sexta-feira, 9 de maio de 2014

Feira Medieval em Avis


De 9 a 11 de Maio, o Centro Histórico de Avis vai ser palco de mais uma edição da Feira Medieval que recria o período de fundação da vila. Trata-se de uma iniciativa do Município de Avis que conta com a colaboração da companhia de teatro Viv’Arte e o apoio da Turismo do Alentejo e Ribatejo, ERT e das associações, colectividades e produtores locais.

Durante três dias, os visitantes são convidados a entrar numa verdadeira viagem no tempo até ao período medieval, onde centenas de figurantes dão vida a personagens do clero, da nobreza e do povo, que se cruzam no ambiente de um mercado da Idade Média. Além do artesanato, os visitantes têm oportunidade de degustar os sabores inspirados nos produtos e tradições ancestrais, dançar ao ritmo das sonoridades de outras tempos e sentir-se parte da História, ao vivenciar a recriação de episódios que marcaram a construção da nacionalidade.

O programa da Feira Medieval é marcado pela presença assídua de música, danças,lutas e brincadeiras dos saltimbancos, a que se juntam os espectáculos de malabares de fogo, tiro ao arco, torneio a cavalo e diversas teatralizações,que prometem levar os visitantes às vivências de outras eras.

Este evento conta com a presença de alguns produtores locais que dão a conhecer ao público os produtos de excelência do Concelho, que advêm da conjugação da riqueza natural do mesmo com os saberes herdados ao longo das gerações, entre os quais se destacam os vinhos, os azeites, as compotas e os licores.

A Feira Medieval de Avis distingue-se dos eventos congéneres pela unicidade e riqueza do espaço arquitectónico em que decorre e pelo rigor histórico das recriações associadas à História de Portugal e à História da Ordem de Avis em particular, em que a figura de D. João I, Mestre de Avis, ocupa lugar de destaque. Ano após ano procura recriar episódios históricos, com base no legado documental, que decorreram neste território durante a Idade Média e que ficaram inscritos na História do nosso País.

Para garantir o acesso de todos a uma verdadeira aula História viva, as entradas são gratuitas.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Monárquico e Detective

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O economista norte-americano Thomas Sowell advertiu para o que hoje sabemos, malogradamente, de cor: “Parece que estamos a rumar em direcção a uma sociedade onde ninguém é responsável pelo que faz, mas todos nós somos responsáveis por aquilo que outras pessoas fizeram no presente e no passado”.
Dão-se alvíssaras: À PROCURA DA ALEGADA ÉTICA REPUBLICANA!
Mandatasse o maior detective do Mundo para tal demanda – a de procurar a alegada Ética republicana – e mesmo ele teria uma dificuldade oceânica em encontrar bom porto! Como desenvolver positivamente essa tarefa de encontrar “a dita e tão referida” – à boca cheia – se nunca dela vislumbramos um assomo que seja, ou mesmo um assombro, já que é de republicanisses que se trata.
Assim, não precisava de ser indivíduo de poderosa imaginação – como o maior detective do mundo – para concluir que só se pode tratar de “UMA AGULHA NUM PALHEIRO!”
Mas se a não descubro, será porque a fabricaram – mas lembremos que qualquer mentira para parecer verdadeira tem que ter nem que seja um elemento de verdade.
Mas não, pelo que sou levado a concluir que se trata tão-somente de um bordão linguístico!
Uma palavra ou uma expressão usada com elevada frequência no discurso oral que, por ser repetida imensas vezes, acaba por se tornar uma espécie de vício na fala.
Parece então, que, ética republicana são palavras ou uma expressão que servem de “bengala” aos políticos quando estão a falar, e, que das duas, uma, ou mesmo as duas: lhes permitem dar algum tempo para pensar no que se vão dizer a seguir e/ ou evitam pausas longas no seu discurso.
De facto, tornou-se um bordão linguístico tão comum como os conhecidos: ó pá…. quer dizer… portanto… pronto(s)… é assim… tipo… então…
Dá vontade de rir, embora não se trata de uma comédia, mas sim de uma tragédia que assume proporções iguais ou semelhantes à grega.
O traço mais grave e mais geral desta falta de Ética republicana é a condescendência com os plutocratas cleptomaníacos, permitindo-se-lhes – inclusive a Justiça – “uma vida airada!”, à custa dos sacrifícios do contribuinte. Paralelamente, a uma enorme sufocação com impostos a que os verdugos submetem o cidadão comum – confiscando-lhes os rendimentos mais diversos -, assiste-se a uma complacência generalizada com os grandes corsários seus amigos.
Quando saem à “Caça” – palavra deles – é para “Caçar” os que já são esboroados pela carga da canga fiscal, e sempre às ordens de uma entidade estrangeira sem personalidade jurídica que teimam em agradar a todo o custo, mesmo que à custa das vidas dos portugueses que deviam defender, desiderato pelo qual foram eleitos.
Não é incomum, os interesses mais abusivos do Estado tomarem a forma e a cor do direito para se imporem.
Consequências gravíssimas atingem o Povo sobrecarregado com cortes nos salários, esbulho das pensões, confisco dos rendimentos, fome, penúria, falta de saúde, emigração dos adultos jovens – desempregados e sem oportunidades – quebra na natalidade, enquanto se verifica um aumento galopante da dívida pública e se assiste à criação de proveitosas sinecuras.
Depois os politiqueiros dando-se ares de importância que manifestamente não possuem, enclausurados numa redoma de privilégios, a todo custo tentam manter o status quo e procuram mascarar a má qualidade do produto que “vendem” em tempos de eleições, mas cuja banda sonora de fundo grita o refrão: “Desculpem o Pouco!”
Enfatuam uma pose institucional e calcorreiam periclitantes desfilando a vaidade, um mais ombreado que outro por energúmenos de pistolita ou em potentes limusinas bávaras. Fazem-se afectados por uma cultura que não têm mas que supõem ter, ostentando, outrossim, uma ignorância efectiva, que não se inibem de mostrar publicamente através da eloquência histérica! Que alacridade mostram as criaturas com as suas quixotadas – bazófias ridículas de quem não reconhece que falha a toda a linha!
Afrontados que somos por esta falta de mínimo ético, por quem com o seu clubismo imergiu as instituições estatais numa crise abissal ao assinarem os contratos da nossa desgraça, não podemos conter o nosso protesto sabendo que há efectivamente uma solução, um modelo que nos afastará desta espiral de crise e dos manifestamente responsáveis pela actual situação do País, e que nunca estiveram à altura das enormes responsabilidades que assumiram sem qualquer preparação. Com frequência rodeados de bandidos que chamam muitas vezes para o seu círculo de poder, distribuindo-lhes cargos e alvíssaras: “pingues sinecuras e rendosas conezias” – como lhes chamava o nosso Eça de Queiroz.
Não poucas vezes, após um curto período de nojo, impõem-nos os caídos em desgraça, que, picados pela ambição, retornam sem pudor. Não deixa de ser preocupante a redenção institucional que se fazem a figuras de má-memória!
E tudo isso pagámos nós, cidadãos comuns, enredados na teia do Confisco que nos cerca preparando-se sempre para dar o bote.
“Acho uma moral ruim
trazer o vulgo enganado:
mandarem fazer assim
e eles fazerem assado.”
- António Aleixo
De facto, “As repúblicas são mais oligárquicas, mais aristocráticas e mais plutocráticas do que as Monarquias”, como defendeu André Rebouças, o Abolicionista Brasileiro. E também, apontou para um facto fundamental: “É mais fácil democratizar um rei ou uma rainha do que um parlamento aristocrático, oligárquico e plutocrático.” Porque não subsista dúvida que é isso que é hoje o Parlamento português.
Foi um século perdido, com exuberância dos políticos cada dia mais gordos e aperto das gentes cada dia mais magras.
Mesmo os melhores programas de reforma apresentados em tempo de candidatura ao poder acabam por converter-se num establishment tecnocrático tão curto de vista como um Ciclope.
Recorde-se o pensamento de Correia dos Remolares: «Que sendo uma República governo de muitos e já tão difícil encontrar Homem Bom para Rei, mais difícil seria conseguir-se juntar os tantos honrados para uma República…»
E claro que se pode e deve distinguir uma e outra coisa e pode-se afirmar que é difícil saber como obtê-la, mas ninguém pode negar a outrem o entendimento de que só se muda chamando o REI! Isto porque, Reinar é uma especialização na defesa dos interesses da Nação.
É essencial que a prática do poder deixe de ser confusa e passe a ser executada de acordo, não só com o mínimo ético, mas, ainda mais além, que se irmane com a moral. Não se deve demarcar nem contrapor Moral e Política, uma vez que o bem-ser regula sempre o bem-fazer. Não pode subsistir o Poder pelo Poder, com a frustração da Moral, mas sim unir-se os dois conceitos, para se alcançar o soberano bem da Nação. Fazer mal porque se pode, não!
É necessário, uma verdadeira comunicação entre os cidadãos e aqueles que são eleitos para os representarem. Não podem continuar cativos de um mundo gasto, embarrancados na imutabilidade, sem poder realizar outro caminho.
É, também, por isso que a Monarquia será uma terapia de choque democrático.
Atente-se o exemplo do Sistema Eleitoral na Monarquia Constitucional Parlamentar Britânica no qual para a eleição dos Membros do Parlamento se estabelece um sistema de eleição individual, por método maioritário e por meio de círculos eleitorais uninominais. E, consequentemente, todos os cidadãos britânicos têm o direito tradicional de pedir para serem recebidos pelos seus Membros do Parlamento, encontro que se verifica no ornamentado Salão Central (Central Lobby). Hoje, nenhum cidadão pode requerer o mesmo no nosso País!
Ora aí está um exemplo de Monarquia de Democracia meritória que queremos ver implementado no nosso País!
Depois, a figura do Rei que exprime a virtude da abnegação ao bem comum fará repercutir nas instituições democráticas essa disciplina moral. Pouco mais se imporá aos políticos, depois fazer, pois evoquemos as palavras do 2.º Conde de Alvellos, em “O Berço Exilado”: «Para bem governar Portugal basta ser – realmente – Bom, porque a Bondade dos Antigos Reis, fez deste Povo, o melhor dos melhores povos do Mundo».

Miguel Villas-Boas

quarta-feira, 7 de maio de 2014

“Muitos dos nossos Governos venderam a agricultura em troca de coisas pouco úteis”, diz SAR, D. Duarte Pio em entrevista exclusiva à Rádio Campanário

 

Feira Internacional Agropecuária de Estremoz (Fiape), recebeu na edição de 2014 a visita de Dom Duarte, Duque de Bragança, no último dia da feira.

O herdeiro da coroa portuguesa foi recebido no stand da Câmara Municipal de Estremoz, pelo autarca local, Luís Filipe Mourinha, que o acompanhou na visita ao stand da Real Associação do Centro e Alto Alentejo, seguindo-se depois um almoço com simpatizantes e apoiantes.

Em entrevista exclusiva à Rádio Campanário D.Duarte Pio começou por dizer que o Alentejo “é uma província onde mais se tem mantido a cultura portuguesa, o patriotismo, com uma agricultura eficaz e próspera”, referindo, que o Alentejo dá um grande exemplo a todo o país, a preservação da arquitectura rural das vilas e das cidades históricas, em quase todo o Portugal a arquitectura tem sido vandalizada, destruída”.

D. Duarte vai mais longe para dizer que vale a pena visitar a Fiape, “é muito interessante a pecuária, o artesanato e a cultura local” acrescentando que “a filosofia de muitos dos nossos Governos que venderam a agricultura as pescas e muita da nossa actividade em troca de subsídios para fazerem autoestradas, expôs e uma série de coisas pouco úteis, para não dizer francamente inúteis”.

Na parte da tarde o herdeiro da coroa portuguesa, D. Duarte Pio, visitou o Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho, onde D. Duarte foi convidado a integrar a Comissão de Honra de apoio à candidatura dos Bonecos de Estremoz a Património Cultural Imaterial da Humanidade, pela UNESCO, a arte que se mantém inalterada desde o Século XVII.



terça-feira, 6 de maio de 2014

Dom Duarte de Bragança e os Bonecos de Estremoz


Dom Duarte de Bragança durante a sua visita ao stand da CME na FIAPE 2014, tendo à sua direita,
o Presidente da CME, Luís Mourinha e, à sua esquerda, o Presidente da AM, Nuno Rato.
(Fotografia de Maria Miguéns)


Visita de Dom Duarte de Bragança À FIAPE 2014

Sua Alteza Real, o Senhor Dom Duarte de Bragança, foi no passado dia 4 de Maio, convidado pelo Município de Estremoz, a integrar a Comissão de Honra da Candidatura dos Bonecos de Estremoz a Património Imaterial da Humanidade. O convite ocorreu no decurso da visita efectuada por Dom Duarte à FIAPE 2014 – Feira Internacional de Agropecuária e Artesanato de Estremoz. Aqui chegou cerca das 11 h 30 min, tendo visitado o Pavilhão da Autarquia, onde recebeu os cumprimentos do Presidente da edilidade, Luís Mourinha. Visitou depois a Feira, acompanhado do Presidente da Assembleia Municipal, Nuno Rato, bem como por um grupo de simpatizantes e apoiantes, com os quais almoçou no recinto da Feira cerca das 13 h 30 min.
A presença de Dom Duarte em Estremoz, terminou com uma visita ao Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho, a qual foi guiada pelo seu Director, Hugo Guerreiro e que deixou Dom Duarte encantado com a magia irradiante dos Bonecos de Estremoz.
Dado o prestígio nacional e internacional de Dom Duarte de Bragança, um Homem dedicado a causas nobres, a Candidatura dos Bonecos de Estremoz a Património Imaterial da Humanidade, sai reforçada e ganha peso com a sua presença na Comissão de Honra.

Hernâni Matos



Dom Duarte de Bragança e o Presidente da CME, Luís Mourinha, junto à reconstituição de uma
fonte campestre no stand da CME na FIAPE 2014.  
(Fotografia de Maria Miguéns)


segunda-feira, 5 de maio de 2014

domingo, 4 de maio de 2014

SAR, O Senhor D. Duarte de Bragança presente nas Festas de São Telmo em Gaia


O Senhor Dom Duarte acompanhou a procissão, sendo carinhosamente saudado pela numerosa população que participava nas cerimónias. A estátua do Santo saiu da igreja de Afurada, Gaia, e regressou à sua igreja Paroquial de Massarelos.
No fim da Sta. Missa foi entronizado na Confraria das Almas do Corpo Santo de Massarelos, como Confrade Honorário. Esta foi fundada no século XII, e teve como Grão-Mestre o Infante Dom Henrique, dedicando-se a Obras de Caridade.



sábado, 3 de maio de 2014

40 anos depois

A veneração do 25 de Abril reduz os dois anos mais complexos e conturbados da nossa história contemporânea a uma data, e a uma ideia. É pena, diminui a importância de uma série de acontecimentos cujo conhecimento e análise revelam muitos dos fundamentos e fragilidades do nosso actual regime. Para qualquer democracia que procura aperfeiçoar a transparência e a representatividade do seu sistema político, que preza a liberdade e o progresso do seu povo, essa análise seria um imperativo. O jornalismo militante, a censura e indoutrinação desavergonhada nas salas de aula, a conivência na nossa justiça e a obsessão pela manutenção do status quo indicam o contrário. Esta cegueira colectiva denota uma estranha necessidade de autolegitimação 40 anos depois do golpe de Estado. Ela limita a nossa capacidade crítica perante uma profunda crise sistémica, cada vez mais alarmante, relegando os interesses da Nação para segundo plano. 

Segundo o relatório anual do “Economist Intelligence Unit” há apenas 25 países que funcionam em plena democracia. Portugal não é um deles.


O Índice de Democracia publicado pelo EIU sustenta e reforça o comentário de Jack Lang, político francês, republicano, de que as monarquias constitucionais são os páises mais democráticos da Europa. O nosso regime está caduco, está na altura de olharmos para outras alternativas. A bem da liberdade e da democracia.

Luis Lavradio

Fonte: Causa Real

sexta-feira, 2 de maio de 2014

SAR, O DUQUE DE BRAGANÇA PRESENTE NA CONFERÊNCIA DAS COMEMORAÇÕES DOS 8 SÉCULOS DA LÍNGUA PORTUGUESA



S.A.R. o Duque de Bragança participou na conferência de apresentação pública das Comemorações dos 8 Séculos da Língua Portuguesa, que teve lugar no dia 17 de Fevereiro, pelas 18 horas, no ISCTE-IUL, em Lisboa. Nessa ocasião, S.A.R. recebeu de Fernando Cristóvão o "Dicionário Temático da Lusofonia".






quinta-feira, 1 de maio de 2014

O Ilusionismo Republicano

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“A Verdade é apenas uma perspectiva” – evocamos o célebre pensamento do Imperador Marco Aurélio para dissertar sobre a realidade que o Estado das Coisas republicano pespegou durante um século e uns pozinhos.
Os Ministros da Propaganda republicana não foram somíticos no revisionismo histórico! E essa Verdade é aquela que se compra porque se vende!
Os portugueses foram iludidos – fizeram-lhes crer que só havia uma certeza! Parecer sem ser é a suprema conquista do ilusionista para alcançar a admiração!
Segundo o criador do positivismo Augusto Comte, “a História é uma disciplina fundamentalmente ambígua” e portanto, passível de várias interpretações.
O Revisionismo histórico é a reinterpretação da História, baseado na obscuridade e na imparcialidade com que os factos históricos podem ser descritos.
Os republicanos portugueses não se detiveram e aproveitaram a tirada de um dos seus mestres. Sim, porque a golpada que derrubou a Monarquia, em 5 de Outubro de 1910, não foi mais do que um pontapé que, meia dúzia de positivistas mal-intencionados, deram em 771 anos de História de um Reino, que apesar de ter tido alguns poucos momentos menos bons, foi grandiosa.
O Coup terrorista do 5 de Outubro apoiou-se nas bombas dos anarquistas, nos interesses dos pedreiros-livres da Maçonaria e no seu braço armado, a Carbonária. Juntos, com a complacência do “olhar convenientemente para o lado” de alguns políticos monárquicos, implantaram o novo regime republicano.
Mas o que é hoje contado é bem diferente!
Devido ao uso de instrumentos como a censura, devido a frequentemente envolver interesses políticos de pessoas que nem sempre estão dispostos a testemunhar contra si próprios, desse modo, criou-se uma doutrina em torno do assunto que torna quase impraticável o bom uso da realidade histórica para mostrar a Verdade! De resto – talvez por essa razão – apenas alguns poucos países como a França, consideram o revisionismo histórico um estudo necessário, por entenderem que os esteios da História não podem apoiar-se sobre motivos, às vezes desconexos, preenchidos com episódios alegóricos e com a inventiva dos escribas da História.
Devido a isso, o estudo do que passou pelo revisionismo histórico, mesmo em pesquisas independentes, ficou restrito apenas à explicação de factos históricos antecipadamente censurados. Mas é mais do que o momento de começar o cruzamento dos dados já conhecidos, mas que não foram considerados para fazer a Verdadeira História!
A Verdadeira Verdade do Partido Republicano Português
Longe de ser um Partido dilatado em militantes e agregador de uma vasta multidão de simpatizantes, o Partido Republicano Português era um grémio ou se preferirem um redil com uma pequena caterva de adeptos, ou seja, republicanos sem público!
A essa parca abrangência popular juntava-se a falta de organização e a incompetência do seu directório, ele próprio enredado em lutas intestinas.
O PRP não era um partido que arrastava multidões, como quer fazer crer o negacionismo histórico de quem conta a sua estória. Pode-se constatar pelos resultados das Eleições Gerais realizadas no Reino de Portugal entre 1878 e 1910 que o Partido Republicano Português não passava da insipiência, e que a sua pequena franja de admiradores se concentrava sobretudo nas zonas urbanas de Lisboa e Porto – que até não eram tão densamente povoadas como presentemente.
Podemo-nos também auxiliar do exame do dito PRP feito pelo fidedigno Eça de Queiroz em “Novos Factores da Política Portuguesa”, de 1890: «Mas ainda mesmo sem direcção, ou com uma direcção impotente porque incompetente, o Partido Republicano existe, exibe-se, fala, escreve, vota.»; e, «Foi possível porém durante muito tempo contá-los, como se diz, pelos dedos de uma só mão.»
Como se poderá verificar pela leitura dos resultados das Eleições gerais realizadas no Reino de Portugal entre 1878 e 1910, o Partido Republicano Português só alcançou os seus melhores resultados a partir do Ultimatum e da Revolução republicana brasileira, factores que concorreram para que crescesse e mesmo assim, como se verifica, não muito. Desta forma não pode ser declarado, por quem quiser ter o mínimo de probidade e honestidade na leitura da História, que a o 5 de Outubro de 1910 se tratou de um movimento popular.
Resultados das Eleições Gerais realizadas no Reino de Portugal entre 1878 e 1910:
.13 de Outubro 1878 – 148 deputados monárquicos e 1 deputado republicano
.19 de Outubro 1879 – 137 deputados monárquicos e 1 deputado republicano
.21 de agosto1881 – 148 deputados monárquicos e 1 deputado republicano
.29 de Junho 1884 – 167 deputados monárquicos e 2 deputados republicanos
.6 de Março 1887 – 157 deputados monárquicos e 3 deputados republicanos
.20 de Outubro 1889 – 157 deputados monárquicos e 2 deputados republicanos
.30 de Março 1890 – 148 deputados monárquicos e 3 deputados republicanos
.23 de Outubro 1892 – 119 deputados monárquicos e 2 deputados republicanos
.15 e 30 de Abril 1894 – 167 deputados monárquicos e 2 deputados republicanos
.17 de novembro1895 – 141 deputados monárquicos e 0 deputados republicanos
.02 de Maio 1897 – 141 deputados monárquicos e 0 deputados republicanos
.26 de Novembro 1899 – 142 deputados monárquicos e 3 deputados republicanos
.25 de Novembro 1900 – 145 deputados monárquicos e 0 deputados republicanos
.6 de Outubro 1901 – 157 deputados monárquicos e 0 deputados republicanos
.26 de Junho 1904 – 157 deputados monárquicos e 0 deputados republicanos
.29 de Abril 1906 – 157 deputados monárquicos e 0 deputados republicanos
.5 de Abril 1908 – 148 deputados monárquicos e 7 deputados republicanos
.28 de Agosto 1910 – 139 deputados monárquicos e 14 deputados republicanos
Perante estes factos o que é a Verdade? A verdade é simplesmente a opinião que sobreviveu!
Vae Victis! Porque a História é feita pelo vencedor e depois, pouco mais bastou dado que “com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”, lembrou Joseph Pulitzer.
Portanto, nunca é demais relembrar o mais popular dos poetas, António Aleixo, que tinha tiradas excepcionais de precisão, como a que se reproduz: “Esta mascarada enorme com que o mundo nos aldraba dura enquanto o povo dorme. Quando acordar acaba.”
Vamos refazer as Crónicas da História, vamos contar o Grande Passado no pouco Presente, para que o Futuro seja tão sublime como o Pretérito!
VAMOS ENGALANAR A HISTÓRIA COM A VERDADE DA MONARQUIA!

Miguel Villas-Boas