sábado, 30 de maio de 2026

ANSIEDADE METEOROLÓGICA

Num estudo revelado por um meio de contaminação social, que aliás é detentor de um polígrafo, que qual falsa virgem, só vislumbra as pequenas verdades que lhe interessam, indica que 56% dos afectados pela última grande tempestade, sofre de “ansiedade meteorológica elevada ou extrema”.
O termo é lisonjeiro para os novos arúspices climatéricos e ganha outro peso, quando proferido por um investigador de… Economia e gestão. A tragédia do homem é reduzida a mais ou menos dinheiro, seguros, ou à falta deles.
Que o dinheiro é o actual ídolo, não restam dúvidas: até o senhor Seguro garante que o problema, não é Portugal ser um país de idosos carente de uma urgente solução, mas a pressão que tal causa no SNS!! São pequenas tiradas a que nos devemos habituar neste seu mandato…
A indução em mentes perdidas e cretinizadas, que o Estado tudo previne, tudo resolve, que as alterações climatéricas são uma inevitabilidade, embora sem qualquer prova científica, provocadas pela D Maria, que em nome do progresso trocou sacos de pano, por plástico, ou pelo Sr António que, há 20 anos, cumpriu o seu sonho de ter um carro a combustão em nome da modernidade, leva ao estatal prazer, da “ansiedade meteorológica”, à desculpabilização de um Estado Liberal e democrático propositadamente medíocre e incompetente, escudado em burocracia e que nada mais oferece que uma mão cheia de nada.
Há pouco tempo, foi mencionada nesta página, a pronta intervenção do tão caluniado D João V, no catastrófico ano de 1745, com oferta de trigo aos agricultores afectados e na epidemia de 1723, onde providenciou roupas e subsistência à sofrida população de Lisboa, sem inquéritos, sem estudos prévios, sem necessárias candidaturas. E nem se fala, nas corporações, confrarias, municípios, que na plenitude do tão Católico princípio da subsidiariedade, socorriam os mais frágeis e os mais tocados pelos materiais fados.
O oceano que separa o actual pesadelo dos Estados de direito liberais, da clareza, justiça e caridade da Tradição Católica, é por demais gritante e evidente.
Aos meteorologicamente ansiosos, que se libertem desse fardo fictício. Entrem numa Igreja e rezem convicta e devotadamente. Surgirá então o auxílio.
Por Deus, Pátria e Rei!
Valentim Rodrigues

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