quarta-feira, 17 de julho de 2024

16 de Julho de 1212 - ⚔️ Batalha das Navas de Tolosa

A 16 de Julho de 1212, um exército enviado por El-Rei Dom AFONSO II de Portugal (1185-1223) participou com galhardia ao lado dos Reinos Cristãos da Península Ibérica - Leão, Castela, Navarra e Aragão -, na Batalha das Navas de Tolosa. A coligação dos Reinos Cristãos da Ibéria capitaneada pelo primo Don Alfonso VIII de Castela derrotou nessa Batalha os exércitos dos mouros almóadas, impedindo, assim, a expansão sarracena.
O Rei Don Alfonso VIII de Castela, liderando uma coligação com Sancho VII de Navarra, Pedro II de Aragão, e um enorme contingente português enviado por D. Afonso II de Portugal, juntamente com cavaleiros do Reino de Leão e das ordens militares de Santiago, Calatrava, Templários e Hospitalários, venceram o Califa Almóada Al Nasir, o Miramamolim. Na batalha de Navas de Tolosa, depois da facilidade inicial em superar o tropel regular mouro, a dificuldade maior foi chegar junto do “curral” de proteção de Al Nasir, o Miramamolim, pois foi difícil ultrapassar a muralha humana constituída pelas unidades de elite da Guarda Negra, que, sem forma de escapar — estes guerreiros estavam acorrentados uns aos outros para evitar a deserção —, constituíram feroz resistência. Esta Guarda Negra era constituída por negros escravizados pelos muçulmanos que os raptavam na África subsariana, de entre as tribos guerreiras.
O Exército Cristão venceu e ‘A Batalha’ como ficou simplesmente conhecida à época, é considerada como o ponto culminante da reconquista e o início da decadência da presença muçulmana na Península Ibérica.

El-Rei Dom Afonso II, que foi o 3.° Rei de Portugal, nasceu em Coimbra a 23 de Abril de 1185 e faleceu a 25 de Março de 1223. Era filho de D. Sancho I e da Rainha D. Dulce, e casou com D. Urraca, infanta de Castela. Padecia de uma doença que o engordava e lhe causava maleitas de pele.
D. Afonso II não foi um guerreiro na senda de seu pai e avô, mas compensou a falta de vocação militar com uma estruturação administrativa do Estado, embora tenha conquistado Alcácer do Sal, Borba e Vila Viçosa e enviado uma hoste portuguesa para, ao lado de tropas castelhanas, aragonesas e francesas, combater na afamada batalha de Navas de Tolosa na defesa da Península contra os mouros.
Mas é um facto que enjeitou a política de expansão territorial - dominante até então - para munir o Reino de um Estado funcional, de uma concepção de um Rei como governante não-soldado e empreender a unidade nacional. Assim sendo, logo que ascendeu ao trono, em 1211, convocou Cortes para Coimbra. As Cortes eram assembleias políticas, Gerais ou Extraordinárias, os órgãos políticos de carácter consultivo e deliberativo das Monarquias orgânicas. Eram convocadas pelo Rei, ou em seu nome, para as diferentes classes sociais estabelecidas em três Ordens: o Primeiro Estado, fronde do Clero; o Segundo Estado, fronde da Nobreza; e o Terceiro Estado, fronde do Povo.
As Cortes da Monarquia Portuguesa eram uma evolução dos concílios nacionais da monarquia visigótica, e, a designação de Cortes provém do nome de Corte dado a cada uma das várias audiências pelas quais se desenvolviam os trabalhos da Assembleia. Havia diferentes designações para as Cortes: Cúria, Concílio e Parlamento – daí a designação ainda hoje utilizada.
As Cortes eram compostas pelo Estado do Clero, os prelados diocesanos, representantes dos cabidos e superiores das ordens religiosas; pelo Estado da Nobreza, um grupo de nobres membros das famílias titulares e nobres de Portugal a quem era reconhecido o direito de participar em Cortes; e o Estado do Povo, representado em Cortes pelos procuradores dos Concelhos Municipais. Desde o alvor da Monarquia Portuguesa que as liberdades municipais eram uma regra essencial de governação. O papel democrático dos municípios tornava-o em real representante de toda a comunidade local diante do Rei que valorizava o apoio popular.
Nessas Cortes de Coimbra foi estatuído que o Rei seria o “defensor do equilíbrio da Nação”, e saiu a primeira colectânea de leis gerais do país, que demonstram sem dúvida a acção centralizadora do poder no Rei, procurando derribar o poder pessoal, privilégios e abusos do Clero e da Nobreza, retirando-lhes poderes em função do reforço dos do Estado, e, foram, ainda, determinadas uma série de medidas gerais que se destinaram a garantir o direito de propriedade, regular a justiça civil, defender os interesses materiais da Coroa e evitar certos abusos dos dois Estados privilegiados - as confirmações, raras até este período, generalizaram-se entre 1216 e 1221 como medida de administração pública ajudaram a consolidar a soberania da coroa, pois validavam as doações e privilégios concedidos nos anteriores reinados, só após analisados os documentos comprovativos ou por mercê real, assim como as inquirições, os inquéritos feitos por funcionários régios com vista a determinar a situação jurídica das propriedades e em que se baseavam os privilégios e imunidades dos proprietários.
Esta política centralista originou, sobretudo conflitos com o clero e, também, com as Infantas, as irmãs do Rei, pois, o pai, D. Sancho I tinha deixado, por testamento, às infantas D. Teresa, Santa D. Sancha e D. Mafalda generosas mercês em terras, castelos e dinheiro sobre as quais D. Afonso II reclama soberania da Coroa e o pagamento de direitos régios. As infantas recorreram, então, ao Papa Inocêncio III, que acabou por ratificar a pretensão do Rei, mas este último teve de indemnizar as infantas com muito dinheiro, mas El-Rei passou a exercer soberania sobre as terras e confiou a guarnição dos castelos a cavaleiros templários.
Mas D. Afonso II gerou ainda mais pruridos quando decretou utilizar parte das receitas das igrejas em desígnios e projectos de utilidade nacional, o que originou um conflito diplomático entre o Papa e o Rei Portugal, que acabou excomungado por Honório III. Após isso, Dom Afonso II garantiu que ia corrigir os seus equívocos contra a Igreja, mas morreu em 1223, em Santarém, com 38 anos e ainda excomungado, sem fazer qualquer diligência verdadeira para mudar a sua política, salvaguardando, sempre, os interesses do Reino.
A excomunhão haveria de ser levantada quando o sucessor D. Sancho II resolveu os atritos com o Papado, e assim El-Rei D. Afonso II descansa em paz no Mosteiro de Alcobaça - Panteão Real.

Miguel Villas-Boas

terça-feira, 16 de julho de 2024

SAR O Senhor D. Duarte, Duque de Bragança, participou na sessão jantar tertúlia "Conversas Reais"

Com a sala cheia, decorreu no dia 11 de Julho, mais uma sessão jantar tertúlia "Conversas Reais", tendo sido o convidado especial Embaixador José Bouza Serrano que partilhou com os felizes comensais histórias e inconfidências da sua longa experiência diplomática junto das principais casas reais europeias. Dignou-se participar neste convívio o Chefe da Casa Real Portuguesa S.A.R. o Senhor Dom Duarte de Bragança, que ilustrou alguns relatos com testemunhos pessoais.

A Real Associação de Lisboa retomará as suas actividades em Setembro.

segunda-feira, 15 de julho de 2024

Reconhecimento oficial dos Reais Direitos de D. Miguel

Na conformidade, pois, do que o Senhor Rei D. João IV havia estabelecido de que se chamasse o Reino a Cortes pelos Três Estados todas as vezes que o Bem Público assim o exigisse; na conformidade do que o Senhor Rei D. Pedro II, sendo Regente do Reino, observou, convocando as Cortes de 1668; na conformidade do que observou o Governo do Reino no 1º de Setembro de 1820, convocando os Três Estados para evitar o iminente perigo que corria a Nação e a Monarquia pela rebelião que tinha ocorrido no Porto, achando-se também o mesmo Reino chamado já a Cortes pela Carta de Lei de Meu Augusto Pai, de 4 de Junho de 1824, Mandei congregar os Três Estados do Reino, para que, conforme seu Direito indisputável, pusessem termo a um tão grave assunto, como era o da Sucessão à Coroa destes Reinos, cuja incerteza conservara até então o Reino naquele estado de agitação e de infortúnio. Para este efeito, Mandei expedir Cartas Convocatórias às Câmaras das Cidades e Vilas que têm voto em Cortes, guardando-se nas mesmas Cartas todas as fórmulas estabelecidas. Foram do mesmo modo observados todos os estilos praticados na Monarquia por ocasião da reunião dos Estados e observados com maior escrúpulo do que em Época alguma se praticara.
Do mesmo modo que o Senhor Rei D. Afonso I, Glorioso Fundador da Monarquia, apresentei-Me aos Estados no dia da abertura das Cortes sem as Insígnias Reais, e nenhum acto de Soberania como Rei de Portugal exerci antes da declaração dos Estados, de que a Coroa Me pertencia de Direito pelas Leis Fundamentais da Monarquia.
Os Três Estados do Reino em Cortes pronunciaram a sua Decisão, que firmaram com os exuberantes motivos, em que a fundaram pelo seu Assento de 11 de Julho de 1828 à face de todo o Mundo.

«Manifesto de Sua Majestade Fidelíssima, El-Rei Nosso Senhor, o Senhor D. Miguel I», 1832


Fonte: Veritatis

sábado, 13 de julho de 2024

Os 3 segredos revelados por Nossa Senhora a 13 de Julho

– Vossemecê que me quer?

– Quero que venham aqui no dia 13 do mês que vem, que continuem a rezar o Terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer.

– Queria pedir-lhe para nos dizer Quem é, para fazer um milagre com que todos acreditem que Vossemecê nos aparece.
– Continuem a vir aqui todos os meses. Em Outubro direi quem sou, o que quero, e farei um milagre que todos hão-de ver, para acreditar.

– Tenho aqui um pedido se Vossemecê converte uma mulher do Pedrógão e uma da Fátima e se melhora um menino da Moita.
Ela disse que os convertia e melhorava entre um ano.

– Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes e em especial quando fizerdes alguns sacrifícios: "Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria".

Ao dizer estas últimas palavras, abriu de novo as mãos, como nos dois meses passados.
O reflexo pareceu penetrar a terra e vimos como que um grande mar de fogo. Mergulhados em esse fogo, os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas em os grandes [incêndios], sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor (deveu ser ao deparar-me com esta vista que dei esse ai! que dizem ter-me ouvido). Os demónios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa. Assustados e como que a pedir socorro, levantámos a vista para Nossa Senhora, que nos disse com bondade e tristeza:

– Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre.

Para a impedir virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal conservar-se-á sempre o dogma da Fé.

{Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fogo em a mão esquerda; ao cintilar, despedia chamas que parecia iam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: "Penitência, Penitência, Penitência!" E vimos numa luz imensa que é Deus algo semelhante a como se vêem as pessoas num espelho quando lhe passam por diante um Bispo vestido de Branco; tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre.

Vários outros Bispos Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fora de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo, com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz, foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas e várias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em a mão, neles recolhiam o sangue dos Mártires e com ele regavam as almas que se aproximavam de Deus.}

Isto não o digais a ninguém. Ao Francisco, sim, podeis dizê-lo.

Quando rezais o Terço, dizei depois de cada mistério: "Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as alminhas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem".

Seguiu-se um instante de silêncio e perguntei:
– Vossemecê não me quer mais nada?
– Não. Hoje não te quero mais nada.

in Memórias da Irmã Lúcia


sexta-feira, 12 de julho de 2024

“Fascismo” nunca mais!

“Fascismo nunca mais!” foi a frase que mais se ouviu nas comemorações do 25 abril. Mas será que houve mesmo fascismo em Portugal? A resposta é claramente: não! O doutrinamento marxista nas escolas públicas do pós-revolução ensinaram que o Estado Novo era uma ditadura “fascista” e os media generalistas repetiram a patranha incessantemente. Daí o facto da MAIORIA da população portuguesa actual estar convicta de que era mesmo assim. Só que não. Como já expliquei em artigos anteriores:

Fascismo não é nem nunca foi de direita. O facto de ter sido omitido das aulas de História nas escolas públicas não faz desaparecer a sua origem. E qual é ela? O fascismo nasceu com o filósofo italiano socialista Giovanni Gentile que acreditava que existiam dois tipos opostos de democracia: uma liberal individualista que considerava egoísta e outra, a verdadeiramente democrática, na qual os indivíduos se subordinavam ao Estado, uma comunidade que lembrasse a família e em que estivessem todos juntos pelo bem comum.

Gentile era de esquerda portanto inequivocamente o fascismo de que ele é autor é uma forma de socialismo só que mais funcional. Enquanto o marxismo mobiliza as pessoas com base apenas na sua classe, o fascismo mobiliza apelando às suas identidades nacionais e classes. Segundo ele, toda a acção privada devia ser orientada para servir a sociedade. Nesta ideologia não há distinção entre interesse privado e público pois o braço administrativo da sociedade é o Estado. Mussolini resumiu esta ideologia numa frase: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”.

Dois socialistas nos anos 30 foram mentores na aplicação deste capitalismo direccionado pelo Estado: Hitler (líder do Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, ou partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, que por contracção deu origem à palavra “nazi”) e Mussolini. (…)a palavra fascismo vem de fascio, o símbolo do partido socialista nacionalista criado por Mussolini, depois de desavindo com os seus camaradas que não queriam a entrada da Itália na guerra. O fascio representa a “autoridade e a união” e era usado pelos guardas dos magistrados que detinham o poder.” (em “Repitam comigo: não há extrema direita em Portugal”.)

O Fascismo e o Nazismo, são correntes ideológicas SOCIALISTAS. Sim, eu sei que custa interiorizar isto depois da formatação a que fomos sujeitos só que a verdade dos factos prevalecerá sempre sobre a falácia.

Discurso de Hitler:
Como nacional-socialista e soldado alemão entro nesta luta com um coração forte! Toda a minha vida foi uma luta permanente pela minha nação, para a sua ressurreição, para a Alemanha, e toda esta luta foi inspirada por uma única convicção: a fé neste povo! Uma palavra eu nunca conheci: capitulação. E se alguém pensa que vem aí tempos difíceis gostaria de recordar-lhe o facto de que há tempos um rei da Prússia com um Estado ridiculamente pequeno, enfrentou uma das maiores alianças que alguma vez existiu e saiu vitorioso após três campanhas, porque possuía uma fé forte e firme que nós nestes tempos, também temos necessidade de ter . Quanto ao resto do mundo, quero assegurar: Novembro de 1918 não acontecerá novamente na história alemã. Assim como eu estou preparado para arriscar, a qualquer momento, a vida pelo meu povo e pela Alemanha, exijo o mesmo de todo a gente!
Quem acreditar que tem uma hipótese de fugir, directa ou indirectamente, a este dever patriótico morrerá.

Não queremos traidores. Estamos a agir unicamente de acordo com o nosso velho princípio: a nossa própria vida nada importa, o que importa é que o nosso povo, que a Alemanha viva…

Discurso de Mussolini:


Então, o que era politicamente falando, o Estado Novo? Tratava-se de um governo conservador ditatorial mas uma ditadura “sui generis”. Porquê? Ora porque deixava a população LIVRE (tinha leis absurdas, sim, tal como hoje ainda existem pelo mundo fora, mas disso falaremos mais adiante) excepto quanto à liberdade de expressão política, a dita censura e perseguição política que tanto abomino, quer no passado quer no presente, seja em que governo for.

O Estado Novo não era fascismo. O fascismo implica um estado TOTALITÁRIO (em todas as vertentes) muito forte como afirmou Mussolini: “tudo o Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”. Assim, numa sociedade fascista não há liberdade individual e colectiva. O Estado Novo era um governo conservador DITATORIAL com censura e perseguição política, que geriu o pais com muito rigor financeiro e económico, que após ter atingido o objectivo de equilíbrio, deu início à sua liberalização gradual.

Com efeito, Salazar, Professor catedrático em Coimbra, depois de ter declinado várias vezes o convite dos militares (o país estava sob uma ditadura militar) para resgatar Portugal do caos em que a anarquia da 1ª República nos deixara, acabou por ceder mas sob certas condições inegociáveis: ser ele a ter a última palavra sobre as finanças e economia do país e que se assim fosse, garantiria que ao fim de 1 ano teríamos um superavit. E conseguiu-o.

Com formação em finanças, governou sem agenda política exactamente como faz um financeiro acabado de ser admitido para uma empresa em falência técnica. Esta foi a chave do sucesso económico daquela época. Com efeito, no período de 1950 até 1974, Portugal gozou das maiores taxas de crescimento económico jamais registadas (7% de crescimento ao ano) sendo inclusive das mais altas na Europa ocidental.

Para tal, logo nos primeiros anos do Estado Novo, implementaram-se medidas para regular e consolidar a base económica interna, criaram-se inúmeras infraestruturas para eliminar o mais rapidamente possível, o nosso atraso histórico ( sim, o nosso atraso não resultou do Estado Novo, bem pelo contrário). É preciso lembrar também que o regime nasceu entre duas Grandes Guerras mundiais e a anarquia da 1ª República que destruíram literalmente a nação e deram origem a uma ditadura militar como resposta.

Ora, o que faz então um financeiro quando é contratado para recuperar uma empresa falida, neste caso, uma nação? Seguindo exactamente os mesmos princípios de gestão aplicados por Salazar. A sua acção não obedeceu a nenhuma ideologia política, apenas aplicou todos os seus conhecimentos em gestão financeira. Porém, acreditando que o seu trabalho pudesse ficar interrompido, sem concluir o objectivo a que se comprometera, cometeu o erro de censurar a liberdade de expressão política para travar possíveis rebeliões ou conspirações, achando que assim evitaria a queda precoce do seu governo, comprometendo o seu trabalho. Nada mais errado como se viu. As conspirações sempre existiram (durante e após sua queda) e a censura e perseguição política apenas ajudaram a transformar os conspiracionistas em vítimas.

Que herança tinha em mãos, este financeiro, assim que aceitou o desafio? A pior e mais pesada de todas: um século de liberalismo anárquico com declínio económico e instabilidade política. Em bom rigor, fora esse mesmo liberalismo anárquico o responsável pela criação do Estado Novo. Efectivamente, o desastre económico de Portugal começou com o liberalismo. Com a implantação da 1ª República em 1910, Portugal entrou num período de grave crise nacional e económica, social e política e em consequência o país teve a PIOR performance entre 1870-1913. Como resultado, assistiu-se à estagnação do sistema de ensino; a um Estado à beira da falência; uma agricultura atrasada; uma alfabetização escassa e uma imigração que atingiu valores máximos.

Nos primeiros 4 anos de gestão, o Estado Novo tomou medidas de combate ao défice público e inflação que tinham sido negligenciados pelos anteriores regimes; estabilizou a moeda com uma ditadura financeira concentrando todo o poder financeiro e político em Salazar, então ministro das finanças. Assim, foi possível reformar o orçamento; fazer a reforma tributária necessária; rejeitar o recurso a empréstimos externos; atrair os volumosos capitais em fuga para o estrangeiro; criar proteçcão adicional contra da concorrência estrangeira e decretos de apoio à economia nacional sobretudo ao sector agrícola de exportação. O objectivo do Estado Novo era tornar o país auto-suficiente sem ser totalmente protecionista pois aderiu à OCDE.


Ademais, fomentou programas de investimento público que duraram 15 anos: o plano de remodelação dos correios; o plano de fomento hidro agrícola; o plano de povoamento florestal; o programa de fomento mineiro; o plano rodoviário; o plano de renovação da marinha mercante; o plano de electrificação nacional. Ou seja, depois de endireitar financeiramente o país, investiu fortemente nas infraestruturas. Deste modo veio corrigir o que os outros não fizeram ou destruíram e investiu prioritariamente em transportes 39%; em agricultura 21%; edifícios escolares 12%; edifícios públicos 7% e para restantes fins 21%.

Houve condicionamento industrial pois estas careciam de autorização prévia para a criação de novas indústrias (o que se fez no governo de Costa com o alojamento local, por ex). No entanto, estabelecimentos que empregassem até 5 operários ou utilizassem uma força motriz inferior a 5cv e as indústrias caseiras, não eram abrangidas por esta obrigatoriedade.

Quanto ao investimento estrangeiro, as empresas de actividades de exploração de serviços públicos, se em regime de exclusividadedeveriam ter pelo menos 60% de capitais portugueses. Depois aderiu a EFTA e esta legislação esvaziou-se e em 1959 no quadro da OCDE, aprovou a liberalização dos movimentos de capitais e aderiu ao FMI. Por fim procurou aderir à CEE. Com estas medidas, seguiu-se uma emergência de grupos financeiros em Portugal.

Depois de implementar e consolidar as políticas de desenvolvimento nacional, criou o estatuto do Trabalho Nacional e lançou o primeiro pilar da Constituição em 1933 marcada pelo coorporativismo; recusa da democracia liberal; defesa de um Estado forte (princípio da intervenção do Estado mas APENAS dentro de uma lógica de regulação e promoção da economia nacional). Salazar afirmava que não há um “Estado forte” e equilibrado sem a coordenação e desenvolvimento nacional. Portanto, se lhe fosse atribuída, por isso, uma ideologia política, seria de esquerda. Só que não. Porque estas medidas eram transitórias (de resgate financeiro) como se constatou adiante.

Houve ainda, nessa época, negociação de contratos de trabalho livres entre as 2 partes. No entanto o Estado podia fixar administrativamente salários sempre que ocorria baixa sistemática de salários em qualquer ramo de actividade por concorrência desleal (oh! diabo! a sério? Salazar de “esquerda”? quem diria…). Por isso, nunca os patrões negociaram tanto como nessa época. Era proibido as greves e lockout, efectivamente, porque eram equiparadas a rebeliões(fonte)

O Estado Novo também era caracterizado pelo seu nacionalismo e colonialismo (tal como outros países à época sem qualquer conotação “fascista”) cujas províncias ultramarinas eram alvo de cobiça de países estrangeiros (e com muitas razões para tal devido ao seu esplendoroso desenvolvimento) que intervieram indirectamente na sua descolonização (como denunciado pelo dissidente socialista Rui Mateus em seu livro “Contos Proibidos – Memórias de um PS desconhecido”).

Assim, criaram-se MITOS sobre o Estado Novo que resolvi desconstruir aqui APENAS pela defesa da verdade:

  1. o Estado Novo fomentou o isolamento de Portugal face a outras economias. É falso: integrou a OCDE, a NATO em 1949, a ONU em 1955 e a EFTA em 1960, e concluiu um acordo comercial com a CEE em 1972;
  2. a taxa de mortalidade infantil era elevada e seu decréscimo deve-se à revolução de abril 74. É Falso: a mortalidade infantil já estava em queda antes da democracia;
  3. não investiu na alfabetização. É falso: “(…) os gastos com a educação durante o período do Estado Novo foram quase o dobro do que tinham sido durante a Primeira República (12% contra 7%). A taxa de literacia subiu, entre 1926 e 1950, de 38.2% para 58.6%. Entre as crianças de 10 a 14 anos, a taxa de analfabetismo diminuiu, entre 1930 e 1950, de 58% para 24% (Candeias, 2004)”. (https://eco.sapo.pt/opiniao/tera-o-estado-novo-deixado-um-pais-de-analfabetos/);
  4. Salazar era autoritário porque era fascista. Falso: governou com autoritarismo económico e político, sem seguir qualquer ideologia política, com o objectivo bem definido de num curto espaço de tempo recuperar o país do caos em que tinha mergulhado em consequência da anarquia liberal da 1ª República; proibiu o fascismo em Portugal tendo perseguido Rolão Preto (o líder do Movimento Nacional-Sindicalista, inspirado no fascismo italiano) até ao seu exílio forçado em Espanha;
  5. a ADSE, o Estado Social e o SNS são criação do 25 Abril 74. Falso: foram criados dentro do Estado Novo e transitaram para a democracia. Foram os governos de Salazar que estabeleceram os primeiros sistemas de protecção social efectivos bem como a escolarização de uma geração inteira;
  6. Salazar empobreceu o país e devemos o que temos hoje à revolução. Falso: devemos ao Estado Novo a maior construção de infraestruturas de que há memoria em centros de saúde, casas do povo, escolas, hospitais, ferrovia, aeroportos, barragens, pontes, tribunais, os primeiros bairros sociais (leia mais aqui);
  7. a censura é do Estado Novo e Abril é liberdade. Falso: a propaganda do Estado Novo em nada difere com a forte propaganda a que assistimos hoje disseminada pelos media generalistas. A CENSURA também está presente actualmente através dos fact-checkers criados pelos media, que por sua vez são financiados pelo governo. É-nos imposto o pensamento único e qualquer um que ouse contrariar as narrativas oficiais, é banido, cancelado, perseguido;
  8. não podias usar biquini, mini saia, namorar na rua, manifestar-te, e outras tantas coisas. É falso: Jaime Nogueira Pinto explica porquê. (veja aqui)
  9. foi abril 74 que trouxe o direito ao voto das mulheres. É falso: foi o Estado Novo quem deu às mulheres o direito de voto que a 1ª República lhes recusara, e fez eleger as primeiras três deputadas em 1934. Porém, inicialmente, só estava previsto para mulheres instruídas.
  10. teve presos políticos: sim, mas nunca teve mais presos políticos do que a 1ª República com 2382 no ano 1912 e no fim o Estado Novo contavam-se 128 contra 1000 presos políticos durante o PREC em 1975. Ainda, em 1940, Álvaro Cunhal, um revolucionário comunista, foi levado pela polícia até à universidade para defender a sua tese de licenciatura que era nada mais do que um panfleto ideológico contra o regime. Ora, naquela época, na Rússia e Cuba comunista ou Alemanha nazi, quem ousasse enfrentar o regime não era presente a um júrie de exame mas sim, pelotões de fuzilamento (fonte portadaloja);
  11. Portugal era um país de miséria. Sim, depois de 92 anos de liberalismo e de república, Portugal era o país mais pobre e menos instruído da Europa ocidental. Foi essa miséria trazida pelo caos do liberalismo anárquico que Salazar mitigou. Além disso, a miséria era geral na europa que acabara de sair da 2ª Grande Guerra. Curiosamente, e 50 anos depois, já em democracia, voltamos a ser os mais miseráveis e menos instruídos da Europa, sem guerras e com biliões de euros sugados à UE.

Por fim, as leis absurdas ou autoritárias do Estado Novo. Sim, elas existiram. Exemplos:  não ser permitido jogar cartas em comboios; a obrigatoriedade de se ter uma licença emitida pelas autoridades para andar de bicicleta; usar isqueiro e até casar com uma professora; censura a “certos tipos” de livros, discos e filmes; a proibição do divórcio e de uma mulher casada deixar o país sem a prévia autorização do marido; proibição de “sacudir pó para a rua”; utilizar um isqueiro em via pública só com licença anual emitida pelas Finançaspunia quem mantivesse em cativeiro um mocho, um animal em vias de extinção (esta o PAN iria gostar); portaria que punia não só “mão na mão” em público mas também a “mão naquilo”, “aquilo naquilo” e outras variações; cantar o hino nacional era a primeira coisa que se fazia nas escolas primárias (mas no Canadá, onde cresci nos anos 60/70, também).

Mas, ainda hoje, em PORTUGAL e pelo mundo INTEIRO, também as há. Aqui apenas alguns dos muitos exemplos:

Portugal – https://www.jn.pt/opiniao/nuno-melo/interior/a-lei-mais-estupida-de-portugal-9169806.html/

Alemanha – proibido fazer barulho nos seguintes períodos são considerados Ruhezeit: domingos e feriados (durante o dia todo) e segunda a sábado de 22 horas até 6 horas do dia seguinte; fica sem carta de condução se andar de bicicleta bêbado ou com estupefacientes; proibido deitar água na via pública; proibido deitar lixo ao chão; proibido dançar durante a lei do silêncio; reciclagem obrigatória; taxa por chuva por m3 que cai nos telhados calculada consoante a área do telhado; proibido ficar sem combustível nas auto-estradas; atravessar o sinal vermelho como pedestre também é passível de multa.

França – Em memória a Napoleão Bonaparte, é proibido baptizar qualquer porco com o nome de Napoleão; das 8h às 20h, 70% das canções tocadas nas rádios do país devem ser de músicos franceses; é ilegal beijar na boca dentro do metro; usar telemóvel na rua em certas localidades francesas; proibição de cigarros electrónicos; proibição de secar roupa à janela; proibição de TIK TOK, Netflix e Twitter para funcionários públicos;

https://sicnoticias.pt/mundo/2024-02-12-Usar-o-telemovel-na-rua-vai-ser-proibido-em-localidade-francesa–e-foi-o-povo-a-decidir–942ea01d

https://www.jn.pt/5858558717/franca-prepara-guerra-contra-empresas-de-moda-barata-como-a-shein-e-a-temu/

https://expresso.pt/actualidade/franca–proibido-secar-roupa-a-janela=f546794

https://pt.euronews.com/2023/12/05/franca-proibe-os-cigarros-eletronicos-descartaveis-muito-consumidos-pelos-jovens

Suazilândia – Na tentativa de estabelecer uma sociedade patriarcal, baseada em “valores tradicionais”, a constituição do país africano sofreu mudanças relacionadas ao sexo dos cidadãos. Dessa forma, mulheres são proibidas de usarem roupas tidas como masculinas e, entre elas, está a calça comprida. Se alguma mulher for encontrada em público com calças, está sujeita a tê-las arrancadas a força por soldados.

No Reino Unido – https://oglobo.globo.com/mundo/as-mais-bizarras-leis-do-reino-unido-13066513

https://www.regiaonews.com.br/sidrolandia-15-08-2020/as-leis-mais-estranhas-do-reino-unido

Na Austrália – https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/614981/conheca-7-leis-estranhas-que-existem-na-australia

https://www.megacurioso.com.br/ciencia/107535-9-leis-curiosas-e-absurdas-da-australia.htm

Em Espanha – https://www.fatosdesconhecidos.com.br/7-leis-malucas-e-insanas-da-espanha/

No Canadá – https://www.canadaintercambio.com/7-leis-canadenses-curiosas-que-voce-precisa-conhecer/

Nos EUA – https://unitedidiomas.com/blog/as-leis-mais-estranhas-dos-estados-unidos/

No Luxemburgo – aprova lei que proibe mendicidade durante o dia

Na Suíça – https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2024/04/07/leis-curiosas-da-suica.htm

Que diferenças há entre o passado e hoje?

  1. Quanto à censura: ela existe. Só falta mesmo começar a perseguir e deter cidadãos comuns (apesar de nalguns países já ter acontecido durante a “pandemência”) por delito de opinião. Mas já assistimos à prisão de Assange, cancelamento e perseguição a médicos, cientistas, políticos, jornalistas e tantos outros profissionais, de todas as áreas, que ousaram enfrentar/denunciar as narrativas oficiais;
  2. Quanto à perseguição política: a perseguição à ideologia marxista/comunista deu lugar à perseguição aos conservadores da dita “direita”, hoje conotados como “extrema direita”, “fascistas”, racistas, com discursos de “ódio”, entre outras barbaridades;
  3. Quanto à proibição de livros e filmes: durante a democracia também houve/há censura a livros: o “Contos Proibidos – história de um PS deconhecido” de Rui Mateus, perseguido por Mário Soares e obrigado a exilar-se; a autora de Harry Potter; a história infantil de Branca de Neve da Disney e tantos outros, assim como alguns filmes de Hollywood e séries como é o caso do cancelamento de “Friends” (isto são só alguns exemplos);
  4. Quanto à ditadura imposta à sociedade: tivemos a pior ditadura sanitária de sempre sob o falso pretexto de “protecção” da população onde se assistiu a leis absurdas, imposição de injecções com líquido experimental, e perda total de direitos e liberdades fundamentais que levou à ruína de milhões de famílias e cujos alguns condicionalismos se mantiveram após a “pandemência”. Ademais, vivemos a maior ditadura fiscal de que há memória.

Em resumo, o que se viveu em Portugal durante o regime do Estado Novo de 1933 a 1974, não foi fascismo. Estivemos, isso sim, sob um regime ditatorial de carácter transitório em consequência do caos a que fomos submetidos pela 1ª República e, na sua fase final, como se pôde verificar, já estava a ser liberalizado.

Salazar saiu do mesmo jeito que entrou: humilde, sem enriquecer um cêntimo e com o mesmo património. Serviu o país sem se servir dele. O mesmo não podemos dizer de Mussolini e Hitler (os verdadeiros fascistas socialistas) que além de acumularem fortunas, deixaram um rasto de morte.

Nota final: Este texto não é de apologia a ditaduras, sejam quais forem. É uma análise aos factos algo em desuso por parte dos media mas que impera recuperar. Pela defesa da verdade e só.



Fonte: Blasfémias

quinta-feira, 11 de julho de 2024

São Miguel Arcanjo, defendei-nos neste combate

São Miguel Arcanjo, defendei-nos neste combate, sede o nosso auxílio contra as maldades e as ciladas do demónio. Instante e humildemente vos pedimos que Deus sobre ele impere. 
E vós, Príncipe da Milícia Celeste, com esse poder divino, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perdição das almas. 
Ámen.


terça-feira, 9 de julho de 2024

♔ | Ir a Banhos - A Moda Que O Rei Lançou

A actividade ao ar livre agradava sobremaneira ao Rei Dom Carlos I de Portugal e uma das suas predilecções era nadar sozinho e relaxadamente na baía de Cascais, em frente à praia – onde não raras vezes salvou de se afogarem alguns banhistas, que o procuravam imitar, até porque o Monarca português era dos muito poucos que à época sabiam nadar.
Em Portugal o costume de fazer férias à beira-mar foi introduzido pela Família Real Portuguesa em finais do séc. XIX, costume que se estendeu à Aristocracia que até aí fazia a habitual vilegiatura nos seus solares e propriedades rurais. Era na Praia da Ribeira – oficiosamente designada de Praia do Rei - que o Rei possuía a sua barraca de banho, facilmente identificável, pois a bandeira do Reino apresentava-se hasteada quando o Monarca estava presente. Então este costume de ir à praia estendeu-se à Aristocracia, depois à burguesia e transversalmente a toda a sociedade, e não raras vezes, em reconhecimento do lançamento da real moda, se dava o nome dos Reis às praias que se ‘inauguravam’ um pouco por todo o País, como na Foz do Douro, onde, aquando da visita ao Porto D’El-Rei Dom Manuel II de Portugal, em 1909, foi baptizada uma Praia (que comporta hoje as Praias dos Ingleses, da Senhora da Luz, do Ourigo e de Gondarém) com o nome do jovem Monarca.
Esse costume introduzido por Dom Carlos e respectiva Família passou a denominar-se de ‘Ir a Banhos’, e com que dignidade o faziam.

‘D. Carlos tomava banho no seu fato de malha às riscas, que cobria os ombros e chegava aos joelhos. Depois de dar as suas braçadas, numa altura em que a maioria das pessoas não sabia nadar, saía do mar e ia a pingar até à barraca real, onde mudava de roupa – na barraca, sempre que o Rei estava na praia, era hasteada a bandeira nacional.’

Miguel Villas-Boas

segunda-feira, 8 de julho de 2024

SAR, O Senhor Duque de Bragança participa no IX Jantar de Benfeitores da Arquidiocese para os Serviços Militares dos Estados Unidos da América


S.A.R. o Duque de Bragança participou hoje no IX Jantar de Benfeitores da Arquidiocese para os Serviços Militares dos Estados Unidos da América, um evento que teve lugar no Metropolitan Club em Washington, DC e que contou não só com a presença de membros americanos da Associação Americana de Damas e Cavaleiros da Casa Real Portuguesa, como também membros da Comunidade Portuguesa local, representantes oficiais de várias Ordens de Cavalaria e celebridades norte americanas convidadas para o jantar.

domingo, 7 de julho de 2024

A Humanidade divide-se em homens e mulheres

Alguns, perante a insanidade das marchas "gay" e de todo este "pride" do qual é difícil escapar, apelam a que se faça uma marcha "heterossexual". Mas seguir esse caminho seria aceitar os termos nos quais se baseia a ideologia "LGBT" e isso é inaceitável.

A Humanidade não se divide em "homossexuais" e "heterossexuais", mas em homens e mulheres. São esses os dois modos de ser humano. Dois modos diferentes, a todos os níveis, e complementares, a todos os níveis. O homem não se compreende sem a mulher nem a mulher sem o homem.

Apenas uma relação entre um homem e uma mulher corresponde a uma entrega total à outra pessoa, de tal maneira que daquela entrega pode nascer uma nova vida, o maior milagre da natureza humana.

Aceitar dividir a Humanidade em "homossexuais" e "heterossexuais" seria esquecer isso tudo e passar a definir as pessoas por quem sentem atracção. Isso não define uma pessoa e, em muitos casos, nem sequer é relevante para a sociedade.

Não podemos jogar o jogo de quem quer negar a natureza humana para a substituir por uma ideologia que só traz destruição e infelicidade. Temos de ser fiéis à verdade, custe o que custar.