante o ano houve exposições importantes, alguns colóquios e concertos. Talvez sem a divulgação intensa que mereciam, mas assinalaram a data de forma exemplar. Destaco a exposição no Museu Nacional de Arte Antiga (“Vi o Reino Renovar”, encerrada a 26 de Setembro); “Lisboa no Tempo de D. Manuel I: A Cidade que Ambicionava o Mundo”, no Museu de Lisboa, até Março de 2022; o concerto de 16 de Dezembro com o Officium Ensemble e a Orquestra Metropolitana de Lisboa, na programação do 47.º Festival Estoril Lisboa. Mas, no próprio dia da morte de D. Manuel I, 13 de Dezembro, vai haver uma celebração sem precedentes no Mosteiro de Santa Maria de Belém, panteão do rei.


“Luz a D. Manuel” é uma exposição fabulosa que tem como pièce de résistance a extraordinária armadura do rei. Este trabalho é devido ao grande profissionalismo da directora do mosteiro, Dalila Rodrigues, uma das mais proeminentes historiadoras de arte em Portugal e que já deu provas de um bom percurso enquanto directora dos museus Machado de Castro e Nacional de Arte Antiga. As comemorações incluem, além da exposição, uma missa pelo cardeal patriarca, D. Manuel Clemente, e um concerto com a participação do Polyphonos Ensemble. Será a melhor forma de assinalar, no local onde ele repousa eternamente, o dia em que passam 500 anos da morte deste monarca que simboliza a memória da magnanimidade de Portugal no mundo. E que os portugueses não deveriam, nem podem, esquecer.


Aline Hall de Beuvink, Professora Universitária


Fonte: Novo Semanário

domingo, 12 de dezembro de 2021

Relembrar a falsa pandemia de Gripe A

 


«A pandemia de Gripe A nunca existiu». Esta é a conclusão do relatório aprovado ontem pela assembleia parlamentar do Conselho da Europa, que acusa a Organização Mundial de Saúde (OMS) de ter «sobrestimado o vírus H1N1».
A investigação, chefiada pelo deputado britânico Paul Flynn, denuncia o «desperdício de fundos públicos na compra de vacinas» e as «ligações entre os peritos da OMS e os laboratórios farmacêuticos».
Um relatório publicado também ontem pelo British Medical Journal revela que as recomendações da OMS teriam sido redigidas por peritos, contratados como consultores por vários laboratórios farmacêuticos.
A OMS enfrenta assim uma nova vaga de críticas, um dia depois de ter decidido prolongar até Julho o nível máximo de alerta de pandemia, em vigor desde Julho de 2009.
Em um ano, a Gripe A provocou mais de 18 mil mortos, um número distante das previsões iniciais, quando a gripe sazonal provoca anualmente mais de 500 mil mortes.


Mais informações, aqui.


Fonte: Veritatis

sábado, 11 de dezembro de 2021

Afinal quem morre mais: os vacinados ou os não vacinados?

Recentemente, um artigo de Alex Berenson, de 20-11-2021, captou a minha atenção: os adultos ingleses vacinados (curva castanha) com menos de 60 anos estariam a morrer duas vezes mais do que os não vacinados (curva azul do gráfico abaixo) da mesma idade.


No Reino Unido, o ONS (Office for National Statistics, congénere do INE em Portugal) publica os dados relativos à mortalidade de “Todas As Causas” (todos os óbitos que ocorrem no País, não se limitando à COVID) por faixa etária e estado vacinal, em quatro categorias: não vacinado; esquema vacinal completo; até 21 dias após a primeira dose; 21 dias ou mais após a primeira dose. 

Aproveito para informar que os números que apresento são taxas, ou seja, são números de óbitos para o estudo de (neste caso) 100 mil pessoas. Só desta maneira é que podemos ter uma perceção correta quando comparamos dois grupos com ordens de grandeza distintas, por exemplo, o grupo dos vacinados com o dos não vacinados.

Segundo o ONS, para a Inglaterra, a taxa de mortalidade dos duplamente vacinados (pessoas com um esquema vacinal completo) tem sido, nos últimos meses, sistematicamente o dobro da dos não vacinados. Ou seja, para o mesmo número de habitantes, 100 mil, entre os 10 e os 59 anos, morrem o dobro dos indivíduos vacinados relativamente aos não vacinados. 

Dado o largo espectro da faixa etária utilizada (dos 10 aos 59 anos), e como os estudos estatísticos, por vezes, podem iludir (fenómeno utilizado de forma engenhosa por quem tem outras motivações), poderíamos estar perante uma ilusão de agregação de dados designada por paradoxo de Simpson — dado que a letalidade da COVID é muito menor para uma criança de 10 anos do que para um adulto de 59 anos. Trata-se um conceito complexo, que Mathew Crawford explica, de forma brilhante, num artigo de 22-11-2021.

A polémica em torno desta questão, levou ao anúncio do ONS, de 19-11-2021, de que em próxima publicação estes dados serão detalhados por faixas etárias mais restritas (com intervalos de 10/20 anos). Nesse momento, teremos uma visão mais precisa desta problemática. No entanto, ainda terão que ser analisados outros fatores como as comorbidades, nomeadamente, as mais impactantes na letalidade da COVID, como a obesidade, diabetes, cancro, etc.

Para as outras faixas etárias, nos gráficos abaixo, se olharmos para a curva adicionada (em azul) relativa aos óbitos que aconteceram “21 dias ou mais após a primeira dose” (1), constatamos que as taxas de mortalidade para estes indivíduos são extremamente altas (quatro a cinco vezes mais nos picos) quando comparadas com os não vacinados (curva cinzenta), para todos os grupos etários com mais de 60 anos!




De que estamos a falar? Estamos a falar de mais de 64 mil pessoas falecidas (22% do total) com este estado vacinal, no conjunto destas três faixas etárias ao longo do ano de 2021, até 24 de setembro.

Em relação às 111 mil pessoas que atualmente ainda não tomaram a segunda dose da vacina, é possível – numa hipótese da lógica humana – que o tenham decidido por contraindicação médica, após efeitos adversos da primeira dose.

Estes dados foram extraídos do mesmo ficheiro do ONS (1).

Provavelmente estamos em presença de um fenómeno chamado “viés de sobrevivência”: aqueles que sobreviveram às consequências da primeira dose e tomaram a segunda dose, criam a ilusão de que a taxa de mortalidade dos completamente vacinados (duas doses) é inferior à dos não vacinados. Isto é, quem observa o gráfico pode pensar ilusoriamente: “Olha, afinal morrem mais os que não se vacinam do que os que se vacinam!…”.

Baseando-me na tese expressa num artigo de Norman Fenton e Martin Neil, de 1-12-2021, de que “é provável que qualquer morte nos primeiros 14 dias de vacinação possa ser classificada como não vacinada” (as curvas de mortalidade do início de 2021 seriam o efeito deste erro de classificação), essa tese também pode ser aplicada à segunda injeção: todos os óbitos ocorridos nos primeiros 14 dias após esta nova vacinação, podem também estar a ser classificados erradamente como “21 dias ou mais após a primeira dose”, o que explicaria o excesso de mortalidade nesta categoria.

Assim, a mortalidade “Todas As Causas” por estado vacinal permite medir o impacto dos efeitos adversos das vacinas anti-COVID. Estes dados, que estão disponíveis nos sites oficiais de farmacovigilância, como o VAERS e EudraVigilance, não são desprezíveis. Pelo contrário, são extremamente preocupantes.

Acresce ainda que a classificação “Óbito por/com COVID” suscita várias interrogações, como sejam, por exemplo, a fiabilidade dos testes e a menor frequência dos mesmos em pessoas vacinadas que têm o Certificado Digital COVID. 

Um outro artigo de Fenton, Neil e Maclachan, de setembro de 2021, descreve as vantagens desta abordagem.

Por uma questão de transparência relativamente às políticas de saúde publica, quando é que este tipo de dados estará disponível em Portugal?


Carlos Antunes

(1) Todos os dados utilizados para criar estes gráficos estão disponíveis em: ONS (1-12-2021). Deaths occurring between 2 January and 24 September 2021 edition of this dataset – Table 4.

Fonte: Inconveniente

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

A Maléfica Carbonária

 


A unidade na Maçonaria permitiu a formação de uma organização secreta sediciosa e armada, a Carbonária, embora sem ligação orgânica à primeira.

A Carbonária liderada por Luz de Almeida, alistava grupos de civis que treinava nas técnicas de combate urbano e anarquista e procedia ao recrutamento de fidelidades nos quartéis entre os marinheiros, soldados e os sargentos. Apoiada pelo próprio grão-mestre do Grande Oriente Lusitano Unido, lançou-se mesmo em atentados bombistas como os dos anarquistas João Borges e José do Valle.
A Carbonária foi uma organização terrorista secreta, oriunda de Itália, e que se instalou em Portugal em 1822. Era paralela da Maçonaria, embora sem vínculo orgânico à Maçonaria Portuguesa, não obstante utilizava algumas lojas do então Grande Oriente Lusitano Unido para aquartelar os seus órgãos superiores, os seus membros eram na maioria também maçons, e colaborou oficialmente com esta Obediência para a tentativa de revolução republicana falhada de 28 de Janeiro de 1908 - conspiração urdida pelos republicanos, pela Carbonária e pelos dissidentes progressistas -, para o Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908, e, para a implantação da República, em 5 de Outubro de 1910. A Carbonária era uma organização política, mas de cariz armado, uma espécie de brigada de artilharia, inimiga da Monarquia, do clero e das congregações religiosas. A Carbonária impunha aos seus filiados que ‘possuíssem ocultamente uma arma com os competentes cartuchos’.

O órgão supremo da Carbonária Portuguesa era a Venda Jovem-Portugal, tão secreta que os seus membros não se conheciam uns aos outros e que apenas se reunia em caso de deliberações importantes. O seu Presidente honorário era o Grão-Mestre que era o único dos seus membros que comunicava com a Alta-Venda e que assistia a todas as sessões deste órgão. Continuando com a descrição do organigrama da organização, a Alta-Venda era composta pelo Grão-Mestre eleito na Venda Jovem-Portugal e mais quatro Bons Primos nomeados e escolhidos por este de entre os membros da Carbonária Portuguesa. Este era o órgão de gestão da Carbonária Portuguesa e o seu polo dinamizador principal.

Na Carbonária havia quatro graus: Rachador, Aspirante, Mestre e Mestre Sublime. Os filiados tratavam-se por Primos e por Tu, havendo entre eles sinais de reconhecimento e palavras especiais, e, nas sessões apresentavam-se sempre todos de capuz geralmente negro ou com a cara encarvoiçada, para dificultar a exposição dos chefes, mas os quais, todavia, conheciam os seus homens.

O estandarte carbonário era vermelho e verde e nele estava representado um Estrela de Cinco Pontas, que encima o Globo Terrestre e três pontinhos, dispostos em forma triangular com o vértice na parte inferior, ou seja, a Bandeira da Carbonária portuguesa, copiou os motivos da bandeira da "La Carboneria" italiana, mas invés do Azul, Vermelho e Negro a Carbonária portuguesa, optou pelas cores verde e encarnada em homenagem à Itália. A principal choça da Carbonária, também, possuía bandeira própria: bipartida igualmente de vermelho e verde, com um Globo (disco) em azul ultramarino em cujo dístico estava escrito o lema "pátria e liberdade".

Quando a 1 de Fevereiro de 1908, Sua Majestade Fidelíssima El-Rei Dom Carlos I de Portugal e o Príncipe Real Dom Luís Filipe de Bragança foram assassinados, respectivamente aos 44 e aos 20 anos, num atentado terrorista as armas que os mataram foram accionadas por Carbonários (Manuel dos Reis Silva Buiça, José Nunes e Alfredo Costa – fora os que ficaram na sombra como Aquilino Ribeiro), mas o Regicídio foi organizado em conjunto por esta organização terrorista, pela maçonaria, por republicanos do Partido Republicano Português e dissidentes do Partido Progressista. A Carbonária, com a conivência do comité revolucionário, urdia um atentado para assassinar a Família Real desde 1907, data em que, numa deslocação a Paris, um grupo de republicanos decidira numa reunião com revolucionários anarquistas franceses, num Café da Boulevard Poissonière, assassinar o presidente do Conselho e o Monarca português!

Houve depois vários encontros para preparar o atentado, sendo o último na madrugada desse dia 1 de Fevereiro de 1908, nos Olivais, onde uns primos da Carbonária, simultaneamente membros de uma loja maçónica não regularizada, decidem avançar com a impiedade. Decidem assassinar, primeiro o Rei Dom Carlos I, depois o Príncipe Real Dom Luís Filipe, depois o Infante Dom Manuel e, finalmente, a Rainha Dona Amélia.

Morreram os dois primeiros, e com eles morreu não só um Rei e um Príncipe, mas a Esperança de toda uma Nação, pois foi dali que veio todo o Mal.

Nos dias 4 e 5 de Outubro de 1910, a revolução que derrubou a Monarquia e implantou a República foi feita pelos primos da Carbonária fossem da arraia-miúda de Lisboa, fossem dos militares e marinheiros (sobretudo) arregimentados. Após a revolução, a Carbonária dividiu-se entre a Formiga Branca de Afonso Costa e a Formiga Negra de Machado dos Santos e Carlos da Maia, com a primeira a prevalecer sobre a segunda: em todos os regimes que brotam do crime e se sustentam no terror, há sempre o momento (ou os momentos) em que a revolução devora os próprios filhos. Assim foi.

Miguel Villas-Boas

Fonte: Acção Monárquica & Plataforma de Cidadania Monárquica

Imagem: o Estandarte da Carbonária vermelho e verde onde estava representado um Estrela de Cinco Pontas, que encima o Globo Terrestre e três pontinhos, dispostos em forma triangular com o vértice na parte inferior, ou seja, a Bandeira da Carbonária portuguesa, copiou os motivos da bandeira da "La Carboneria" italiana, mas invés do Azul, Vermelho e Negro, a Carbonária portuguesa optou pelas cores verde e encarnada em homenagem à Itália

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, Rainha de Portugal - Feliz dia da Mãe!

 


Dom João, por graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, de aquém e de além-mar em África, Senhor de Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia, e da Índia, etc. faço saber aos que esta minha provisão virem, que sendo ora restituído por mercê muito particular de Deus nosso Senhor à Coroa destes meus Reinos e senhorios de Portugal.

Considerando que o Senhor Rei Dom Afonso Henriques meu progenitor e primeiro Rei deste Reino, sendo aclamado e levantado por Rei, em reconhecimento de tão grande mercê, de consentimento de seus vassalos, tomou por especial advogada sua a Virgem Mãe de Deus Senhora nossa, e debaixo de sua sagrada protecção e amparo Lhe ofereceu todos seus sucessores, Reino e vassalos com particular tributo em sinal de feudo e vassalagem.

Desejando eu imitar seu santo zelo, e a singular piedade dos Senhores Reis meus predecessores, reconhecendo ainda em mim avantajadas e contínuas mercês e benefícios da liberal e poderosa Mãe de Deus nosso Senhor, e por intercessão da Virgem Nossa Senhora da Conceição.

Estando ora juntos em Côrtes com os três Estados do Reino, lhes fiz propor a obrigação que tínhamos de renovar e continuar esta promessa, e venerar com muito particular afecto e solenidade a festa de sua Imaculada Conceição. E nelas, com parecer de todos, assentamos de tomar por Padroeira de nossos Reinos e Senhorios a Santíssima Virgem Nossa Senhora da Conceição, na forma dos Breves do Santo Padre Urbano VIII, obrigando-me a haver confirmação da Santa Sé Apostólica, e Lhe ofereço à sua Santa Casa da Conceição, sita em Vila Viçosa, por ser a primeira que houve em Espanha desta invocação, cinquenta cruzados de ouro em cada ano, em sinal de tributo e vassalagem.

E da mesma maneira prometemos e juramos com o Príncipe e Estados, de confessar e defender sempre (até dar a vida sendo necessário) que a Virgem Maria Mãe de Deus foi concebida sem pecado original, esperando com grande confiança que por meio desta Senhora (Deus) nos ampare e defenda de nossos inimigos para glória de Cristo nosso Deus, exaltação da nossa Santa Fé Católica Romana, conversão das gentes e redução dos hereges.

E se alguma pessoa intentar coisa alguma contra esta nossa promessa, queremos que seja logo lançado fora do Reino; e se for Rei (o que Deus não permita) haja a sua e nossa maldição, e não se conte entre nossos descendentes, e esta minha provisão se guarde no Cartório da Casa de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e na nossa Torre do Tombo.

Dada nesta nossa cidade de Lisboa, a 25 de Março de 1646

El-Rei Dom João IV


Fonte: Veritatis

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Viva Portugal!




Todos os anos se festeja, na véspera do feriado, a conjura que permitiu a recuperação da independência em 1640. Esta reunião é promovida pela Causa Real e organizada pela Real Associação de Lisboa, com a presença da família real portuguesa. É nessa noite que o Duque de Bragança, o senhor D. Duarte, dirige o seu discurso anual aos portugueses. Este ano, foi endereçado no 1.º de Dezembro com a mesma força que em outros momentos.

Aqui, a análise lúcida e precisa de alguns dos principais problemas do país é exposta, em poucas palavras, não sem antes apontar soluções. E esperança. Se dúvidas houvesse sobre como se deve dirigir a um povo o seu chefe de Estado, aqui poderá ver-se. Sublinhar a necessidade de ultrapassar a pandemia através da alavancagem financeira, ou o importante papel dos portugueses em todo este processo, são exemplos que mostram como é preciso compreender os pontos fulcrais e ter visão a longo prazo, não apenas para anos de eleições.

Neste processo de estratégia futura, frisou como o serviço militar obrigatório ou a sua substituição por um serviço à comunidade é construtor de um bom sentido de cidadania.

Assim, compreende-se porque é mais importante a edificação de bons cidadãos do que de eleitores partidarizados. Destaco agora um dos muitos pontos relevantes do seu discurso, talvez o melhor projecto que Portugal um dia sonhou e que Fernando Pessoa poetizou: a ligação do nosso país com os seus congéneres de mesma língua oficial. Porque ganhar eleições não move o Duque de Bragança; move-o, sim, o nosso país dominar o seu futuro.

E, resumindo um sentimento vivo em apenas duas palavras, ouso juntar a minha à sua voz para dizer:

Viva Portugal!


Aline Hall de Beuvink, Professora Universitária


Fonte:
Novo Semanário