terça-feira, 18 de junho de 2024

SS. AA. RR. Os Senhores Duques de Bragança na Procissão do Corpo de Deus 2024

O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, presidiu, na Sé, às celebrações na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, no dia 30 de Maio, com a Eucaristia, na parte da manhã, e a tradicional Procissão do Corpo de Deus, pelas ruas da Baixa da cidade, na parte da tarde, com a bênção final, no Largo da Sé.

SS. AA. RR. Os Duques de Bragança marcaram presença.

segunda-feira, 17 de junho de 2024

A Monarquia Assume Toda A História


‘A Monarquia assume a história na sua inteireza, ultrapassando os estreitos limites de um mandato eleitoral. É uma instituição que se insere no ciclo da própria natureza humana [e assim] consegue representar de modo muito natural e espontâneo a história, a cultura, os anseios e as inquietações das pessoas e das sociedades que serve.’

Prof. Arquitecto Gonçalo RIBEIRO TELLES | Arquitecto paisagista e político Monárquico in "Porque Sou Monárquico", antologia

domingo, 16 de junho de 2024

França: Um a zero para Nossa Senhora


Em 1945, uma família de La Flotte-en-Ré, uma estância turística francesa na costa atlântica, ergueu uma estátua de Nossa Senhora depois de o pai e o filho terem regressado sãos e salvos da Segunda Guerra Mundial.

A estátua foi inicialmente colocada num jardim privado. Em 1983, foi entregue à Câmara Municipal e colocada na sua localização atual. Em 2020, a estátua foi destruída por um condutor, mas o município restaurou-a.

Depois, um grupo de gente que odeia a Igreja, que se intitulam "La Libre Pensée" (o pensamento livre), processou a cidade, invocando uma lei de 1905, desactualizada, que proíbe os emblemas religiosos nos espaços públicos (não há "pensamento livre").

O tribunal administrativo de Poitiers, em França, ordenou a demolição da bela estátua "em nome do laicismo". O termo "secularismo" é um eufemismo para o ódio à religião.

Os inimigos da Igreja lutaram durante três anos para que Nossa Senhora fosse removida. Quando ganharam, perderam.

Na passada Sexta-Feira, a estátua foi reinstalada a poucos passos do seu anterior pedestal. Desta vez, já não está no espaço público, mas num terreno privado.

in gloria.tv


sábado, 15 de junho de 2024

13 de Junho de 1888 – Nasce Fernando Pessoa, Poeta e Monárquico

Fernando Pessoa nasceu em 13 de Junho de 1888, na cidade de Lisboa, Portugal. Ele é um dos mais importantes poetas da língua portuguesa e uma figura central do Modernismo português. Sua poesia é lírica e nacionalista, voltada para temas tradicionais de Portugal e permeada por um lirismo saudosista. Pessoa expressou reflexões sobre seu "eu profundo", inquietações, solidão e tédio. Além disso, ele criou heterónimos, poetas com personalidades próprias, que escreveram sua poesia e exploraram os dramas do homem de seu tempo.
Fernando Pessoa criou vários heterónimos, cada um com uma personalidade e estilo literário distintos. Alguns dos principais são:
- Alberto Caeiro: Um poeta bucólico e naturalista, conhecido por sua simplicidade e visão objectiva da natureza.
- Ricardo Reis: Inspirado na poesia clássica greco-latina, com um tom estóico e melancólico.
- Álvaro de Campos: Um heterónimo modernista, com uma voz mais urbana, cosmopolita e experimental.
- Bernardo Soares: Não exactamente um poeta, mas um semi-heterónimo que escreveu prosa poética, especialmente no "Livro do Desassossego".
Esses heterónimos representam diferentes facetas da mente criativa de Pessoa e enriquecem sua obra com perspectivas variadas.
Porque o nosso Príncipe das Letras era Monárquico, escreveu:

‘A República tem durado, sim; mas tem durado de uma maneira irregular, cortada constantemente por movimentos vários, monárquicos e outros, e em perpétua atitude de sobressalto, de defesa e de confusão. E como esses vários movimentos não têm sido motins vulgares, de rua, mas revoluções em forma, algumas vitoriosas, em que entram regiões inteiras do país (como na restauração monárquica no Norte) e grandes forças do exército e numerosos civis, tem havido, ao que parece, ambiente e atmosfera para os dois lados. De modo que nada autoriza a que afirmemos que o 5 de Outubro teve mais «carácter nacional» que qualquer outra revolução ou revolta.’
Fernando Pessoa | «Na Farmácia do Evaristo», Circa 1925

'Um período revolucionário é sempre uma ditadura de inferiores.
A situação de Portugal, proclamada a República, é a de uma multidão amorfa de pobres-diabos, governados por uma minoria violenta de malandros e de comilões. O constitucionalismo republicano, para o descrever com brandura, foi uma orgia lenta de bandidos estúpidos.'
Fernando Pessoa | Da República (1910-1935)

'A Monarquia, ainda que má, tem ao menos de seu o ser decorativa. Será pouco socialmente, será nada nacionalmente. Mas é alguma coisa em comparação com o nada absoluto que a República veio (a) ser.’
‘O que é preciso, pois, é estabelecer uma fórmula de transição que sirva de declive natural para a MONARQUIA FUTURA.'
Fernando Pessoa | Poeta, escritor, publicitário e metafísico Português

‘O Rei reside em segredo
No governar da Nação,
Que é um realismo com medo
Chama-se Nação ao Rei
E tudo isto é Rei-Nação.’
- Fernando Pessoa, 1935

'A pátria e a grei,
Grita com fogo de esperança,
Vozes que chamem
O Rei!
E ao abismo do futuro clama
Por quem enfim
Vier, régia lusitana chama!
Pelo Rei que a Esperança chama,
Grita, clarim!'
- Fernando Pessoa, 28/12/1919

sexta-feira, 14 de junho de 2024

SAR D. Afonso, SA D. Maria Francisca e Dr. Duarte foram recebidos na assembleia da Comunidade da Lapa


Na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, a Comunidade da Lapa teve a honra de receber na sua assembleia os representantes da Casa Real Portuguesa: D. Afonso de Santa Maria, D. Maria Francisca, e o esposo Duarte Maria Araújo Martins.

quinta-feira, 13 de junho de 2024

As 13 súplicas a Santo António


1. Invencível Santo António, mártir pelo desejo, pelo fervor do amor que vos inflamou com o ardente anseio de derramar o vosso sangue por Nosso Senhor Jesus Cristo, invocamos o vosso auxílio para que nos assistais a nós e a todos os agonizantes na hora da nossa morte, e para que obtenhais o eterno descanso para as almas do purgatório. (Pai Nosso, Avé Maria, Glória ao Pai...)

2. Ó Santo António, grande Doutor da Igreja, que ilustrastes a eterna e imutável verdade tanto pela palavra como pelo exemplo, nós vos imploramos que nos conserveis na fé católica, que convertais os que estão fora da nossa Igreja e que extirpeis todos os erros e falsidades. Obtende também que os Governantes e os Magistrados exerçam a justiça com equidade e para o bem do povo.

3. Ó bondoso consolador Santo António! Nunca quem procurou o vosso auxílio deixou de ser atendido. Humildemente vos suplicamos que nos auxilieis, a nós e a todo o mundo, nas calamidades e aflições; preservai-nos da falta de arrependimento, da covardia e do desespero; afastai de nós toda a intolerância e toda a discórdia.

4. Santo António, fervoroso adorador de Nosso Senhor Jesus Cristo, que ateastes em toda a parte o fogo da caridade perante o qual os demónios fugiam, guardai as nossas almas e os nossos corpos, e defendei-os contra as tentações de Satanás, para que ele não tenha o poder de nos molestar em pensamentos, palavras e obras, e afastai de nós todos os vãos receios e imaginações.

5. Ó maravilhoso pregador Santo António, a cujas poderosas palavras nenhum pecador podia resistir, humildemente vos suplicamos que preserveis os nossos corpos de febres, feridas e doenças infecciosas, e as nossas almas da lepra do pecado.

6. Ó milagroso Santo António, em quem Deus manifestou o seu poder , livrai-nos de todas as fraquezas e enfermidades para que possamos sempre glorificar Deus Todo Poderoso, sãos de espírito e de corpo, e fortes de alma.

7. Santo António, fiel guia dos viajantes, a quem Deus deu o poder de dominar as tempestades e de acalmar as ondas do mar, preservai-nos a nós e a todos os viajantes dos perigos do mar e da terra, e do naufrágio das nossas almas.

8. Ó valente confessor Santo António, que libertastes das cadeias temporais os corpos dos homens, e das cadeias espirituais as suas almas, libertai os pobres cativos das prisões que não mereceram, e as almas que o pecado escraviza, das trevas dos seus cárceres espirituais, e auxiliai todos os que estão condenados à morte.

9. Ó branca Flor da Pureza, Santo António, que tivestes nos vossos braços virginais Jesus, o Filho de Deus, nós vos suplicamos que nos preserveis a nós, e a todos os que nos pertencem, dos males corporais; auxiliai também os surdos, os mudos, os cegos, os coxos, os disformes, e alcançai para eles a paciência necessária para suportarem as suas aflições. Ajudai também a preservar o corpo místico da Igreja, e fazei com que todas as nações, com os seus governantes e príncipes, se conservem fiéis ao seu chefe.

10.Fidelíssimo Santo António, que desprezastes os bens deste mundo para poderes obter as riquezas de Cristo, ajudai-nos a nunca desejar nada que nos seja prejudicial, preservai-nos de todas as ambições mundanas e obtende-nos que procuremos sempre a graça, e, se a perdermos, não descansemos até recuperá-la.

11. Santo António, poderoso auxiliar, em quem o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo obra tão grandes maravilhas, invocamos o vosso auxílio em todos os perigos, visíveis e invisíveis. Preservai-nos, pela vossa intercessão, dos nossos inimigos, dos raios, das tempestades, do incêndio e da guerra, e livrai-nos fielmente de todos os perigos da alma e do corpo.

12. Santo António, refúgio universal, nós vos suplicamos que nos socorrais em todas as aflições, na pobreza e na enfermidade; que consoleis as viúvas e os órfãos, e todos aqueles que vos invocam nas suas necessidades.

13. Ó Glorioso Santo António, honra de Portugal, Apóstolo de todas as nações, manifestai-nos o poder milagroso que tem ganho vitórias tão maravilhosas sobre o erro e a descrença, e acendei nos nossos corações a chama da divina caridade e do amor fraterno, a fim de que, unidos no aprisco verdadeiro do Divino Pastor, possamos glorificar Aquele que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina eternamente. Ámen.


quarta-feira, 12 de junho de 2024

Luís de Camões - Poeta e Herói Imortal Português

Luís Vaz de Camões nasceu em Lisboa, Portugal, por volta de 1524. Tudo em Camões, como acontece com todos aqueles que pairam sobre os demais, é mais mistério do que certeza. A data exacta de nascimento do poeta não é conhecida, mas investigadores, nomeadamente uma renomada académica, cruzaram o texto de um soneto com a astronomia para chegarem ao dia certo: 23 de Janeiro de 1524. Há 500 anos, precisamente um ano antes de um eclipse solar visível em Portugal e a pista é dada pelo próprio Imortal:

'O dia em que eu nasci, morra e pereça,
Não o queira jamais o tempo dar,
Não torne mais ao mundo e, se tornar,
Eclipse nesse passo o sol padeça.
A luz lhe falte, o sol se lhe escureça,
Mostre o mundo sinais de se acabar,
Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
A mãe ao próprio filho não conheça.'

Este soneto expressa uma visão sombria e dramática sobre o próprio nascimento. Camões deseja que o dia em que ele nasceu seja esquecido e que o tempo não o traga de volta. Ele até sugere que o sol deveria sofrer um eclipse nesse momento. A imagem é intensificada com a falta de luz, monstros e até a mãe não reconhecendo o próprio filho. É uma reflexão profunda sobre a existência e a efemeridade da vida. A linguagem poética e a melancolia são características marcantes desse soneto, e, que faz referência a um eclipse solar, ocorrido um ano depois do nascimento de Camões. A data não é certa, mas ganha força com o estudo do soneto do poeta onde é feita uma alusão a um eclipse solar visível em Portugal.

Grande parte das informações sobre a biografia de Camões suscitam dúvidas e, provavelmente, muito do que sobre ele circula não é mais do que o típico folclore que se forma em torno de uma figura célebre e maior que a própria vida, essa mesma de antologia. São documentadas apenas umas poucas datas que balizam a sua trajectória.
Assim, Camões era filho de Simão Vaz de Camões e Ana de Sá e Macedo, e como tal, pertencia, por via paterna à pequena nobreza portuguesa, sendo mesmo descendente da Família Vasco de da Gama: das origens do Poeta, sabemos que foi seu trisavô o poeta Vasco Pires de Camões, galego, e sua avô D. Guiomar da Gama, parente de Vasco da Gama. No reinado de D. João II, Antão Vaz, avô do poeta, casara com D. Guiomar da Gama, parente de Vasco da Gama, a quem seguiu à Índia, capitaneando uma caravela, escolhido por D. Vasco, em atenção ao parentesco. Camões sobrinho de D. Bento de Camões, cónego da Igreja de Santa Cruz de Coimbra. Já por via materna era aparentada com a casa de Vimioso, da alta nobreza.
Assim, Camões durante sua infância, viveu na época das grandes descobertas marítimas e do início do Classicismo em Portugal. Estudou no colégio do convento de Santa Maria, tornando-se um profundo conhecedor de história, geografia e literatura. Inicialmente, frequentou Teologia, mas sua vida irrequieta e fama de galanteador e diletante o afastaram-no dessa vocação - que de todo não possuía. Em 1537, D. João III transferiu definitivamente a Universidade para Coimbra, e também Camões mudou: de Cidade e de Curso. Em 1544, com 20 anos, Camões ingressou nos estudos de Literatura e Filosofia em Coimbra, tendo tido como protector o seu tio paterno, D. Bento de Camões. Nessa época, já era conhecido como poeta e compôs uma elegia à Paixão de Cristo.
Luís de Camões, temerário, apaixonado, cedo se envolveu em intrigas e duelos: já a viver em Lisboa, Luís de Camões era apreciado pelas damas da corte, tanto por seu charme como por seus versos, mas enfrentava perseguições de outros poetas menos talentosos, menos temerários e mais escolásticos. Diante disso, esses outros poetas alimentaram uma série de intrigas que visavam causar o desprestígio de Camões diante da corte.
Existem, apócrifos ou não, relatos de um vida boémia, como cliente de tavernas de má reputação e envolvendo-se em arruaças e relações amorosas tumultuosas. Adensam a lenda, ainda, inúmeras relações amorosas com damas, que aparecem citadas pelo nome em biografias ulteriores do poeta como na lista de seus amores, mas cuja aquelas identificações são actualmente consideradas acrescentos próprios de acrentar um ponto ao conto. Dessas damas, destaca-se uma paixão pela Infanta D. Maria, irmã do rei - suposta audácia que lhe teria custado pena no calabouço, e outra com D. Catarina de Athayde, cuja recusa teria causado o autoexílio do poeta, primeiro no Ribatejo, e depois alistando-se como soldado, em Ceuta. Empurrado para o 'desterro' ou para escapar das perseguições, em 1547, Luís Vaz de Camões embarcou, de facto, como soldado para África, servindo em Ceuta por dois anos. Durante uma refrega perdeu o olho direito, numa batalha naval no Estreito de Gibraltar. De regresso a Lisboa, não tardou em retomar a vida boémia.
Supostamente perseguido, viveu longe de Portugal por mais 17 anos, passando por terras estrangeiras, sustentando-se como soldado e poeta. Camões viveu na Índia por três anos, além de ter passado por outras terras estrangeiras como a Arábia, Macau e Moçambique. Durante sua estadia na Índia, enfrentou adversidades e combateu ao lado das forças portuguesas. Em Dezembro de 1567, Camões embarcou na nau de Pedro Barreto para Sofala, na ilha de Moçambique, onde este havia sido designado governador, e lá esperaria por um transporte para Lisboa em data futura. Parece que Pedro Barreto fez promessas vãs a Camões, de tal modo que, passados dois anos, Diogo do Couto e outros amigos o descobrem a viver como um indigente. Estes pagam-lhe as dívidas e a viagem de regresso a Lisboa.
A sua experiência no Oriente influenciou a sua obra mais conhecida, a epopeia nacionalista 'Os Lusíadas', que, uma vez mais segundo a lenda, salvou de se perder nos mares durante um naufrágio: de volta a Portugal, Camões sofreu um naufrágio, na foz do rio Mekong, que atirou toda a tripulação ao mar. Camões, sabendo nadar, conseguiu salvar a sua obra, mas perdeu a sua amada para sempre, por ele depois evocada em sonetos como 'Ah! Minha Dinamene, assim deixaste'.
A sua obra mais famosa, 'Os Lusíadas', foi publicada em 1572, dois anos após seu retorno a Portugal. O poema épico celebra as conquistas marítimas dos navegadores portugueses, especialmente Vasco da Gama. Camões mistura mitologia, história e aventura em uma narrativa grandiosa, que estabelece novos padrões linguísticos para a língua portuguesa.
'Os Lusíadas', narram a viagem de Vasco da Gama e sua tripulação em busca do caminho marítimo para a Índia. Camões exalta os feitos dos navegadores portugueses, destacando sua coragem, determinação e habilidades náuticas. A viagem de Vasco da Gama é uma busca pelo desconhecido, pela expansão dos horizontes e pela descoberta de novas terras. A aventura e a curiosidade movem os personagens. Além dos feitos heróicos, há espaço para o amor e a paixão. O episódio de Inês de Castro, por exemplo, é uma história trágica de amor proibido.
Camões incorpora elementos da mitologia greco-romana ao longo do poema. Os deuses e ninfas interferem nas acções dos personagens, e há referências a figuras míticas como Neptuno e Adamastor.
"Os Lusíadas" são uma celebração do espírito nacional português. O poeta enaltece a nação, sua história e suas conquistas, reforçando o orgulho e a identidade lusitana.
Em resumo, "Os Lusíadas" é uma obra rica em simbolismo, história, mitologia e emoção, e continua a ser uma das maiores contribuições da literatura portuguesa.
"Os Lusíadas" exaltam o povo português, aqueles que superaram perigos e guerras para avançar o Império e a Fé. Essa valorização do espírito nacional e das conquistas marítimas influenciou a forma como outros escritores retrataram suas próprias nações e heróis.
Foi apresentar a obra-prima, em récita, para El-Rei D. Sebastião. O rei, ainda um adolescente de 14 anos, determinou que o trabalho fosse publicado em 1572, concedendo também uma pequena tença a "Luís de Camões, cavaleiro fidalgo de minha Casa", em paga pelos serviços prestados na Índia. O valor desta pensão não excedeu os quinze mil réis anuais, o que se não era grande coisa comparada com o génio de quem se fala, também não era assim tão pouca tendo em vista que as damas de honra do Paço recebiam cerca de dez mil réis. Para um soldado veterano, a soma deve ter sido considerada suficiente e honrosa na época.
Ao contrário da romantização de que foi revestida a sua vida e morte, não viveu os últimos anos na indigência, mas Viveu seus anos finais num quarto bastante aceitável de uma casa próxima da Igreja de Santa Ana, servido por um servo, que trouxera do Oriente. A melancolia e a amargura que lhe provocaram a falta de vontade em viver chegaram após a a derrota portuguesa na Batalha de Alcácer-Quibir, onde desapareceu D. Sebastião, enlevado pelo sentimento de alcançar a grandeza e Glória dos seus antepassados, levando Portugal a perder sua independência para Espanha. Então, adoeceu. Levado para o hospital, aí morreu, em 10 de Junho de 1579 ou 1580, sendo enterrado, numa campa rasa na Igreja de Sant'Ana. Após o terramoto de 1755, que destruiu a maior parte de Lisboa, foram feitas tentativas para se recuperar os restos mortais de Camões. As ossadas que dizem que foram encontradas foram depositadas, em 1880, numa tumba honorífica e de aparato, no Mosteiro dos Jerónimos. Aí jaz, com grande probabilidade, mas não completa certeza, Luís Vaz de Camões.
Luís Vaz de Camões deixou um legado duradouro na Literatura, sendo reconhecido como o maior poeta da língua portuguesa e apenas ombreando na literatura universal com Virgílio, Dante, Shakespeare e Cervantes.

Mas acontece que continua a senda do apoucamento dos nossos Maiores. Não, não é uma piada, mas vai ser emitida uma nova moeda comemorativa dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões (1524-2024), em que o maior nome da literatura portuguesa é representado sem linhas de rosto, sem boca e nariz, quase sem figura, mas numa horrenda desconstrução. Onde está representada a aparência do galante poeta, personificado o carácter temerário que enche o nosso imaginário e transparece na anterior iconografia.
Será obra, mas não prima, pois os testemunhos dos seus contemporâneos descrevem-no como um homem de porte um pouco acima da média (à época), de cabelo loiro arruivado, cego do olho direito; ou seja, um esteta sempre pronto a apreciar a beleza da mulher, hábil em todos os exercícios físicos e com um temperamento viril e temerário propenso a não recusar uma briga ou servir a Pátria.
Como pode, então, a História de Portugal ser constantemente distorcida menorizando os feitos e a imagem dos nossos viris illustribus?! Mas por muito que tentem, nunca conseguirão diminuir os feitos dos nossos Imortais.

Miguel Villas-Boas*


*escreve na ortografia anterior ao AO90 e fazendo uso da Liberdade de Expressão consignada na Constituição da República Portuguesa e na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia

terça-feira, 11 de junho de 2024

SAR D. Afonso e Duques de Coimbra de visita ao Porto


 O Príncipe da Beira, Dom Afonso de Bragança juntou-se aos Duques de Coimbra em casa de amigos na zona histórica da Foz Velha no Porto para um agradável e descontraído encontro. Foram recebidos pelo grupo de Fados do Orfeão da Universidade do Porto. Recorde-se que Dona Maria Francisca de Bragança, foi madrinha do Festival Internacional de Tunas, XXXII FITU da Universidade do Porto, a convite do Orfeão Universitário em 2018.


segunda-feira, 10 de junho de 2024

S. Anjo da Guarda de Portugal - Dia de Portugal


Neste dia de Camões, de Portugal e da Raça não vou citar os Lusíadas, nem qualquer poema a gloriar os feitos da nossa grande Nação. Em vez disso, vou citar este simpático Cardeal, de seu nome: Malcolm Ranjith, Arcebispo de Colombo (não na segunda circular, mas na terra a que os portugueses chamaram Ceilão).

Quando me cruzei com o Cardeal Ranjith, em Roma, mostrou-se infinitamente grato a Portugal, e dizia: "Se não fossem os portugueses eu não seria Católico, porque foram vocês que evangelizaram a minha terra."

Isto é um resumo, numa frase, de todas as odes às aventuras lusitanas por esses mares afora. Atravessámos meio mundo para levar a Cruz de Cristo e o Evangelho a quem não o conhecia. E, por causa disso, o Mundo mudou...até aos nossos dias.
 
É importante saber-se que a Fé e coragem dos nossos antepassados influenciam pessoas ainda hoje. Pessoas agradecidas e orgulhosas da presença portuguesa nas suas terras há séculos. E também pessoas que se consideravam portuguesas - e eram de facto - mas os interesses político-económicos roubaram-lhes essa identidade. Ou pelo menos tentaram.

Viva Portugal!

Padre João Silveira

Fonte: Senza Pagare