quarta-feira, 10 de julho de 2019

Não nos imponham racismos inventados!

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A máquina de produção e propagação de ódios postiços, ou seja, aquela que trata de substituir o social pelo societal e o Político pelos tribalismos comunitaristas à la carte, cada qual com uma lista de ódios e inimigos inventados, está a tentar forçar a porta da casa portuguesa. Nesta terra, os racismos nunca entraram, pelo que não será desta que racistas cosmopolitas de direita e racistas cosmopolitas de esquerda conseguirão fracturar a unidade da sociedade portuguesa. Os portugueses são-no [portugueses] sem ghettos, barreiras de religião e origem social e étnica. Neste particular, Portugal tem lições a dar ao mundo. Era o que faltava reverter 900 anos de respeito pela dignidade humana por destrambelhamentos primitivos próprios da ideologia mundialista e da sua inclinação para inventar mercado e consumidores para cada tipo de idiotice.

MCB

Na imagem, gravura nipo-portuguesa do século XVI, o Rei de Portugal e o Imperador da Etiópia representados como aliados e em perfeita igualdade.

terça-feira, 9 de julho de 2019

Abolição da Pena de Morte no Reino de Portugal


Em 1 de Julho de 1867, em pleno Reinado do popular Rei D. Luís I, Portugal é o primeiro Estado soberano moderno europeu a abolir a pena de Morte.


A Carta de Lei de 1 de Julho de 1867, assinada por Sua Majestade Fidelíssima El-Rei Dom Luís I de Portugal, abolindo a pena de morte para crimes comuns, seria profusamente difundida e enaltecida nacional e internacionalmente.
“Está, pois, a pena de morte abolida nesse nobre Portugal, pequeno povo que tem uma tão grande história!
Desde hoje, Portugal está à frente da Europa. Vós, os portugueses, não haveis cessado de ser navegadores intrépidos. Ides sempre para a frente, outrora no Oceano, hoje na Verdade. Proclamar princípios é ainda mais belo do que descobrir mundos.
Felicito o vosso Parlamento, os vossos filósofos. Felicito a vossa Nação. Portugal dá o exemplo à Europa. Disfrutai de antemão essa imensa glória. A Europa imitará Portugal. Morte à morte! Guerra à Guerra! Ódio ao ódio! Vida à vida! A liberdade é uma cidade imensa da qual todos nós somos cidadãos. Aperto-vos a mão como um meu compatriota na humanidade, e saúdo o vosso generoso e eminente espírito.”
Victor Hugo | Carta a Brito Aranha, de 15 de Julho de 1867

segunda-feira, 8 de julho de 2019

As Ordens de Portugal e o Sagrado Coração de Jesus




Propondo-Me estabelecer e deixar à Posteridade um Monumento de Minha particular Devoção ao Santíssimo Coração de Jesus, trazendo à Memória, que o Senhor Rei Dom Sebastião, para demonstração da Sua, ao Santo do seu Nome, tinha resoluto ornar a Ordem de Cristo com a Insígnia de uma seta atravessada sobre a cruz. Hei por bem, que os Grã-Cruzes, os Comendadores das Três Ordens, e nenhuns outros Cavaleiros, tragam para se distinguirem sobre a Cruz das suas Veneras um Coração, e que também o tragam na chapa, ou sobreposto bordado no vestido.

Tanto os Grã-Cruzes, como os Comendadores, que estiveram na Corte no dia do Coração de Jesus, assistirão à Festividade que se faz na Igreja do Santíssimo Coração de Jesus do Convento da Estrela.

Rainha Dona Maria, excerto da Carta de Lei de 19 de Junho de 1789


Fonte: Veritatis

domingo, 7 de julho de 2019

O Tibete que também descobrimos


O Tibete foi um dos últimos destinos dos Descobrimentos, apesar de n’ Os Lusíadas se valorizar uma nação de marinheiros intrinsecamente ligada ao mar e ignorar os que se aventuravam pelo interior dos continentes americano, africano e asiático, como foi o caso dos jesuítas, que desafiaram os Himalaias.

Região quase mítica, o Tibete esteve afastado do mundo ocidental pelo menos até ao início do século XVII, altura em que jesuítas portugueses instalados em Goa, incitados pelos rumores de que ali existiriam comunidades cristãs, abriram o caminho a uma série de exploradores e aventureiros que apenas quase três séculos depois ousariam partir em busca das riquezas materiais e espirituais dessa nação.

Em 1624, após uma duríssima travessia através dos “desertos de neve” que separam a Índia do Tibete, o padre António de Andrade e o irmão Manuel Marques chegaram a Tsaparang, a capital do reino tibetano de Guge. Foram os primeiros ocidentais a visitar o Tecto do Mundo. Outros pioneiros se seguiriam, optando por diferentes rotas que os levariam aos não menos misteriosos reinos do Ladakh, Sikkim, Nepal e Butão.

António de Andrade, Francisco de Azevedo, João Cabral e Estêvão Cacela, entre muitos outros, foram as únicas autoridades em matéria de tibetologia até à segunda metade do século XVIII.

Inspirado pelas visitas efectuadas ao Tibete escrevi o livro “Viagem ao Tecto do Mundo – O Tibete desconhecido”, que daria origem à série documental televisiva “Himalaias, Viagem dos Jesuítas Portugueses” emitida pela RTP 2 e RTP Internacional.

Nos próximos dias colocarei na página os quatro episódios dessa série, acompanhados das respectivas sinopses, para visualização e partilha desse extraordinário feito lusitano, até hoje, infelizmente, desconhecido pela esmagadora maioria dos povos da Portugalidade.
Entretanto, fica aqui o trailer, para aguçar o apetite:


Joaquim Magalhães de Castro

sábado, 6 de julho de 2019

SS. AA. RR., Os Senhores Duques de Bragança presentes na procissão da Rainha Santa em Coimbra

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SS. AA. RR. D. Duarte Pio e D. Isabel de Bragança não perderam a Missa em honra da rainha D. Isabel (1271-1336), que acontece todos os anos, a 4 de Julho, em Coimbra. O duque de Bragança e a esposa marcaram presença na Igreja Rainha Santa Isabel, no interior do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, e, claro, não passaram despercebidos aos olhares de quem assistiu à celebração.

O Herdeiro do Trono chegou cedo. Foi D. Duarte quem conduziu o carro que o levou a Coimbra, levando a seu lado um homem. A mulher sentou-se no banco de trás, juntamente com uma amiga.

Antes de assistir à missa e apesar do cansaço aparente, D. Duarte não negou qualquer selfie, mas foi D. Isabel de Bragança quem encantou. «Ela foi extremamente simpática», contou ao site da revista Maria um dos presentes.

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Fonte: Maria

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Demos o nome ao que somos: a Portugalidade

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A Portugalidade é hoje um termo de uso corrente. Circula com notória visibilidade - aceitemo-lo sem falsa modéstia - desde o preciso momento em que a tirámos da sombra. Nós não inventámos o termo, muito menos a Portugalidade, não a edificámos nem a construímos; limitámo-nos a declará-la, a proclamá-la e a retirar o véu que a escondia da consciência cívica e patriótica da nação portuguesa.

Sucedeu com a Portugalidade o que acontece com as leis científicas ou com a percepção racional dos fenómenos naturais. Existem mas não são formalizadas até que alguém as demonstre. Um punhado de portugueses, conhecendo-a no coração, limitou-se a proclamá-la e a demonstrar a sua existência, ou seja, retirámo-la do subconsciente, demos-lhe forma, provámos a sua efectividade.

Os mais encarniçados adversários da Portugalidade aí estão para demonstrar que, afinal, acertáramos plenamente. A recente vaga de agressividade contra a Portugalidade revela, afinal, que algo havia a atacar. A obsessão com que alguns círculos académicos se tem obstinadamente dedicado a provar a falsidade e o carácter "mítico" da Portugalidade demonstra à evidência que a Portugalidade passou a tema obrigatório na discussão sobre a identidade portuguesa.
A Portugalidade, ou seja, os princípios ideológicos que haviam estruturado ao longo de cinco séculos o ser e a destinação da nação portuguesa, mantêm-se como argamassa poderosa que justifica a existência das nações e Estados nascidos da gesta portuguesa. Como os pilares de uma casa, são invisíveis, mas sem eles a casa não resistiria à mais leve rajada de vento. Durante muitas décadas, o nós que são os angolanos, os moçambicanos, os cabo-verdianos, os são-tomenses, os brasileiros e até os timorenses proclamaram-se livres, pelo que se desaportuguesaram, não compreendendo que, ao fazê-lo, perdendo-se e alienando-se da Portugalidade, se negavam.

Por muito que custe a quem nos ataca, deprecia ou simplesmente finge desconhecer-nos, a Portugalidade é hoje a seiva do patriotismo comum a sul-americanos, africanos, asiáticos e europeus que se expressam, pensam, trabalham e amam em português, ou ainda daqueles cujas sociedades e instituições morais, religiosas e políticas carregam o marcante signo da nação portuguesa.

Miguel Castelo-Branco

quinta-feira, 4 de julho de 2019

S. Isabel de Portugal


Descendente da Casa Real de Aragão, Santa Isabel nasceu, muito provavelmente, em 11 de Fevereiro de 1270, em Saragoça. Onze anos depois, por procuração, era realizado o seu casamento com Dom Dinis, consumado em Trancoso, em Junho de 1282.

Tornada Rainha de Portugal, Dona Isabel contemplaria Coimbra pela primeira vez em Outubro de 1282, cidade onde se recolheu após a viuvez e realizou muitas das práticas caritativas acompanhadas de prodigiosos milagres, que viriam a ter como expressão máxima a lenda da transformação do pão em rosas.

Falecida aos sessenta e seis anos, no dia 4 de Julho de 1336, em Estremoz, foi sepultada em Coimbra no dia 11 de Julho.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Sociedade de Geografia comemora 700 anos da Ordem de Cristo em Tomar


No dia 3 de Julho, a Sociedade de Geografia de Lisboa, através da Comissão Infante D. Henrique e Ordem de Cristo, vai comemorar os 700 anos da Ordem de Cristo com o colóquio “A Jurisdição Espiritual da Ordem de Cristo”.

O programa é o seguinte:

Manhã – Igreja de Santa Maria do Olival

11.30 h – Recepção aos participantes
11.45 h – Visita à Igreja guiada por Fernando Larcher – as origens, referências do séc. XIV, panteão da Ordem do Templo e da Ordem de Cristo; a época manuelina; as obras joaninas; as intervenções contemporâneas
12.20 h – Conferência – Maria Teresa da Cunha Matos, O Túmulo de D. Diogo Pinheiro

Tarde – Capela de Santa Iria

15.00 h – Sessão de abertura
Palavras de Anabela Freitas, presidente da câmara municipal de Tomar
Palavras de Luís Aires de Barros, presidente da Sociedade de Geografia
Palavras de Fernando Larcher, Presidente da Comissão Infante D. Henrique, Ordem de Cristo e Expansão, da SGL
Intervenção de D. José Traquina, Bispo de Santarém
15.30 h – Conferências – Maria Madalena Oudinot Larcher, A Administração eclesiástica de Tomar na segunda parte da dinastia de Avis; Mestre Ernesto Jana, A Ordem de Cristo – da Regência do Cardeal D. Henrique ao Período Filipino

17.15 h – Encerramento

Fonte: Tomar na Rede

terça-feira, 2 de julho de 2019

Deixem os nossos grandes em paz!

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Duas notícias que só não aparecem ligadas na cabeça de quem não quer abrir os olhos: em Lisboa, no Campo das Cebolas, confirma-se o aparecimento de um "memorial" e "centro interpretativo" da escravatura; em Santarém, o monumento a Pedro Álvares Cabral, localizado junto da igreja onde repousa o capitão, vandalizado com um texteco infame e absurdo: "Colonialismo é fascismo".

O que está a acontecer? Assistimos - sejamos francos, pouco fazendo para parar a marcha dos vândalos - não somente à manipulação da História, mas até à sua inversão: a História transforma-se em anti-História; a sua celebração, ritual essencial à construção dessa cidadania activa, positiva e comprometida que é o patriotismo, é ostensivamente proibida e diabolizada; os heróis de ontem são deitados por terra, cumulados de injúrias patéticas, os seus bustos partidos, os seus monumentos rabiscados, a sua defesa reduzida a "fascismo", a "colonialismo", a "supremacismo". Ao mesmo tempo, essa anti-História recém-surgida é-o na plenitude do termo: não tem método, não é ciência, não busca a verdade, despreza patentemente a ferramenta essencial do labor historiográfico sério (a compreensão do contexto, do momento, do tempo) e converte o passado em mera arma para os combates políticos do presente. O "memorial à escravatura" que se pretende fazer em Lisboa não tem que ver com memória ou com escravatura. Se é sobre a escravatura, como aqui há tempos lembrava o Professor Luís Filipe Thomaz, por que o fazem em Lisboa, uma cidade cujo controlo directo sobre o tráfico negreiro foi sempre, na melhor dos casos, precário? Se o "centro interpretativo" é um projecto histórico e pedagógico em lugar de um bizarro totem de lamentações artificiais, "interpretará" o papel essencial, central, primeiro, insubstituível das monarquias negras da costa africana na criação do tráfico negreiro para as Américas? Recordarão que as sociedades que os portugueses encontraram na costa de África eram todas elas esclavagistas, e que todas elas escravizavam mulheres e homens negros? Se o centro for coisa interessada na verdade da escravização de africanos, lembrará que não foram os portugueses ou qualquer outro povo europeu, mas a civilização árabe-islâmica, os primeiros implementadores da escravatura em larga escala de povos negros? Evidentemente, nem "memorial", nem "centro" são projectos de boa-fé. São projectos políticos e animados por um ódio irracional à História, à tal memória que é seiva da cidadania e à própria ideia de cidadania (de fidelidade a uma comunidade política enraizada no passado, em instituições próprias e numa ideia de si mesma). Trata-se, portanto, de uma guerra a Portugal, e assim tem de ser entendida.

O ataque ao monumento a Álvares Cabral é um insulto a Portugal e ao Brasil, sim, mas é antes de mais uma ofensiva contra o bom senso. Álvares Cabral não era fascista (o fascismo é um fenómeno do século XX); não era racista ou supremacista (o racialismo data do século XIX); não era colonialista, pois Portugal não teve, no sentido que hoje atribuímos ao termo, "colónias" antes do século de Oitocentos. Degenerando esta onda de histeria - universitária de início, hoje de rua - em violência concertada contra o património, exige-se das autoridades mão dura, dos cidadãos vigilância e das instituições trabalho - quer de denúncia, quer de esclarecimento. Para isso tem e continuará a Nova Portugalidade a servir, percebendo-se mais claramente a cada semana e mês que passam que ela apareceu no momento certo, e que cada vez mais é necessária.

RPB

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Festas Religiosas da solenidade de Santa Isabel, Rainha de Portugal

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A Mesa Administrativa da Confraria da Rainha Santa Isabel (CRSI), vem por este modo informar os Confrades e Confreiras, Irmãos, Irmãs e demais devotos, do Programa das Festas Religiosas da solenidade de Santa Isabel, Rainha de Portugal;

Dias 1, 2 e 3 de Julho (às 21.30 h):
Tríduo preparatório com a Santa Missa ou Vésperas e pregação pelo Senhor Padre João Castelhano.

Dia 4 de Julho:
8.00 h - Missa.
11.00 h - Missa da Solenidade de Santa Isabel presidida pelo Senhor D. Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra (a confirmar).
16.30 h - Missa Solene integrada nas cerimónias anuais da Real Ordem de Santa Isabel, com a participação da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, e a presença de Suas Altezas Reais os Senhores Duques de Bragança, D. Duarte e D. Isabel.
18.30 h - II Vésperas.

Pela Mesa Administrativa
João França