segunda-feira, 13 de maio de 2024

29º ANIVERSÁRIO DO MATRIMÓNIO DE SS. AA. RR., OS SENHORES DUQUES DE BRAGANÇA

Hoje, dia 13 de Maio, dia de Nossa Senhora de Fátima, comemora-se o aniversário de Matrimónio de SS.AA.RR., Os Senhores Duques de Bragança, Dom Duarte Pio e Dona Isabel.

Desejamos a Vossas Altezas as maiores felicidades e que Deus Vos Abençoe.

Que Nossa Senhora de Fátima esteja sempre presente no Amor, na Alegria e na Caridade dos Nossos Reis e Infantes.

VIVA O REI! VIVA A RAINHA!
VIVA A FAMÍLIA REAL!

Nossa Senhora de Fátima

 

domingo, 12 de maio de 2024

SAR O Príncipe D. Afonso de Bragança vai marcar presença no primeiro Concerto aberto da Real Orquestra do Porto


No dia 18 de Maio, às 18h00, na Igreja de São João Novo, no Porto, realiza-se o primeiro Concerto aberto da Real Orquestra do Porto, uma iniciativa cultural que a Real Associação do Porto destina a promover o entusiasmo vivo pela Música junto dos seus Associados, Simpatizantes e da comunidade em geral.


O Concerto Solidário “Do Barroco ao Contemporâneo” para Coro e Orquestra, organizado pela Associação dos Antigos Orfeonistas da Universidade do Porto, traz as vozes dos seus Coros Experimental e Clássico até à Igreja de São João Novo, acompanhadas por um ensemble da Real Orquestra do Porto para um concerto invulgar com obras de J.S. Bach, Mozart, Schubert, G.F. Handle, Marco Frisina, entre outros compositores (e algumas surpresas!).

Numa cerimónia própria que antecederá o evento, o Senhor Dom Afonso de Bragança, em representação da Família Real e da Casa Real, apadrinhará formalmente a Real Banda do Porto e a Real Orquestra do Porto.

sábado, 11 de maio de 2024

Portugal não é devedor a povos "colonizados"

Portugal é um Reino Católico por definição e essência, fundado por Deus em Ourique. A República não é Portugal, nem representa Portugal, é ilegítima e usurpadora. Daí que não são vinculativas, nem válidas, as declarações proferidas pelo Presidente dos Republicanos em Portugal acerca das "reparações históricas". São afirmações abusivas e vãs de legitimidade.

Contudo, aproveitando-se das criminosas declarações do Presidente dos Republicanos, o (des)governo da ilegítima República Democrática de São Tomé e Príncipe vem exigir compensações pelo chamado "colonialismo". Uma exigência tão infundada quanto injusta, não só porque não há nenhum mal para compensar, como a ilegítima República Democrática de São Tomé e Príncipe, que se diz independente há 50 anos, recebe inúmeras ajudas monetárias provindas dos excessivos impostos cobrados pelos (des)governos republicanos em Portugal:


Por outro lado, quando navegadores portugueses a serviço d'El-Rei Dom Afonso V descobriram o arquipélago de São Tomé e Príncipe, em 1470, este estava desabitado. Só em 1493 é que se iniciou o povoamento das ilhas, para onde afluíram alguns portugueses, mas sobretudo negros provenientes do continente africano; sucedendo-se várias vagas de colonização africana ao longo dos séculos. Os actuais habitantes de São Tomé e Príncipe são os descendentes desses colonizadores africanos que vieram a povoar ilhas desabitadas. Ora, se a ilegítima República Democrática de São Tomé e Príncipe pretende que se "repare a colonização", então, em coerência, deveria proceder à desocupação populacional das ilhas, regressando os seus habitantes ao continente africano, dando conclusão à "descolonização exemplar" iniciada em 1974/1975.


Na verdade, as ilhas de São Tomé e Príncipe são por legítimo direito, reconhecido em bulas papais, um domínio da Coroa Portuguesa. E mesmo que os republicanos tenham usurpado esses domínios reais, eles não têm qualquer direito para desapossar um bem que não lhes pertence. A chamada "independência" de São Tomé e Príncipe foi um crime de lesa-pátria e lesa-majestade, cuja pena tradicionalmente aplicada seria a morte.

Mas quando Portugal foi traído e espoliado dos seus territórios ultramarinos, a ilegítima República Democrática de São Tomé e Príncipe herdou um arquipélago fertilíssimo e de águas abundantes, que chegou a ser o maior produtor mundial de cacau e cana-de-açúcar, assim como toda uma estrutura moral e civilizacional, onde as escolas, as igrejas, as estradas e os hospitais são disso expressão material. E não há ouro no mundo que pague a obra civilizadora, a Fé e os bons costumes legados.


Fonte: Veritatis

sexta-feira, 10 de maio de 2024

Dom Dinis, O Rei Poeta e Trovador

O Rei Dom Dinis de Portugal foi renomado poeta e patrono de trovadores e jograis, e por isso, também, foi apelidado de 'O Rei Poeta' ou 'O Rei Trovador' pelas cantigas que compôs e que o distinguiram como um dos mais famosos trovadores da lírica medieval galego-portuguesa.
Depois dos primeiros Reis da Dinastia Afonsina, com preocupações marcadamente geopolíticas de formação e manutenção do território, chega-se ao Reinado de Dom Dinis, que transforma Portugal num dos mais famosos focos da poesia europeia da Idade Média, e que ficou conhecido como o Período Trovadoresco ou Galego-Português. Neste período eram sobretudo o “Amor” e a “Amizade” os temas sobre o que os poetas escreviam e que os trovadores cantavam, mas não exclusivamente, debruçando-se ainda em temas políticos sobretudo feitos guerreiros e até mesmo assuntos satíricos.
Mas dominam sobretudo dois estilos de lirismo: as Cantigas d’Amor – de influência Provençal – e as Cantigas d’Amigo, completamente nativo português.
As primeiras, recatada e requintadamente platónicas, focam-se no enaltecimento das qualidades da mulher amada ou na expressão da saudade do ente amado.
D. Dinis, Trovador e Poeta, era um amante das artes e letras e compôs 137 poemas/cantigas distribuídas por diferentes gêneros: 73 Cantigas de Amor, 51 Cantigas de Amigo e 10 Cantigas de Escárnio e Maldizer. Assim a sua paixão pela poesia e seu apoio aos trovadores e jograis renderam-lhe o epíteto de 'O Trovador'. Foi, também, o primeiro monarca português verdadeiramente alfabetizado, pelo que foi o primeiro rei português a assinar os seus documentos com o nome completo.
Na sublimação da figura feminina participou el-Rei Dom Dinis com a sua mestria e indiscutível talento poéticos:
«Quer’ eu en maneira de poençal
Fazer agora un cantar d’amor
E querrei muit’ i loar mnha senhor’a,
A que prez nem fremusura non fal,
Nem bondade, e mais vos direi en:
Tanto a fez Deus comprida de bem
Que mais que todas las do mundo val.»
'O que vos Nunca Cuidei a Dizer' é uma cantiga de amor do rei D. Dinis, onde o eu lírico expressa seus sentimentos de amor e sofrimento, revelando que nunca havia falado sobre o quanto o amor do destinatário o afligia numa linguagem directa e emocional, revelando a intensidade dos sentimentos do trovador, onde todos os ímpares da cantiga são setessílabos graves, enquanto os pares são octossílabos agudos.
«O que vos nunca cuidei a dizer,
com gram coita, senhor, vo-lo direi,
porque me vejo já por vós morrer;
ca sabedes que nunca vos falei
de como me matava voss'amor;
ca sabe Deus bem que doutra senhor,
que eu nom havia, mi vos chamei.
E tod [o] aquesto mi fez fazer
o mui gram medo que eu de vós hei,
e des i por vos dar a entender
que por outra morria — de que hei,
bem sabedes, mui pequeno pavor;
e des oi mais, fremosa mha senhor,
se me matardes, bem vo-lo busquei.
E creede que averei prazer
de me matardes, pois eu certo sei
que esso pouco que ei de viver,
que nenhum prazer nunca veerei;
e porque sõo d' esto sabedor,
se mi quiserdes dar morte, senhor,
por gram mercee vo-lo [eu] terrei.»
Outra Cantiga de Amor muito conhecida é:
«A mia senhor, que eu por mal de mi
vi e por mal daquestes olhos meus,
e por que muitas vezes maldezi
mi e o mund'e muitas vezes Deus,
des que a nom vi, nom er vi pesar
d' al, ca nunca me d'al pudi nembrar.
A que mi faz querer mal mi medês
e quantos amigos soía haver
e de [s]asperar de Deus, que mi pês,
pero mi tod'este mal faz sofrer,
des que a nom vi, nom ar vi pesar
d'al, ca nunca me d'al pudi nembrar.
A por que mi quer este coraçom
sair de seu logar, e por que já
moir'e perdi o sem e a razom,
pero m'este mal fez e mais fará,
des que a nom vi, nom ar vi pesar
d'al, ca nunca me d'al pudi nembrar.»
Mas mais conhecidos e enaltecidos são os seus poemas no estilo de Cantigas d’ Amigo, e a mais célebre Cantiga d’ Amigo D’el-Rei Dom Dinis – escrito sobre a perspectiva de uma personagem feminina, como era comum à mestria da época - foi certamente o célebre: AI FLORES, AI FLORES DO VERDE PINO.
«Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo!
Ai Deus, e u é?
Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado!
Ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pôs comigo!
Ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do qui mi á jurado!
Ai Deus, e u é?»
Neste poema, o eu lírico expressa a saudade e a busca por notícias do amigo e do amado. As flores do verde pino e do verde ramo simbolizam a natureza e a esperança, enquanto o apelo a Deus reflecte a angústia e a incerteza do eu lírico. A repetição das perguntas cria um ritmo melancólico e nostálgico, característico da poesia trovadoresca.
Já as 'Cantigas de Escárnio e Maldizer' eram veículos para críticas sociais e políticas. Enquanto as cantigas de escárnio apresentavam críticas subtis, as cantigas de maldizer eram vulgares, com o uso de palavrões e explícitas. Elas frequentemente serviam como armas de combate entre diferentes grupos e interesses sociais e políticos.
Uma das suas cantigas de escárnio e maldizer é intitulada “De Joam Bol’and’eu maravilhado”. Nela, D. Dinis expressa a sua surpresa diante das acções de João, criticando-o de maneira humorística:
«De Joam Bol'and'eu maravilhado
(u foi sem siso, d'home tam pastor)
e led' e ligeiro cavalgador,
que tragia rocim bel'e loução,
e disse-m'ora aqui um seu vilão
que o havia por mua cambiado.
E deste câmbio foi el enganado,
d'ir dar rocim [a]feit' e corredor
por ũa muacha revelador
10 que nom sei hoj'home que a tirasse
fora da vila, pero o provasse
- se x'el nom for, nom será tam ousado.
Mais nom foi esto senom seu pecado
que el mereceu a Nostro Senhor:
ir seu rocim, de que el gram sabor
havia, dar por mua mal manhada,
que nom queria, pero mi a doada
dessem, nem andar dela embargado.
Melhor fora dar o rocim dõado
ca por tal muacha remusgador,
que lh'home nom guardará se nom for
el, que x'a vai já quanto conhocendo;
mais se el fica, per quant'eu entendo,
sem cajom dela, est aventurado.
Mui mais queria, besta nom havendo,
ant' ir de pé, ca del'encavalgado.»
As Cantigas de Amor e de Amigo do rei D. Dinis são pois uma colecção de poesias líricas medievais que expressam os sentimentos e experiências das mulheres da época. Essas cantigas são caracterizadas por sua simplicidade, melodia e temas amorosos, tesouros da literatura medieval e que nos permitem vislumbrar as emoções e experiências das mulheres da época.

Miguel Villas-Boas

quarta-feira, 8 de maio de 2024

Peregrinação de Pentecostes 2024

Inscrições: http://bit.ly/3JyFEu2

• Esta peregrinação é um dos capítulos Anjos da Guarda da peregrinação Paris-Chartres, à qual está unida em oração e organização
• Missa Solene com canto gregoriano
Aberta a todas as idades e condições físicas (cerca de 55 kms)
• Possibilidade de entrar no dia 17 (Sexta-Feira) à noite se não puder começar de manhã
• Custo: 65€ para adultos e 40€ para menores de 16 anos (quem não puder pagar fale com os organizadores)
• Vagas limitadas