segunda-feira, 8 de abril de 2019

A Aldeia Portuguesa de Ayutthaya, na Tailândia

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A aldeia portuguesa do Sião (actual Tailândia) era o maior e o mais consistente estabelecimento português na região, se bem que Ayutthaya (capital do Sião) nunca tivesse sido prioridade comercial para os portugueses. Do Sião - situado no caminho entre o Índico e o Mar da China – precisava Macau de arroz e um porto seguro e se bem que a aldeia se transformasse num grande núcleo de refugiados, nunca ali possuiu o Estado da Índia qualquer entreposto comercial. O bandel (aldeamento) não era, decididamente, uma prioridade para a fazenda dos negócios portugueses no Oriente. No Sião, não havia nem feitoria nem fortaleza, pelo que ali funcionou uma forma híbrida de auto-governo centrado na figura do Capitão de Bandel indicado por Goa e confirmado pelo Rei do Sião.

A população do "Bân Protukét" (Aldeia dos Portugueses) tendeu a crescer na proporção dos reveses militares portugueses na Insulíndia. Quando Malaca se rendeu aos holandeses (1641), parte da população católica fugiu para o Camboja e daí transitou para Ayutthaya. Anos depois, já na década de 1660, Macassar foi abandonada e a população refugiou-se no Sião. Seriam os portugueses cerca de quatro mil em finais da década de 1680, estabilizando-se o seu número até 1767, ano em que a capital siamesa foi tomada e destruída pelos exércitos birmaneses. Mais do que uma aldeia, constituía um distrito na ordem administrativa siamesa e o seu Capitão ou Nay (นาย /chefe) nomeado pelo Rei siamês estava submetido à autoridade do Phra Khlang, o ministro responsável pelo comércio marítimo.

O Bân Protukét acolhia uma população etnicamente heteróclita que cobria as diversas variantes da espantosa mistura afro-indiana, indo-malaia, nipo-portuguesa, sino-indiana e peguano-portuguesa – para além, claro, de thai-portuguesa – ou seja, um verdadeiro laboratório de miscigenação.

Hoje, a Aldeia dos Portugueses do Sião é uma das grandes atracções turísticas da Tailândia, recebendo anualmente centenas de excursões.

MCB

domingo, 7 de abril de 2019

AS MENTIRAS DE ESTADO E DO ESTADO – PARTE I[1]

“Um tolo está sempre pronto a alvoroçar-se perante qualquer teoria ou discurso”.
                           Hieráclito[2]


            Antigamente as “mentiras de Estado”, utilizavam-se principalmente para proteger o Estado como tal, no pressuposto que servia a Nação, de algo mais grave. Mais grave do que a própria mentira.
            Até porque mentir nunca é bonito.
            Tal acontecia muitas vezes em tempo de guerra, dado que a contra - informação é uma arma muito importante. Que o digam algumas estações de rádio que emitiam contra o Estado e a Nação Portuguesa durante as últimas campanhas ultramarinas portuguesas…
            O “Estado de Direito Democrático” – se é que existe alguma definição oficial – como é comum a classe política e a maioria da opinião publicada, referirem-se ao actual regime ou sistema político, em vigor na sociedade portuguesa (já nem refiro a Nação, pois foi termo escorraçado do vocabulário da língua portuguesa) presumo que tal seja entendido como um sistema em que supostamente os três “poderes” – executivo, judicial e legislativo – estão “separados”; existem eleições “livres” onde cada cidadão vota num candidato que supostamente o representa – tanto no Parlamento, na Presidência da República, nas Autarquias e nessa figura de estilo que toma o nome de “Regiões Autónomas”.
            Ou seja, um sistema em que a fonte legitimadora do Poder se encontra no voto popular (de toda a população). Tudo isto segundo a sacrossanta disposição de normas estatuídas num documento, que toma o pomposo título de “Constituição”. E como em Portugal se implantou ilegitimamente – já não falo de “ilegalmente”, pois todas as revoluções/golpes de estado são, por definição, ilegais – a tiro e à bomba, em 1910, após o assassinato a sangue - frio do Rei e do herdeiro da Coroa, em 1908, um regime a que chamaram República, a constituição chama-se, Constituição da República (CR).
            Não deixa porém, de ser curioso assinalar, que a única Constituição – isto é, um papel que substitui uma pessoa ou conjunto de pessoas, na cadeira do Poder – que foi aprovada por plebiscito nacional, foi a Constituição de 1933, o que torna – pelas razões atrás apontadas – o “Golpe de Estado” de 25 de Abril de 1974, além de ilegal, também ilegítimo.
            E tornou-se uma traição ao alienar 90% de território e 60% da população, do país que então éramos, sem consulta aos “interessados” e no meio de uma indescritível cobardia, desnorteamento e caos.
            Foi assim que nasceu e se implantou o actual Estado de Direito Democrático (EDD), que de Estado tem pouco, de Direito idem e de Democrático menos.
            Em síntese: a CR foi aprovada debaixo de sequestro, é antinatural, por conter ideias marxistas; antipatriota pelas mesmas razões e não só; baseada em “Direitos” em vez de “Deveres”; prolixa, dando para quase tudo o que resulta em quase nada; mal escrita, antinacional, (não fala uma única vez em “Nação” e apenas uma vez em “Pátria”, para alegar o dever e o direito de a defender, mas acabando com o Serviço Militar Obrigatório – Art.º 276); e antidemocrática por, entre outras coisas, obrigar à revisão republicana da CR e colocar a acção política exclusivamente nas alfurjas dos Partidos Políticos.
            Permite ainda a existência e interferência de organizações cuja acção é assumidamente discreta e, ou, secreta, tanto de âmbito nacional como internacional. Uma absoluta incongruência num EDD…
            A CR é, na prática também, uma mentira, pois todos os agentes políticos e órgãos de soberania, não cumprem objectiva e despudoradamente o principal ditame da mesma, que diz que Portugal é um país soberano e independente. Porquê? Pois porque alienam tal estatuto, constantemente e sob várias formas, sem nunca se ter feito um referendo para tal!
            Juro que não tenho culpa de quase ninguém reparar nisto. Ou se reparam, estão calados.
            O Estado é, pois, um espaço público teatral onde os filiados nos partidos políticos, e sindicatos afins, se mantêm numa espécie de guerra civil permanente e só serve para cobrar impostos. A Segurança e a Justiça não estão nas suas preocupações. E já há muito que desistiram sequer de imprimir moeda e levantar tropas.
            E da Autoridade foi feita tábua rasa! Estão apenas interessados – é o que a realidade nos prova – na Economia e nas Finanças na medida em que tal possa favorecer os seus interesses pessoais e ganhar votos – a fórmula que uma revolução sanguinária, debochada e naturalista, inventou para que os seus sequazes assumissem o Poder. Estou a falar da Revolução Francesa (antecedida pela Americana).        
            A seguir trocaram os Dez Mandamentos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos; o Teocentrismo pelo Androcentrismo e o Direito Natural pelo Direito Positivo.
            A coisa nunca mais parou, nem vai parar, porque a sua essência é diabólica (e uma revolução é como uma bicicleta: quando pára, tomba…).
            O Estado é democrático? Não é, é partidocrático. E os Partidos são estruturas ordinárias, sem escola, sem princípios, sem doutrina, sem gente capaz, pois ninguém os selecciona, forma, supervisa ou sanciona. Uma espécie de central distribuidora de tachos. E quando aparece alguém capaz é trucidado…
            Por isso os chamados “homens bons dos concelhos” fogem de se juntar a tal trupe.
            Partidos, onde um chefe do mesmo, acolitado ou não, pelos seus mais próximos, escolhe as listas de deputados que irão (supostamente) representar o povo…
            A tendência é sempre para piorar. Quando se vêm acossados, blindam o sistema, atrás de um corrupio de leis; compram influências; prometem o que sabem que não vão cumprir e fazem demagogia. Sempre.
            A fórmula final adquire os contornos de nepotismo, que é aquela em que parece que estamos.
            Mas quem manda na realidade não são eles; são, aparentemente, as tais organizações “sem rosto” atrás apontadas. E, no meio internacional onde nos situamos, as grandes organizações financeiras internacionais, paredes-meias com as ideologias subversivas da sociedade (olá “Escola de Frankfurt”), com especial incidência na ocidental e dentro de esta, na cristã, onde se destaca a católica…
            Sendo o Estado fraco, cheio de corrupção (não há dia algum que não saiam nos “media” notícias sobre corrupção), antinacional e inepto (a não ser para cobrar os tais impostos), a Justiça – que se transformou quase exclusivamente no exercício deletério do Direito - e a organização social, económica e financeira, etc., seguem-lhe os passos.
            O equilíbrio dos tais “três poderes” é ilusório, a sua desejada complementaridade é um embuste.
            Cada um puxa a brasa à sua sardinha, guerreiam-se e sabotam-se. Mais uma vez é a Nação (que a ouvir os responsáveis políticos, desapareceu…) que sofre e fica à deriva.
            Aquilo que se vai fazendo de útil são as iniciativas de empreendedorismo, de cidadãos, que aproveitam nichos de liberdade; investigadores, artistas, desportistas, outros profissionais, que devido ao seu valor e ocasiões que sabem aproveitar, sobressaem, a maioria deles, no estrangeiro; e o que resta de antigas e veneráveis instituições ou corporações que vão sobrevivendo e trabalhando em prol da comunidade, como são os exemplos ainda existentes na Igreja, nas Forças Armadas, na Diplomacia, nas velhas Academias, em áreas universitárias (não muitas), em Instituições de Solidariedade Social, etc.
            Deixou de haver “País” como tal, não há um ideal comum, tudo é centrífugo, nada é centrípeto. Está tudo “partido”, pudera…
            O que existe resulta apenas da “energia cinética” de quase 900 anos de História comum, que a muitos já pouco diz.
            O resto virou uma calamidade, onde sobressai a corrupção, o relativismo moral, o “deus mamon”, a criminalidade, o desregramento da comunicação social, a incultura, a decomposição da família e das instituições, etc., enfim as barbaridades feitas “normalidades”.
            Ora um sistema destes, só se mantém, através dos subsídios (haver um mínimo de dinheiro no bolso), algum pão e muito circo (futebol, telenovelas, “reality shows”), imbecilização através dos OCS (sobretudo a televisão); de uma escola que quase só produz analfabetos encartados e acesso desregrado ao crédito.
            Tudo isto produziu uma dívida escandalosa, impagável nas próximas gerações, se é que em alguma.
            Essa dívida – cuja principal responsabilidade, reside na falta de senso e prudência dos responsáveis portugueses – tem sido fomentada e, ou, aproveitada, desde há 250 anos pela finança apátrida internacionalista, que tem – no nosso caso e em termos contemporâneos - origem na dependência da Coroa Portuguesa, desde 1805, da Casa Inglesa Barings, falida há meia dúzia de anos na voragem da crise espoletada em 2008 – e que tinha sido mantida em respeito, durante o consulado do Professor Salazar, com vontade indómita e pulso de ferro. [3]
            Essa maneira de lidar com o dinheiro (chamemos-lhe assim) voltou em força no fim dos anos 70, a que a nacionalização da banca em 1975, só deu asas…
            Para os menos crentes lembra-se, se é que alguma vez deram conta, que o maior “Golpe de Estado”, alguma vez feito em todo o mundo, ocorreu em 23 de Dezembro de 1913, no próprio Congresso e Presidência Americana, o que deu origem ao “Federal Reserve Bank” (“FED”, para os amigos…).
            Numa palavra não temos qualquer Democracia, mas sim uma Plutocracia onde com o decorrer do tempo, o dinheiro e o Poder, estão concentrados em cada vez menos mãos.
            Estas “forças” já se aproveitaram (e nós pusemo-nos a jeito) das três bancarrotas que em Portugal já houve, desde o dia em que os cravos floriram por artes mágicas nos canos das espingardas. A quarta bancarrota vem já a caminho.
            Por sorte, não tem havido ruptura de abastecimento, nem bombas nas ruas. O sol e a praia ajudam.
            O vinho está (ainda) barato e é bom. Eis a grande conquista de Abril. Que já vinha detrás…
            Ora um sistema como o descrito, onde sobressai a imoralidade e a dívida, só se aguenta, também, pela mentira.
            É o que ilustraremos na segunda parte do escrito.


João José Brandão Ferreira
Oficial Piloto Aviador (ref.)


                                                            


[1] Nem a propósito do 45º aniversário do 25 de Abril…
[2] Éfeso 540-470 A. C. Filósofo pré-socrático, considerado o “pai da Dialética”. Recebeu a alcunha de “o Obscuro”…
[3] Banco Barings (1762 – 1995), fundado por Francis Baring, era o banco mais antigo de Londres. Colapsou quando um seu empregado, que trabalhava na filial de Singapura, Nick Leeson, provocou 827 milhões de libras de prejuízo ao fazer investimentos fraudulentos (especulação), sobretudo em “contratos de futuro”


Fonte: O Adamastor

sábado, 6 de abril de 2019

Filosofia


Toda a filosofia canta a glória de Nosso Senhor Jesus Cristo, que criou todas as coisas deste mundo. A filosofia não é mais que a descoberta das maravilhas que Deus fez neste mundo, no mundo material, no mundo espiritual e no mundo celestial, porque o cume da filosofia é a teodiceia, ou seja, o estudo de Deus e de todos os Seus maravilhosos atributos. A teodiceia faz-nos conhecer o Criador, Aquele que é por Si mesmo, enquanto nós não somos nada a não ser por Ele. As verdades da filosofia devem ser estudadas e meditadas à luz da fé, porque algumas verdades, inclusive naturais, são objecto de fé. As primeiras palavras do Credo são, de facto, palavras que afirmam verdades da filosofia, e por isso, da razão natural: "Creio em Deus, Criador do Céu e da Terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis". Aí está, em definitivo, toda a teodiceia.

Mons. Marcel Lefebvre in «A Santidade Sacerdotal».


Fonte: Veritatis

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Conversas Reais com o Engº António Carmona Rodrigues



Conforme prometido na última Assembleia Geral, a Real Associação de Lisboa regressa aos Jantares Tertúlia Conversas Reais já no próximo dia 11 de Abril, quinta-feira, pelas 20:00, tendo convidado o antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Eng.º António Carmona Rodrigues, para uma conversa informal sobre a coesão territorial, no restaurante Parlatório (Rua de São Bento, 334).
O preço do jantar é de 20,00€ por pessoa e poderá reservar comodamente o seu lugar aqui, ou contactar-nos através do endereço secretariado@reallisboa.pt, pelo telefone 21 342 81 15 ou presencialmente na nossa sede, no novo horário de atendimento: de segunda a sexta-feira das 11:00 às 14:00.
Contamos com a sua presença!

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Ideologias contra a Verdade



No tempo de Estaline, os grandes biólogos russos, que descobriram o gene como núcleo invariável da herança humana, foram condenados por Lisenko e enviados a morrer na Sibéria. De facto, o gene, invariável, estabilizado, passando a mesma herança cromossómica de pais para filhos, não se acomodava à dialéctica marxista, e era, segundo a óptica dos funcionários do partido, uma heresia idealista. Mas mais recentemente, nos Estados Unidos, vários professores universitários foram banidos e caluniados por terem descoberto uma sensível diferença entre a inteligência de negros, brancos e mestiços. Além disso, puseram a claro uma correlação entre a herança genética e o grau de inteligência. Tais descobertas iam contra a ideologia reinante que afirmava ser a inteligência um factor igual para todos e só dependente da educação e do meio familiar. Toda a investigação foi paralisada e os cientistas foram condenados como racistas e nazis.

Estes dois exemplos demonstram que embora a ciência contrarie as teses fundamentais das ideologias mais divulgadas, estas conservam a sua dinâmica e poder de proselitismo, porque o seu impacto nas massas não se baseia na verdade, ou falsidade, dos seus dogmas e explicações. Antes repousa nos mitos, nas emoções que desencadeiam e nos interesses que cobrem.

António Marques Bessa e Jaime Nogueira Pinto in «Introdução à Política», 1977


Fonte: Veritatis

quarta-feira, 3 de abril de 2019

O nosso Príncipe no Sri Lanka

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Altas horas da noite, recebemos de SAR, o Príncipe da Portugalidade, imagens da sua estadia no Sri Lanka, onde se encontra a convite do clero católico e dos portugueses do Ceilão para ali proceder à entrega de uma imagem de Nossa Senhora de Fátima.

 Emocionado, diz-nos que o calor humano, o respeito e o carinho com que o recebem aqueles portugueses desunidos do corpo físico da pátria desde 1658 é a todos os títulos comovedor. No Índico, numa paróquia Portuguesa de Batticaloa, no leste da ilha, rezou-se anteontem em português. Finda a cerimónia religiosa, a comunidade dançou em honra do seu Príncipe.

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terça-feira, 2 de abril de 2019

Livre sur l’infante Filipa de Portugal



Ouvrage consacé à l’infante Filipa de Portugal. Filipa, Maria, Ana, Joana, Micaela,Rafaela de Bragance, infante de Portugal est née au château de Fischhorn le 27 juillet 1905. Elle est le 9ème enfant des 11 enfants de Miguel, duc de Bragance (1853-1927) et de sa seconde épouse la princesse Marie Therese de Löwenstein-Rosenberg (1870-1935).
Née en exil, l’infante Filipa ne peut pénétrer sur le sol du Portugal. En 1938, elle est toutefois autorisée par Salazar à entrer sur le sol portugais. Elle y revient à plusieurs reprises jusqu’en 1946, date à laquelle elle s’installe dans sa patrie.
Elle oeuvre pour la restauration de la monarchie. C’est alors son frère Dom Duarte Nuno qui est le chef de la maison royale. Elle entretient une correspondance soutenue avec le dictateur Salazar. L’auteur Paulo Drumond Braga a analysé cette correspondance. Fallait-il voir autre chose qu’une amitié de circonstance ?
L’infante est décédée à Ferragudo au Portugal en 1990.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Infante D.Miguel, Duque de Viseu, foi convidado para a tradicional Feira de Abril, de Sevilha



Sua Alteza Real o Senhor Infante Dom Miguel de Bragança, Duque de Viseu acaba de ser convidado para a célebre e tradicional Feira de Abril, de Sevilha, onde conta muitos e bons Amigos. Da agenda de viagem, Sua Alteza Real tem já marcado um jantar com SAR a Senhora Infanta Dona Elena de Borbón, Irmã de Sua Majestade o Rei Filipe de Espanha. Também D. Manuel Morales de Xódar e D. Francisco José Morales de Jodar convidaram já o Duque de Viseu para vários actos da tão típica feira sevilhana.


domingo, 31 de março de 2019

Moinhos de vento


De que vale lutar, barafustar, escrever, contra uma realidade que nos incomoda mas parece imutável?! Para quê torturar-me, irritar a vesícula, se no fundo as pessoas gostam assim, e querem que assim continue! Representante fidedigno deste paraíso terreal é o presidente da república que temos. E as dúvidas sobre o seu perfil terão ficado dissipadas, imagino eu, com este caso do 'governo familiar'! Começou por dizer que não era assunto; depois, perante algum alarido social, admitiu que já chega, nem mais um parente, para finalmente afirmar que não foi ele, mas sim Cavaco Silva quem deu posse a semelhante fenómeno! Extraordinário!

Outro moinho de vento é a amnésia que afecta geralmente as pessoas responsáveis por empréstimos ruinosos. Inclui o supervisor. Face às 'brancas' sucessivas, tive pena do Governador, e apeteceu-me telefonar-lhe para dizer que foi a mim que emprestaram o dinheiro e que esteja descansado pois vou pagar tudo até ao último cêntimo. Palavra de contribuinte.

 

Fonte: Interregno

sábado, 30 de março de 2019

LV Governo da Monarquia Constitucional Portuguesa (não existiam quaisquer laços familiares entre o seus membros)



O 55.º Governo da Monarquia Constitucional e 27.º governo desde a Regeneração, Ministério presidido por João Franco, foi nomeado por Sua Majestade Fidelíssima El-Rei Dom Carlos I, em consequência da vitória eleitoral do Partido Regenerador Liberal, a 19 de Maio de 1906 e exonerado a 4 de Fevereiro de 1908 (em consequência do Regicídio de 1908) por El-Rei Dom Manuel II. Neste governo não existia qualquer relação familiar entre os seus membros.
Na sequência da fotografia, a sua constituição era a seguinte:
De pé: em primeiro, Luís de Magalhães, Ministro e secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros (Mai. 1906 – Mai. 1907); José Malheiro Reimão, Ministro e secretário de Estado dos Negócios das Obras Públicas, Comércio e Indústria; António Carlos Coelho de V.B. Vasconcellos Porto, Ministro e secretário de Estado dos Negócios da Guerra (Mai. 1906 – Fev. 1908) e Ministro e secretário de Estado interino dos Negócios da Marinha e Ultramar (Jun. – Set. 1907); Ayres D’Ornellas, Ministro e secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar (Mai. 1906 – Jun. 1907 e Set. 1907 – Fev. 1908);
Sentados: José Novais, Ministro e secretário de Estado dos Negócios Eclesiásticos e de Justiça (Mai.1906 – Mai. 1907 sendo substituído por António José Teixeira de Abreu, Ministro e secretário de Estado dos Negócios Eclesiásticos e de Justiça, dessa data a Fev. 1908); João Franco Castello-Branco, presidente do Conselho de Ministros e Ministro e secretário de Estado dos Negócios do Reino; e Ernesto Driesel Schröeter, Ministro e secretário de Estado dos Negócios da Fazenda (Mai. 1906 – Mai. 1907).
Reitera-se que entre os Conselheiros – assim era o tratamento dedicado aos Ministros – retratados não existia qualquer laço familiar ou parentesco; deu-se este a título de exemplo assim como se poderiam referir os anteriores e seguintes Governos da Monarquia Constitucional Portuguesa.  O Rei reinava – e tinha o seu herdeiro presuntivo -, o Governo – sem qualquer laço familiar com a Família Real – governava!
Realmente, uma MONARQUIA não é uma república!

Miguel Villas-Boas