quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A maçonaria e Fátima...

ARTUR DE OLIVEIRA SANTOS QUIS FAZER UM COMÍCIO EM FÁTIMA MAS SÓ ENCONTROU BURROS A ZURRAR…

O povo foi à missa à Capela da Senhora da Ortiga e não compareceu ao comício

Ourem30JUL11 213

A imagem mostra a Capela de Nossa Senhora da Ortiga, em Fátima

“Num belo domingo de Agosto de 1917, já depois da prisão dos videntes, estava programado um comício a realizar junto da igreja paroquial, à saída da missa das 11 horas, tendo como protagonistas o administrador do concelho de Vila Nova de Ourém que se fazia acompanhar pelo orador José do Vale. Não faltavam piquetes da polícia de Vila Nova de Ourém, de Torres Novas, de Leiria e, até os cabos de ordem da freguesia tinham sido expressamente intimados a comparecer. O comício, organizado pela Maçonaria e pela Carbonária, tinha como finalidade provar ao povo a “intrujice” das Aparições da Cova da Iria.
Mas, surpresa e desilusão! A igreja, àquela hora, estava fechada e as casas da aldeia também. É que o Pároco, tendo sido prevenido do que iria acontecer, avisara na missa das almas, celebrada de manhãzinha, que a missa das 11 horas teria lugar na Capela da Senhora da Ortiga.
Pensando que o povo estivesse na Cova da Iria, os homens do comício para lá se dirigiram, mas bem se enganaram. Ao regressarem, desiludidos, encontraram a certa altura uma quantidade de burros presos, a zurrar, enquanto do alto, a pouca distância, o povo que voltava da missa apupava a caravana. Tinha sido uma partida preparada por alguns habitantes da Lomba de Égua. Os cabos de ordem da freguesia juntaram-se então à multidão e fizeram coro com ela. Nada mais restava aos intrusos do que fugirem para Ourém, perante as gargalhadas provocadas pelo ridículo da situação.
Este episódio é muito conhecido entre os habitantes da freguesia de Fátima."

Fonte: P. Jacinto Reis. Invocações de Nossa Senhora em Portugal, d’Aquém e d’Além-Mar e seu Padroado. Lisboa, 1967

Fonte: AUREN

1 comentário:

Carlos Gomes disse...

É recorrente a acusação de que Artur de Oliveira Santos pertencia à Maçonaria. Penso que tal não corresponde rigorosamente à verdade. Pelos factos que se conhecem a seu respeito, julgo ter pertencido à Carbonária cujos membros, após a implantação do regime republicano, para obter compensações, geralmente colocação na Administração Pública, requeriam previamente à Câmara dos Deputados o seu reconhecimento como "revolucionários civis" na medida em que não podiam identificar-se de outro modo como pertencentes à referida sociedade secreta. Sugiro, a este respeito, a leitura do artigo em http://auren.blogs.sapo.pt/40529.html no qual se pode ver uma extensa lista de "revolucionários civis".
Embora os "bons primos" da Carbonária tenham sido dirigidos pela Maçonaria através da Loja Montanha, ao contrário desta a Carbonária agrupava sobretudo indivíduos de extratos sociais mais baixos, mormente operários, pequenos comerciantes, sargentos e praças do exército, entre eles muitos anarquistas. Afinal de contas, aqueles que decidiram permanecer na barricada da Rotunda...