sábado, 4 de fevereiro de 2017

El-Rei

D. CARLOS.JPG


O pior de tudo são os discursos. Por isso, o essencial apenas. D. Carlos, um rei amado pelos portugueses e o alarme em consequência generalizado entre os republicanos. A sua morte e a do Princípe Real. Traiçoeiramente baleados à Sua chegada a Lisboa.

Foi em 1908. Em 1921, no famigerado episódio da "camioneta fantasma", eram igualmente assassinados alguns dos principais fazedores da República. Quem se lembra deles, quem os chora ou sufraga?

A resposta a estas interrogações está em nós. Na Nação portuguesa. Não, não falo em titânicos lances históricos de bravura, sequer em alguma maçadora lista de valores e deveres pátrios pelos quais é forçoso morrer, se necessário... Disse - falo em nós. Nos nossos dias, ontem, hoje e amanhã. No muito que a pessoa do Rei nos segreda ao coração de opositores do Estado e dos seus próceres. Jamais em repúbica um presidente conseguirá (mas parece haver os que tentam...) o povo siga voluntariamente um ideal e se sacrifique por si mesmo. Por aquilo em que já não acreditamos - o nosso futuro, enfim. 


João-Afonso Machado


Fonte: Corta-fitas

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Real Associação da Madeira assinala regicídio de 1908 com um jantar

regicidio


A Real Associação da Madeira promove no próximo sábado, 4 de Fevereiro de 2017, às 20h00, no Restaurante Brasserie, na promenade do Lido, um jantar de homenagem ao Rei D. Carlos e ao seu filho, assinalando o regicídio, cujo aniversário se comemora a 1 de Fevereiro. O historiador Emanuel Janes abordará o tema “Enquadramento Histórico do Regicídio”. Já publicou diversos títulos sobre esta matéria entre os quais “Implantação da República na Madeira” e Uma Tentativa de Restauro da Monarquia na Madeira”.
Depois da palestra haverá um debate aberto a todos os presentes, confrontando ideias e alimentando a diversidade de interpretação histórica do “Regicídio”.
Há 109 anos o rei D. Carlos foi assassinado por Manuel dos Reis Buíça no Terreiro do Paço. Buíça atingiu-o pelas costas com tiros de espingarda. O príncipe D. Luís Filipe de Bragança foi também morto e o irmão, o príncipe D. Manuel ficou  ferido. A rainha Dona Amélia, que também estava para ser assassinada defendeu-se valentemente com o ramo de rosas que tinha, atingindo com ele o seu agressor, o empregado do comércio Alfredo Costa, que se aproximara da carruagem para atirar também sobre a família real com tiros de pistola.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Mataram O Rei! Mataram O Príncipe Real! Infames!

regicidio


Completam-se, 109 anos sobre o mais trágico magnicídio da História de Portugal, episódio que haveria de ficar para sempre conhecido como Regicídio, pois a 1 de Fevereiro de 1908 Sua Majestade Fidelíssima El-Rei Dom Carlos I de Portugal e o Príncipe Real Dom Luís Filipe de Bragança foram assassinados, respectivamente aos 44 e aos 20 anos, num atentado terrorista perpetrado pela Carbonária, organizado em conjunto por esta organização terrorista, pela maçonaria, por republicanos do Partido Republicano Português e dissidentes do Partido Progressista.
Existem sempre diversos graus de culpa – sim, a culpa tem várias camadas -, uns são culpados pelas suas acções, outros pelas suas omissões.
Se o Buiça, o Alfredo Costa foram os agentes perpetradores do assassinato d’El Rei Dom Carlos e do Príncipe Real Dom Luís Filipe, outros há que foram os cobardes que na sombra orquestraram o atentado terrorista, ou que mesmo não participaram sabiam que a causa teria como consequência esse efeito, ou aqueles que sabiam que podia acontecer, mas nada fizeram para o prevenir. Assim, se os regicidas são culpados por dolo directo, outros são-no por dolo indirecto, dolo eventual, negligência grave ou grosseira, ou mesmo por negligência simples.
Existem os autores materiais, que premiram os gatilhos contra as Augustas figuras da nossa Família Real em 1 de Fevereiro de 1908 e os fuzilaram e há os autores morais, como a comissão revolucionária que orquestrou o maléfico evento. Os autores morais nunca foram punidos!
A Carbonária foi uma organização terrorista secreta e armada, oriunda de Itália, e que se instalou em Portugal em 1822, liderada por Luz de Almeida a partir de 1898, que alistava grupos de civis que treinava nas técnicas de combate urbano e anarquista e procedia ao recrutamento de fidelidades nos quartéis entre os soldados e os sargentos. Apoiada pelo próprio grão-mestre do Grande Oriente Lusitano Unido, lançou-se mesmo em atentados bombistas como os do anarquista João Borges. Era paralela da Maçonaria, embora sem vínculo orgânico à Maçonaria Portuguesa, não obstante utilizava algumas lojas do então Grande Oriente Lusitano Unido para aquartelar os seus órgãos superiores, os seus membros eram na maioria também maçons, e colaborou oficialmente com esta Obediência para a tentativa de revolução republicana falhada de 28 de Janeiro de 1908 – conspiração urdida pelos republicanos, pela Carbonária e pelos dissidentes progressistas -, para o Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908, e, para a implantação da República, em 5 de Outubro de 1910. A Carbonária era uma organização política, mas de cariz armado, uma espécie de brigada de artilharia, inimiga da Monarquia, do clero e das congregações religiosas. A Carbonária impunha aos seus filiados que ‘possuíssem ocultamente uma arma com os competentes cartuchos’.
O órgão supremo da Carbonária Portuguesa era a Venda Jovem-Portugal, tão secreta que os seus membros não se conheciam uns aos outros e que apenas se reunia em caso de deliberações importantes. O seu Presidente honorário era o Grão-Mestre eleito na Venda Jovem-Portugal e mais quatro Bons Primos nomeados e escolhidos por este de entre os membros da Carbonária Portuguesa. Este era o órgão de gestão da Carbonária Portuguesa e o seu pólo dinamizador principal.
Na Carbonária havia quatro graus: RachadorAspiranteMestre e Mestre Sublime. Os filiados tratavam-se por Primos e por Tu, havendo entre eles sinais de reconhecimento e palavras especiais, e, nas sessões apresentavam-se sempre todos de capuz geralmente negro ou com a cara encarvoiçada, para dificultar a exposição dos chefes, mas os quais, todavia, conheciam os seus homens. O estandarte carbonário era vermelho e verde e nele estava representado um Estrela de Cinco Pontas, que encima o Globo Terrestre e três pontinhos, dispostos em forma triangular com o vértice na parte inferior.
Do lado político das conspirações formou-se ainda um comité revolucionário composto pelos dissidentes do Partido Progressista, Visconde da Ribeira Brava e Alpoim, e, os republicanos Afonso Costa e Alexandre Braga, entre outros e que era conhecido pelo Grupo dos 18. Prepararam então a revolução.
Tudo servia de desculpa para denegrir o governo e o Rei: a maior das crises políticas, que El-Rei Dom Carlos I enfrentou foi, logo no início do seu reinado, o Ultimato britânico de 1890 usado pelos republicanos para inflamar a insatisfação popular e acicatar o ódio à Família Real Portuguesa. O Reino Unido apresentou a Portugal o Ultimato britânico de 1890, que intimava o desígnio expansionista de Portugal, concretizado no Mapa Cor-de-Rosa a desocupar os territórios compreendidos entre Angola e Moçambique num curto espaço de tempo, caso contrário seria declarada a guerra entre os dois países. Assim se perderam importantes áreas e a propaganda republicana aproveitou o momento de grande alvoroço nacional para responsabilizar a Coroa pelos reveses no Ultramar. Em 31 Janeiro de 1891, no Porto deu-se mesmo um golpe republicano, mas que foi debelado.
O que a propaganda republicana não divulgava, pois não lhes interessava, foi o papel do Rei que soube inverter a conjuntura e, fruto do seu exímio dom diplomático instalou Portugal no centro da diplomacia europeia da primeira década do século XX; a questão dos adiantamentos, isto é, das supostas dívidas da Casa Real ao Estado; a greve académica de Coimbra em Março de 1907, com o falso pretexto da reprovação de um candidato a Doutoramento em Direito; que João Franco governava em ditadura – ora acontece que depois de quebrado o apoio dos progressistas, passou a governar à turca, mas tratou-se de uma ditadura apenas administrativa, pois era impossível governar com o Parlamento que não funcionava; havia forte especulação de que Dom Carlos I intervinha muito na governação, ora, por causa da inoperância das instituições, designadamente o parlamento enredado no quiproquó do rotativismo, o Rei era, na prática, obrigado a exercer o poder real por vezes de forma significativa, embora sujeito pela Constituição a actuar no conselho do Gabinete – ou isso ou o País parava enredado no jogo rotativista! D. Carlos, foi até menos intervencionista que o regente D. Pedro, depois de 1834, ou que D. Maria II e Dom Pedro V.
De resto, os inimigos da Coroa, menos que uma ditadura, temiam a hipótese de uma nova forma de reinar, capaz de confirmar um caminho novo para o regime, limpo de toda a ferrugem que encardia a engrenagem da máquina.
Aliás, tudo parecia resolver-se, até porque o partido de João Franco alcança os acordos indispensáveis com os círculos eleitorais de maneira a garantir a desejada maioria, e são marcadas eleições para o parlamento, o que poria fim à ditadura administrativa e permitiria regressar a um cenário de normalidade e equilíbrio parlamentares.
A Família Real encontrava-se em Vila Viçosa desde 6 de Janeiro, no Paço Ducal dos Braganças, e que era tanto do gosto do Rei que apreciava o bucolismo e a vida simples e rural. Só Dom Manuel, após uma curta estadia, apressara a sua vinda para Lisboa com o objectivo de se preparar para os exames da Escola Naval.
Dia 28 de Janeiro de 1908 foi a data escolhida pelo comité revolucionário para a revolução pelas armas, mas um inconfidência de um dos conspiradores fez chegar a notícia da sublevação às autoridades que actuaram de imediato: António José de Almeida, Luz de Almeida, João Chagas, França Borges, João Pinto dos Santos e Álvaro Poppe foram presos imediatamente. Afastados estes, a chefia e orientação do coup recaiu sobre Afonso Costa, mas com a rápida intervenção das forças da ordem comandadas pelo general Malaquias de Lemos, acabou detido juntamente com Egas Moniz e o Visconde da Ribeira Brava de armas na mão, no Elevador da Biblioteca, de onde contavam chegar à Câmara Municipal para proclamar a república. José Maria de Alpoim conseguiu fugir para Espanha. As tropas por agora mantiveram-se fiéis ao regime e Machado dos Santos não conseguiu sublevar o quartel da Marinha em Alcântara, nem Cândido dos Reis apoderar-se do cruzador São Miguel.
João Franco extrapola e decide usar mão-de-ferro preparando um decreto-lei de excepção vaticinando o exílio para o estrangeiro ou a expulsão para as colónias, sem julgamento, de indivíduos que fossem pronunciados em tribunal por atentado à ordem pública e segurança do Estado. El-Rei hesitou, mas reflectindo, após insistência de Franco anui: ‘Cada vez temos mais necessidade acabar com agitação. Aprovo resolução tomada’. Dom Carlos assina o Decreto de 31 de Janeiro que prevê a deportação dos que atentassem contra a segurança do Estado. O Monarca terá, então, dito:  ’assino a minha sentença de morte!’. Mesmo assim decide regressar a Lisboa no dia seguinte, para não pensarem que o Rei se escondia.
Quem não parara de se movimentar na sombra era a Carbonária que, com a conivência do mencionado comité revolucionário, urdia um atentado para assassinar a Família Real desde 1907, data em que, numa deslocação a Paris, um grupo de republicanos decidira numa reunião com revolucionários anarquistas franceses assassinar o presidente do Conselho e o Monarca português! Houve depois vários encontros para preparar o atentado, sendo o último na madrugada desse dia 1 de Fevereiro de 1908, nos Olivais, onde uns primos da Carbonária, simultaneamente membros de uma loja maçónica não regularizada, decidem avançar com a impiedade. Decidem assassinar, primeiro o Rei Dom Carlos I, depois o Príncipe Real Dom Luís Filipe, depois o Infante Dom Manuel e, finalmente, a Rainha Dona Amélia.
A Família Real deixou Vila Viçosa às 11h00 de 1 de Fevereiro de 1908 e Dom Carlos I, Dona Amélia e Dom Luís Filipe viajaram de comboio até ao Barreiro onde apanharam o vapor Dom Luís.
Estava uma tarde linda, solarenga e vestida de azul, Dom Manuel, o Infante Dom Afonso, os conselheiros que compunham o governo e vários dignitários e áulicos da Corte, esperavam no cais fluvial de Lisboa o vapor que trazia a Família Real. Dom Carlos I, Dona Amélia e Dom Luís Filipe desembarcam às 17h10m no Terreiro do Paço. Dona Amélia é oblatada com um ramo de flores por uma rapariguinha, Dom Carlos desce de seguida e combina com João Franco reunião no Paço. Trocam-se rapapés vagarosos entre Dom Carlos e o Ministro da Guerra Vasconcellos Porto, e Dom Luís Filipe, o último a descer, vai entretendo boa parte dos 80 elementos que os esperavam, até que o Conde de Figueiró faz saber que as carruagens estavam prontas – pois, ao contrário da insistência do estribeiro-menor Coronel Alfredo Albuquerque, El-Rei decidira que seguiria num laudau de capota descida, prescindindo, dos automóveis. Sobem a carruagem aberta que os levaria às Necessidades. De acordo com o Protocolo, Dona Amélia subiu primeiro e ocupou o lugar à esquerda de frente, Dom Carlos o da direita, Dom Manuel de costas à esquerda e Dom Luís Filipe defronte ao Rei.
O cortejo saiu da estação e evoluía em marcha lenta com a carruagem real à frente e sem grandes medidas de segurança, com uns batedores a cavalo tomando a dianteira e o oficial às ordens a cavalo a ladear o Rei. O laudau seguia, um pouco destacado da comitiva, já nas arcadas à esquerda e quando, quase a dobrar para a Rua do Arsenal, nas arcadas do Ministério da Fazenda, ouve-se um tiro e um grito de ordem: ‘A Eles!!!’ Era a Carbonária!!!!!!
O Duque de Beja, o Infante Dom Manuel, olha perscrutante e repara num indivíduo de densas barbas negras e de varino, no passeio: era o Manuel Buiça! O facínora de olhar vítreo abre o capote e retira uma carabina, atira as faldas do varino para os ombros e corre numa fúria homicida a aproximar-se da carruagem; já na rua ajoelha-se à forma de atirador – com um joelho no chão e a coronha da Winchester 1873, encostada ao ombro! Manuel dos Reis Silva Buiça, professor primário, fixou o olhar duro e frio no Rei e disparou usando como alvo a gola vermelha do capote do pequeno uniforme de Marechal-General do Exército que o Rei envergava! A poderosa bala de calibre 44 acerta em cheio no Rei Dom Carlos, atravessando-lhe o corpo, fracturando a coluna vertebral e saindo pelo maxilar inferior, o Rei faz um esgar, mas abate-se de seguida, morto. Buiça continua a fuzilar El-Rei, o que faz o Príncipe Real, já recuperado do espanto sacar do Colt e disparar 3 tiros na direcção dos cinco terroristas – parece que atingiu José Nunes; Alfredo Costa surge por trás do Rei e dispara-Lhe sobre a nuca, depois coloca o pé direito no apoio de subida do landau e eleva-se ficando ao nível da Família Real, disparando sobre o corpo inerte e tombado de costas do Monarca português. Dom Luís Filipe dispara sobre o terrorista, mas os solavancos fazem-no errar o alvo. Enquanto isso, a Rainha Dona Amélia aos gritos de ‘Infames!’, armada do ramo de flores ofertado à chegada pela criança, flagelava corajosamente o Costa, mas em vão, pois Alfredo Luís Costa vira-se para o Príncipe Real e dispara-lhe em cheio no esterno, mas não mortalmente. O Príncipe Real não nega a sua varonia e corajoso descarrega os restantes 4 tiros no Costa que cai morto da carruagem. Ao ver isso, o Buiça que continuava a espingardearia atingindo Dom Manuel no braço direito, vira-se para Dom Luís Filipe e dispara sobre o já jovem Rei, que não reinaria, pois é atingido em cheio na face esquerda com uma bala que atravessa a cabeça e que sai pela nuca, matando-o. Estava consumado o magnicídio!
O tenente Francisco Figueira trespassou, então, o Buiça com a espada e pôs-lhe um fim. Ainda restavam três terroristas, mas graças à acção do Marquês de Lavradio e do Visconde de Asseca que se colocam a servir de escudo e do sangue-frio do cocheiro Bento Caparica, que mesmo ferido, à brida toda dispara os ginetes em direcção ao Arsenal, os intentos assassinos dos carbonários não conseguem completar o plano gizado e Dom Manuel e Dona Amélia sobrevivem. Os outros carbonários, acabaram, também, às mãos do sabre ou da pistola da guarda.
Uma mulher do povo exclama: ‘- Mataram agora o Rei!’
‘Mataram o Rei! Mataram o Príncipe Real!’, eram 17h20m, a terrível notícia espalha-se pela capital. Estava consumada a tragédia do Regicídio!
João Franco e Vasconcellos Porto, corriam a pé atrás da carruagem real!
A Monarquia estava ferida de morte pelos golpes desta tragédia!
‘O meu Pai… o meu Irmão!!!!’
O Rei morreu… duas vezes!!! Dom Manuel era o novo Rei, obrigava-o o dever do trono e destino dos Reis… reinar sobre a morte de quem lhe deu vida!

Miguel Villas-Boas

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O PRÍNCIPE ASSASSINADO - 1887-1908



Por Ana Vicente e António Pedro Vicente


O auto de nascimento regista o dia 21 de Março de 1887 como aquele em que foi dado à luz,
no Palácio de Belém, em Lisboa, o primeiro filho de Dona Amélia, Duquesa de Bragança e
futura Rainha de Portugal. Seu pai, o Duque de Bragança, subiria ao trono com o título de
Rei Dom Carlos. O nome completo do Príncipe da Beira, título atribuído ao filho
primogénito, era Luiz Filipe Maria Carlos Amelio Fernando Victor Manoel António
Lourenço Miguel Raphael Gabriel Xavier Francisco d’Assis Bento de Bragança, Orleans,
Saboya e Saxe Coburgo Gotha. Todas as fontes indicam que a atitude da então Princesa
Amélia, face aos seus filhos (Dom Manuel nasceria em 1889) era sempre extremamente
atenciosa e carinhosa. Foi, sem dúvida, uma mãe que desfrutava a função maternal com
grande prazer e que se ocupava muito directamente dos seus filhos, quer na primeira infância
quer durante os anos da adolescência, desejando que em adultos fosses apreciados pelo seu
carácter e não pelo seu nascimento. Garantiu assim a ambos um desenvolvimento emocional
equilibrado. Escrevendo a sua irmã que se encontrava em Paris, Dona Amélia descreveu o
seu bebé como sendo ‘um amor’ e muito inteligente.

A educação do Príncipe Real foi muito cuidadosa e nela se empenhou D. Amélia no
quotidiano. Segundo um servidor do paço, citado pela revista Brasil-Portugal, a Rainha
queria que seus filhos se levantassem às 6. Os seus preceptores, todos do sexo masculino,
deslocavam-se ao Palácio para aí instruírem os ilustres alunos. Os príncipes estudavam até ao
meio dia, almoçavam, recebiam de novo os seus professores e cerca das 15 horas saíam em
passeio, geralmente a pé. Ao fim da tarde faziam os deveres escolares e jantavam por volta
das 19.30.

A partir dos 13 anos de idade, o principal educador de Dom Luiz Filipe foi Mouzinho de
Albuquerque, uma figura militar lendária, algo exaltada, com uma perspectiva muito
pessimista da situação política que o país vivia. Numa carta aberta dirigida ao seu pupilo
declarava que entendia como seu principal dever fazer dele um soldado. Em 1901 Mouzinho
acompanhou o Príncipe a visitar o norte do país, com o intuito declarado de o levar a
conhecer o seu povo. O escritor Rocha Martins, no seu estilo exuberante, refere assim o
herdeiro: “um gentil adolescente, branco, mimoso, de cabelo cortado à militar, sorridente e
tomado de todas as curiosidades” e que teria sido acolhido com o maior carinho no Porto,
passando por Leixões. Deslocou-se ainda a Vila Nova de Gaia, Viana do Castelo, Penafiel,
Grijó, Granja, Braga (incluindo o Bom Jesus), Ponte de Lima, Ponte da Barca, Monção e
Caminha. A visita foi muito comentada e também criticada em alguma imprensa, pois os
jornais republicanos, que tinham toda a liberdade em escreverem o que bem entendessem,
encontravam defeito em toda e qualquer actividade realizada pelos membros da família real,
realizando assim uma propaganda persistente e permanente que acirrava a opinião pública
contra o regime monárquico.

Durante a adolescência, o Príncipe esteve, em várias ocasiões, integrado nas visitas oficiais
que diversos monarcas ou dignitários estrangeiros realizaram a Portugal. Eduardo VII de
Inglaterra visitou Portugal em Abril de 1902, Afonso XIII de Espanha em 1903, o Presidente
da República francês Loubet e a Rainha Alexandra de Inglaterra estiveram no país em 1905.
Nesse mesmo ano o imperador da Alemanha Guilherme II passou por Lisboa, em visita
privada. Em 1902 Dom Luiz Filipe foi a Londres para representar seu pai na coroação do Rei
Eduardo VII, mas esta foi adiada devido a doença do monarca. Também esteve em Madrid
em 1906 para assistir ao casamento do Rei D. Afonso XIII com a princesa Victoria de Battenberg, que ficou marcado pelo violento atentado à bomba contra os noivos, por parte de
um anarquista. Morreram 20 pessoas e houve cerca de 100 feridos.

O Príncipe Real prestou juramento à constituição política em 20 de Maio de 1901, em
conformidade com a Carta Constitucional.

Entre Fevereiro e Maio de 1903 a Rainha D. Amélia achou por bem levar os filhos a fazer
um cruzeiro no Mediterrâneo, não só pelo prazer da viagem mas também com intuitos
educativos. Dom Luiz Filipe tinha sempre a sua máquina fotográfica à mão e os clichés
foram colados num Álbum, relatando esta feliz excursão. O iate Amélia tocou em Cádiz,
Gibraltar, Oran, Argel, Tunis, Malta, Alexandria. Também visitaram o Cairo e Jerusalém e
diversos portos de Itália.

O evento político de maior destaque protagonizado pelo Príncipe foi a viagem que
empreendeu a África entre 1 de Julho e 27 de Setembro de 1907. Visitou S. Tomé e Príncipe,
Angola, Moçambique, as colónias inglesas da Rodésia e da África do Sul (estas últimas para
fomentar as boas relações com a velha aliada) e já no regresso, Cabo Verde. Esta viagem
ocorreu num momento particularmente significativo das querelas internacionais que, anos
antes, tinham eclodido, relacionadas com a tutela portuguesa no imenso território de uma
África então cobiçada e considerada necessária ao progresso europeu. Era ainda necessário
refutar as acusações de esclavagismo em S. Tomé e Príncipe e em Angola, as quais, segundo
o governo português, eram motivadas por rivalidades comerciais. Até aquela data jamais
algum membro da família real se tinha deslocado às colónias portuguesas em África.

A imprensa republicana foi muito crítica face a esta viagem, enquanto outros periódicos
favoráveis à dinastia dos Braganças, davam conta de todos os pormenores das visitas,
sublinhando a autenticidade do carácter do Príncipe e a boa recepção de que era alvo em todo
o lado. Evidentemente que os muitos problemas que existiam nos territórios que à data se
apelidavam quer de ‘Colónias’ quer de ‘Ultramar’, foram de alguma forma torneados ou
ignorados publicamente. Por exemplo, na ilha do Príncipe, poucos dias antes da chegada,
tinha rebentado uma revolta grave pelo que o África, nome do navio que transportava a
delegação oficial, não se deslocou aí. Também havia revoltas no sul de Angola, que
preocupavam o governo.

O regresso foi de novo comentado sob dois pontos de vista opostos. Com virulência da parte
dos republicanos e com palavras admirativas da parte dos monárquicos.

Poucos meses depois, a 1 de Fevereiro de 1908, Dom Luiz Filipe era assassinado, juntamente
com seu pai, o Rei D. Carlos, no Terreiro do Paço, em Lisboa, na carruagem em que seguia
juntamente com sua mãe, a Rainha D. Amélia e seu irmão, Dom Manuel. Este descreveu a
cena num relato doloroso e detalhado de que se citam as seguintes palavras: “Quando vi o tal
homem das barbas que tinha uma cara de meter medo, apontar sobre a carruagem, percebi
bem, infelizmente o que era. Meu Deus que horror. O que então se passou. Só Deus, minha
Mãe e eu sabemos; porque mesmo o meu querido e chorado Irmão presenciou poucos
segundos, porque instantes depois também era varado pelas balas. Que saudades meu Deus!”
Qualquer acto deste cariz violento poderá ter muitas explicações mas jamais qualquer
justificação.

Os traços de carácter e a cuidadosa educação que tinha desfrutado, permitem sugerir que o
Príncipe Real, Dom Luiz Filipe de Bragança, poderia ter vindo a servir o país de forma hábil
e correcta, modernizando as instituições e o estilo da monarquia.

DOM CARLOS I, REI DE PORTUGAL





Fonte: Boletim PDR 2 do saudoso David Garcia

Missa de sufrágio, SM D. Carlos e SAR D. Luís Filipe - VIANA DO CASTELO

Estimados Associados e Simpatizantes da Real Associação de Viana do Castelo
A Real Associação de Viana do Castelo manda celebrar na próxima 4.ª feira dia 1 de Fevereiro, pelas 18h00, na Sé Catedral de Viana do Castelo, uma Missa de sufrágio pelas...


Estimados Associados e Simpatizantes da Real Associação de Viana do Castelo

A Real Associação de Viana do Castelo manda celebrar na próxima 4.ª feira dia 1 de Fevereiro, pelas 18h00, na Sé Catedral de Viana do Castelo, uma Missa de sufrágio pelas Almas de Sua Majestade El-Rei Dom Carlos e de Sua Alteza Real o Príncipe Dom Luís Filipe.

A Eucaristia será presidida pelo Rev. Padre Dr. Armando Rodrigues Dias, Vigário Judicial Adjunto do Tribunal Eclesiástico de Viana do Castelo e Pároco da Freguesia de Santa Maria Maior.

Apela-se a todos os associados e simpatizantes da Real Associação de Viana do Castelo para que estejam presentes nesta celebração em memória de Sua Majestade El-Rei D. Carlos e do Herdeiro do Reino de Portugal, que morreram há 109 anos pela Pátria, assassinados pela Carbonária, organização terrorista e braço armado da Maçonaria. 

Missa de sufrágio, SM D. Carlos I e Príncipe Real - VISEU


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

MISSA DE SUFRÁGIO PELAS ALMAS DE EL-REI D. CARLOS E DO PRÍNCIPE REAL D. LUÍS FILIPE - COIMBRA

 Rainha D. Amélia prostrada


Real Associação de Coimbra informa que no próximo dia 1 de Fevereiro (4ª feira), pelas 18h00 horas, será celebrada na Igreja da Rainha Santa Isabel (Mosteiro de Santa Clara-a-Nova), em Coimbra, uma Missa de Sufrágio por Sua Majestade El-Rei Dom Carlos e Sua Alteza o Príncipe Real Dom Luís Filipe, assassinados há 109 anos (1-2-1908).
(SUA MAJESTADE FIDELÍSSIMA, EL-REI DOM CARLOS I, FOI IRMÃO DA CONFRARIA DA RAINHA SANTA ISABEL)



Fonte: Arautos d'El-Rei

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Por Que Assassinaram El-Rei?

ver-o-rei


El-Rei Dom Carlos I sabia que a solução para a salvação de Portugal era um Poder Real forte, um Rei a governar segundo os princípios da Carta Constitucional, que sem abandonar o parlamentarismo, fosse o Monarca o chefe-executivo nominal, embora obrigado pela Constituição a actuar no conselho do Gabinete, orientasse e aconselhasse o ministério, zelando pelo cumprimento criterioso do bem da coisa comum pelo executivo. O Monarca exerceria o poder executivo de forma significativa, embora não absoluta. A Monarquia sob esse sistema de governo seria uma poderosa instituição política e social. Por outro lado, nas Monarquias cerimoniais, o monarca tinha pouco poder real ou influência política directa o que dava grande margem de manobra aos políticos para tornarem a política a fonte de todos os males.
‘É El-Rei a única força que no País ainda vive e opera.’, registou o insuspeito Eça de Queiroz, nesses fins de século XIX, sobre Sua Majestade o Rei Dom Carlos I de Portugal.
De facto, Dom Carlos, senhor de uma enorme e reconhecida inteligência via a situação política nacional com uma enorme clareza: o rotativismo partidário do parlamentarismo liberal era um rotundo fracasso e jamais resolveria os problemas do País. Isto posto, urgia pôr fim a essa permanente alternância no poder, cobiça de lugares, e ao ‘ora governas tu, ora governo eu’, embocada numa permanente luta entre partidos que eram uma mesma coisa e que visavam unicamente a satisfação das ambições pessoais, sem resultados práticos que melhorassem a sociedade e muito menos a política.
‘Considerando que as coisas aqui não iam bem, e vendo os exemplos de toda a Europa, onde não vão melhor, decidi fazer uma revolução completa em todos os procedimentos do governo daqui, uma revolução a partir de cima, fazendo um governo de liberdade e de honestidade, com ideias bem modernas, para que um dia não me façam uma revolução vinda de baixo, que seria certamente a ruína do meu país. (…) Até ao momento, tenho tido sucesso, e tudo vai bem, até melhor do que eu julgava possível. Mas para isso, preciso de estar constantemente na passerelle e não posso abandonar o comando um minuto que seja, porque conheço o meu mundo e se o espírito de sequência se perdesse por falta de direcção, tudo viria imediatamente para trás, e então seria pior do que ao princípio.’escreveu El-Rei D. Carlos I ao seu amigo e companheiro das lides oceanográficas, o Príncipe Alberto I do Mónaco, em Carta datada de Fevereiro de 1907.
Aproveitando essa desorganização política do rotativismo, com consequências sociais evidentes, começaram a medrar as organizações secretas republicanas – como a Carbonária – e o Partido Republicano Português que aproveitava a liberdade de imprensa para acções de propaganda cada vez mais arrojadas – dizia Brito Camacho: ‘quanto mais liberdades nos derem, mais delas usaremos contra eles’.
‘Como se, no jogo mais ou menos imperfeito das instituições vigentes, houvesse alguma espécie de tirania! Como se o homem, que ontem se sentou no trono, pudesse ser responsável pelos erros acumulados em dezenas, em centenas de anos! Como se a desesperança, a apatia, o abandono com que a sociedade portuguesa se submete à oligarquia das clientelas e cabalas que a exploram, fossem filhas da acção perniciosa da Coroa! Como se, pelo contrário, não pudesse o rei queixar-se de tantos que desertam o seu posto…’ constatou F.A. Oliveira Martins in “El-Rei D. Carlos I”, “Semana de Lisboa”, 1/1/1893.
A unidade na Maçonaria permitiu a formação de uma organização secreta sediciosa e armada, a Carbonária liderada por Luz de Almeida que alistava grupos de civis que treinava nas técnicas de combate urbano e anarquista e procedia ao recrutamento de fidelidades nos quartéis entre os soldados e os sargentos. Apoiada pelo próprio grão-mestre do Grande Oriente Lusitano Unido, lançou-se mesmo em atentados bombistas como os do anarquista João Borges.
A Carbonária foi uma organização terrorista secreta, oriunda de Itália, e que se instalou em Portugal em 1822. Era paralela da Maçonaria, embora sem vínculo orgânico à Maçonaria Portuguesa, não obstante utilizava algumas lojas do então Grande Oriente Lusitano Unido para aquartelar os seus órgãos superiores, os seus membros eram na maioria também maçons, e colaborou oficialmente com esta Obediência para a tentativa de revolução republicana falhada de 28 de Janeiro de 1908 – conspiração urdida pelos republicanos, pela Carbonária e pelos dissidentes progressistas -, para o Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908, e, para a implantação da República, em 5 de Outubro de 1910. A Carbonária era uma organização política, mas de cariz armado, uma espécie de brigada de artilharia, inimiga da Monarquia, do clero e das congregações religiosas. A Carbonária impunha aos seus filiados que ‘possuíssem ocultamente uma arma com os competentes cartuchos’.
O órgão supremo da Carbonária Portuguesa era a Venda Jovem-Portugal, tão secreta que os seus membros não se conheciam uns aos outros e que apenas se reunia em caso de deliberações importantes. O seu Presidente honorário era o Grão-Mestre que era o único dos seus membros que comunicava com a Alta-Venda e que assistia a todas as sessões deste órgão. Continuando com a descrição do organigrama da organização, a Alta-Venda era composta pelo Grão-Mestre eleito na Venda Jovem-Portugal e mais quatro Bons Primos nomeados e escolhidos por este de entre os membros da Carbonária Portuguesa. Este era o órgão de gestão da Carbonária Portuguesa e o seu pólo dinamizador principal.
João Franco, o Presidente do Conselho (primeiro-ministro) anunciara no início de mandato o intento de governar à inglesa, ou seja, energicamente, mas com equidade, dentro do espírito das leis, com harmonia mas também com firmeza. Em 25 de Maio 1906, João Franco anuncia o seu programa de governo:  ‘tolerância e liberdade para o país compreender a monarquia’, tendo o Conselho de Estado amnistiado os crimes de imprensa. Aproveitando a onda de liberdade, a oposição desencadeia uma vaga de ataques a João Franco e ao Rei Dom Carlos – novamente, a falsa questão dos Adiantamentos. A questão dos adiantamentos, isto é, das supostas dívidas da Casa Real ao Estado, foi reavivada pelo próprio presidente do Ministério, que contrariando a intenção que antes manifestara de resolver o assunto no Parlamento, decide por Decreto de 30 de Agosto de 1907, tratar a questão sem ele.
Ora esta Questão era problema de longa data, porque nesta nossa boa Terra, dá-se grande atenção ao que não merece cuidado, ficando sempre o principal para segundo plano. Claro que não houve prodigalidade do Rei Dom Carlos I, que era Monarca bem frugal nos gastos, ou da Família Real que vivia modestamente, mas antes era um erro que vinha de longe, do tempo das Constituintes de 1821, que ao colocarem um terminus no Absolutismo, decretam a separação do Tesouro Público do Erário Régio, que até aí se confundiam.
Assim, para manutenção e subsistência da Família Real e despesas com a Chefia do Estado por parte do Rei criaram uma Dotaçãochamada de Lista Civil que haveria de se manter inalterada durante quase 90 anos, tornando definitiva uma situação que deveria ser temporária – conforme haviam acautelado as próprias Cortes Constituintes -, pois o parco montante fora fixado de acordo com as especiais circunstâncias que o País vivia: depauperado pelas Invasões Francesas e pela Guerra Civil.
Depois, a Carta Constitucional de 1826 estabeleceu que as Cortes deviam fixar no início de cada reinado a Dotação do novo Monarca, atendendo aos factores que poderiam contribuir para o aumento do custo de vida, mas, a disposição, mais uma vez, foi ignorada!
O Estado nos reinados de Dom Pedro V e Dom Luís I empreendeu as obras públicas estruturantes que modernizaram o País e, necessariamente, tudo isso degeneraria em inflação e em desvalorização da moeda tornando, porque quase irrisória, insuficiente a Dotação Real.
O pretexto de João Franco em trazer a Questão a jogo era válida para resolver a insuficiência da dotação real, e justa, em nome da transparência que anunciara no início do mandato de Presidente do Ministério, o problema é que escolheu mal o momento, pois os republicanos do PRP lançaram-se na propaganda demagógica contra o Rei e Brito Camacho profere a famosa frase que expõe, claramente, a agenda  republicana:  ’havemos de obrigá-los às transigências que rebaixam ou às violências que comprometem’.
Na sessão de 12 de Novembro de 1906, João Franco divulga no Parlamento os Adiantamentos feitos à Coroa. A oposição republicana que há muito aguardava o casus que lhe daria o motivo para atacar a Casa Real, clamou violentamente; Afonso Costa, surdo às admoestações do Presidente da Câmara Baixa, e já a merecer sabre da Guarda, como prenúncio do que estava a ser urdido, proferiu o ignóbil vitupério: ‘E mais ordena o Povo, solenemente, que logo que esteja tudo pago, diga o senhor Presidente do Conselho ao Rei: Retire-se Senhor, saia do País, para não ter de entrar numa prisão, em nome da lei. Por menos do que fez o Senhor D. Carlos I, rolou no cadafalso, em França, a cabeça de Luís XIV.’
Era o princípio do calvário que levaria ao trágico episódio do Magnicídio, atentado a que depois chamaram de Regicídio, no qual o Rei Dom Carlos I e o Príncipe Real Dom Luís Filipe tombariam, em serviço da Pátria e do Reino, às balas do terrorismo.

Miguel Villas-Boas

domingo, 29 de janeiro de 2017

109º Aniversário do Regicídio - Missa de Sufrágio - LISBOA



A Real Associação de Lisboa como habitualmente manda celebrar Missa de Sufrágio pelas almas de Sua Majestade El-Rei Dom Carlos I e de Sua Alteza Real O Príncipe Real Dom Luiz Filipe, no próximo dia 1 de Fevereiro de 2017, pelas 19:00, na Igreja de São Vicente de Fora, com a celebração eucarística a cargo do Reverendo Padre Gonçalo Portocarrero de Almada.

Depois da celebração eucarística terá lugar a romagem ao Panteão Real, onde Suas Altezas Reais Os Senhores Duques de Bragança deporão uma coroa de flores junto aos túmulos reais.